Esbarrei sem querer num post velho do ótimo blog Destroy All Music, do carioca Vinícius Damazio, que conseguiu uma versão para download de uma das míticas apresentações que Miles Davis fez em 1974 no Teatro Municipal de São Paulo, no auge de sua fase mais brutal no que diz respeito a ritmo e groove. Como no post original do DAM (que inclui até mesmo reportagens dos jornais da época sobre os shows), o post é ilustrado com uma foto do show tirada de uma matéria que a Vice fez com o fotógrafo brasileiro Ricardo Beliel.
A família de Frank Zappa, morto no início dos anos 90, anunciou que veremos, em 2018, o mestre de volta aos palcos – escrevi sobre isso no meu blog no UOL.
Um dos maiores iconoclastas da história da música moderna, o compositor e músico norte-americano Frank Zappa, que morreu em dezembro de 1993, está prestes a romper mais uma barreira: a do além-túmulo. Isso porque sua família acaba de fechar um acordo com a empresa Eyellusion para trazê-lo de volta aos palcos na forma de um holograma. “Estou emocionado que Frank Zappa finalmente estará de volta à estrada tocando suas músicas mais conhecidas bem como material raro e que nunca foi ouvido”, disse Ahmed Zappa, filho do compositor que é responsável por cuidar do legado da família em um comunicado no site oficial de seu pai. “Não vemos a hora de trazer seu trabalho criativo de volta ao lado dos músicos que ele amava tocar junto, como Steve Vai, Ian Underwood, Adrian Belew, Arthur Barrow, Vinnie Colaiuta, Scott Thunes, Mike Keneally, Denny Walley, Warren Cuccurullo e Napoleon Murphy Brock, além de outros que se comprometeram a fazer parte deste esforço épico. Quando falei com eles, eles ficaram excitados com a possibilidade de tocar ao lado de Frank mais uma vez e estão esperando a hora de dar aos fãs essa experiência inesquecível.”
“Frank foi um inovador e sua arte transcendia em tantas mídias diferentes”, continua Diva Zappa, filha de Frank, no mesmo comunicado. “Ele deixou um extenso volume de trabalho e queremos celebrar sua música com uma produção de hologramas realmente criativa e única que apresentará sua música a uma nova geração de fãs e permitirá a tantos que gostavam de sua música quando ele ainda era vivo a experimentá-la mais uma vez. Nós tínhamos essa ideia por muitos anos e depois de nos encontrarmos com a equipe da Eyellusion, sabíamos que eram os parceiros certos para fazer isso se tornar realidade.”
A Eyellusion “ressuscitou” o ex-vocalista do Black Sabbath Ronnie James Dio, morto em 2010, em duas oportunidades, ano passado na Alemanha e este ano nos EUA, que funcionaram a ponto da viúva de Dio, Wendy, ter confirmado uma turnê com o holograma do falecido, chamada de Dio Returns, que começará no final deste ano. O resultado funciona melhor do que as experiências anteriores com nomes como Tupac Shakur e Renato Russo, mas não deixa de ser meio mórbido.
A família de Zappa não se incomoda. “Não seria radical ter (a filha de Zappa) Moon cantando ‘Valley Girl’ com ele no palco? Ou ver Dweezil (outro filho de Zappa) lado a lado com nosso pai duelando solos de guitarras? Esse seria meu maior desejo e quero fazer essa celebração especial do legado de Frank a uma cidade perto de vocês. Mas como se isso não fosse suficiente em termos de coisas legais de Zappa, também estamos planejando uma versão em palco para Joe’s Garage: The Musical, com ninguém menos que o próprio Frank Zappa estrelando como The Central Scrutinizer”, comemorou Ahmed.
Isso seria bem interessante: o fantasma-holograma de Frank Zappa fazendo o papel do narrador e grande vilão de sua ópera rock Joe’s Garage, uma feroz crítica à indústria fonográfica. Mas fica a dúvida no ar para saber o que Zappa acharia de todo esse circo ao redor de sua imagem depois de sua morte. Ele certamente teria alguns comentários bem ácidos a fazer…
E Russo Passapusso e Beto Barreto, do BaianaSystem, participaram do show da Pitty que rolou neste sábado no Mada, em Natal, com direito até a citar “Eu Sou Negão”, um dos hinos da música baiana, composto pelo mítico Jerônimo.
Como a própria Pitty comenta no final do vídeo: de-mais!
Que momento! Nick Cave encerrava sua apresentação na O2 Arena neste sábado, em Londres, quando, no finzinho de “Push the Sky Away” viu o líder do Primal Scream na plateia e não titubeou: “Bobby Gillespie! Fuck, man!”, disse ao reconhece-lo e passar o microfone.
Em sua recente visita à BBC, nossa querida Lorde colocou em prática seu apreço por Phil Collins, resgatando um clássico dos anos 80 para este século – sua versão de “In the Air Tonight”, talvez a música mais emblemática do ex-baterista do Genesis, já é uma das melhores versões deste ano. Que vocalista!
Amaldiçoado como ícone da prepotência yuppie graças à dobradinha livro/filme Psicopata Americano, Phil Collins é uma das obsessões da cantora e compositora neozelandesa, que declarou recentemente inspirar-se no hitmaker em entrevista ao podcast WTF, do jornalista norte-americano Marc Maron (a parte do Phil Collins é lá pelo minuto 56, mas vale ouvir todo o papo, ela é demais). Lorde também gravou uma versão ao vivo para sua excelente “Green Light”, a faixa que apresentou seu ótimo disco mais recente.
Mais um clipe gravado no CCSP, desta vez de “Boca Cheia” que o Curuma cantou ao lado da Indee Style no segundo show que fez na Adoniran Barbosa, em agosto.
Feito e protagonizado por mulheres, evento apresenta shows, palestras, debates e workshops no sábado e no domingo, com nomes como Karina Buhr, Alzira Espíndola, Soledad, Liniker, entre outras (mais informações aqui).
Em turnê pela Europa com seu primeiro álbum lançado como Spiral Stairs, Doris & The Daggers lançado no início do ano, o ex-guitarrista do Pavement Scott Kannberg deixou escapar em uma entrevista a uma rádio italiana que seu grupo original pode voltar a se reunir no trigésimo aniversário da banda, em 2019: “Não chegamos a conversar de fato sobre isso, mas há uma conversa sobre nosso trigésimo aniversário em 2019 e a possibilidade de fazermos algo. Fiquem ligados!” O trecho em que Scott menciona uma possível volta do Pavement pode ser ouvido a partir do terceiro minuto no áudio abaixo:
Participo na noite dessa sexta-feira da segunda edição do festival Barulhinho, que acontece na capital cearense. A partir das 19h45 apresento minha palestra O Ecossistema da Música no Século 21 no Auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e a entrada é franca. Mais informações sobre o festival, que segue pelo fim de semana, aqui.