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De volta a um clássico

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Smiths relançam sua obra-prima The Queen is Dead em edição cheia de raridades – escrevi sobre o lançamento no meu blog no UOL.

Com um atraso de um ano em relação ao aniversário de trinta anos de seu disco mais clássico (lembrado por este que vos escreve no ano passado), os Smiths voltam a The Queen is Dead em um relançamento cheio de raridades. Além de uma versão remasterizada do álbum, a De Luxe Edition do disco de 1986 é relançada como caixa de três CDs ou em cinco vinis conta com discos que são verdadeiras relíquias para os fãs do disco.

A primeira delas é uma integral versão alternativa para o álbum, criada a partir de demos e versões diferentes do disco original. São versões bem próximas às conhecidas, algumas com diferenças consideráveis, como o trompete e as risadas ao final de “Never Had No One Ever” e as deliciosas versões cruas de “Bigmouth Strikes Again”, “There is a Light That Never Goes Out” e “Some Girls Are Bigger Than Others” (arrisco dizer que esta última é tão boa quanto a original, com seu dedilhado de guitarras esticado como num sonho). O disco ainda conta com músicas que foram lançadas como lados B dos singles do disco, também remasterizadas, como “Rubber Ring” (que já havia sido antecipada no ano passado), “Asleep”, a instrumental “Money Changes Everything” e “Unloveable”.

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A outra é a oficialização do registro pirata da primeira apresentação ao vivo do disco nos Estados Unidos, quando os Smiths tocaram no Great Woods Amphitheater, na cidade de Mansfield, na grande Boston, no dia cinco de agosto de 1986. Originalmente lançado em 1986 como o disco pirata duplo Live in the USA, o show é eternizado como Live in Boston e traz as primeiras versões ao vivo para quase todas as faixas do disco clássico, além de outras como “How Soon is Now?”, “Hand in Glove”, “I Want the One I Can’t Have”, “Strech Out and Wait”, “Is it Really So Strange?”, “That Joke Isn’t Funny Anymore”, entre outras. As duas últimas músicas do show, no entanto, ficaram inexplicavelmente de fora da versão oficial. Uma pena, já que “Heaven Knows I’m Miserable Now” e “Bigmouth Strikes Again” são dois dos maiores clássicos do grupo. O disco, no entanto, como a maioria das gravações ao vivo dos Smiths vale mais como registro da banda ao vivo do que propriamente como um bom show capturado em áudio.

A edição Deluxe do Queen is Dead também está disponível nas plataformas digitais.

Martela, Superchunk!

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Há quatro anos sem lançar discos, Superchunk retorna com um single de protesto: a inédita “Break the Glass”, que conta com os vocais de Sabrina Ellis (do grupo A Giant Dog) e uma versão para “Mad World” do grupo de hardcore Corrosion of Conformity, cujas letras “infelizmente as letras ainda são apropriadas para hoje”, como disse o líder do grupo, Mac McCaughan.

Kiko Dinucci e Plim de graça no CCSP

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Os trabalhos solo do guitarrista Kiko Dinucci e do baterista Serginho Machado – ambos do Metá Metá – se apresentam em sessão dupla, às 18h, neste domingo, como mais um evento da programação Bicho de Quatro Cabeças. O show é gratuito e os ingressos começam a ser distribuídos duas horas antes (mais informações aqui).

Dezenove minutos de Floating Points

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O produtor Sam Shepherd revela toda extensão da nova faixa de seu grupo Floating Points, “Ratio”, quando distancia-se de seu groove jazz original rumo ao bate-estaca da pista de dança – o resultado é surpreendente. O novo single, dezenove minutos de tirar o fôlego, já está em pré-venda em versão desconstruída, com baixo, bateria e teclados em faixas separadas, para que DJs possam reinventá-lo. E abre uma inesperada nova fase para o grupo.

Vamos ver o que mais vai sair daí…

Anelis Assumpção 2017: “Quem é o forno ou a forma?”

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Com o delicioso single “Receita Rápida”, Anelis Assumpção começa a mostrar seu terceiro disco, Taurina, que pelo andar da carruagem deve ficar para o ano que vem. O abre-alas é uma música de seu próprio pai, Itamar, ao lado da poeta Vera Motta, registrada pela madrinha Alzira Espíndola em seu disco de 1996, Peçam-me, que Anelis reconhece como seu próprio ponto de partida na música: “Venho feliz sob a lua nova, dizer que apesar dos tempos sombrios, sigo no foco do meu disco. O terceiro”, escreveu em sua página no Facebook. “Decidi lançar um single do disco. Muito difícil escolher uma única música pra quebrar a casca deste inédito novo que se aproxima. Pois bem. Num momento de reflexão sobre a solidão coletiva, sobre a morte e a vida latente em cada nota deste disco, decidi lançar a única canção que interpreto que é de outra autoria. Autoria esta de meu pai Itamar e sua parceira poeta Vera Motta. Canção esta que em outrora, com quatorze anos de idade, me fez ter vontade de cantar, por ouvi-la na voz da minha diva maior – Alzira Espíndola Achei de entender que essa poesia era a ponte entre o que viemos dizer sobre esta obra, este disco que se aproxima de nascer. O difícil ofício de ser alguém. A mão de deus. O alimento da matéria e do espírito. A leveza de ser mortal. o pesar. A natureza. A saudade. O ciclo. Uma sujeita oculta e presente. Sabor de quem.”

“Receita rápida eis. Nem tão rápida. Nem tão prática. Nem tão teórica. Uma receita. Uma maneira entre tantas de ser feliz nesse inferno céu chamado vida. Que seja a entrada. Um saboroso couvert aos ouvidos. Uma canção”, conclui. A versão 2017 da música é produzida por Beto Villares e acompanhada dos mesmos Amigos Imaginários que a seguem desde seu disco anterior (a superbanda formada por Cris Scabello e Maurício Fleury do Bixiga 70, a guitarrista Lelena Anhaia, o baixista Mau, o baterista Bruno Buarque e o trombone de Ed Trombone), com vocais das Negresko Sis, o trio de vocalistas que forma com Céu e Thalma de Freitas.

Para quem não conhece a versão original desta receita, ei-la:

O disco promete.

O dia em que Björk se encontrou com Elza Soares

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Mais um mashup do sagaz Raphael Bertazi reúne duas realidades numa mesma canção, mas desta vez Björk e Elza Soares se encontram longe da pista de dança – Elza entra com a faixa-título de seu emblemático Mulher do Fim do Mundo enquanto a islandesa comparece com sua épica “I’ve Seen it All”, tema do filme Dançando no Escuro. O título – Sambando no Escuro – é até previsível, mas o resultado é demais.

Atønito e Sambanzo de graça no CCSP

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Acontece nessa sexta-feira mais uma colisão de projetos paralelos das bandas do Bicho de Quatro Cabeças – e o encontro dos projetos Atønito, de um dos saxofonistas do Bixiga 70, Cuca Ferreira, Sambanzo, do saxofonista do Metá Metá, Thiago França, promete ser épico – mesmo porque o Thiago reuniu vários percurssionistas do Bicho de Quatro Cabeças: Rômulo Nardes, Bruno Prado e Décio 7 (do Bixiga 70), Rogerio Maisum e M.Takara (do Hurtmold) e seus velhos comparsas Sam Samba, Sthefanie Araujo e Bruno Prado. Começa às 19h, é de graça e tem mais informações aqui.

Taylor Swift 2017: “You’ve ruined my life”

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Taylor Swift lança mais um single de seu próximo álbum – e “Gorgeous”, que é bem fraquinha, segue a linha dos singles anteriores, destilando fel.

Tomara que esse disco compense essa expectativa toda, porque até agora tá bem devagar…