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Jim Jones breaking bad

Falei lá no meu blog do UOL sobre como Vince Gilligan, criador de Breaking Bad, resolve contar, através da HBO, a história do líder do culto religioso suicida, que teve passagens pelo Brasil.

Vince Gilligan resolveu sair de Albuquerque para outro interior dos Estados Unidos, contar mais uma saga de ascensão de uma figura sombria. Depois de firmar seu nome como autor da aclamada série Breaking Bad, universo em que ele ainda burilou por duas temporadas, na série filhote Better Call Saul, o produtor resolveu contar a história de uma das figuras mais controversas do século passado: o líder religioso Jim Jones.

De acordo com o site Deadline, a série, que terá um número limado de episódios, será produzida por Gilligan, sua parceira de Breaking Bad Michelle MacLaren e a atriz Octavia Spencer, dona dos direitos de adaptação do livro Raven: The Untold Story of Jim Jones and His People, escrito pelo jornalista Tim Reiterman, que sobreviveu ao massacre. Será a primeira produção de Gilligan na HBO, que MacLaren, que dirigirá a série, já conhece por ter dirigido episódios de Game of Thrones.

O norte-americano Jim Jones é um dos personagens mais sinistros da história dos cultos religiosos do século passado, mas sua personalidade sombria floresceu depois de começar como um carismático líder bem intencionado. Sua escalada para a fama começou com a criação de sua própria igreja, o Templo dos Povos, que começou sua história no estado de Indiana, migrou para São Francisco na Califórnia e finalmente para a Guiana, aqui na América do Sul, onde fundou sua própria colônia, Jonestown, que no final dos anos 70 foi palco para um macabro suicídio coletivo de quase 1000 pessoas, entre elas mais de 300 crianças, todos envenenados. Fica a dúvida se a série mostrará o tempo em que Jones passou pelo Brasil, no início dos anos 60, quando escolheu Belo Horizonte como a melhor cidade para fugir de um ataque nuclear, que ele estava certo que aconteceria naquela década, para depois mudar-se com seu culto para o Rio de Janeiro, onde atuou junto às comunidades das favelas cariocas.

Hurtmold + Paulo Santos: “Um pilar pra música criativa”

Foto: Frederico Finelli

Foto: Frederico Finelli

Em plena turnê de lançamento do disco Curado, em parceria com Paulo Santos, o Hurtmold apresenta-se nessa sexta-feira em São Paulo no Sesc Belenzinho (com ingressos esgotados, saiba mais aqui) e no sábado em Jundiaí (mais informações aqui) depois de ter passado por Ribeirão Preto e Sorocaba, sempre ao lado do músico do Uakti, banda que Guilherme Granado reverencia como “um pilar pra música criativa” no breve papo que tive com ele e que você ouve abaixo:

O início da parceria com Paulo Santos
https://soundcloud.com/trabalhosujo/hurtmold-2016-o-inicio-da-parceria-com-paulo-santos

Como a parceria com Paulo Santos virou disco
https://soundcloud.com/trabalhosujo/hurtmold-2016-como-a-parceria-com-paulo-santos-virou-disco

Sobre a importância do Uakti
https://soundcloud.com/trabalhosujo/hurtmold-2016-sobre-a-importancia-do-uakti

O processo de composição e gravação de Curado
https://soundcloud.com/trabalhosujo/hurtmold-2016-o-processo-de-composicao-e-gravacao-de-curado

Post rock?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/hurtmold-2016-post-rock

Tradição instrumental
https://soundcloud.com/trabalhosujo/hurtmold-2016-tradicao-instrumental

Colaborações instrumentais dos sonhos
https://soundcloud.com/trabalhosujo/hurtmold-2016-colaboracoes-instrumentais-dos-sonhos

A cena independente está vencendo?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/hurtmold-2016-a-cena-independente-esta-vencendo

Próximos passos

https://soundcloud.com/trabalhosujo/hurtmold-2016-proximos-passos

Abaixo, o making of do disco, produzido pelo Selo Sesc:

Tame Impala x Kubrick

2001

Sensacional essa justaposição de “Eventually”, do Tame Impala, sobre o clássico da ficção científica de Kubrick, 2001 – Uma Odisseia no Espaço, que dá novos contornos à canção.

Radiohead 2016: “In you I’m lost”

present-tense

Mais um clipe do novo disco do Radiohead dirigido por Paul Thomas Anderson, a apaixonada “Present Tense” recebe um tratamento bem mais cru (e, aparentemente, sem tantos significados cifrados) ao flagrar Thom Yorke e Jonny Greenwood tocando a canção ao pé de uma fogueira acompanhados apenas uma bateria eletrônica Roland CR-78.

Demais.

Laura Lavieri 2016: “Deixa sempre uma saudade”

Foto: Daryan Dornelles

Foto: Daryan Dornelles

A indefectível voz feminina que compõe o universo musical de Marcelo Jeneci começa a alçar seu voo solo. Laura Lavieri trabalha pouco a pouco sua estreia musical e antecipa a primeira faixa desta fase de sua carreira aqui pro Trabalho Sujo, mostrando em primeira mão o clipe de “Quando Alguém Vai Embora”, a seguir:

A faixa, bucólica e retrô ao mesmo tempo, está cheia das impressões digitais de seu parceiro nesta nova etapa: o jovem prodígio carioca Diogo Strausz, que fortalece sua reputação de produtor, arranjador e músico ao mesmo tempo em que segue pondo em prática seu lado maestro. “O disco segue a linha desta primeira música porque sou eu no front, e Diogo ao lado”, ela me explicou em uma conversa online. “Depois de oito anos conhecendo tanta gente, circulando por tantos cantos musicais, bebendo de tanta fonte, tenho vários desejos pra dar voz”, continua. “Teremos diversos personagens e cenários nesse álbum, tudo que uma intérprete pode dar conta.”

A parceria começou em março do ano passado (“foi sintonia musical à primeira vista”, diz Laura) e se aprofundou quando a cantora mudou-se para o Rio de Janeiro para completar seu projeto individual: “Começamos gravando a faixa, e seguimos aprofundando a amizade e as afinidades musicais; fizemos alguns shows juntos, pra desenvolver arranjos e repertórios e a parceria foi o incentivo que faltava pra eu me mudar para o Rio.”

O trabalho, que deve ficar para o ano que vem, no entanto não é uma incursão solitária da dupla no estúdio. “Tenho muita sorte com isso, sempre bem acompanhada, tenho a colaboração de músicos fantásticos – a base, e que segue pra vida toda é do Jeneci, e com ele, vem toda a família que é aquela banda – Regis Damasceno!”, festeja. “Diogo foi a fagulha e é a nova chama. João Erbetta é outro amigo que conheci com Jeneci, e há alguns anos se tornou fiel escudeiro. Hoje toca na minha banda, e trocamos em absolutamente tudo que pode envolver o processo criativo musical.” Entre os outros colaboradores ela lista uma turma de peso, que mostra que seu pêndulo musical está cada vez mais carioca: Rafaela Prestes, Kassin, Stéphane San Juan, Alberto Continentino, Ricardo Dias Gomes, Bruno DiLullo e Domenico Lancellotti. Ela diz que antes do fim do ano lança outro single (“de ondas mais revoltas”) e mais um terceiro antes do lançamento do disco (“mais dançante e extrovertido”).

Mad Max sem pós-produção

furyroad

Cenas com a edição crua das cenas de Mad Max: Fury Road, sem efeitos especiais, estão à altura dos primeiros filmes da série – postei o vídeo com um resumo delas lá no meu blog no UOL.

Entre os extras que virão na caixa que reunirá todos os quatro filmes de Mad Max está essa magnífica sequência de cenas extraídas do quarto filme da série, o eletrizante Mad Max: Fury Road, que o revelam sem os efeitos especiais digitais acrescentados na pós-produção. Mas ao contário do que poderia se supor (como, por exemplo, aconteceu com o primeiro filme solo do mutante Wolverine, que vazou antes de ser lançado justamente sem os efeitos de computação gráfica e revelou-se ridículo), o filme que o mestre George Miller lançou no ano passado mostra todo o DNA dos filmes originais da série, filmados na raça e no começo dos anos 80, quando os efeitos digitais ainda engatinhavam. Olha só:

O motivo é simples: Miller optou por basear grande parte das cenas de ação de seu filme com efeitos práticos e a computação gráfica entrou mais como uma arte final sobre cenas que realmente foram filmadas – e não desenhadas na tela de um computador de uma equipe de designers. Agora resta saber se a caixa com os quatro Mad Max em Blu-ray, que ainda não tem previsão de quando será lançada, trará a versão do diretor do filme de 2015, que queria filmar Mad Max como um filme em preto e branco e quase sem diálogos.

Beck 2016: “Ride these wild horses!”

beck-wow

Primeiro foi “Dreams” no ano passado e agora a fria “Wow”, um gangsta rap auto-ajuda de base enxuta, ganha seu próprio clipe, mostrando que Beck pode estar voltando para o território esquizopop de onde saiu. O novo disco sai no mês que vem, mas ainda não tem título

Que boa nova.

Ogi 2016: “A noite toda vai me inspirar”

ogi-2016

Depois do sinistro Rá! lançado no ano passado, Rodrigo Ogi começa a explorar terrenos musicais mais leves – e o primeiro registro desta nova fase é esta “Até Amanhecer”, que ele lança em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. A faixa reúne o Gorky, do Bonde do Rolê e do Fatnotronic, e o Tim Bernardes d’O Terno na produção, que também toca a guitarra surf music que dá o tom da música. “Esta faixa não entrou no Rá!, porque, na época, eu estava em outra fase musical”, ele explica. “Estudei mais e amadureci pra chegar mais parecido com o espírito desta faixa no meu próximo álbum. Ela é meio que um teste, uma experiência que eu quero fazer visando futuros projetos; é um amadurecimento da minha música, fruto de bastante estudo.” A faixa estreia com o lyric vídeo abaixo, citando Pulp Fiction.

Por que Neil Young nunca irá fazer outro Harvest

harvest-neilyoung

No minidocumentário abaixo, Neil Young explica porque nunca irá fazer um álbum como uma de suas principais obras-primas e o grande consenso sobre sua vasta obra – o disco Harvest, de 1972, que além de conter hinos da música norte-americana do século passado como “Old Man”, “A Man Needs a Maid”, “Words”, “There’s a World”, “Out on the Weekend,” “Heart of Gold” e “The Needle and the Damage Done” foi o disco que mais vendeu nos EUA no ano de seu lançamento. “Todos amam esse disco, eu provavelmente poderia repeti-lo, mas odiaria fazer isso”, ele começa a explicar em uma entrevista, entremeada com versões ao vivo de algumas das melhores músicas desta obra-prima.

Ah e sempre é um bom motivo pra se ouvir o Harvest, não?

Dude…

thor

Enquanto o pau comia em Guerra Civil, Thor tirava umas férias longe de tudo neste curta feito para a Comic Con que eu postei lá no meu blog no UOL.

Aos poucos a Marvel vai liberando na internet os vídeos que mostrou apenas para quem esteve na Comic Con de San Diego deste ano – e o primeiro deles é o hilário minidocumentário que mostra o que Thor e Bruce Banner estavam fazendo enquanto todos os outros heróis do universo cinematográfico da editora se enfrentavam em Capitão América: Guerra Civil.

Os dois heróis, vividos por Chris Hemsworth e Mark Ruffalo, se reencontrarão no ano que vem, no terceiro filme da série do deus nórdico do trovão, Thor Ragnarok.