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Modest Mouse e My Morning Jacket ♥ Neil Young

Eis mais duas músicas dos próximos dois volumes do tributo a Neil Young que se materializa no início de novembro. Heart Of Gold: The Songs Of Neil Young – Volume 1 foi lançado no ano passado com versões feitas por fãs do bardo canadense como Fiona Apple, Eddie Vedder, Sharon Van Etten, Courtney Barnett, entre outros, e desde seu título deixava claro que seria uma série de discos em homenagem ao mestre. Só que os dois volumes seguintes foram anunciados simultaneamente em julho com versões feitas por King Princess e Jaco Rosa – e agora outras duas faixas, novamente uma de cada disco, surgem para manter a chama do disco acesa antes de seu lançamento. A primeira delas traz uma versão cheia de sopros para a épica “Like a Hurricane”, feita pelo My Morning Jacket ao lado da Preservation Hall Jazz Band, que começa meio barroca, meio Pet Sounds, antes de explodir numa catarse elétrica típica de seu autor, com direito a solos rasgados de guitarra (que, na segunda vez, vem acompanhado de perto por um trompete desenfreado). Já o Modest Mouse até quis arriscar outro épico (sua primeira opção foi “Cortez the Killer”), mas preferiu voar mais baixo e recorrer a básica “Barstool Blues” ao lado da banda Califone. A versão ganha um ar meio new wave, meio indie, mas nada que soe estranho ao repertório de seu autor. Os novos volumes ainda contam com músicas gravadas por Peter Frampton, Ben Gibbard, Cold War Kids, Los Lobos, MJ Lenderman, Kurt Vile and The Violators, Lucinda Williams, Devendra Banhart, Edie Brickell, Ann Wilson, entre outros, já está em pré-venda e toda sua renda será arrecadada para a Bridge School, escola para crianças especiais que Young mantém desde os anos 80.

Ouça os novos singles abaixo:  

Peter Hook tocando Joy Division em São Paulo!

Se o New Order vem só com Bernard Sumner para duas apresentações em novembro em São Paulo, o ex-baixista do grupo, Peter Hook, acaba de anunciar que virá ao Brasil no ano que vem, quando toca na íntegra os discos Unknown pleasures (1979) e Closer (1980), dois únicos discos que o grupo Joy Division, que originou o New Order, gravou antes da morte de seu vocalista Ian Curtis. Apresentando-se como Peter Hook & The Light, ele toca em São Paulo no dia 9 de março de 2027 na Áudio e os ingresos começam a ser vendidos nesta sexta-feira.

King Crimson ao vivo em 1969!

Acabaram de encontrar esse vídeo com o King Crimson (formação com Robert Fripp na guitarra, Ian McDonald no sax, Greg Lake no baixo e vocal e Michael Giles na batera) em 1969 exibido em um programa de TV alemão (que provavelmente superpôs a gravação original do grupo com a versão gravada de “21st Century Schizoid Man’) num raro registro de um dos primeiros momentos da banda.

Assista abaixo:  

Snail Mail ♥ Liz Phair

Uma das atrações de abertura da turnê que as Sleater-Kinney estão fazendo com a Liz Phair pelos Estados Unidos, Lindsey Jordan, que todos conhecemos melhor pelo nome artístico Snail Mail, realizou um sonho ao dividir o palco com uma de suas maiores inspirações – ela que já teve uma banda cover de Liz Phair (chamada Lizard Phair) quando começou a tocar. Na segunda-feira, quando a musa indie dos anos 90 tocou no Fillmore Auditiorium em Denver, ela chamou a fã indie dos anos 20 para dividir vocais em “Go West”, do ótimo Whip-Smart, que Phair gravou em 1994. Ela até tirou uma foto com a ídola!

Assista abaixo:  

Invocação em dupla

Linda demais a homenagem que Caio Colasante e Carol Maia fizeram ao ídolo e mestre Jards Macalé nesta terça-feira no Centro da Terra, dando início a um trabalho em dupla que reúne o guitarrista paulista e a cantora carioca num espetáculo que joga luz na própria obra dos dois. Revezando-se entre guitarras e violões, a dupla passeou por hits inevitáveis do velho Macau (abrindo com “Mal Secreto” seguida de “Anjo Exterminado”, passando por “Soluços”, “Hotel das Estrelas” e encerrando a noite com “Pano Pra Manga”), os dois também buscaram músicas menos óbvias de Jards, como a versão que ele fez para “Imagens” (de Valzinho e Orestes Barbosa) e “Dente no Dente”. Mas o que mais marcou a noite foi a conexão das músicas de Macalé com composições de cada um deles e assim Caio mostrou “Fantasma Supersônico”, “Atropelado” e “Vida Nova”, enquanto Carol trouxe “Vermelha Rosa” e “A Boca do Cão”, esta composta quando ela soube da morte de Jards. O show contou com a dupla o tempo todo no palco dividindo instrumentos e vocais mesmo nas composições próprias, reforçando que aquela invocação era a dois (Caio até brincou com as interferências no som como sendo uma materialização do próprio Jards). E um dos grandes momentos da noite foi quando cantaram outra de Carol, “Sinal Fechado”, que acabou por ser um belo resumo da noite, tanto com a guitarra precisa de Caio e o vocal completamente solto de Carol. Uma beleza.

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Caio Colasante + Carol Maia: Estrela Vulgar a Vagar

Imenso prazer em receber o espetáculo Estrela Vulgar a Vagar nesta terça-feira no Centro da Terra, quando seus idealizadores – o paulistano Caio Colasante e a carioca Carol Maia – se reúnem para celebrar a obra de Jards Macalé, criando um diálogo entre o repertório de Macau e sua influência em suas próprias composições. Ambos começando suas carreiras solo, saltam neste universo pela primeira vez só com suas vozes e violões. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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Olha a Glue Trip vindo aí…

A Glue Trip já está na Europa e começa mais uma turnê pelo velho continente no mesmo dia em que lançam o primeiro single de seu quarto álbum, previsto pra novembro. A pesada, bucólica e cheia de diferentes ambiências “Psychedelic Friend” abre alas para o lançamento de Anemoia e chega às plataformas de áudio nesta quarta-feira, mas a banda antecipou em primeira mão o single para o Trabalho Sujo. “Em julho do ano passado passamos duas semanas imersos no estúdio Buena Família em São Paulo para criar e gravar esse disco, que tem nome estranho, meio difícil de falar, mas que é sua síntese”, explica o líder da banda, o guitarrista, vocalista e principal compositor Lucas Moura. “Venho enxergando esse disco como uma quebra na discografia da Glue Trip e começar a conversa por ‘Psychedelic Friend’ é como começar com o pé na porta”, conclui, antes de iniciar a turnê que começa nesta quarta em Madri e vê a banda fazer outros treze shows até o dia 6 de outubro, com passagens por Portugal, França, Holanda, Alemanha, Suíça e República Tcheca, além de outras cidades da Espanha.

Ouça abaixo:  

39 discos com toda a turnê Rolling Thunder Revue que Bob Dylan fez em 1976

Imagine que um de seus artistas favoritos lance toda uma célebre turnê numa extensa caixa – é isso que Bob Dylan traz em The Rolling Thunder Revue: The 1976 Live Recordings, uma caixa com 39 CDs registrando todos os 27 shows da mitológica excursão que fez pelos EUA no meio dos anos 70 com uma banda composta pelo baixista Rob Stoner, a violinista Scarlet Rivera, o baterista Howie Wyeth e os guitarristas Mick Ronson (que tocou no Spiders from Mars de David Bowie), Steven Soles, David Mansfield e T Bone Burnett, além de contar com Joan Baez em vários momentos. A caixa (já em pré-venda) não entrou na antológica coleção das Bootleg Series porque nunca havia sido nem pirateada com essa minúcia e além dos quase 40 discos e ainda traz um dos principais shows desta turnê, do dia 16 de maio daquele ano no Tarrant County Convention Center Arena da cidade de Fort Worth, lançado como disco triplo em vinil. Famosa por colocar Dylan de volta na estrada num período tenso em seu país, a Rolling Thunder Revue funcionou como um descarrego furioso elétrico, antecipando a agressividade que o fim daquela década traria com o punk rock. Para antecipar a caixa, foi lançada a pesada versão para “Going Going Gone” deste show em destaque. Ouça abaixo:  

Poetas ao piano

Na segunda noite da temporada Coexistência que Sandra X está fazendo no Centro da Terra, ela pôs em prática uma obra em parceria com o velho camarada pianista Lincoln Antonio quando, na apresentação batizada de Sol à Beça, visitou obras de Mário de Andrade, Pagu, João Cabral de Mello Neto, dos irmãos Campos e Oswald de Andrade sempre em dupla com o amigo, dividindo vocais enquanto ele conduzia a musicalidade de cada novo poema às teclas. A noite ainda contou com a participação de Priscila Brigante, com quem Sandra havia dividido a noite anterior, que assumiu sua percuteria para acompanhar a dupla em dois momentos diferentes da noite.

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