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Simpsons lóki

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O ilustrador e animador francês Yohan Hervo comemorou os 25 anos dos Simpsons recriando sua emblemática abertura com uma psicodelia bem peculiar…

Courtney Barnett e a íntegra de Horses, da Patti Smith, ao vivo

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E por falar em Patti Smith, quem também resolveu aproveitar os quarenta anos da obra-prima que inaugurou o punk como o conhecemos foi o Melbourne Festival, que reuniu um supergrupo de músicos australianos para tocar a íntegra do disco de estréia da senhora Smith ao vivo. A querida Courtney Barnett encabeça um quarteto que ainda conta com a cantora Jen Cloher, Adalita do Magic Dirty e o vocalista dos Drones Gareth Liddiard. O show acontece no próximo dia 18 e a procura foi tanta que eles abriram uma nova sessão, mais cedo, para quem quiser garantir o evento. Os ingressos estão à venda no site do festival, se alguém estiver por aquelas bandas nessa época.

Ave Mancha!

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Nós da trupe Sussa – eu, Danilo, Pattoli, Babee e Klaus – fomos chamados pra dar início aos trabalhos do Fora da Casinha, o festival de oito anos da Casa do Mancha, que consagra a atual cena independente brasileira com o primeiro festival de indie rock realizado em São Paulo neste século. Na real é uma desculpa pra aplaudirmos pessoalmente este sujeito incrível que, na raça, vem adubando cada vez mais uma cena local e autoral, além de criar uma das melhores bolhas de otimismo da cidade (a incrível foto acima, com Samurai e a Ana de papagaios de pirata, foi tirada pela Kátia e eu tunguei de uma ótima história oral do Mancha contada na Vice). São dez atrações – Twinpine(s), Gui Amabis, Carne Doce, Supercordas, Maurício Pereira, Holger, Soundscapes, Stela Campos, O Terno e Boogarins – que mostram a amplitude e especificidade deste gênero, que também reunirá um verdadeiro quem é quem do indie rock brasileiro nesta década – não apenas de São Paulo, pois tem gente vindo de tudo quanto é lugar. Pra comemorar, vamos tocar só música brasileira. O festival começa às 16h deste domingo no Centro Cultural Rio Verde e os ingressos estão quase no fim!

A senhora Mano Brown

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Bem foda essa entrevista que a Lia fez pra TPM com a Eliane Dias, mulher do líder dos Racionais e empresária da maior banda de rap do Brasil.

Qual é o peso de ser a mulher do Mano Brown?
Um peso enorme. Portas se abrem, portes se fecham. As pessoas me batem muito, me usam muito, se aproximam de mim pra poder chegar no Brown, então sou esse canal. Fiquei mais de 20 anos desconhecida porque nunca quis ser chamada de mulher do Mano Brown, mas não tem jeito, mulher do Brown é mulher do Brown.

Existe preconceito?
Existe. Teve pessoas que foram na Assembleia Legislativa e falaram assim: “Você é a mulher do Brown? Eu vim aqui só pra te conhecer. Mas você é completamente diferente do que eu pensava, achei que você usasse roupa larga, fosse toda cheia de tatuagem”. Porque na Assembleia eu trabalho de salto e roupa social. E as pessoas falam: “Você é muito diferente do que imaginava, você não fala gíria”. Eu nunca falei.

Você não é vida loka…
Sou vida loka porque tendo que encarar o Mano Brown e o Racionais só sendo vida loka. Você pensa que é fácil ser mulher num lugar desse? Não é fácil, não. É encrenca pura, tem que ser muito macho pra viver aqui. A gente enfrenta machismo, as mães perdem seus filhos pro crime, pra bala, pra droga. Você vê as meninas com 12 anos engravidando. E a violência? Pelo amor de Deus, gente. As minhas sobrinhas, quando vão casar, eu converso com os caras e falo: “Se encostar a mão na minha sobrinha vai se ver comigo”. Eu vou pra cima mesmo.

Leia a íntegra lá no site da TPM.

Patti Smith lê Fernando Pessoa

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Patti Smith está vivendo um 2015 e tanto: além de excursionar com a íntegra de seu Horses que completa 40 anos, ela está prestes a lançar o livro M Train, que funciona como uma continuação para seu celebrado livro de memórias Só Garotos (que vai virar série). Ela passou por Portugal no final de setembro e, a convite da Casa Fernando Pessoa, visitou a biblioteca particular do autor e também recitou trechos em inglês do gigantesco poema Saudação a Walt Whitman, que Pessoa assinou como Álvaro de Campos.

Esses são os trechos lidos em inglês por Patti Smith em sua versão original:

“Sei que cantar-te assim não é cantar-te — mas que importa?
Sei que é cantar tudo, mas cantar tudo é cantar-te,
Sei que é cantar-me a mim — mas cantar-me a mim é cantar-te a ti
Sei que dizer que não posso cantar é cantar-te, Walt, ainda…

(…)

Para cantar-te
Para saudar-te
Era preciso escrever aquele poema supremo,
Onde, mais que em todos os outros poemas supremos,
Vivesse, numa síntese completa feita de uma análise sem esquecimentos,
Todo o Universo de coisas, de vidas e de almas,
Todo o Universo de homens, mulheres, crianças,
Todo o Universo de gestos, de actos, de emoções, de pensamentos,
Todo o Universo das coisas que a humanidade faz,
Das coisas que acontecem à humanidade —
Profissões, leis, regimentos, medicinas, o Destino,
Escrito a entrecruzamentos, a intersecções constantes
No papel dinâmico dos Acontecimentos,
No papirus rápido das combinações sociais,
No palimpsesto das emoções renovadas constantemente.

(…)

Para saudar-te
Para saudar-te como se deve saudar-te
Preciso tornar os meus versos corcel,
Preciso tornar os meus versos comboio,
Preciso tornar os meus versos seta,
Preciso tornar os versos pressa,
Preciso tornar os versos nas coisas do mundo
Tudo cantavas, e em ti cantava tudo —
Tolerância magnífica e prostituída
A das tuas sensações de pernas abertas
Para os detalhes e os contornos do sistema do universo.”

O vídeo foi divulgado no início da semana passada pela própria Casa Fernando Pessoa. E por que raios ninguém traz o show dessa mulher pro Brasil?

!!! 2015: “We just got back…”

!!!

O !!! prepara sua volta com dois singles que resgatam aquela brutalidade meio disco meio pós-punk típica da banda californiana liderada por Nic Offer. “Bam City” vem com um clipe tão barato quanto infame:

Já “Ooo” vem crua, como a própria faixa, e com falsetes irresistíveis.

O disco sai no meio deste mês e já está em pré-venda via Warp e o single “Freedom ’15” já havia iniciado os trabalhos em agosto.

Toro Y Moi ♥ Unknown Mortal Orchestra

toroymoi

Dono de um dos melhores discos deste excelente 2015, o grupo de Chaz Bundick, Toro y Moi, incluiu a faixa-título do disco do Unknown Mortal Orchestra deste ano, “Multi-Love”. O resultado não poderia ser melhor:

Tanto que a banda autora do hit aprovou: