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Catavento no Centro Cultural São Paulo

Foto: Rodolfo Cemin (divulgação)

Foto: Rodolfo Cemin (divulgação)

A banda psicodélica gaúcha Catavento está lançando seu novo disco Ansiedade na Cidade com uma pequena turnê que já passou por seu estado natal, passa pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O primeiro show em São Paulo acontece nesta quinta, no CCSP, a partir das 21h, com abertura da banda potiguar Camarones Orquestra Guitarrística (mais informações aqui) e a banda antecipou um vídeo com as gravações do novo disco para o Trabalho Sujo.

catavento-ccsp

Chagas chegando

chagas

Pai de Tulipa e Gustavo Ruiz e guitarrista do Isca de Polícia, a mítica banda de Itamar Assumpção, o mestre Luiz Chagas finalmente começa a revelar seu faceta solo a partir das 20h desta quinta-feira, no Itaú Cultural, quando mostra músicas que vinha guardando na gaveta num show chamado Música de Apartamento acompanhado de uma banda que conta com Fábio Sá no baixo, Biel Basile na bateria, o filho Gustavo no violão e Chicão Montofarno nos teclados, além da presença de Ná Ozzetti, Suzana Salles, Gustavo Galo, Juliana Perdigão, Tulipa Ruiz, Felipe Cordeiro e Manoel Cordeiro (mais informações aqui). Conversei com o seu Luiz sobre esta nova fase de sua carreira.

Como surgiu a ideia de começar um novo trabalho a partir de um show?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/luiz-chagas-2018-como-surgiu-a-ideia-de-comecar-um-novo-trabalho-a-partir-de-um-show

O que é “Música de Apartamento”?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/luiz-chagas-2018-o-que-e-musica-de-apartamento

Quem é a banda que tocará contigo neste show?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/luiz-chagas-2018-quem-e-a-banda-que-tocara-contigo-neste-show

Você já irá gravar o disco ou é um processo que está sendo maturado ao vivo?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/luiz-chagas-2018-voce-ja-ira-gravar-o-disco-ou-e-um-processo-que-esta-sendo-maturado-ao-vivo

A volta do Isca de Polícia foi determinante para este novo trabalho?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/luiz-chagas-2018-a-volta-do-isca-de-policia-foi-determinante-para-este-novo-trabalho

Como este trabalho conversa com o seu trabalho com a Tulipa e o Isca de Polícia?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/luiz-chagas-2018-como-este-trabalho-conversa-com-o-seu-trabalho-com-a-tulipa-e-o-isca-de-policia

Quais os próximos passos a partir deste show de quinta-feira?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/luiz-chagas-2018-quais-os-proximos-passos-a-partir-deste-show-de-quinta-feira

Aphex Twin em colapso

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O senhor Richard David James nos dá notícias ao anunciar mais um disco-relâmpago: o EP Collapse, que apresentado ao mundo através do intenso clipe “T69 Collapse”, que iria ao ar no Adult Swin na semana passada, mas não passou no teste para quem sofre de epilepsia devido às mudanças bruscas de cores e luzes que saltam da tela. Por isso, esteja avisado.

Thiago França solto no espaço

SpaceCharanga_2018

Thiago França reuniu mais uma vez sua Space Charanga – desta vez em forma de quarteto – para uma nova viagem pelo espaço sideral do som. Ao lado de seus broders de Metá Metá Sergio Machado (bateria) e Marcelo Cabral (baixo acústico) e do trompete de Amilcar Rodrigues, o músico paulistano parte em mais uma jornada rumo ao desconhecido em seu recém-lançado Suíte Intergaláctica (já nas plataformas digitais mas que pode ser baixado aqui), que ele considera o disco mais de jazz que já fez. Aproveitei o lançamento para conversar com ele sobre a história da Space Charanga (“um spin-off da Charanga do França”, conta às gargalhadas), da influência de Sun Ra e do espaço sideral em sua criação – que vai muito além da ficção científica.

Como surgiu o conceito da Space Charanga e da influência do Sun Ra nessa versão da Charanga?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/space-charanga-2018-como-surgiu-o-conceito-da-space-charanga-e-qual-a-influencia-do-sun-ra-no-grupo

Como a Space Charanga conversa com o Charanga do França?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/space-charanga-2018-como-a-space-charanga-conversa-com-o-charanga-do-franca

Fale sobre a Suíte Intergaláctica.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/space-charanga-2018-fale-sobre-a-suite-intergalactica

Fale de sua relação com a música e o conceito do espaço sideral.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/space-charanga-2018-fale-de-sua-relacao-com-a-musica-e-o-conceito-do-espaco-sideral

Alessandra Leão no CCSP

Foto: Helena Cooper

Foto: Helena Cooper

A jovem mestra pernambucana Alessandra Leão mostra sua trilogia Língua, composta pelos EPs Pedra de Sal, Aço e Língua, na íntegra no Centro Cultural São Paulo a partir das 18h neste domingo (mais informações aqui) e aproveita para lançar o clipe de “Prolonga” em primeira mão no Trabalho Sujo.

Vida Fodona #565: Essa é a vibe

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Mantendo a frequência…

Juliana R. – “El Hueco”
Thurston Moore – “See-Through PlayMate”
Ava Rocha – “Continente”
Elliot Smith – “Let’s Get Lost”
Bonifrate – “Rã”
Mutantes – “El Justiciero”
Lô Borges – “Faça Seu Jogo”
Rolling Stones – “Memo From Turner”
Javiera Mena – “Luz De Piedra De Luna”
Glue Trip – “La Edad Del Futuro”
Paul McCartney – “The Back Seat Of My Car”
Pavement – “Grounded”
Cure – “Lullaby”
Sebadoh – “2 Years, 2 Days”
João Leão – “Unwritable”
Lulina – “Argumentos”
Marcelo Cabral – “Ela Riu”
Legião Urbana – “Central do Brasil”

Paulo Carvalho no CCSP

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O cantor e compositor Paulo Carvalho apresenta seu belo Carvão, gravado por Kassin e arranjado por Arthur Verocai, neste sábado no Centro Cultural São Paulo, com direito a quarteto de cordas, a partir das 19h (mais informações aqui)

Os 25 melhores discos brasileiros do início de 2018

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2018 tem sido um ano conturbado – mas não para a música brasileira, como dá para perceber por essa lista dos 25 melhores discos de música popular escolhida pelo júri da Associação Paulista dos Críticos de Arte, da qual faço parte ao lado de Marcelo Costa, Roberta Martinelli, Lucas Breda e José Norberto Flesch. Estes são os discos escolhidos, lançados entre o primeiro dia do ano e o último dia de junho, antecipados no blog do Pedro Antunes, do Estadão.

Almir Sater & Renato Teixeira – AR (Universal Music)
André Abujamra – Omindá (Independente)
Anelis Assumpção – Taurina (Pomm_elo / Scubidu)
Autoramas – Libido (Hearts Bleed Blue)
Ava Rocha – Trança (Circus)
Cólera – Acorde, Acorde, Acorde (EAEO Records)
Cordel do Fogo Encantado – Viagem ao Coração do Sol (Fogo Encantado)
Craca e Dani Nega – O Desmanche (Independente)
Dingo Bells – Todo Mundo Vai Mudar (Dingo Bells / Natura Musical)
Djonga – O Menino Que Queria Ser Deus (CEIA Ent.)
Elza Soares – Deus É Mulher (DeckDisc)
Erasmo Carlos – Amor É Isso (Som Livre)
Gui Amabis – Miopia (Independente)
Iza – Dona de Mim (Warner)
Jonas Sá – Puber (Selo Risco)
Juliano Gauche – Afastamento (EAEO Records)
Kassin – Relax (LAB 344)
Malu Maria – Diamantes na Pista (Independente)
Marcelo Cabral – Motor (YB Music)
Maria Beraldo – Cavala (Selo Risco)
Maurício Pereira – Outono No Sudeste
Rashid – Crise (Foco na Missão)
Romulo Fróes – O Disco das Horas (YB Music)
Silva – Brasileiro (SLAP)
Wado – Precariado (Independente)

Betina contando as distâncias

Foto: Thais Silvestre

Foto: Thais Silvestre

“Seus desatinos têm outros nomes agora e eu aprendi a aceitar que os vícios vêm e vão…”, canta hipnótica a cantora curitibana Betina na primeira faixa a ser revelada de seu segundo disco Hotel Vülcânia, “Coragem”, lançada em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. “Essa música é muito importante para mim, ela é a tradução da minha relação com esse álbum, uma imagem abstrata da passagem do tempo e como ele lentamente muda como percebemos o outro e a própria realidade”, ela me explica por email. “Uma imagem de como as questões antes absolutas passam a ser relativas num piscar de olhos. A coragem está em encarar essas incertezas e abraçar a essência do que somos para seguir adiante. Isso se relaciona diretamente com meu som, minha estética, minhas letras e como quero que me vejam dentro do meu trabalho.”

Ela lançou seu disco de estreia, Carne de Sereia, quase discretamente há quase dois anos, quando teve uma visão. “Hotel Vülcânia começou de um sonho que eu tive com o nome do disco, com a capa e inclusive com um trecho da letra da primeira música, e senti que era hora de recomeçar, dar vida a ideias novas que já vinham borbulhando na minha cabeça desde mesmo antes do lançamento do primeiro disco”, me explica. O disco foi copilotado pelo supercorda Diogo Valentino, que lhe ajudou a conceber o novo disco bem com a receber um considerável time de convidados.

“Começamos eu e Diogo Valentino, meu parceiro, criando as músicas em casa e produzimos algumas guias. Depois fomos gravar no estúdio Canoa há mais ou menos um ano, cinco dias maravilhosos de trocas intensas com a banda”, continua. “Há participações maravilhosas. Chamei Tatá Aeroplano para fazer parte da música que dá nome ao disco, temos também Pedro Bonifrate que participa como músico convidado de algumas faixas. Também chamei Heloiza Abdalla para colocar uma poesia dentro de uma música e Dinho e Benke Ferraz dos Boogarins para uma faixa; Dinho divide a composição e a voz comigo e Benke inseriu colagens.” Além da banda que lhe acompanha, que inclui, além de Diogo, Allen Alencar, Bruno Matuck, Irina Neblina (dos Garotas Suecas) e Luccas Vilella (do grupo E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante). O disco é igualmente pop e misterioso, provocando uma tensão que equilibra-se na doce voz de Betina.

Ela faz uma relação entre seu primeiro disco e o novo, que será lançado em uma semana. “Carne de Sereia veio como uma necessidade de me reconhecer artista, de dar sentido aquilo que produzia, mas de maneira muito inexperiente de minha parte. Num processo lento fui tateando quem eu era e quais ideias eu queria passar até chegar em Hotel Vülcânia. Se pudesse resumir, diria que o primeiro disco foi aprendizado e esse é amadurecimento. Nele me posiciono e dialogo diretamente com a essência do que sou, com maior controle da mensagem que quero passar, seja poética ou sonoramente.”

Ela vê a construção de seu próprio disco como um reflexo da atual fase da cena independente brasileira. “Tenho visto trabalhos de altíssima qualidade sendo lançados, o público crescendo para todos os lados e acho que a base desse cenário é o coletivo, senão na produção de material, no compartilhamento dele para que essas obras perdurem”, explica. “É difícil ser independente, a gente precisa se virar, abraçar o ‘faça você mesmo’. Eu por exemplo, fiz a capa, faço imagens, crio as artes para o merchan, fiz o site. Vou até onde meu braço alcança, mas esse coletivo também se reflete neste álbum. Inúmeras pessoas estão envolvidas nos clipes, nos shows, na divulgação, no planejamento. Sem elas várias coisas que estamos preparando para construir nosso público não existiriam. Ainda existem os mecanismo e algoritmos cruéis das redes que acabam privilegiando quem tem mais dinheiro pra gastar em patrocínios de publicações, por exemplo. Porém, seguimos fazendo música e acreditando em seu poder comunicador e acreditando no coletivo, tanto das casas pequenas, dos festivais e do próprio público para o fortalecimento da cena independente.”