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Trabalho Sujo Apresenta: Dummy 30 anos – Matar Um Homem Morto

Em mais uma sessão Trabalho Sujo Apresenta realizada no Cine Belas Artes, celebramos o primeiro disco da banda Portishead, Dummy, lançado há exatos 30 anos. Em mais um show que dirijo, reuni três jovens talentos da nova cena paulistana para recriar o disco que elevou o trip hop a um novo patamar a partir do encontro de Manu Julian (vocalista das bandas Fernê e Pelados), Thales Castanheira (que acompanha Manu em seus shows solo) e Lauiz (produtor musical e também integrante do grupo Pelados). Os três contarão com o apoio visual de Danilo Sansão, que, ao lado de Manu, traduz na tela do cinema de rua mais tradicional de São Paulo, a estreia da banda de Bristol no espetáculo Dummy 30 anos – Matar Um Homem Morto, inspirado não apenas no álbum de 1994 mas também no vídeo que o antecedeu, To Kill a Dead Man, quando a banda experimentou misturar jazz dos anos 50 e trilhas sonoras dos anos 60 no amálgama de soul music, música eletrônica, hip hop e reggae que já vinha sendo conduzido pelos conterrâneos de artistas como Massive Atttack e Tricky. A apresentação acontece no dia 17 de outubro e os ingressos já estão à venda neste link.

Portishead: To Kill a Dead Man

Há exatos 30 anos, no dia 22 de agosto de 2024, o grupo inglês Portishead lançava seu primeiro disco, Dummy, inaugurando um novo gênero para as massas chamado trip hop. Aquele hip hop lento com referências de jazz, reggae e funk já vinha sendo experimentado do outro lado do Atlântico há alguns anos (há exemplos clássicos do gênero no histórico Paul’s Boutique dos Beastie Boys, de 1989), mas o grupo de Bristol trouxe dois elementos cruciais para tornar aquela sonoridade ainda mais popular: referências de trilhas sonoras de filmes antigos (especialmente as compostas pelos maestros John Barry e Lalo Schifrin) e a voz deslumbrante, dramática, triste e sensual numa mesmíssima medida, de sua vocalista Beth Gibbons. O que poucos sabem é que esta sonoridade foi posta em prática pelo grupo no mesmo ano do lançamento do disco, quando produziram um curta para testar aquela atmosfera musical que estavam produzindo. To Kill a Dead Man foi dirigido pelo amigo Alexander Hemming, escrito pelo trio e conta com a participação dos três (Geoff Barrow, Beth Gibbons e Adrian Utley) no elenco e foi dali que saiu a imagem da capa do disco. “Em 1994, nós concebemos e fizemos To Kill a Dead Man”, escreveu o grupo anos depois, quando o filme foi relançado em um DVD da banda, “percebemos rapidamente que subestimamos grosseiramente como era difícil escrever, conceber visualmente, atuar e realizar um curta. Por isso preparem-se, lá vem…”

Assista abaixo:  

Portishead e uma orquestra… 25 anos depois

Este 2 de novembro marca os 25 anos do lançamento do maravilhoso Roseland NYC Live, terceiro volume da discografia do Portishead que registrou o grupo ao vivo na casa de shows nova-iorquina que batiza o álbum. Acompanhado por uma orquestra com 28 músicos, o quarteto inglês consolida sua ascensão nos anos 90 ao tocar o repertório de seus dois discos de estúdio em uma noite de gala, especificamente brilhante para a vocalista Beth Gibbons, que se joga nas músicas. Aproveitando o aniversário do disco, o grupo atualiza a gravação com duas músicas novas que não estiveram no lançamento original (“Undenied” e “Numb”) e uma (“Western Eyes”) que originalmente foi editada para caber no CD na íntegra, remasterizando o disco original. Mas o mais importante do anúncio é que ele termina avisando que o grupo deve ter mais novidades em breve. Disco novo? Turnê?

Assista abaixo: