Fenda desconstruída

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Papisa está preparando um EP de remixes para fechar o ciclo de seu primeiro álbum, Fenda, e chamou sua turma para desconstruir o disco faixa a faixa. Entre as convidadas estão Tati Lisbon, Larissa Conforto, Vivian Kuczyncski, Theo Charbel, entre outros, além do remix que a senhorita My Magical Glowing Lens, a capixaba Gabriela Terra, que dá início aos trabalhos com o remix de “Semente”, que Gabi já estava fazendo quando Papisa a convidou, e leva a música da paulista para uma fronteira imaginária entre o dub e Índia, numa viagem pesada em câmera lenta.

Os 75 melhores discos de 2019: 73) Papisa – Fenda

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“A matéria cede quando o fogo despede”

Papisa no Centro Cultural São Paulo

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Rita Oliva lança seu primeiro álbum Fenda nesta quinta-feira, às 21h, no Centro Cultural São Paulo (mais informações aqui). Quem faz o show de abertura é a cantora Yma

CCSP: Outubro de 2019

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3/10 – Kastrup– O percussionista carioca mostra seu Ponto de Mutação, a partir das 21h
6/10 – Francisco El Hombre – O grupo méxico-paulistano apresenta seu disco Rasgacabeça, lançado no início do ano, às 18h
12/10 – Febem – O rapper apresenta seu álbum Running a partir das 19h
13/10 – O Som Nosso de Cada Dia – O clássico grupo progressivo paulistano comemora seus 45 anos de carreira, lançando o disco de inéditas Mais Um Dia, às 18h
17/10 – Dialeto + Lucy – Duas bandas paulistanas de inspiração prog apresentam-se a partir das 21h
19/10 – Jair Naves + Acachapa – O líder do Ludovic mostra seu disco mais recente, o ótimo Rente, a partir das 19h
20/10 – Pin Ups + Miêta – O grupo indie paulistano lança a versão em vinil de seu novo álbum, Long Time No See, com abertura da banda mineira, às 18h
24/10 – Papisa + Yma – A cantora e compositora paulista lança seu disco Fenda com abertura da revelação paulistana, a partir das 21h
27/10 – La Leuca + Vítor Brauer – A banda catarinense mostra seu novo trabalho com abertura do líder do grupo Lupe de Lupe, a partir das 18h
31/10 – Música de Montagem – Sérgio Molina mostra o novo trabalho de seu grupo a partir das 21h

Papisa entre dois tempos

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Encontrei a Rita Oliva, dona do projeto Papisa, dia desses, retomando uma conversa que paramos lá no início de 2018, quando ela apresentou a segunda versão de seu Tempo Espaço Ritual numa das primeiras terças-feiras no Centro da Terra. De lá pra cá, ela abriu o processo de criação e gravação de seu novo disco com o público e vem amadurecendo o que se tornaria o disco Fenda, que ela anuncia para o início de agosto. Depois de lançar a faixa “A Velha” no início do ano, ela traz um contraponto, “Roda”, que chega às plataformas digitais nesta sexta-feira mas pode ser ouvido em primeira mão aqui no Trabalho Sujo.

“‘Roda’ fala da sensação de estar no meio das mudanças”, explica a cantora e compositora paulista. “e ela traz uma certa leveza, mais humana, da emoção, da nostalgia, de encarar o tempo é como uma espiral”. A faixa é um contraponto leve de um disco que ela mesma encara como mais denso, ao ser temático sobre a morte. “É um disco que fala da morte em várias perspectivas, como parte de um ciclo, literal ou figurado”, continua, lembrando que viveu algumas mortes próximas que funcionaram como gatilho para o disco, batizado justamente a partir desta sensação de transição que sentimos atravessar. “A fenda é um símbolo de uma entrefase, de um momento em que uma coisa acabou e outra não começou. Tem essa suspensão, no tempo e espaço.” O disco deve sair no dia 2 de agosto e estas são as faixas.

“Moiras”
“A Velha”
“Terra”
“Fenda”
“Retrato Infinito”
“Nigredo”
“Semente”
“Roda”
“Espelho”

Cora e Papisa no Centro do Rock

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Duas forças femininas da nova cena musical brasileira – a paulista Papisa e as paranaenses do Cora – se encontram neste sábado, às 19h, no CCSP, em mais um show gratuito (mais informações aqui).

Centro do Rock 2018

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Mais uma vez celebramos o mês de julho com rock no Centro Cultural São Paulo em mais uma edição do Centro do Rock, com trinta atrações gratuitas em quinze dias de show na mítica Sala Adoniran Barbosa, um templo do gênero em São Paulo. Repetindo o sucesso do ano passado, o festival traz o melhor do novo rock brasileiro, reunindo bandas de norte a sul do país em shows de graça. São bandas de rock clássico, psicodélico, new metal, rock alternativo, hardcore, rock instrumental, noise, drone, pós-rock, rock progressivo, indie rock, shoegaze, pós-punk, entre outras variações do gênero de todos as regiões do país: do Ceará ao Rio de Janeiro, do Goiás ao Rio Grande do Sul, do Pará Paraná, do Mato Grosso ao Pernambuco, de São Paulo ao Rio Grande do Norte. A programação é a seguinte:

Quarta, 4, às 21h
Far from Alaska e Deb and the Mentals

Quinta, 5, às 21h
Giallos e Kalouv

Sábado, 7, às 19h
Papisa e Cora

Domingo, 8, às 18h
Stratus Luna e Bombay Groovy

Quinta, 12, às 21h
Oruã e Goldenloki

Sexta, 13, às 19h
Sky Down e Lava Divers

Sábado, 14, às 19h
In Venus e Mieta

Domingo, 15, às 18h
Gorduratrans e Def

Quinta, 19, às 21h
Black Pantera e Molho Negro

Sexta, 20, às 19h
Maquinas e Astronauta Marinho

Sábado, 21, às 19h
Carne Doce e Bruna Mendez

Domingo, 22, às 18h
My Magical Glowing Lens e Bike

Quinta, 26, às 21h
Macaco Bong e Odradek

Sexta, 27, às 19h
Picanha de Chernobill e Marcelo Gross

Sábado, 28, às 19h
Frieza e Basalt

Papisa: Tempo Espaço Ritual 2018

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Conversei com a Rita Oliva sobre como vai ser a segunda edição do espetáculo Tempo Espaço Ritual, criado por sua persona Papisa, quando ela toca acompanhada pelas musas Larissa Conforto, Silvia Tape, Laura Wrona e Luna França em mais uma edição do ritual sagrado feminino que ela concebeu para o Centro da Terra em 2017 e agora repete-se nesta segunda (mais informações aqui). O espetáculo faz parte da criação e concepção do primeiro álbum de estreia da cantora e compositora.

O que aconteceu com a Papisa entre o primeiro e este novo ritual?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/papisa-tempo-espaco-ritual-2018-o-que-aconteceu-com-a-papisa-entre-o-primeiro-e-este-novo-ritual

Há muitas mudanças entre os dois eventos?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/papisa-tempo-espaco-ritual-2018-ha-muitas-mudancas-entre-os-dois-eventos

Como realizar o primeiro espetáculo no Centro da Terra guiou sua carreira?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/papisa-tempo-espaco-ritual-2018-qual-a-influencia-deste-espetaculo-na-sua-carreira

Como está o processo de criação e composição do novo álbum?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/papisa-tempo-espaco-ritual-2018-como-esta-o-processo-de-criacao-e-composicao-do-novo-album

Há previsões para a realização de novos rituais?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/papisa-tempo-espaco-ritual-2018-ha-previsoes-para-a-realizacao-de-novos-rituais

Em fevereiro, no Centro da Terra

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Retomamos as atividades no Centro da Terra em 2018 com shows de três artistas durante o mês de fevereiro. Quem inaugura a nova temporada é a debutante Isabel Lenza, que faz seus primeiros shows da vida ao mostrar seu disco Ouro ao vivo com uma banda que conta com integrantes do Bixiga 70 na formação – ela toca na próxima segunda (dia 5) e na segunda seguinte à do carnaval (dia 20). Após a folia é a vez do mítico Negro Leo inaugurar as terças-feiras da programação (dias 20 e 27), mostrando seu Action Lekking ao vivo, disco que foi rascunhado durante sua temporada no ano passado, em abril. E na última segunda-feira do mês é a vez da Papisa revisitar o espetáculo Tempo Espaço Ritual, que inaugurou em outubro do ano passado no mesmo local. E prepare-se que é só o começo do ano, logo após o carnaval anuncio os donos das temporadas do primeiro semestre deste imprevisível 2018. O Pedro deu mais detalhes sobre a temporada deste mês em seu blog no Estadão e os ingressos já estão começando a ser vendidos online aqui.

17 de 2017: 4) Segundamente

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A primeira curadoria que exerci em 2017 começou no ano anterior, quando a Keren me chamou para assumir o papel de curador de música do Centro da Terra. Para mim o desafio era simples mas ao mesmo tempo complexo: chamar artistas para valorizar o espetáculo e criar novos projetos a partir do próprio local (ele mesmo uma viagem para dentro, como o próprio tom do meu 2017). Uma matemática irracional me fez criar o projeto Segundamente, em que artistas têm quatro segundas-feiras para criar um projeto próprio, de preferência inédito. Assim, tivemos os 15 anos de carreira do Tatá Aeroplano em março, o Chega em São Paulo de Negro Leo em abril, o Mergulho de Tiê em maio, o Depois a Gente Vê de Thiago França em junho, o Na Asa de Luísa Maita em julho, o Música Resiliente em Camadas Lentas do Maurício Takara em agosto, o Mete o Loco de Rafael Castro em setembro, o Persigo SP de Saulo Duarte em outubro e o Enfrente de Alessandra Leão em novembro, além dos shows individuais de Iara Rennó (Feminística), Luiza Lian (Oyá: Centro da Terra) e Papisa (Tempo Espaço Ritual), nos meses com cinco segundas-feiras. Foram meses de aprendizado e preparo, intensos e emocionantes, com o desafio de fazer o público da região do Sumaré sair de casa nas segundas-feiras para ver shows que não veria em nenhum outro lugar. Ainda teve o sensacional encontro com todos estes artistas na primeira segunda de dezembro, provando que a música vibra sem precisar de regras ou planos. É só deixar rolar. Agradeço imensamente a todos os artistas que convidei e também a todos que foram convidados por estes artistas, transformando o Centro da Terra em um núcleo de produção musical avançada numa época em que fazer cultura parece ser subversivo – porque talvez o seja.