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Quer ver o show do Boogarins com O Terno nesse fim de semana?

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Há um início de renascença psicodélica em formação na nova música brasileira e dois de seus principais expoentes dividem o palco neste fim de semana no Auditório Ibirapuera. Os goianos dos Boogarins encontram-se com os paulistanos d’O Terno nessa sexta e sábado e em cada dia uma banda abre para a outra – correndo o risco de rolar um encontro das duas ao mesmo tempo no palco, no final. A produção do show liberou um par de ingressos para cada um dos dias pra sortear aqui no Trabalho Sujo. Pra concorrer, basta dizer qual música as duas bandas deveriam tocar juntas (uma d’O Terno? Uma dos Boogarins? Um cover?) e explicar o porquê da escolha aí na área de comentários deste post. Não esqueça de dizer que dia você prefere ir ao show e deixar seu email. O resultado sai no início da tarde de sexta. Os ingressos custam R$ 20 (R$ 10 a meia) e os shows começam pontualmente às 21h.

O disco novo do Disclosure vai ser lançado com um filme

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Depois de mostrar duas músicas de seu novo disco (“Bang That” e “Holding On“), a dupla inglesa Disclosure mostra que seu novo trabalho pode ir para além das pistas, incluindo um… filme? É o que indica a novidade da dupla da semana, um trailer em espanhol que mistura tropas do governo e rebeldes que se tatuam com imagem do felino africano que batiza o novo disco, chamado de Caracal.

Um gato voando de ultraleve

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Quando eles menos perceberam, o gato estava na asa do veículo, em pleno vôo, mas no final dá tudo certo, pode assistir sem noia:

Emicida 2015: “Aguarde cenas do próximo episódio!”

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Emicida lança a primeira faixa de seu novo disco, que apesar do nome otimista – “Boa Esperança” – é furiosa como a atitude do MC em seus shows recentes – um trecho dessa nova faixa, inclusive, foi mencionado no monólogo que ele fez no início do mês no Rio de Janeiro. O que leva a crer que seu discurso na Virada Cultural também seja menção de outra letra de uma música ainda inédita. O novo disco ainda não tem nome nem capa, mas deverá ser lançado entre o fim de julho e o início de agosto, e foi um dos contemplados do edital paulista do Natura Musical do ano passado. “Boa Esperança” tirou seu título do nome de um navio negreiro citado no último livro de José Eduardo Agualusa, A Rainha Ginga e foi produzida com o curitibano Nave e tem participação de J. Ghetto.

A música terá clipe lançado na semana que vem, dirigido por Katia Lund (de Cidade de Deus) e João Wainer (de Junho) e narra a história de um motim de empregadas domésticas. O clipe tem a participação de Mano Brown, da modelo Michi Provensi e da mãe de Emicida, Dona Jacira. O rapper faz o papel de um porteiro no clipe.

The Internet com disco novo na área

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Uma das melhores coisas que saíram do coletivo Odd Future, a dupla The Internet – originalmente formada pela vocalista e produtora Syd Bennett e pelo produtor Matthew Martin – cresceu, virou uma banda e anuncia que o lançamento seu terceiro disco, batizado de Ego Death, sairá ainda este mês. Pra dar um gostinho do que vem por aí – aquele R&B forte mas que desce macio -, eles fizeram um clipe da excelente “Girl”, a música coproduzida com o menino-prodígio Kaytranada, que ele já havia mostrado na BBC no começo do ano.

A “árvore-brócoli”

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“Árvore-brócoli” (“Broccoliträdet” no idioma original) é só um apelido bobo para uma bela árvore na Suécia que foi fotografada por Patrik Svedberg, que entendeu a beleza da composição da planta, fotografando-a sempre que a paisagem e a natureza lhe dava outra roupa. O hobby virou uma conta de Instagram e uma viagem visual, saca só.

Tem bem mais fotos tanto no site oficial da árvore e em sua conta no Instagram, que vale seguir.

April 29, 2015. Time pass by.

Um vídeo publicado por A tree on Instagram (@thebroccolitree) em

Na pauta do Ecossistema da Música, gerenciamento de carreira

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Nesta quinta-feira acontece o segundo curso do Ecossistema Singles, a versão do curso Ecossistema da Música no Século 21 em que eu convido um professor para dar uma aula em uma noite sobre um assunto só – ao contrário do curso completo do Ecossistema em que converso com duas pessoas por dia durante duas semanas consecutivas. E depois da ótima aula sobre assessoria de imprensa com a Piky, chamei a Helô Aidar, da Ponmelo Produções Artísticas, que cuida das carreiras do Arnaldo Antunes, Tom Zé e Tulipa Ruiz, para falar sobre como gerir uma carreira de um artista de música, principalmente os primeiros passos. O curso acontece quinta dia 25 e as inscrições estão quase no fim lá no site do Espaço Cult.

Gerenciamento de carreira musical

O curso tem como objetivo mostrar o que é necessário para se gerir uma carreira musical do ponto mercadológico e econômico.

1) A produção é a alma do negócio

Como funciona o trabalho feito a partir da concepção da obra musical e qual é o papel de cada profissional nesta nova etapa da carreira do artista.

● O que é produção?
● A necessidade de se ter um produtor
● A dificuldade em se autoproduzir
● As diferenças entre RP, assessor de imprensa, produção na estrada e venda de shows

2) A consolidação de uma carreira

Como fazer o trabalho persistir? Como firmar um cenário que permita que o artista continue lançando discos e fazendo seus shows com alguma constância?

● Como lançar um artista atualmente
● Mídia física ou digital?
● Download gratuito: uma faca de dois gumes?
● Lançar-se no exterior
● A formalização da profissão e a criação de uma empresa

Depois do sucesso dos cursos O Ecossistema da Música no Século 21, o jornalista Alexandre Matias e o Espaço Revista Cult vêm apresentar um novo formato para quem quer entender as transformações no mercado na música. A versão Singles do curso Ecossistema traz aulas dadas em um dia por um professor, sempre com foco em uma determinada área.

As inscrições podem ser feitas lá no site do Espaço Cult.

Emicida na Virada: “Não existe amor em SP? Existe pra caralho”

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Emicida e banda subiram de branco ao palco Júlio Prestes da Virada Cultural neste fim de semana pra celebrar a tolerância religiosa, mas o rapper aproveitou pra dar o seu recado sobre as várias tensões que esticam-se sobre o Brasil atualmente. O Pedro Alexandre filmou e transcreveu, reproduzo abaixo (e vale ler seu relato completo lá no Farofa-fá, em que ele aprofunda-se nesta questão e em outras):

“E aí vira o quê? Os com-diploma versus os consciência. A Fundação é tudo, menos Casa, prum interno. É mó boi odiar o diabo, eu quero ver cê se ver lá no inferno. Não existe amor em SP? Existe pra caralho. Cês acham que as Mães de Maio chora por quê? Tendo que sobreviver ao pai que abusa, ao ferro sob a blusa, às farda que mata nós e nunca fica reclusa, ao Estado que te usa, ao padrão de beleza musa e aos otário que inda quer vim me falar de racismo ao contrário. Tempo doido, tempo doido, a espinha gela, onde as mulher é estuprada e no final a culpa ainda é delas. O problema é seu e da sua dor. Às vez eu me sinto inútil aqui, que eu não valho nada, igual o governo tem tratado os professor. Mas presses bunda mole aí que acha que nós tá dormindo, um aviso: não é porque nós tá sonhando que nós tá dormindo, viu?”.

É interessante notar a gradual transformação da persona pública do jovem Leandro, que aos poucos deixa de ser o rapaz gente boa da vizinhança pra começar a levantar o dedo pra quem levanta o dedo pra ele. É uma maturação artística que tem a ver com o seu próximo disco – que ele foi gravar na África – e o fato de ele estar aos poucos tocando instrumentos enquanto canta. Já rendeu um monólogo avassalador no Circo Voador no início do mês – e agora veio esse discurso da Virada. Sigo acompanhando.

A foto é do UOL.