O bardo popular Odair José apresenta seu disco mais recente – o pesado Gatos e Ratos – no Cine Joia nesta sexta-feira, com abertura do Pélico, e me ofereceram cinco pares de ingressos para quem quiser assistir ao show. Para concorrer, basta dizer qual sua música favorita do Odair José que até às 19h eu aviso como retirar os ingressos para o show (mais informações sobre o show aqui).
Mais uma novidade da minha curadoria de música no Centro Cultural São Paulo: o minifestival Invasão Brasileira SXSW 2017, que acontece neste fim de semana e conta com shows dos Autoramas, Max de Castro, FingerFingerrr, Capela, Lista de Lily, Maglore e Liniker e os Caramelows, as sete bandas que irão representar o Brasil na edição deste ano do SXSW. Além dos shows, haverá duas atrações gratuitas: um debate sobre a importância do festival para bandas brasileiras no sábado (com o Ricardo Rodrigues, que cuida da carreira da Liniker; a Amanda Souza, que trabalha com o Maglore e o Leandro Ribeiro da Silva, da BM&A) e um papo com o Gabriel Thomaz, dos Autoramas, sobre mitos e verdades sobre tocar fora do Brasil, em que faço a mediação, no domingo. Os dois debates acontecem a partir das 14h – mais informações sobre o evento aqui.
Conforme previsto, o single novo de Lorde, “Green Light”, será lançado nesta quinta-feira, segundo tweets da própria cantora neozelandesa, que disse: “Estou muito orgulhosa dessa música. É muito diferente e meio inesperada. É complexa e engraçada e triste e alegre e vai fazer você DANÇAR. É o primeiro capítulo de uma história que vou contar, a história dos últimos dois anos selvagens e fluroescentes da minha vida. É aqui que começamos”.
i am so proud of this song. it's very different, and kinda unexpected. it's complex and funny and sad and joyous and it'll make you DANCE
Ela terminou avisando que a música chega com clipe dirigido por Grant Singer (que já dirigiu clipes para Ariel Pink, Melody’s Echo Chamber, Weeknd e Skrillex) às oito da manhã em sua terra-natal e às duas da tarde em Nova York – quatro da tarde no horário de Brasília.
GREEN LIGHT debuts with a video directed by the inimitable @grant_singer – tomorrow, 8am nz / 2pm nyc
Thurston Moore deve estar perto de lançar disco novo, pois acaba de lançar single novo (que pode ser baixado gratuitamente aqui) ao mesmo tempo em que anuncia, em seu site, uma turnê pelos Estados Unidos e Europa neste primeiro semestre. O single, “Cease Fire”, é mais uma música de teor político como seu lançamento mais recente “Chelsea’s Kiss”, que ele escreveu em apoio à delatora que vazou as informações sobre atividades ilegais do Pentágono, a ex-militar Chelsea Manning, que ainda encontra-se presa. A nova canção é um libelo a favor do desarmamento mundial e descamba numa ruidosa como as que ele conduzia em sua banda original, o Sonic Youth. “Armas são feitas para matar e nós, como seres humanos não-violentos, somos contra matar quaisquer pessoas ou animais. A música também é sobre o poder do amor, em toda sua liberdade de escolhas. Um poder que nenhuma arma pode extinguir, já que o amor sempre vencerá. Derretam suas armas e beijem seus vizinhos”, escreveu.
Há quem diga que os Simpsons perderam a qualidade com o passar dos anos (embora seja difícil comparar com qualquer outro programa de TV, pois o desenho está em sua 28ª temporada), mas sua cena de abertura ainda segue como um dos principais pilares da cultura pop moderna, sempre buscando referências atuais para mostrar como a série continua importante. E algumas das aberturas mais geniais do desenho foram feitas em parcerias com outros autores, como eles fizeram na semana passada, ao entregar a abertura para Seth Green, o criador do desenho Frango Robô, da faixa de desenhos adultos do Cartoon Network, Adult Swim. Ele deu um sumiço no quadro com um barco que tradicionalmente orna a sala de TV dos Simpsons para fazer Homer procurá-lo em outros desenhos animados, passando por cima, inclusive, dos moleques de South Park, assista:
Não é a primeira vez que Seth Green assume o desafio de fazer uma abertura do desenho criado por Matt Groening – ele já havia feito uma versão dos Simpsons em 3D em 2013:
Tem um tempinho para assistir a todas as aberturas dos Simpsons desde a primeira até a temporada do ano passado? Então lá vai:
O grupo goiano Boogarins foi convidado pela revista inglesa Mojo para participar do disco-tributo ao clássico Something Else, dos Kinks, organizado pela clássica publicação em sua edição de fevereiro. No disco, além dos Boogarins, estão nomes como Gaz Coombes, Ty Segall (que regravou “Waterloo Sunset“), Nada Surf, Wreckless Eric, entre outros.
A música tocada pelos Boogarins foi “No Return”, cujo ar bossa novista parece ter sido o guia para a revista sugeri-la para um grupo brasileiro. Interessante perceber a aura Jupiter Apple que paira sobre a versão, fechando um ciclo virtuoso entre a banda goiana, o grupo inglês e a obra do maior psicodélico gaúcho:
E, abaixo, o comentário da revista inglesa sobre a versão da banda brasileira:
“A sophisticated songwriter from the very start of The Kinks’ career, Ray Davies drew on bossa nova for inspiration for this tune. In a bid to return the track to its roots, MOJO asked Brazilian psychedelic outfit Boogarins – named after a popular flower grown in their homeland – to try their hand at this number. The result is a fantastically woozy cover, with a seductive, hypnotic ebb and flow.”
Pra quem não conhece a versão original, olha ela aí:
E se você não conhece o Something Else – ou o legado dos Kinks, uma das bandas inglesas mais subestimadas da história – faça-se esse favor.
Todo ano fazemos questão de encerrar as folias mominas com nosso já tradicional encontro dançante mascarado realizado na antena de concreto armada em frente ao Largo do Paysandú, no coração da maior cidade da América do Sul. A quantidade de energias positivas que exalam das pessoas nestes no mínimo quatro dias de celebração permite que nosso experimento de catalização de energias orgônicas antija picos de carga elétricas que fluem de sonoridades essencialmente acústicas a extremos intrinsincamente sintéticos. Entre o natural e o artificial criamos a já conhecida argumentação dialética bipolar entre os dois núcleos de pesquisa auditiva – o laboratório Noites Trabalho Sujo e o conservatório Veneno Soundsystem – que permite que nossos pesquisadores possam se aprofundar na dicotomia de pesos e de realidades adversas – o plano e o curvo, o reto e o torto, o equilibrado e o desequilibrado. De um lado o pesquisador-sênior Alexandre Matias, o explorador-chefe Danilo Cabral e o físico-navegador Luiz Pattoli movem átomos através de cliques, ondas térmicas com vibrações plásticas, cérebros e quadris à base da repetição, enquanto do outro o maestro Maurício Fleury, o produtor Ronaldo Evangelista e o selecta Peba Tropikal cultuam sulcos, riscos, o tato, o toque e o calor vintage para chacoalhar auras e decifrar intimidades. O auditório azul conta com a presença da celebrada expert Giuliana Viscardi, que abre a apresentação dissecando sentimentos com precisão cirúrgica. A presença nesta celebração bíblica pressupõe o uso de trajes carnavalescos e a sua metamorfose em outra persona. Outra obrigatoriedade é o envio de nomes para o endereço eletrônico noitestrabalhosujo@gmail.com – caso contrário não há como garantir a entrada para assistir ao fim do carnaval de 2017 da melhor maneira. Essa é a vibração…
Noites Trabalho Sujo @ TrackersBaile de Carnaval à Fantasia
Terça, 28 de fevereiro de 2017
A partir das 23h45
No som: Alexandre, Danilo Cabral e Luiz Pattoli (Noites Trabalho Sujo), Maurício Fleury, Peba Tropikal e Ronaldo Evangelista (Veneno Soundsystem) e Giuliana Viscardi.
Trackers: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 35 só com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com. Os cem primeiros a chegar pagam apenas R$ 25. O preço da entrada deve ser pago em dinheiro, toda a consumação na casa é feita com cartões. Chegue cedo para evitar filas.
Quem se animou com o andamento dance à la New Order da música? Lorde pode ser uma boa porta-voz contra a nuvem pesada que paira sobre o mundo com a ascensão de Trump, por isso a expectativa sobre seu próximo disco aumenta ainda mais…
Enquanto Beck não solta o álbum que vem adiando desde o ano passado, eis que surgem duas faixas inéditas que ele compôs para a trilha sonora do filme Eu Sou o Número Quatro, do diretor D.J. Caruso. A fonte é o próprio diretor, que passou “Curfew” (que pode ser ouvida rapidamente no filme) e uma faixa instrumental sem título através de um link do Dropbox para um fã do cantor em uma conversa pelo Twitter.