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Isiah Whitlock Jr. (1954-2025)

Isiah Whitlock Jr. morreu no última segunda-feira do ano e embora não seja um nome conhecido da maioria das pessoas, interpretou o Senador Clayton, um dos personagens mais carismáticos (e autor de um bordão impecável) da série The Wire, uma das melhores de todos os tempos, que lhe garantiu papéis em produções posteriores diferentes como nas séries Veep, Lei e Ordem, O Nevoeiro, Atlanta e Assassinato na Casa Branca, além de seguir sua parceria com Spike Lee, com quem fez cinco filmes desde 2002 (A Última Noite, Elas Me Odeiam Mas Me Querem, Chi-Raq, Infiltrado na Klan e Destacamento Blood)

Brigitte Bardot (1934-2025)

Morreu um dos maiores nomes da cultura pop e um dos grandes exemplos de como uma pessoa pode tornar-se o oposto do que era com o passar do tempo. Ícone do cinema e da música francesa nos anos 60, Brigitte Bardot tornou-se uma das maiores celebridades do século passado, foi ativista feminista e em prol do direito dos animais, mas nas últimas décadas de vida tornou-se uma pessoa horrível: conservadora, racista e xenofóbica, fez questão de sujar a reputação que havia construído no início de sua carreira. Uma pena.

Steve Cropper (1941-2025)

Morreu um dos maiores nomes da história da soul music – um guitarrista branco que mudou a forma de tocar seu instrumento de forma discreta e eficaz. Só o fato de ser o guitarrista dos Booker T & the MGs já é motivo para que Steve Cropper estivesse entre os maiores da história, mas ele acompanhou nomes tão distintos e gigantescos quanto Wilson Pickett e Otis Redding, além de ser um dos integrantes da banda dos Blues Brothers. Monstro sagrado.

Jimmy Cliff (1944-2025)

Morreu nesta segunda-feira um dos maiores nomes da história da música afrodiaspórica e um dos maiores nomes da história do reggae. Jimmy Cliff é superlativo em vários níveis e sua influência é sentida até hpje.

Udo Kier (1944-2025)

Recém-acolhido por Kleber Mendonça Filho, que o colocou para atuar em filmes como Bacurau e o novíssimo O Agente Secreto, o alemão Udo Kier, que morreu neste domingo, tem uma longa ficha corrida na história do cinema tendo atuado em mais de 200 filmes e trabalhou com nomes tão diferentes quanto Dario Argento (no clássico Suspiria), Andy Warhol e Paul Morrissey (nos filmes Carne para Frankenstein e Sangue para Drácula), Gus Van Sant (Garotos de Programa). Fassbinder, Herzog, Von Trier e até no filme de Madonna, Sex.

Jards Macalé: “Vale a pena ser poeta?’

Jards conseguiu ultrapassar o moderno e ser eterno como queria. Escanteado do panteão da MPB para se unir ao bloco dos malditos, passou por apertos e maus bocados para seguir vivendo fazendo música. Mas felizmente a nova geração o descobriu na década passada e eles aos poucos foi recuperando a estatura que sempre teve e morre depois de ter sido muito festejado em vida, como vários de seus contemporâneos não foram. Escrevi sobre sua importância e sua renascença pro Toca UOL.