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Como foi o segundo dia do C6Fest 2026: Oklou magistral, Robert Plant ancestral

O domingo do C6Fest começou com o principal erro em sua escalação, quando o Magdalena Bay tocou na área externa do Auditório Ibirapuera e Benjamin Clementine tocou na tenda. O show da dupla kitschpop – apesar de afiado – perdeu-se no som baixo e na dimensão gigante daquele palco, enquanto o pianista inglês teve que espremer um show com naipe de sopro e cordas num palco bem menor. Fora a divisão de públicos para cada palco que ficou ainda mais evidente no segundo dia do festival no Parque: o público da parte externa era mais velho e heterotop, o da a tenda era mais jovem e descolado (até nas praças de alimentação de cada palco: o hambúrguer da área externa era Z Deli, o da tenda era Patties), o que reforça ainda mais os Magdalena estarem na tenda (onde a pressão dos fãs iria deixar o show intenso) e Benjamin na arena. Logo depois os Paralamas receberam a Nação Zumbi no palco maior, quando dividiram duas músicas (“Selvagem” e “A Praieira”) no começo e outras duas (“O Calibre” e “Manguetown”) no final. Na tenda, Oklou fez o segundo melhor show da noite, apaixonada pelo público que cantava todas suas músicas. A sueca Lykke Li entrou depois e fez um show mais melancólico que dançante, pinçando a “Sozinho” (aquela!) como agrado ao país – e cantando num português ótimo! – para só no final do show ir para a pista, culminando com a inevitável “I Follow Rivers”. Penúltimo show da noite, Robert Plant fez uma apresentação memorável e está com a voz ótima. Além de cantar algumas do Led (“Four Sticks”, “Ramble On” e “Friends”), passou por músicas do Moby Grape, Los Lobos e Neil Young e fez o único show naquele palco com bis, quando primeiro dividiu os vocais com a ótima Suzi Dian em uma música do Low (“Everybody’s Song”, quando seguraram uma nota juntos por longos e heroicos segundos) para pegar todo mundo de surpresa com “Rock and Roll” – e sem deslizar. Encerrou uma noite maravilhosa, que ainda teria um posfácio inacreditável, quando Cameron Winter tocou no Auditório às onze da noite. Mas já falo sobre isso.

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Um C6 Fest voltado para o rock brasileiro…

O banco C6 e a produtora Dueto (que já fazem juntos o C6Fest) apresentam seu novo festival: C6 no Rock, que acontece nos dias 22 e 23 de agosto no Parque Ibirapuera, e cuja primeira edição é sobre rock nacional dos anos 80. O evento terá shows dedicados a discos clássicos do período e outros em homenagem a Cazuza e Rita Lee. Que acharam?

Gilberto Gil ♥ Jorge Ben, Zeca Pagodinho, Paralamas do Sucesso e Iza

Depois de convidar Seu Jorge e Roberto Carlos para as apresentações de retorno a São Paulo no fim de semana passado, nosso mestre Gilberto Gil subiu o sarrafo mais uma vez ao trazer pelo menos dois convidados por show no retorno de sua turnê Tempo Rei ao Rio de Janeiro. No sábado, ele chamou Iza para dividir “Não Chores Mais”, sua versão para “No Woman No Cry” de Bob Marley, e encerrou o show convidando Zeca Pagodinho pra fazer “Aquele Abraço” com ele. No domingo, ele foi ainda mais ousado: primeiro trouxe o Paralamas do Sucesso inteiro para cantar “A Novidade” com ele, depois chamou sua neta Flor Gil pela segunda vez para o palco da turnê, desta vez para cantar “Estrela” (na primeira vez, em São Paulo, ela cantou “Refazenda”) e pegou todo mundo de surpresa quando convocou ninguém menos que Jorge Ben para o palco em sua “Filhos de Ghandi”, música que não estava no repertório da turnê e sim no clássico disco que os dois gravaram juntos há 50 anos, o soberbo Gil & Jorge: Ogum, Xangô. As próximas datas da turnê acontecem em Fortaleza (dias 15 e 16 de novembro), Recife (22, 23 e 28) e Salvador (dia 20 de dezembro) – isso se ele não inventar de marcar datas pro ano que vem.

Assista abaixo:  

O rock brasileiro dos anos 80 em uma cápsula do tempo

Em mais uma incursão pelo meio impresso, colaboro com uma edição especial da Rolling Stone Brasil que chega às bancas nesta semana celebrando os 40 anos do rock brasileiro dos anos 80, editada pelo compadre Pablo Miyazawa. Além de voltar ao verão de 1982, quando tudo começou no Rio de Janeiro, conversando com Evandro Mesquita, Perfeito Fortuna, Leoni, João Barone e Leo Jaime sobre o período em que o Circo Voador foi criado, a Rádio Fluminense tornou-se a primeira rádio rock do Brasil e o filme Menino do Rio espalhava a novidade carioca para o resto do Brasil, também fiz uma lista com os 80 discos mais importantes daquele período, dissecando-os um a um – além de reunir os principais hits do período em uma playlist feita para a revista. Parte do conteúdo já está online, como a reportagem sobre o verão de 1982 e a resenha sobre o primeiro disco da Blitz, mas a maioria dos textos só dá pra ler na versão impressa.

Vida Fodona #691: Festa-Solo (15.11.2020)

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Começando a discotecar ao vivo em pleno domingo à tarde, para acompanhar a apuração enquanto ponho um som… Cola lá no twitch.tv/trabalhosujo.

Cidadão Instigado – “Contando Estrelas”
Pink Floyd – “Free Four”
Carabobina – “Deixar de Rodear”
Nightmares on Wax – “Les Nuits”
Massive Attack – “Group Four (Mad Professor Remix)”
Baianasystem – “Jah Jah Revolta (Adubada por Buguinha Dub)”
Primal Scream – “Higher Than The Sun (A Dub Symphony In Two Parts)”
Gregory Isaacs – “Night Nurse (Dub 2)”
Augustus Pablo – “Frozen Dub”
DJ Cleiton Rasta – “Cabeça de Gelo”
Lee Perry – “Dub Revolution”
Céu – “Roda (Bombay Dub Orchestra’s Grateful Dub Mix)”
Paralamas do Sucesso – “Marujo Dub”
Anelis Assumpção e os Amigos Imaginários – “Eu Gosto Assim Dub”
EMYND – “Ain’t No Mountain High Enough Shaky Dub”
Bixiga 70 – “Dub di Malaika”
Beastie Boys – “Dub the Mic (Instrumental)”
Quinto Andar – “Queima Dub”
De Leve – “Pode Queimar (Dubrilla Remix)”
Black Sabbath – “Planet Caravan (Poolside Re-work)”
Carole King – “It’s Too Late”
Isaac Hayes – “Never Can Say Goodbye”
Célia – “Para Lennon e McCartney”
João Bosco – “Cobra Criada”
Childish Gambino + Ariana Grande – “Time”
Arnaldo Baptista – “Corta Jaca”
Nação Zumbi – “Nebulosa”
Kinks – “Waterloo Sunset”
Pulp – “Bar Italia”
Syd Barrett – “No Good Trying”
Rita Lee + Tutti Frutti – “Cartão Postal”
Chico Buarque + A Cor do Som – “Hino do Duran”
Funkadelic – “Groovallegiance”
Tulipa Ruiz – “Às Vezes”
Letrux – “Hypnotized”
R.E.M. – “Near Wild Heaven”
Legião Urbana – “Só Por Hoje”
Gal Costa – “Cultura e Civilização”
Andy Clockwise – “Open Relationship”
Air – “People in the City”
Radiohead – “Climbing Up the Walls”
Tame Impala – “Say It Right”
Carly Rae Jepsen – “Run Away With Me”
M83 – “Midnight City”
Spoon – “Hot Thoughts”
Lykke Li – “I Follow Rivers (The Magician Remix)”
Britney Spears + Madonna – “Me Against The Music”
Justice – “D.A.N.C.E.”
Michael Jackson – “Off the Wall”
Missy Elliot – “Gossip Folks”
Modjo – “Lady (Hear Me Tonight)”
Mano Brown + Seu Jorge – “Dance, Dance, Dance”
Will Smith – “Gettin’ Jiggy With It”
Sister Sledge – “He’s The Greatest Dancer”

Vida Fodona #673: Aquele híbrido

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Começa dançando e termina calminho.

Kid Creole & The Coconuts – “Stool Pidgeon”
Daryl Hall & John Oates – “Kiss On My List”
4-Track Valsa – “Festa”
Maglore – “Clonazepam 2mg”
Bonifrate – “Hora do Almoço”
Garotas Suecas – “Bucolismo”
Ween – “Freedom Of ’76”
Delgados – “Clarinet”
Grandaddy – “Miner At The Dial-A-View”
Beth Orton – “Hippy Gumbo”
Elliot Smith – “Let’s Get Lost”
Flaming Lips – “If I Only Had A Brain”
Mopho – “Não Mande Flores”
Letuce – “Todos os Lugares do Mundo”
Ana Frango Elétrico – “Chocolate”
Of Montreal – “Death Is Not a Parallel Move”
Paralamas do Sucesso – “Nebulosa do Amor”