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Vida Fodona #597: Surrupiado pelo David Lynch

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Retomando o prumo.

Karina Buhr – “Sangue Frio”
Booker T & The MGs – “Green Onions”
Virgínia Rodrigues – “Asas”
Chico Bernardes – “Distante”
Fujiya + Miyagi – “Collarbone”
Chaz Bundick Meets The Mattson 2 – “Star Stuff”
Kinks – “Picture Book”
Beth Carvalho – “Salve a Preguica, meu Pai”
Curumin – “Sertão Urbana”
Yo La Tengo – “Blue Line Swinger”
Pavement – “The Hexx”
Supercordas – “Sobre o Frio”
Mopho – “Já Não é Mais”
Avalanches – “Electricity”
Poolside – “Harvest Moon”

Falando enquanto bebo

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Bati um papo com a Paloma Klisys do canal Vai de Cevada – o assunto era as coisas que faço (e fomos da curadoria de música ao Vida Fodona passando pelo livro que escrevi sobre o PC Siqueira), mas no meio do caminho conversamos sobre o que desse na telha. E bebendo cerveja, o que é mais estranho (quem me conhece, sabe).

Marcos Paiva Sexteto + Kivitz + Max B.O: Slamousike

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Quando o contrabaixista Marcos Paiva definiu o conceito de Slamousike, espetáculo que ele apresenta nesta terça-feira no Centro da Terra com seu sexteto e os MCs Max B.O e Kivitz, ele tinha plena convicção que a sobreposição entre jazz e rap ia para além do casamento musical. Observava os dois gêneros – cada um à sua maneira – como vertentes musicais radicais que funcionavam como músicas de protesto negro e o parentesco musical das duas culturas encontra-se no palco do teatro do Sumaré a partir das 20h (mais informações aqui). Bati um papo com ele sobre as origens do espetáculo e as inevitáveis conotações políticas desta fusão musical.

Velvet Underground a cores!

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É disso que as lendas são feitas: os poucos registros em vídeo do Velvet Underground em sua breve existência ajudam a aumentar a aura que o torna uma das bandas mais importantes dos últimos cinquenta anos. Por isso é sempre motivo para comemorar quando surge algum trecho da banda em vídeo – e foi o que acabou de acontecer nos Estados Unidos, quando, ao digitalizar parte do acervo da Southern Methodist University, em Dallas, foram descobertas imagens do grupo ao vivo – e a cores – em um show em 1969.

Os registros trazem a banda em sua formação final, com Doug Yule substituindo John Cale. Mas três de seus pilares iniciais estão lá: o cantor e compositor Lou Reed, o guitarrista Sterling Morrison e a baterista Maureen “Mo” Tucker. A banda foi chamada para participar do Dallas Peace Day, um protesto contra a guerra do Vietnã realizado no dia 15 de outubro daquele ano e, infelizmente, a maior parte dos registros não tem som. Os que tem mostram a banda tocando “I’m Waiting for the Man”, “Beginning to See the Light” e “I’m Set Free” e uma entrevista com Sterling Morrison. Mas só de ter imagens em movimento e a cores da banda já é um achado e tanto, saca só:

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Vi no Dangerous Minds.

Minha sexta Flip

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Toca mais uma vez pra Parati, quando passo a semana registrando a festa literária pelas redes sociais da Flip – Instagram, Facebook, YouTube, Twitter, respondo por tudo lá. E aí você já sabe que o ritmo do site cai um pouco…

Todo o show: João Gilberto no Auditório Ibirapuera

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Eis a íntegra do penúltimo show que João Gilberto fez em São Paulo, o único show dele que vi ao vivo, no dia 14 de agosto de 2008. 29 clássicos da música brasileira – a maioria da primeira fase de sua discografia – na voz de seu maior intérprete. Cada segundo deste vídeo é uma aula de história, de música e de estilo.

“Aos Pés da Santa Cruz”
“Treze de Ouro”
“Wave”
“Caminhos Cruzados”
“Doralice”
“O Amor, o Sorriso e a Flor”
“Preconceito”
“Disse Alguém”
“O Pato”
“Corcovado”
“Samba do Avião”
“Lígia”
“Você já foi á Bahia?”
“Rosa Morena”
“Morena Boca de Ouro”
“Desafinado”
“Estate”
“Não Vou Pra Casa”
“Chega de Saudade”
“Isso Aqui o Que é?”
“Chove lá Fora”
“Esse Nosso Olhar”
“Bahia com H”
“Da Cor do Pecado”
“Retrato em Branco e Preto”
“Samba de Uma Nota Só”
“Guacyra”
“Pra Machucar meu Coração”
“Garota de Ipanema”

João Gilberto não morre nunca. E um salve ao pirateiros!