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Tame Impala recolhido

Posthumous-Forgiveness

Em “Posthumous Forgiveness”, terceiro single do próximo álbum do Tame Impala, The Slow Rush, o líder da banda australiana Kevin Parker lamenta a perda do pai, grande incentivador de seu trabalho, que morreu antes de ver o primeiro disco da banda do filho ser lançado…

…e aos poucos leva a psicodelia do grupo para um lugar introspectivo e recolhido.

Vida Fodona #613: Overdosado de contemporaneidade

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Saindo do agora.

Massive Attack – “Be Thankful for What You Got”
Jupiter Apple – “Bridges of Redemption Park”
Velvet Underground – “The Gift”
Girls – “Alex”
Beatles – “Yer Blues”
Elba Ramalho + Os Trapalhões – “A Cidade dos Artistas”
Unknown Mortal Orchestra – “From the Sun”
Outkast – “Behold a Lady”
Sonic Youth – “Incinerate”
O Terno – “Quando Estamos Todos Dormindo”
Music Go Music – “Warm in the Shadows”
Midnight Juggernauts – “Ending of an Era”
Neu! – “Hallogallo”
Stereolab – “Emperor Tomato Ketchup”
Duran Duran – “Planet Earth”
Cut Copy – “Hearts on Fire”
Hot Chip – “Night and Day”
Richard O’Brien – “Time Warp”
Raul Seixas – “Novo Aeon”

Do baú do Spoon

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O grupo norte-americano Spoon anunciou em sua conta no Instagram que a faixa “Is This The Last Time?”, lançada originalmente como lado B do compacto “Something Something”, que o grupo lançou em 2002.

Num ano em que o grupo lançou apenas uma coletânea – Everything Hits at Once: The Best of Spoon – não dá pra acusá-lo de viver só do passado, uma vez que eles também lançaram a inédita “” junto com a coleta.

O que assistir na Sim São Paulo

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Em mais uma participação no programa Metrópolis da TV Cultura, comentei sobre a edição deste ano da Sim São Paulo, que começou nesta quarta-feira e vai até o domingo. Dei dicas de shows que vão acontecer durante a semana, de Luedji Luna a Ava Rocha, passando por Sessa, Jessica Caitano, Nômade Orquestra, Saskia, Glue Trip, Brvnks, Mombojó, Vitor Araújo, Samuca e a Selva, Chico Bernardes, Bia Ferreira, Ana Frango Elétrico, entre outros.

Cine Ensaio: Bacurau, Parasita e um tenso 2019

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Lá vou eu falar de cinema de novo: desta vez criei o Cine Ensaio, ao lado do compadre André Graciotti, em que discutiremos filmes de um ponto de vista mais amplo que sua própria história. E começamos falando do agora, reunindo Bacurau e Parasita para falar sobre como o tenso 2019 também se traduz em dois de seus principais filmes, traçando paralelos e pontos em comuns entre o filme brasileiro e coreano que vão além da catarse, da violência e do desejo de vingança em suas superfícies. A apresentação acontece na próxima quinta, dia 5, às 20h, na Unibes Cultural (do lado do metrô Sumaré), e também falaremos sobre outros filmes do ano que também traduzem estes sentimentos à tona, como Odisseia dos Tontos, Era Uma Vez em Hollywood e Coringa. Os ingressos podem ser comprados antecipadamente neste link.

Cine Ensaio: Bacurau, Parasita e um tenso 2019
Cine Ensaio
5 de dezembro de 2019
Unibes Cultural
Rua Oscar Freire 2500
Ao lado do metrô Sumaré
(11) 3065-4333
R$ 20

Sophia Chablau: Tá Todo Mundo Doido

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Enorme satisfação de encerrar a temporada 2019 do Centro da Terra com o jovem grupo paulistano Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo, que promove, nesta quarta-feira, dia 4 de dezembro, o happening Tá Todo Mundo Doido , às 20h (mais informações aqui). O acontecimento conta com as participações dos produtores Benjamim Sallum e Letricia e do trombonista e percussionista William Sprocati Tocalino (Teto Preto) e eu conversei com a Sophia sobre a possibilidade de tentar entender o que pode acontecer nesta noite.

Guilherme Kafé: Muitas, Muitas Casas

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Continuando a última semana de programação de música no Centro da Terra, é um prazer receber o guitarrista, cantor e compositor paulista Guilherme Kafé, que traz seu espetáculo Muitas, Muitas Casas para o palco do Sumaré nesta terça, dia 3 de dezembro de 2019 (mais informações aqui). Guilherme traz as músicas de seu primeiro disco solo, lançado neste ano, e terá as participações da cantora Flor e do músico e cantor François Muleka. Conversei com ele sobre esta apresentação.

Um papo com Karina Buhr

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Conversei com a cantora e compositora pernambucana Karina Buhr sobre o lançamento de seu novo álbum, Desmanche, em uma entrevista feita para a edição de novembro da revista da UBC – que pode ser conferida também no site deles.

Percussão protagonista

Em seu quarto álbum, Desmanche, a cantora e compositora Karina Buhr canta o peso dos tambores e da situação política no Brasil de 2019

Karina Buhr é sucinta quando pergunto quais as principais inspirações para seu quarto álbum, o recém-lançado Desmanche: “Os tambores e o Brasil”. A explicação vem da situação que nosso país vem passando, às trevas dos novos governos, e da velha paixão de Karina pela percussão, colocada em primeiro plano neste seu quarto álbum. “A ideia foi quebrar totalmente com o que vinha fazendo. Mudei completamente a formação da banda e o modo de gravar, foi uma ruptura”, explica.

Desmanche marca a volta da percussão como elemento central em sua composição.
Meu instrumento é o ritmo, todas as músicas que faço partem daí. Nos outros meus três discos solo os tambores foram tirados no momento dos arranjos, embora a ideia rítmica tenha sido mantida. Alguma coisa no espírito que ia pra um lado mais rock fazia isso acontecer naturalmente. Dessa vez resolvi mudar isso e não só manter as percussões nos arranjos finais, como trazer ela de volta comigo pro palco e tirar a bateria. A percussão sempre foi um elemento central nas minhas composições, mesmo não quando não estão aparentes.

Desmanche é um disco político em vários níveis, não apenas no sentido de um disco de protesto.
Sim, na poesia dele tem a violência do estado racista, o descaso com a moradia da população e o respeito ao chão embaixo dos pés. Em “A Casa Caiu” falo de movimentos por moradia e também do crime de Brumadinho, “Sangue Frio” fala da violência do Estado, “Temperos Destruidores” é sobre as das guerras do mundo “por tempero e deuses”, “Lama” fala da realidade de uma cidade, Recife, de festa e violência. Mas também tem um lado manso, que acho que é o ponto de sobrevivência, um banho num rio de uma outra dimensão, coração transposto e não um leito de rio, “Vida Boa é a do Atrasado” é leve, uma brincadeira, “Chão de Estrelas” fala de festa, tem um mistura de tensão e calma.

Qual o papel da cultura e da música especificamente para enfrentar o desmanche cultural que os atuais governos estão implementando no Brasil?
Acho que a música, qualquer tipo de arte tem o poder de levar a gente pra dentro, de tirar da realidade e ao mesmo tempo de dar forças pra enfrentá-la e também instigar as pessoas pra troca de ideia e pra ação. No momento em que pessoas estão juntas num show, falam sobre letras e músicas e filmes uma potência enorme é gerada e mudanças significativas acontecem. Por mais que isso por si só não resolva nada, mexe como mentes, com ideias, move as coisas. É difícil falar sobre isso no Brasil porque vivemos um apartheid e a música não tem como ficar fora desse contexto. Tem música que é considerada melhor, tem passinho e funk criminalizados, Rennan da Penha preso por fazer girar cultura, diversão e dinheiro na favela. É assunto que não cabe numa resposta de entrevista.

Resumindo a década em uma música

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Camilo Rocha e Guilherme Falcão, em seu podcast Escuta, do jornal Nexo, perguntaram para vários críticos e jornalistas qual canção resumia os anos 10 e eu fui um dos convidados, ao lado dos ilustres Daniel Ganjaman, Spartakus Santiago, GG Albuquerque e Amanda Cavalcanti. O programa pode ser ouvido abaixo:

https://soundcloud.com/escuta-nexo/19-a-musica-dos-anos-2010-parte-2-os-ritmos-da-mudanca

Participei da segunda parte do programa, a primeira contou com as participações de Iza, Sarah Oliveira, Guigo do Quebrada Queer, Ana Morena e Dani Ribas:

https://soundcloud.com/escuta-nexo/18-a-musica-dos-anos-2010-parte-1-hits-da-depressao