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Eita, Bananada!

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Céu, Tulipa, BaianaSystem, Boogarins, Far from Alaska, Mutantes, Mano Brown, Rakta, Karol Conká, Maria Gadu, The Baggios, Scalene, Forgotten Boys, E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante, Carne Doce, My Magical Glowing Lens, Liniker e os Caramelows, Luiza Lian, Teto Preto, Ventre… A lista de bandas do Bananada deste ano não estava nem pela metade e parecia o elenco de três festivais diferentes, de portes diferentes, que fotografam diferentes versões da cena pop brasileira de 2017. Capitaneado pelo intrépido Fabrício Nobre há quase duas décadas, o festival não apenas colocou Goiânia no mapa da música independente brasileira como transformou-se em um dos principais palcos para os artistas brasileiros em diferentes fases de ascensão. Bati um papo com o Fabrício sobre a edição do festival deste ano, que acontece entre os dias 8 e 14 deste mês (veja a escalação completa abaixo – e mais informações lá no site oficial deles) e como ela reflete o estado atual do mercado independente brasileiro.

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Qual o principal desafio ao pensar na edição 2017 do festival?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/fabricio-nobre-qual-o-principal-desafio-ao-pensar-na-edicao-2017-do-festival

O festival é um reflexo da atual música pop brasileira?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/fabricio-nobre-o-festival-e-um-reflexo-da-atual-musica-pop-brasileira-1

Em que pé que está a cultura independente no Brasil?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/fabricio-nobre-em-que-pe-que-esta-a-cultura-independente-no-brasil

Você acha que o mercado de música brasileiro vive uma boa fase?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/fabricio-nobre-voce-acha-que-o-mercado-de-musica-brasileiro-vive-uma-boa-fase

Como você compara a trajetória do Bananada com a deste momento atual do mercado?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/fabricio-nobre-como-voce-compara-a-trajetoria-do-bananada-com-a-deste-momento-atual-do-mercado

Segunda, 8 de maio
22:30 – Mellow Buzzards
21:30 – Sheena Ye
20:30 – Cherry Devil
22:30 – Sarah Abdala
21:30 – Niela
20:30 – Chell
21:30 – Raul Majadas
20:00 – Nick Mafra
21:00 – Bruna Mendez
20:00 – João Canta Brandão

Terça, 9 de maio
23:00 – Dogman
22:00 – Gregor
21:00 – Sótão
23:00 – Lúcio Ribeiro (popload Dj Set)
22:00 – Brvnks
21:00 – Peixefante
20:30 – B. Abdala + Convidados
22:20 – Manso
21:20 – Components
20:30 – Lutre
23:00 – My Magical Glowing Lens
22:00 – Supervão
21:00 – Honeyband
23:00 – Papisa
22:00 – Miêta
21:00 – Lari Pádua

Quarta, 10 de maio
21:30 – Lava Divers
20:30 – Justine Never Knew the Rules
22:00 – Perrosky (Chile)
21:00 – Magaly Fields (Chile)
21:00 – Ventre
20:00 – E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante
22:30 – Esdras Nogueira
00:15 – Far from Alaska
23:00 – Black Drawing Chalks
22:30 – Trem Fantasma

Quinta, 11 de maio
00:00 – Nevermind
23:00 – Boogarins
22:00 – Rollin Chamas
21:00 – Orquestra Filarmônica De Goiás
02:00 – Hierofante Púrpura
01:00 – Clearance (EUA)
00:00 – Ombu
01:00 – Síntese
00:00 – Luiza Lian
03:00 – Carol Sterica (Sapabonde)
01:30 – Athena Ilse
00:00 – Lulu Praxedes + Gustavo Bill
23:00 – Lipy B.

Sexta, 12 de maio
03:00 – Selvagem
02:00 – Jaloo
01:00 – Neguimbeats
01:00 – Baiana System
00:00 – Engroove
23:50 – Céu
23:00 – Chicotripp
23:00 – Akua Naru (EUA)
22:30 – Hierofante Púrpura
22:20 – Scalene
22:00 – Plutão Já Foi Planeta
21:40 – Fióti
21:30 – E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante
21:05 – Sinara
21:00 – The Baggios
20:30 – Ventre
20:30 – Luziluzia
20:00 – Barro
20:00 – Magaly Fields (Chile)
19:30 – Raça
19:00 – Branda

Sábado, 13 de maio
03:30 – Patricktor4 (Baile Tropical)
02:00 – Viní + Sants
01:00 – Cesrv + Cybass (Beatwise Recordings)
01:00 – Os Mutantes
00:00 – Maria Gadú
00:00 – DJ Barata (criolina)
23:10 – Liniker E Os Caramelows
23:00 – Ávner Andrade
22:30 – Carne Doce
22:30 – Tagore
22:00 – Outro Eu
21:50 – Romperayo (Colômbia)
21:30 – Luiza Lian
21:10 – Clearance (EUA)
21:00 – Perrosky (Chile)
20:30 – Aeromoças E Tenistas Russas
20:30 – Ultra Vespa
20:00 – Terno Rei
20:00 – Bruna Mendez
19:30 – Jp Cardoso
19:00 – Consuelo

Domingo, 14 de maio
01:00 – DJ Patife
00:00 – Come & Hell Live
23:30 – Mano Brown
23:00 – Alex Justino + Morgana
22:30 – Karol Conká
22:00 – Gabb Borghetti + Lucas Arr
21:30 – Tulipa Ruiz
21:00 – Laurent F.
20:40 – Teto Preto
20:30 – Wry
20:00 – Overfuzz
20:00 – Black Drawing Chalks + Hellbenders
19:30 – Koogu
19:10 – Forgotten Boys
19:00 – Mad Monkees
18:40 – Far from Alaska
18:30 – Brvnks
18:00 – Rakta
18:00 – Poltergat
17:30 – El Toro Fuerte
17:00 – Wine B

Quem quer acreditar em mais uma volta de Arquivo X?

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A Fox ainda acredita em Arquivo X, tanto que renovou com o criador e os protagonistas do clássico seriado por mais uma temporada – falei sobre isso no meu blog no UOL.

Agoniza, mas não morre. A emissora norte-americana Fox acaba de encomendar mais uma batelada de dez episódios de Arquivo X, a extensa saga sobre investigadores do FBI que lidam com casos sobrenaturais, segundo a revista Variety. Criada por Chris Carter nos anos 90, Arquivo X tornou-se uma das principais referências para o formato televisivo que levou à atual era de ouro da TV, em que seriados são tão importantes (em alguns casos, bem mais importantes) do que filmes de Hollywood. O casal protagonista Fox Mulder (David Duchovny) e Dana Scully (Gillian Anderson) são ícones da cultura pop da virada do século, bem como sua obsessão por conspirações governamentais e alienígenas.

A próxima safra de episódios começa a ser filmada ainda este ano e deve estrear na temporada de séries do final de 2017, continuando no início de 2018. O problema é que a safra de episódios exibida em 2016, que ressuscitou o Arquivo X depois de mais de uma década esquecido, não só não chegou aos pés da expectativa, como trouxe alguns dos piores episódios da história do seriado, além de terminar com um final que aparentemente é um beco sem saída para a essência do seriado. Mas mesmo com uma história fraca, a temporada teve bons números de audiência, o que fez a emissora insistir no revival.

Abaixo, a imagem de divulgação da nova ressurreição de Mulder e Scully.

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Os 100 primeiros dias de Trump, vistos pelos Simpsons

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Os Simpsons fizeram uma retrospectiva dos 100 primeiros dias da presidência de Donald Trump e o resultado é triste:

E, como eles mesmos lembra, ainda faltam mais de 90% do mandato. Ah se fizessem um desses por aqui…

Qualé, Radiohead?

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O Radiohead abriu os trabalhos em suas redes sociais (tanto no Facebook quanto no Twitter e no Instagram) neste mês de maio com este vídeo cheio de onda, pra variar:

Alguém conseguiu entender algo que é dito? É só a letra de “Climbing Up the Walls” mesmo? E esse um O seguido de um K nas últimas telas – será que é algo sobre os 20 anos do OK Computer? Uma caixa? Um show? E aquele REM na última tela?

Semana passada aparecerem uns cartazes espalhados em algumas cidades do mundo dando a entender que o grupo está prestes a comemorar aniversário de seu primeiro disco clássico (desculpaê, fãs do The Bends):

Há duas semanas, o designer Stanley Donwood, responsável pela arte do grupo desde o segundo disco, postou o seguinte comentário em seu próprio Instagram:

soon to be real

A post shared by @stanleydonwood on

Ou será que é disco novo?

O melhor filme de Demme? Stop Making Sense

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Show dos Talking Heads dirigido pelo recém-falecido Jonathan Demme também redefiniu o conceito de música com imagens – escrevi sobre isso no meu blog no UOL.

Jonathan Demme, cuja morte foi anunciada nesta quarta-feira, era um diretor de trajetória única na história do cinema. Foi cult e pop, célebre e desconhecido, comercial e alternativo, embora não tenha uma filmografia robusta para exibir. É autor de filmes importantes como Filadélfia e O Silêncio dos Inocentes ao mesmo tempo em que flerta com o trivial em comédias aparentemente leves (Totalmente Selvagem, Melvin e Howard e O Casamento de Rachel) ou com o meramente comercial (como o remake desnecessário – mas bem executado – de Sob o Domínio do Mal). Do ponto de vista estritamente cinematográfico, ele é um Ridley Scott menos comercial, um Ron Howard com voz própria, um Spielberg menor. Mas sua importância cresce quando vemos que sua relação com a cultura vai além do cinema e que ele é destes raros cineastas que entende tanto de cinema quanto de música.

Demme dirigiu videoclipes no início de sua carreira, como o de “The Perfect Kiss” do New Order, o da versão de “I Got You Babe” que o UB40 fez com a Chrissie Hynde nos anos 80 e o de “Streets of Philadelphia” de Bruce Springsteen, que trouxe para a trilha sonora de seu filme sobre Aids, o primeiro a tratar do assunto. Sua relação com a música seguiu nos anos seguintes, quando dirigiu uma trilogia de documentários com Neil Young (Neil Young: Heart of Gold, Neil Young Trunk Show e Neil Young Journeys), outro sobre o músico inglês Robyn Hitchcock e acompanhando a turnê do disco mais recente de Justin Timberlake, em seu último filme, Justin Timberlake + the Tennessee Kids, do ano passado.

E, claro, sua grande obra, Stop Making Sense, que também é o melhor registro em filme de uma banda ao vivo, gravado com os Talking Heads em 1984. É por O Silêncio dos Inocentes que Demme sempre será lembrado, principalmente por levar o grand slam do cinema comercial norte-americano ao ser dos raros filmes que ganharam os cinco prêmios principais do Oscar (melhor filme, melhor ator, melhor atriz, melhor diretor e melhor roteiro). A sombra da influência do filme que conta a história de um canibal elegante paira sobre nossa cultura pop até hoje – desde a sobriedade firme dos agentes do FBI depois da Clarice Starling de Jodie Foster até a violência gratuita e gráfica que permeia as principais obras norte-americanas deste século.

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Mas Stop Making Sense, o filme em que Demme filma um show dos Talking Heads em seu auge, é mais do que isso: é a obra-prima de Demme. Ele está sim contando uma história, a história não-verbal que é um show de rock. Vai desenvolvendo um crescendo literal ao colocar músico a músico no palco ao mesmo tempo em que mostra um show sendo montado no palco, com os instrumentos entrando pouco a pouco enquanto o palco também vai sendo montado. É como se o show fosse também o making of do show.

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Ele também encontra em David Byrne o ator perfeito para seus delírios visuais. O gestual de Byrne e seu olhar perdido, sua dança robótica e sua interação com o público (“alguém tem alguma pergunta?”, diz após o súbito fim de uma música) acompanhada de um groove pós-punk pesado, em que a edição e a forma como os músicos são mostrados acompanha o ritmo de perto. O ritmo do show é incessante e tanto a banda quanto seus convidados (o tecladista do Parliament-Funkadelic Bernie Worrell, o guitarrista dos Brothers Johnson Alex Weir, o percussionista Steve Scales e as vocalistas Lynn Mabry e Ednah Holt) não param de dançar um minuto. Sem contar os elementos de palco inventados pelo diretor junto com a banda, como os telões monocromáticos, o hoje clássico enorme paletó de David Byrne ou a inclusão de um abajur como objeto cênico – e parceiro de dança.

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Stop Making Sense é como o show reage a era do videoclipe, novidade comercial do mundo da música no início dos anos 80, mas também reposiciona o espectador de volta à plateia. Antes dele, filmes de shows clássicos – como o Last Waltz que Scorsese dirigiu para a The Band ou The Song Remains the Same do Led Zeppelin – colocam o espectador bem próximo da banda, criando uma cumplicidade inexistente em shows daquela proporção. São filmes que mostram o público como a banda o vê, uma situação que, de verdade, a audiência nunca irá passar. Demme posiciona a maioria de suas câmeras no público e assistimos ao show como se estivéssemos na plateia. E assim ele isola uma sensação que a maioria dos diretores de shows tenta recriar até hoje: a que realmente estamos assistindo a um show como se estivéssemos lá. Poucos diretores chegaram perto disso (Scorsese mesmo é um deles, principalmente no Shine a Light que filmou com os Stones), mas nenhum conseguiu de forma tão empolgante quando o falecido Johnathan Demme.

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Veja com seus próprios olhos:

Barro, por Lorena Calábria

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Integrante da Banda Dessinée, Filipe Barros encurtou o nome artístico para Barro e assim lançou seu primeiro disco solo, Miocárdio, uma das boas surpresas do ano passado. Agora colhe os frutos do primeiro álbum, como a turnê em que atravessa a Itália lançando um single gravado em italiano, “Restiamo Cosi”.

O clipe da mesma música em sua versão em português, “Ficamos Assim”, é outra novidade de Barro para celebrar sua turnê e foi dirigido pela jornalista Lorena Calábria, que vem mostrando suas garras atrás das câmeras. “Gosto de trabalhar com quem tenho afinidade, não só musical”, me explica Lorena, por escrito, quando lhe pergunto sobre o contato com o Barro. Ela o conheceu por amigos em comum e quando o músico soube que ela estava começando uma produtora audiovisual, chamada La Strada, ele a convidou para dirigir um clipe. “Falei pra ele: ‘topo dirigir, mas você não vai aparecer cantando. Chega de lipsync em clipe’. E ele topou. Teve que se virar como “ator'”, ri a diretora, que cita surrealismo, cinema francês (Jean Cocteau e Alan Resnais) e a capa do disco de estreia de Barro como referências para o clipe.

De quebra, o making of do mesmo clipe:

Phoenix está renascendo…

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O grupo pop francês Phoenix prepara seu retorno em uma versão diurna com sotaque italiano, avisando que seu próximo disco chama-se Ti Amo e reflete “um paraíso perdido formado de eternos verões romanos (com muita luz, muita claridade, gelato de pistache), jukeboxes nas praias, Monica Vitti e Marcello Mastroianni, desejo implacável e antigas estátuas de mármore”, como escreveram ao anunciar a capa, a ordem das faixas (abaixo), a data de lançamento – dia 9 de junho e o primeiro single, repleto de teclados, chamado apenas de “J-Boy”:

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“J-Boy”
“Ti Amo”
“Tuttifrutti”
“Fior Di Latte”
“Lovelife”
“Goodbye Soleil”
“Fleur De Lys”
“Role Model”
“Via Veneto”
“Telefono”

O grupo já havia mostrado o trecho de uma de suas músicas novas (“Fior Di Latte”) em um comercial de roupas íntimas da Calvin Klein dirigido por Sofia Coppola, esposa do vocalista da banda, Thomas Mars, e estrelado por atrizes como Rashida Jones, Kirsten Dunst e Lauren Hutton.

E a faixa-título já foi registrada no show que a banda deu na Antuérpia, na Bélgica, na semana passada:

Molto bene.

Haim 2017: “Saying that you need me babe”

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As irmãs Danielle, Este e Alana Haim anunciam o disco novo de sua Something to Tell You com a bela balada “Right Now”, cujo clipe é uma ótima e minimalista gravação da banda ao vivo no estúdio, dirigida por ninguém menos que Paul Thomas Anderson.

Esse meio de ano promete.

Greve

grevegeral

Dia de parar tudo… É só o primeiro?