Trabalho Sujo - Home

Pulp ♥ Abba

Quem gosta de Abba e de Pulp já deve ter percebido que o trabalho das duas bandas, apesar de não parecer, pertencem a um mesmo universo musical. Então imagine a possibilidade de ver o Pulp tocando Abba à frente de uma orquestra? Foi isso que a BBC pensou ao chamar a banda liderada por Jarvis Cocker para tocar em seu clássico estúdio Maida Vale, acompanhados pela orquestra da própria emissora inglesa. O melhor foi que Jarvis preferiu uma música pouco manjada do quarteto sueco para a apresentação, “The Day Before You Came”, de 1982. Olha isso…

Assista abaixo:  

Taí a música nova dos Arctic Monkeys

Eis “Opening Night”, música nova dos Arctic Monkeys que abre os trabalhos da coletânea Help(2), mais uma iniciativa da ONG War Child para ajudar as crianças que vivem em zonas de conflito. Como a compilação que deu origem a esse novo disco (a primeira Help foi lançada em 1995 e reunia nomes como Oasis, Blur, Radiohead, Orbital, Portishead, Massive Attack, Suede, Sinéad O’Connor, Manic Street Preachers, entre outros), a nova versão, que será lançada dia 6 de março, também junta um elenco invejável: Damon Albarn junto com Johnny Marr, Beth Gibbons, Depeche Mode, Pulp, Beck (gravando “Lilac Wine” do Jeff Buckley com Arooj Aftab) e artistas mais novos como Cameron Winter, Black Country New Road, Last Dinner Party, Arlo Parks, Beabadoobee, Big Thief, Fontaines D.C., Wet Leg e Olivia Rodrigo (cantando “The Book of Love’” dos Magnetic Fields ao lado do Graham Coxon!), entre outros – veja a relação completa e a capa da coletânea abaixo. E essa música nova dos Monkeys apesar de seguir a vibe pop adulto dos discos mais recentes da banda tem um quezinho do disco AM que tanto sentimos falta (aqueles “uh-uh” de “One for the Road” parecem surgir a qualquer minuto) e parece anunciar uma nova fase do grupo. Será?

Ouça abaixo:  

Jarvis Cocker ♥ Johnny Cash

A ideia do Pulp gravar uma versão de Johnny Cash é tão improvável quanto a ideia da banda de Jarvis Cocker gravar qualquer versão – eles até zoam com isso na clássica “Bad Cover Version” que lançaram no começo do século. Mas depois que tocaram “(We Don’t Need This) Fascist Groove Thing” do Heaven 17 ao lado do LCD Soundsystem há uns meses, parece que ficaram mais à vontade para visitar a obra de outros artistas. E por mais que Johnny Cash (apesar das mesmas iniciais de seu líder) pouco tenha a ver com a banda-símbolo do britpop, na hora em que você ouve sua versão para “The Man Comes Around” (quase-título de seu último disco do homem de preto, American IV: The Man Comes Around, de 2002) percebe-se como eles se apropriaram do imaginário apocalíptico do pioneiro do rock para seu universo estético. A faixa foi gravada para o seriado inglês The Hack e fará parte da edição deluxe do disco que o Pulp lançou esse ano, o ótimo More.

Ouça abaixo:  

Pulp no Tiny Desk!

Olha que maravilha esse Tiny Desk com o Pulp: além de reunir sua banda com direito a cordas e tudo, Jarvis Cocker ainda fez uma bela seleção pinçando músicas de diferentes fases da banda num minirrepertório que abre de forma surpreendente com “This is a Hardcore”, passa por uma das minhas favoritas da banda (“Something Changed”, que eles não têm vergonha de recomeçar depois de se confundir) e puxa uma do disco desse ano (“A Sunset”) e outra de um passado pré-britpop (“Acrylic Afternoons”). É pedir demais que o Pulp tenha ao menos um quinto da popularidade que o Oasis conseguiu em seu revival? Porque bagagem pra isso eles têm de sobra…

Assista abaixo:  

LCD Soundsystem + Pulp ♥ Heaven 17

Quando Pulp e LCD Soundsystem anunciaram que fariam shows juntos no Hollywood Bowl, clássica arena de shows em Los Angeles, nos Estados Unidos, é claro que sabíamos que seriam apresentações memoráveis. O que não dava para prever era a colaboração entre os dois grupos que aconteceu quase no final do show do grupo de Nova York, quando o vocalista do Pulp Jarvis Cocker juntou-se à banda para tocar a memorável “(We Don’t Need This) Fascist Groove Thang”, um dos hits da clássica banda de tecnopop Heaven 17, um improvável mas coerente ponto de encontro entre os dois grupos. O LCD Soundsystem já tinha tocado a música no disco ao vivo Electric Lady Sessions, que foi gravado no histórico estúdio Electric Lady que Jimi Hendrix fundou em 1968, mas nunca a havia tocado num show de fato como aconteceu na apresentação de sexta-feira, quando Cocker dividiu os vocais com a vocalista do LCD Nancy Whang – ainda mais cantando ESSA música em plenos Estados Unidos de 2025. Bom demais!

Assista abaixo:  

30 anos do disco mais importante do britpop

Ao contrário de vários protagonistas do britpop que seguem vagando pelos palcos do mundo cantando músicas de 30 anos atrás, o Pulp voltou à ativa recentemente com um bom disco (o autoexplicativo More), embora siga voltando aos seus clássicos em suas apresentações ao vivo – e esteja aos poucos revisitando o próprio passado para aproveitar a empolgação dos velhos fãs. É o caso dessa excelente caixa que comemora o 30º aniversário do disco mais importante daquela cena, o imbatível Different Class, que ganhou tratamento de luxo em uma versão em vinil que traz um encarte de 28 páginas sobre o disco, um envelope com fotos e artes inspiradas no álbum de 1995, além da capa vazada original, que sugeria que o ouvinte pudesse trocar a imagem de capa a partir de outras cenas que o grupo incluiria no encarte (algo que não saiu do papel na época, mas que finalmente é colocado em prática). Além da íntegra do disco original, a nova edição também traz a íntegra da apresentação que o grupo fez no festival de Glastonbury daquele ano, quando tiveram que substituir os Stones Roses em cima da hora e transformaram seu show em um ponto de virada em sua carreira, chegando ao mesmo patamar que Suede, Blur e Oasis a partir de um disco soberbo e um show histórico. A nova edição será lançada no dia 24 de outubro e já está em pré-venda – e eu fico cogitando que mágico seria assistir ao grupo tocando todo o Different Class na íntegra no palco numa turnê de um futuro próximo. Sonhar não custa nada…

Veja abaixo:  

E o Pulp de surpresa?

O show da Lorde não foi o único show surpresa desta edição do festival de Glastonbury, na Inglaterra, nem foi também o único a receber o bastão da Charli XCX pra ser o anfitrião do verão deste ano no hemisfério norte, quando uma atração chamada Patchwork, que ninguém nunca tinha ouvido falar, revelou-se ser o próprio Pulp, tocando há exatos 30 anos e quatro dias após sua clássica aparição na edição de 1995 daquele mesmo festival. Depois de fazer mistério com pessoas com capas de chuva no palco de mãos dadas, quando o telão perguntou para o público se eles estavam pronto para o verão do Pulp, uma das promessas feitas por Charli quando ela começou a despedir-se de seu longo verão Brat no festival de Coachella, nos EUA, deste ano. “O motivo pelo qual tocamos aqui 30 anos e quatro dias atrás foi porque o guitarrista dos Stone Roses, John Squire, quebrou sua clavícula e recebemos o convite apenas dez dias antes do show… Dez dias!”, o próprio Jarvis Cocker lembrou durante a apresentação deste ano. “Estávamos mais nervosos do que nunca. Mas hoje é diferente… Me sinto bem sossegado e vocês?” O show do grupo ainda contou com um rasante da esquadrilha da fumaça inglesa e com ninguém menos que a jovem Olivia Rodrigo (será que era ela mesmo?) curtindo no meio da plateia. Bom demais esse verão Pulp!

Assista abaixo:  

Pulp de volta com tudo

“Quando o amor desaparece, a vida desaparece”, canta Jarvis Cocker no novo single do Pulp, “Got to Have Love”, o segundo desde que o grupo inglês anunciou sua volta com o álbum More, programado para sair no próximo dia 6. A faixa foi composta quando o grupo gravava seu disco anterior, We Love Life, na virada do século passado, e parece ter saído de qualquer disco clássico da banda, mostrando que sua volta parece fazer mais sentido artisticamente do que apenas do ponto de vista comercial. Para acompanhar o novo single, o grupo desenterrou imagens de uma competição de dança realizada em 1977 e registrada no documentário Wigan Casino, lançado no mesmo ano, e o próprio Jarvis editou o vídeo, sintetinzando a excitação retrô para uma volta do britpop clássico que faz sentido em 2025.

Assista abaixo: