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Domingo na Paulista

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Se você ainda tem fôlego pós-Virada Cultural ou se o frio te venceu e te deixou em casa nesse sábado, a boa é pegar as atrações do Dia da Música que acontecem pelo decorrer da Paulista. São seis palco espalhados pela avenida, dois a cada estação do metrô entre a Brigadeiro e a Consolação, cada um deles com curadoria de gente que entende mesmo de música nova. São artistas essencialmente novos, nomes que você até pode ter ouvido falar mas que ainda estão em fase de maturação – imagine que você possa assistir à programação de um ano de Prata da Casa, aquele projeto de novas bandas do Sesc Pompeia, em um único domingo. Por isso pode ser que algum deles faz um show histórico para sua carreira, que engatilhe uma série de desdobramentos futuros que os tornarão mais conhecidos.

A programação está toda no site do Dia da Música, mas faço aqui minhas indicações: no palco curado pelo Dago, do Neu, perto do Itaú Cultural, vale sacar o show instrumental dos Soundscapes e as batidas tortas do CESRV, da turma da Beatwise. No palco do Lariú, do Midsummer Madness, perto da Brigadeiro, vale dar uma sacada no Digital Ameríndio, broder dos Supercordas. O palco do Mancha, da boa e velha casinha, fica perto do prédio da Fiesp tem três boas pedidas: Camila Garófalo, o ótimo Quarto Negro e os cariocas Simplício Neto e os Nefelibatas. No palco da Pâmela, da produtora Alavanca, devem valer a pena os shows dos goianos do Carne Doce e o pós-rock do E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante. No palco perto do Belas Artes, tocado pela Ângela Novaes, vale dar uma sacada no show dos Vermes do Limbo. E no palco organizado pelo Kamau, perto da esquina com a Angélica, vale ver os shows do Mesclado e da dupla Drik Barbosa & Mike. Fora que tem gente que eu não conheço nem de nome e pode surpreender. Vale passear pela Paulista nesse domingo e torcer pra que um dia, a avenida cartão postal, possa ser fechada (ou aberta?) aos domingos.

Silva no Clube

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O Clube da Esquina está em alta com o indie brasileiro (certamente tem a ver com a conexão Beatles): depois do tributo feito pelo Scream & Yell para Milton Nascimento é a vez do braço pop da Som Livre, o selo Slap, lançar uma homenagem ao Clube da Esquina com a coletânea Mar Azul, que reúne uns artistas bem mais ou menos em seu primeiro volume (Pedro Luís, Dani Black, Moska e Maíra Freita são os que merecem menção). Só se destaca a versão de Silva para o clássico “Girassol da Cor do Seu Cabelo”, uma das músicas mais emblemáticas daquela safra.

A volta do Mercury Rev

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Sem lançar discos há um tempão (o último foi Snowflake Midnight, em 2008), o Mercury Rev volta à ativa a partir do segundo semestre, quando apresenta seu oitavo disco, The Light In You. É o primeiro disco da banda que não foi produzido por Dave Fridmann (por questões de agenda) e sim pelos dois fundadores do grupo,Jonathan Donahue and Grasshopper. A primeira faixa, “The Queen Of Swans”, no entanto, não parece ter sido prejudicada pela ausência do velho colaborador – e eventual integrante do grupo.

Vamos torcer pelo novo disco, que sai em setembro. Eis o nome das faixas e a ordem das músicas:

“The Queen Of Swans”
“Amelie”
“You’ve Gone With So Little For So Long”
“Central Park East”
“Emotional Freefall”
“Coming Up For Air”
“Autumn’s In The Air”
“Are You Ready?”
“Sunflower”
“Moth Light”
“Rainy Day Record”

Duran Duran 2015: “Step out into the future!”

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E se eu te disse que além de estar às vésperas de lançar um disco novo (batizado de Paper Gods), o Duran Duran começou o novo trabalho com um hit fortíssimo? Pois saca só essa “Pressure Off”, que nem precisava ter a participação do onipresente Nile Rodgers e de Janelle Monáe, mas já que eles estão aí… Aumenta o som.

Chemical Brothers e Hot Chip no Sónar São Paulo

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A edição paulistana do festival catalão Sónar confirmou neste sábado as vindas da dupla Chemical Brothers e do grupo inglês Hot Chip para o seu elenco. Além dos dois, o festival ainda trará o produtor francês de house Brodinski e o produtor inglês de hip hop Evian Christ. O evento acontecerá entre os dias 24 e 28 de novembro e além das atrações musicais (que se apresentarão no palco SónarClub), ainda trará festival de cinema (SónarCinema) e uma série de palestras (Sónar+D), cujas atrações serão divulgadas em setembro. Os shows acontecerão dia 26 no Espaço das Américas (ugh) e o ingresso custará salgados R$ 550,00. Uma escalação bem fraca, se não tiverem guardando nenhum ás na manga…

A segunda parte do tributo indie a Milton Nascimento

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E tá aí a segunda banda do tributo que o Marcelo Costa organizou à eminência barroca Milton Nascimento, que depois de reunir Tono, Letuce, Bruno Souto, Rashid, Karol Conká com Bo$$ in Drama, Aláfia, Bárbara Eugênia e Pélico e mais uma galera no primeiro volume agora junta Blubell, Felipe Cordeiro, Tibério Azul, Los Porongas e outros tantos num disco que pode ser baixado gratuitamente no Scream & Yell. Separei aqui a reverente versão que os Selvagens à Procura de Lei fizeram pra uma das minhas músicas favoritas do compositor, a mágica “Nuvem Cigana”.

Sebastien Tellier nostálgico

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O francês Sebastien Tellier resolveu dar o clipe de sua “Comment Revoir Oursinet?” para um fã e abriu um concurso para quem quisesse transformar a extensa faixa (um dos momentos centrais de seu subestimado L’Avventura, lançado no ano passado) num clipe de média metragem, pois a música quase bate nos 15 minutos. Quem venceu foi a diretora Carly Blackman, que usou imagens em Super 8 de uma família anônima que morava em Detroit, quando esta era, na virada dos anos 60 pros 70, “o auge do sonho americano”, segundo a autora do vídeo.

Junto com o clipe, Tellier também liberou alguns remixes de amigos para a música – destaco aqui o do xará Matias Aguayo, que tira todo o ar bucólico da faixa original para dar um certo ar opressor.