Chuck Berry (1926-2017)
Ave, rock’n’roll!
Ave, rock’n’roll!
Essa é uma das atrações que veremos no parque temático de Guerra nas Estrelas que a Disney está fazendo na Flórida – mais informações lá no meu blog no UOL.
Lógico que a principal expectativa para este ano em relação a Guerra nas Estrelas é o lançamento do Episódio VIII da saga Skywalker que, esperamos, nos conte quem são, na verdade, os mencionados últimos Jedi. Mas não há como desviar o olhar da construção dos parques temáticos dedicados ao universo imaginado por George Lucas durante os anos 70. Principalmente quando a própria Disney revela um vídeo mostrando a construção de AT-ATs em tamanho real.
Clássicos tanques andadores de inúmeras batalhas em uma galáxia muito distante, os All Terrain Armored Transport (nome completo dos bichos) são apenas uma das inúmeras atrações materializadas nos dois parques de diversões dedicados ao tema – um em Orlando, na Flórida, e outro em Anaheim, na Califórnia -, que serão inaugurados em 2019. Anunciados há dois anos (as imagens abaixo são os primeiros esboços deste parque), os parques deverão ter uma cantina cheia de robôs e alienígenas, uma réplica (dirigível) da Millenium Falcon, recriações de cenários em Hoth, Endor e Tattooine, além de referências aos novos filmes.
Duas convenções este ano devem contar mais novidades sobre os parques, em suas cidades específicas. A primeira delas, a Star Wars Celebration, que desta vez acontece em Orlando entre os dias 13 e 16 de abril, e deverá trazer mais novidades sobre o filme que será lançado no final deste ano, o primeiro filme, er, solo de Han Solo, além de novidades sobre outros filmes específicos fora da saga principal e alguma coisa sobre o Episódio IX. A outra convenção, a D23, acontece em Anaheim entre os dias 14 e 16 de julho, mostrando novidades sobre tudo que é Disney, que inclui, além de Guerra nas Estrelas, novidades sobre os filmes da Marvel, da Pixar, da própria Disney e, claro, os parques temáticos.
Em tempos de aquecimento global, vamos evitar o esfriamento espiritual. Enquanto a pele e a superfície do planeta vão esquentando e suando às bicas, almas, mentes e corações vão tornando-se mais frios, distantes e vazios, em busca de um sentido para a própria existência e dos seres em que habitam. A uniformidade inóqua e a polarização cinzenta de um pensamento robótico e maquíneo avesso à natureza animal do ser humano aos poucos calcificam emoções, sentimentos e sensações, mesmo que a temperatura exterior amoleça moleiras e moléstias. Mais do que nunca, às vésperas de mais uma mudança de estação, é preciso aprofundar-se na infinitude do eu em busca da chama da vida, o sol interior que propulsiona a translação e a rotação da consciência de cada indivíduo e que conecta-o com seus pares em um transe psicoativo febril. Por isso, horas antes da entrada no outono do hemisfério sul, mais uma celebração em laboratório acontece no pilar de paredes de concreto localizado em uma esquina da Avenida São João da grande megalópole do sul latino, rede de neurônios que habita o períneo entre os baixos instintos e as altas aspirações. Em um dos auditórios, o psicoexplorador Alexandre Matias, o pesquisador sócio-quântico Luiz Pattoli e o acelerador de partículas Danilo Cabral se reúnem numa discussão que levanta registros sonoros de épocas e locais diferentes, contrapondo narrativas para extrair o êxtase coletivo em mais uma apresentação da comitiva científica Noites Trabalho Sujo. No outro lado do mesmo andar, a dupla de colisores de prótons Roots Rock Revolution, formada pelo maximizador de efeitos Mexicano e o antropólogo psíquico Fabio Smieli, cruzam frequências e ondas sônicas em explosões de libido e catarse. O trânsito entre estes dois ambientes requer o envio do nome do voluntário – e seus possíveis convidados – para o endereço eletrônico noitestrabalhosujo@gmail.com até às 18h do dia do experimento. E tenho dito.
Noites Trabalho Sujo @ Trackers
Sabado, 18 de março de 2017
A partir das 23h45
No som: Alexandre Matias, Luiz Pattoli e Danilo Cabral (Noites Trabalho Sujo); Mexicano e Fabio Smieli (Roots Rock Revolution)
Trackers: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 35 só com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com. Os cem primeiros a chegar pagam apenas R$ 25. O preço da entrada deve ser pago em dinheiro, toda a consumação na casa é feita com cartões. Chegue cedo para evitar filas.
Talvez o Matrix 4 seja um prequel contando como o guru de Neo, Morpheus, vivido por Lawrence Fishburne, descobriu a fábrica da realidade em que habitava – falei mais disso no meu blog no UOL.
E a especulação se confirmou nesta quarta-feira: a Warner vai realmente mexer na trilogia Matrix em um novo filme. O que a princípio era apenas uma vaga possibilidade cogitada a Keanu Reeves como um exercício de imaginação confirmou-se quando o site Hollywood Reporter noticiou que o estúdio Warner irá voltar a usar os personagens da trilogia criada pelos irmãos – hoje irmãs – Wachowski.
A notícia, no entanto, é vaga: o estúdio não disse se o novo filme seria uma continuação, um prequel ou uma reinvenção da saga adaptada para os dias de hoje. Não a menor menção sobre qualquer um dos integrantes do elenco original ou das próprias Wachowski (condição básica para Reeves voltar ao papel de Neo). As únicas referências ditas até agora colocam nomes como o escritor Zak Penn (que escreveu o segundo X-Men e a primeira versão de Os Vingadores) e ator Michael B. Jordan (de Creed) como potencialmente envolvidos com o novo filme.
O fato de Jordan estar envolvido com o filme deu origem a especulações que o novo filme contaria a história de Morpheus, o personagem vivido por Laurence Fishburne, sobre como ele poderia ter descoberto a Matrix e se tornado o guru do futuro escolhido, Neo. Esta especulação, no entanto, mexe com o centro da escolha da Warner em voltar à franquia. Talvez o interesse do estúdio não seja apenas continuar a história da trilogia que no mês que vem completa 18 anos (faz tempo, né? Telefones fixos e orelhões ainda eram utilizados normalmente), mas de criar todo um multiverso a partir da história original, imitando o sucesso da nova fase de Guerra nas Estrelas, dos heróis da Marvel ou do mundo de Harry Potter, que renderão filmes, livros, desenhos e parques temáticos por muitos anos ainda.
O problema é que a Warner é o mesmo estúdio que aos poucos vem assassinando a reputação da DC justamente na tentativa de criar um multiverso desta natureza, portanto resta saber se Matrix pode ressuscitar ou virar só um produto multimilionário sem alma.
Sem lançar discos desde 2011, Feist está de volta e anunciou o lançamento de seu próximo disco com a faixa-título “Pleasure”, que conversa mais com PJ Harvey, St. Vincent e o disco mais recente de Angel Olsen do que com o pop fofinho que a colocou no mapa nos tempos do iPod. Guitarreira, a faixa traduz o espírito do novo álbum, gravado rapidamente e de forma crua por ela e dois amigos e que será lançado no final de abril.
Essa é a capa e a ordem das músicas do disco, que ainda conta com a participação de Jarvis Cocker na faixa “Century”:
“Pleasure”
“I Wish I Didn’t Miss You”
“Get Not High, Get Not Low”
“Lost Dreams”
“Any Party”
“A Man Is Not His Song”
“The Wind”
“Century”
“Baby Be Simple”
“I’m Not Running Away”
“Young Up”
Uma versão luxuosa do disco já está em pré-venda no site da cantora canadense.
O grupo inglês Hot Chip leva o ótimo hit irônico “Chained to the Rhythm” de Katy Perry para passear em uma pista de house clássico, num remix que parece ser tão cínico quanto a canção original, mas que descamba para a celebração.
Hoje começa o Women’s Music Event, a primeira grande discussão sobre o papel da mulher no mercado da música, cujo ciclo de debates acontece no Centro Cultural São Paulo. A programação de palestras, debates e shows do CCSP é esta:
Os debates são pagos e o passaporte para assistir a todos do dia custa R$ 40; já os shows serão gratuitos. Tudo acontece na incrível Sala Adoniran Barbosa – e tem mais informações na página do evento no Facebook.
O engenheiro de som Mark Saunders, que esteve presente na gravação da trilha sonora de Absolute Beginners, em 1985, no estúdio londrino de Westside, teve a brilhante ideia de gravar uma série de imitações que David Bowie fez de artistas conhecidos e respeitados por ele, como Lou Reed, Bruce Springsteen, Tom Waits, Neil Young e Iggy Pop. Ele escreveu sobre as gravações em seu blog logo após o anúncio da morte de Bowie, no ano passado:
No final daquela sessão, ele começou a fazer imitações e eu percebi que elas poderiam ser apagadas em algum momento, então logo coloquei uma fita cassete e apertei o botão ‘record’. Queria que pudéssemos ouvir o outro lado do diálogo de Bowie com Clive (Langer) e Alan (Winstanley, que juntos produziram o Madness, Dexy’s Midnight Runners, Elvis Costello, entre outros), mas infelizmente não foi gravado.”
Tente adivinhar quem é quem:
E tem discos inéditos de Bowie vindo aí no Record Store Day: uma edição tripla em vinil do disco Cracked Actor (Live In Los Angeles 1974), gravado ao vivo no dia 5 setembro de 1974, como parte da turnê Philly Dogs e uma edição fac-símile do raríssimo Bowpromo, lançado com tiragem limitada em 1971 com as músicas que tornariam-se parte do repertório do disco Hunky Dory. Os dois lançamentos têm edição limitada – mais informações no site oficial do mestre.
Estamos esperando por Dear Tommy, o sucessor do incrível Kill for Love dos Chromatics, há anos. O líder da banda, Johnny Jewel, já soltou várias faixas antecipadamente e avisou tantas outras vezes que o disco estava prestes a ser lançado. Enquanto atrasa ainda mais a vinda o disco, Johnny aproveita o compasso de espera para lançar outros trabalhos sem pressa – como é o caso dos dois curtos EPs instrumentais que ele acaba de lançar o tenso The Key e o sinistro The Hacker, que seguem aquela linha típica do autor, que mistura sintetizadores dos anos 80 com a atmosfera etérea do dream pop, e podem ser ouvidos abaixo:
Os dois EPs (mais um tanto de outras coisas que ele lançou recentemente) podem ser baixados no site de sua gravadora Italians Do It Better por apenas um dólar cada lançamento.