O Radioca acertou na proporção e faz uma primeira edição impecável com shows com o melhor da música brasileira atual. Escrevi sobre o festival baiano pro meu blog no UOL. Abaixo, os vídeos que fiz no festival.
A psicodelia brasileira sempre caminhou na paralela e, salvo raras exceções (um Mutantes aqui, um Júpiter Maçã ali, um Supercordas acolá), seus grandes artistas e discos clássicos foram descobertos e celebrados bem depois de sua época. Pensando nisso, o site Miniestéreo Contracultura, dedicado à música de expansão da consciência, organizou a coletânea virtual Neo Psicodelia Brasileira, em que seus integrantes e mais alguns colaboradores (como o chapa Cristiano Bastos, a Lucinha Turnbull que era do Tutti Frutti, o Zé da Flauta do Ave Sangria, Klaus Eira do festival Psicodália e Gabriel Guedes, do Pata de Elefante, entre outros) escolheram 18 faixas de gente virtualmente desconhecida de todo o Brasil, mostrando que a psicodelia brasileira pode parecer que está numa entressafra, mas segue firme e forte – onde menos se espera. Dá pra ouvir a coletânea abaixo:
Mais um lamento romântico em forma de delírio psicodélico, a faixa “Last Rites At The Jane Hotel” do subestimado Aureate Gloom, que o Of Montreal lançou no início do ano, ganha um clipe que passeia pelos mares de Yellow Submarine em animação stop-motion de colagens de papel, mas cujo tom lisérgico cede a esquisitices mórbidas como um encontro entre Daniel Clowes e David Lynch.
As três Haim entraram total na onda do novo disco do Tame Impala, Currents, a ponto de recriar a confessional “‘Cause I’m a Man”. Fala Danielle, a guitarrista, sobre a versão, na página das irmãs no Facebook:
“Em 2009, eu estava no Japão tocando no Summer Sonic Festival com a Jenny Lewis como sua guitarrista. Num dia livre do festival nós tocamos num show paralelo no Astro Hall em Tóquio com uma banda da Austrália que eu nunca tinha ouvido falar chamada Tame Impala. Eu me lembro de estar na plateia sem entender direito como esse som MASSIVO estava saindo do palco com apenas quatro pessoas tocando. Era uma das melhores bandas que já tinha visto tocando ao vivo. Quando voltei pro meu hotel baixei o EP deles imediatamente – falei pras minhas irmãs também – e desde então nós assistimos aos seus shows incríveis por todo o mundo em vários festivais e amamos todos os discos. Entãããão não preciso dizer que quando nos chamaram pra fazer este remix nós topamos na hora!! Mas nós nunca fizemos um “remix” antes, por isso decidimos colocar nosso próprio jeito na música. Vai lá pegar o Currents se você não tiver pego ainda – você ficará de cara.”
O primeiro seriado da Marvel feito em parceria com o Netflix não foi um sucesso apenas por ter uma primeira temporada redondinha e ter seguido a trilha do personagem desenvolvido por Frank Miller nos anos 80, mas também porque foi o ponta de lança de uma iniciativa maior da editora que virou estúdio de cinema – era a primeira série de cinco desenvolvidas pela parceria entre as duas empresas. O sucesso de Demolidor fez a série renovar sua temporada e agradou a maioria dos fãs do personagem, mas pouco ouvimos falar das próximas séries feitas pela Marvel com o Netflix, como Luke Cage, Punhos de Ferro, Defensores e Jessica Jones.
Mas Jessica Jones já tem protagonista – Krysten Ritter que interpretava a namorada de Jesse, Jane Margolis, em Breaking Bad – e já está em produção. Ninguém comenta sobre possíveis datas, mas o pouco que já sabemos diz que Jessica não é propriamente uma super-heroína – inclusive vive na mesma vizinhança do Demolidor em Nova York, o bairro Hell’s Kitchen – e faz as vezes de investigadora particular para solucionar crimes e casos mal resolvidos. O seriado deve ter 13 episódios, como Demolidor, e há um rumor que a série estreia sem anúncio em outubro.
E o fato do Netflix ter liberado o logo oficial da série (abaixo) pode ser uma prova de que as coisas estão prestes a acontecer…