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O karaokê do Hot Chip

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Esse Why Make Sense? do Hot Chip não muda nada na história – apenas consolida a carreira da banda como um dos grupos que descobriu uma forma de envelhecer bem na pista de dança. E o clipe de “Started Right” é mais uma amostra desse amadurecimento autoral.

Noites Trabalho Sujo no Rio de Janeiro

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A primeira edição das Noites Trabalho Sujo após a saída do Alberta #3 não acontece em São Paulo e sim no Rio de Janeiro, quando eu, Danilo e Pattoli tocamos em uma festa fechada em Ipanema. Se você estiver no Rio neste sábado 15 de agosto, diga nos comentários abaixo qual música que não pode faltar na edição carioca das Noites Trabalho Sujo que até o fim da tarde de sexta eu aviso quem ganhou – e não esqueça de colocar seu email pra que eu possa entrar em contato.

Guerra nas Estrelas via True Detective

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Não é uma ideia genial nem é um primor de execução, mas esse mashup da abertura da primeira temporada de True Detective com o imaginário de Guerra nas Estrelas é uma amostra de como a cultura pop consegue criar mitologias rapidamente, caso sejam bem realizadas.

…E depois eu falo mais sobre essa segunda temporada de True Detective…

O início da segunda década dos Garotas Suecas

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O Garotas Suecas completa uma década com uma baixa na formação – e a saída do frontman Guilherme Saldanha obrigou o grupo a se reinventar. Agora um quarteto, o Garotas inicia a nova fase com o EP Mal Educado, um trabalho quase new wave (embora com o tempero característico de psicodelia brasileira), que abre roubando de volta o riff que Lou Reed surrupiou de Marvin Gaye e mostra que seus quatro integrantes remanescentes (a tecladista Irina Bertolucci, o guittarrista Tomaz Paoliello, o baixista Fernando Freire “Perdido” e o baterista Nico Paoliello) revezando-se nas composições e vocais. Tomara que o tom azedo das faixas do EP seja só uma fase e que a banda reencontre logo seu horizonte tropical – o show de lançamento do EP acontece nesta quinta-feira, na Serralheria.

Aí vêm os Boogarins!

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Os órfãos das guitarras do Tame Impala podem encontrar refúgio sob as asas dos Boogarins, que anunciam seu segundo disco – Manual ou Guia Livre de Dissolução de Sonhos – que será lançado no dia 30 de agosto (e já está em pré-venda). A capa é essa acima, assinada por Nei Caetano da Silva e o nome das músicas vem abaixo deste vídeo:

“Truques”
“Avalanche”
“Tempo”
“6000 Dias”
“Mario de Andrade – Selvagem”
“Falsa Folha de Rosto”
“Benzin”
“Cuerdo”
“Sei Lá”
“Auchma”

Segura que vem pauleira…

A primeira vez de Diogo Strausz em São Paulo

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“Confesso que estou um pouco nervoso porque o Sesc Pompéia é grande e por ser o meu primeiro show em São Paulo”, ri Diogo Strausz sobre sua apresentação nesta terça-feira, no Prata da Casa. “Então quem estiver lendo essa entrevista por favor não hesite em ir”, convida.

Strausz despontou na cena eletrônica carioca da virada da década passada e aos poucos foi forjando sua carreira como produtor, que culminou em seu primeiro disco de estreia, o ótimo Spectrum – Volume 1, lançado no início do ano. “Eram músicas que eu já imaginava enquanto produzia as faixas eletrônicas mas ainda não tinha coragem e recursos para meter bronca”, explica quando pergunto sobre o início do disco. “De qualquer maneira elas vinham surgindo ao longo dos dois anos anteriores à gravação do disco e em um dado momento me bateu aquela segurança ‘ih, dá pra fazer’. Mas a transição mesmo veio no disco do Castello Branco, quando percebi que gostava mais das músicas orgânicas que eu produzia do que das eletrônicas.”

Ele contempla o ponto de mudança da atual cena pop do Rio de Janeiro, que vive um ótimo momento com a expansão de artistas como Ava Rocha, Letuce, Do Amor, Tono e Alice Caymmi. “Espero que continue indo nessa direção, o Rio está se (re)tornando uma cidade muito musical”, continua. “Vejo cada vez mais músicos tocando nas ruas e colegas lançando ótimos discos: Stephane San Juan, Jonas Sá, Alberto Continentino, Marcelo Callado, Cícero, Grupo Cometa, Baleia e esses são só os que me vem primeiro a mente.”

Ao vivo, Spectrum reúne nomes conhecidos dessa mesma cena, como Pedro Garcia na bateria e Patrick Laplan no baixo, além de Thomás Jagoda nos teclados, da percussão de Tadeu Campany e os vocais que Ledjane Motta divide com a convidada Laura Lavieri, que participa do show em São Paulo. Diogo toca guitarra e dispara programações, regendo a banda com seu timbre de surf music músicas que passeiam por todo o espectro cogitado por sua produção, de canções líricas gravadas com Danilo Caymmi a produções de pista feitas com o ídolo Kassin, além de participações de nomes como o produtor Apollo, seu pai Leno (da dupla Leno e Lillian) e de Alice Caymmi, esta última produzida em seu disco solo pelo próprio Strausz, mas que não continuou com o músico ao ser contratada pela Universal. “Eu li no Mauro Ferreira outro dia dizendo que foi porque eu e a produção dela não entramos em um acordo financeiro”, explica a recente ruptura com a cantora. “Eu não sei da onde ele tirou isso, de mim é que não foi, mas adorei. Então estou usando essa como minha versão oficial também.”

“Estou empolgado demais com o show então quero refinar e aprimorar ele ao máximo ao longo desse ano, fazer poucos e bons”, continua. “De trabalho autoral é isso por agora. Me faz um bem danado revezar entre ele e os outros artistas e projetos que pintam, assim o ar permanece sempre fresquinho”, conclui. Como o show faz parte do Prata da Casa, ele é gratuito – e começa pontualmente às 21h, na choperia do Sesc Pompéia.