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Charli XCX no MIS-São Paulo!

Vai ter outra sessão do filme Music Fashion Film antes do lançamento – inclusive no Brasil! Charli XCX armou mais uma rodada de sessões de cinema para os fãs que quiserem ouvir o disco às vésperas do lançamento e em São Paulo, a versão visual do disco – dirigida pela própria Charli – vai ao ar em duas sessões, às 19h e às 21h, nesta quinta-feira no MIS. E além de ser de graça, os ingressos começam a ser distribuídos uma hora antes. Então vai ter fila…

Mais informações abaixo e neste link:  

Lou Reed: Uma Vida

No dia 15 de outubro de 2017, o jornalista Anthony DeCurtis lançou a biografia que escreveu sobre Lou Reed (Lou Reed: A Life) em um evento em Nova York, nos EUA, em que ele reuniu três colaboradores e amigos do bardo nova-iorquino – a cantora Suzanne Vega, o músico Richard Barone e o músico Jeff Ross – para conversar, ler e celebrar a vida de um dos maiores nomes da poesia e da música daquele país. Encontrei a íntegra deste encontro no YouTube e deixo o link para assisti-lo a seguir:  

Charli XCX: “Fuckin’ shoot me!”

Eis “Camera”, música que equivale ao terceiro pilar do disco Music Fashion Film da Charli XCX, que estará entre nós nesta sexta-feira. Lançada depois que “Rock Music” falou de música e “SS26” falou de moda (com “Wink Wink” no meio como uma piada interna), a nova música é curtíssima e joga luz na crise existencial artística que ecoa em diferentes trabalhos da cantora (e trouxe alguns dos melhores momentos do disco Brat). Além de brincar com o duplo sentido do verbo “shoot” (que pode significar, em inglês, tanto “atire” quanto “filme”), ela ainda conecta-se com seu disco pandêmico (How I’m Feeling Now, em que ela aponta uma câmera para o ouvinte na capa do disco) ao repetir “how it makes me feel” no refrão, referindo-se ao momento em que a câmera é ligada. E traz essa reflexão para além dos holofotes e dos palcos literais, lembrando que todos nós sentimos essa crise pois vivemos cercados de câmeras, transformando qualquer ambiente num palco e holofotes figurativos. E o clipe com Vincent Cassell (mais um homem branco velho como personagem) tendo um surto no meio de uma filmagem (dirigida pela própria Charli) é mais uma tiração de onda…

Assista abaixo:  

Em por falar em Arca…

Recém-confirmada na edição brasileira do festival Primavera Sound, a gênia venezuelana Arca acaba de anunciar novo álbum, seu primeiro em cinco anos, que passa pelo Brasil inclusive antes do lançamento. Batizado de XXXXX, o novo disco chega ao público no último dia deste mês, mas ela irá realizar uma série de audições em diferentes espaços – inclusive virtuais. Nesta quinta-feira, 23, ela transmite o novo lançamento em seu canal no YouTube às quatro e meia da tarde, mas além de fazê-la online, ela também realizará audições em doze cidades pelo mundo em datas diferentes: Glasgow, Paris, Londres, Barcelona, Tóquio, Santiago, Seul, Nova York, Miami, São Francisco, Los Angeles e São Paulo. A audição por aqui acontecerá no Porta (muito foda!) no dia 28 deste mês. O segundo semestre começou pesado, foi só a Copa acabar!

Veja a capa do disco e o nome das músicas novas abaixo:  

Eis a escalação por dia do Primavera Sound São Paulo… que vai trazer Arca!

O festival Primavera Sound São Paulo acaba de anunciar a divisão em dias de seu elenco e, apesar da torcida por novas atrações parecer ter esmorecido, eis que eles incluem Arca entre os principais nomes da segunda noite, entre os Gorillaz e o Yung Lean. Não é exatamente o Underworld ou o Hot Chip que pareciam surgir no horizonte (nem os sonhados Geese e MBV), mas é uma artista de peso e que acaba de anunciar disco novo (falo mais sobre isso em breve) e cuja importância musical sempre em ascensão dá um peso experimental e moderno para a edição maior do que qualquer banda principal da edição de 2023, por exemplo (que teve Killers, Pet Shop Boys, Cure, Beck, Bad Religion, Hives e Marisa Monte), conectando-se com a histórica primeira vinda do festival pra cá em 2022 (que juntou Arctic Monkeys, Björk, Lorde, Charli XCX, Beach House, Interpol, Phoebe Bridgers, Caroline Polachek, Travis Scott, Mitski, Gal Costa e a própria Arca). Um tempero importante para essa edição, que ainda traz os brasileiros Carlos do Complexo e Larinhx como outras atrações que não haviam sido anunciadas anteriormente. E não há nenhuma informação sobre se irão fazer algum show à parte no Primavera da Cidade que é característico do festival, mas como vão começar a vender os ingressos essa semana, é pouco provável que façam algo, infelizmente.

Um tom melancólico

Outra noite linda ao lado de Patrícia Bastos, que trouxe mais uma vez um punhado das suas canções do norte para encantar o público que compareceu à mais uma data em sua temporada Planeta Arrepiado, que está fazendo nas segundas-feiras de julho no Centro da Terra. Mais uma vez acompanhada de Dante Ozzetti ao violão, ela veio com outros dois novos músicos convidados ao chamar o guitarrista Guilherme Held, que cedeu sua guitarra tropicalista – menos psicodélica e mais bluesy que de costume, como pediam as canções de Patrícia – e a vocalista e flautista Tarita de Souza, que, como Ná Ozzetti na semana anterior, preferia ficar em segundo plano para deixar a luz da vocalista da noite brilhar ainda mais forte. Ela repetiu canções da semana anterior nesta nova roupagem e trouxe outras tantas, aproveitando a presença de Held para pressionar mais na linha melancólica e noturna que na segunda passada, em mais uma noite reluzente.

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Clairo contra o aquecimento global

Enquanto esperamos notícias de seu quarto álbum, Clairo transforma nossa expectativa em uma forma de melhorar o mundo, ao mostrar, neste sábado, a demo de uma música de 2022 que nunca lançou, chamada “Losing You”. A música só pode ser ouvida no Bandcamp, onde também é possível comprá-la online – e ela está doando todo o dinheiro arrecadado nesta música para a plataforma Zero Hour, que trabalha a favor da justiça e inclusividade climática. A múisica soa como se pudesse sair em seu último álbum (o ótimo Charm) e ao mesmo tempo funciona como uma forma de aplacar a expectativa dos fãs (inclusive por músicas que soem como o disco de 2024, já que o novo deve seguir um rumo bem diferente…).

Ouça abaixo:  

Todo o show: Pulp no Royal Festival Hall (18.7.2026)

Neste sábado, o Pulp subiu ao palco do Royal Festival Hall, em Londres, para celebrar o aniversário de 50 anos da loja de discos, gravadora e ícone indie Rough Trade, quando tocaram a íntegra de seu disco mais recente (o ótimo More) à frente de uma orquestra. Além de More, que o vocalista Jarvis Cocker comentou faixa a faixa (começando a apresentação de zoeira trazendo um powerpoint para fazer suas observações), lembrou o falecido baixista da banda Steve Mackey ao apresentar o lado B “Open Strings” e puxou outras músicas de fases diferentes da banda, inclusive de depois do lançamento do disco em questão (ao tocar versão que fizeram para “The Day Before You Came” do Abba e a música que fizeram para a coletânea Help(2), “Begging for Change”), trazendo também uma velha esquecida do disco We Love Life (“Wickerman”), a imortal “Something Changed” e uma versão suntuosa para o clássico “This is Hardcore”, em que Jarvis lembrou que já estava tarde (“são 10 da noite”, brincou) e era hora de ir para o lado mais hardcore do show, antes de sentar-se para começar a canção. Jarvis Cocker me representa demais (apesar de não ter dado bola para o Brasil quando passou pela América do Sul em junho agora). Reuni a maioria dos vídeos que achei do show abaixo:  

Eis os 25 melhores discos do primeiro semestre de 2026 segundo do júri de música popular da Associação Paulista de Criticos de Arte

Segue abaixo a lista com os melhores discos brasileiros lançados no primeiro semestre de 2026, segundo o júri da APCA, da qual faço parte ao lado de Adriana de Barros (Mistura Cultural), Bruno Capelas (Programa de Indie), Camilo Rocha (Bate Estaca), Cleber Facchi (Música Instantânea e Podcast VFSM), Guilherme Werneck (Canal Meio e Ladrilho Hidráulico), José Norberto Flesch (Canal do Flesch), Marcelo Costa (Scream & Yell), Pedro Antunes (Tem Um Gato na Minha Vitrola) e Pérola Mathias (Poro Aberto).

Veja a seguir:  

Wilco ♥ Pavement

E já que o Pavement tocou o Led Zeppelin no início da turnê de 2026 deles, que tal resgatar outra banda tocando o próprio Pavement? Pois tome o Wilco fazendo “Cut Your Hair” em seu próprio festival, o Solid Sound, na edição de 2013, novamente no Museu de Arte Moderna de Massachusetts.

Assista abaixo: