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Mauricio Tagliari: Canções Tardígradas

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Maior satisfação receber o amigo, produtor, compositor, músico e band leader Maurício Tagliari para assumir as segundas-feiras do Centro da Terra com sua temporada Canções Tardígradas, sempre a partir das 20h. São quatro segundas em que seu primeiro disco solo, Maô: Contraponto e Fuga da Realidade, é dissecado em diferentes formações musicais e tem esse nome a partir de microorganismos extremófilos, que vivem em condições extremas, como geleiras ou vulcões. Desta forma, Maurício resolveu submeter as canções deste álbum a diferentes condições de temperatura e pressão musicais, provocando sempre reações distintas a cada segunda-feira, sempre com convidados que também estiveram naquele mesmo disco. Na primeira noite, dia 1°, chamada de Tardigrados Sem Ritmo, ele convida Mauricio Fleury, Dudu Tsuda, Guizado, Luca Raele e Danilo Penteado. Na segunda noite, dia 8, batizada de Tardígrados nas Cordas, os convidados são Negro Leo, Saulo Duarte e Guilherme Kafé. Na terceira segunda-feira, dia 15, chamada de Tardígrados nas Peles, ele recebe Thomas Harres, Igor Caracas, Victória dos Santos e André Piruka. E na última noite, Tardígrados na Farra, a noite é de samba e conta com a presença de Rodrigo Campos, Marco Mattoli, Nereu, Guilherme Kafé, Ariane Molina e Diogenes dos Santos. Ele ainda promete convidados surpresas por todas as noites e conta como vai ser esta temporada em julho (mais informações aqui).

Emicida 2019: “Perder não é opção, certo?”

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Que bordoada este novo single do Emicida – e como não bastasse o sample de Belchior e a virulência e delicadez que ele aborda o tema da depressão, “Amarelo” ainda reúne o rapper a Majur e Pabllo Vittar. ““Quando meu irmão Criolo lançou o seu disco ‘Ainda Há Tempo’, uma coisa que me chamou muito a atenção foi a sua liberdade criativa, sua capacidade de ir da densidade à doçura com tanta naturalidade e também como suas palavras soavam como as palavras de um velho amigo que nos alegra ao dizer o que precisamos ouvir para levantar a cabeça e seguir em frente em uma vida muitas vezes difícil”, ele me explica por email. “Todos esses atributos em um único projeto foram edificantes para nóiz. Homenagear esse passo que pudemos assistir nascer de um lugar privilegiado, na extinta Central Acústica é, para mim, uma forma de dizer: ‘Obrigado, Criolo. Você é um mestre’. Também é uma oportunidade de darmos atenção a frase que continua fazendo tanto sentido ainda hoje – atenção – como pede o amarelo dos semáforos, pois ainda há tempo.”

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Ele lança mais um disco esse ano – e a partir destes dois primeiros singles (além de “Amarelo” ele também lançou a paulada “Eminência Parda“) dá pra ver que ele não vai pegar leve.

Vida Fodona #594: Quem sabe, sabe

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O primeiro do inverno.

Brian Eno – “St. Elmo’s Fire”
Max Frost – “Sunday Driving”
Elis Regina – “Cobra Criada”
Douglas Germano – “Valhacouto”
Marcelo D2 + Mixmaster Mike – “A Maldicao Do Samba”
Juliana Perdigão – “Anhagabaú”
Ladyhawke + Pascal Gabriel – “Dusk Till Dawn”
Chromeo – “Fancy Footwork”
Mayer Hawthorne – “It’s Gonna Take A Long Time (Silly Pilly Edit)”
Frankie Valli + The Four Seasons – “Beggin’ (Pilooski Radio Edit)”
Jupiter Apple – “Exactly”
Police – “Canary in a Coalmine”
Specials – “Nite Klub”
Grassmass – “Coisa nº5”
Darryl Hall & John Oates – “I Can’t Go For That (No Can Do)”
Harmony Cats – “Ela Dança”

The Regrettes 2019: “Come on and jump”

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Quando o punk pop é tão inofensivo- e delicioso – que torna-se irreversivelmente pop – e o clipe que as Regrettes fizeram para sua ótima “I Dare You” apenas amplifica a onda boa que o grupo emana.

Demais.

Só o baixo de Abbey Road

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Tiveram a manha de isolar só as partes do contrabaixo do Paul McCartney no disco mais clássico dos Beatles, saca só:

Todo o show: Yo La Tengo no Sesc Pompeia, 2001

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Que momento! No início do século estávamos aprendendo a receber artistas internacionais de pequeno e médio porte no Brasil ao mesmo tempo em que aprenndíamos como funcionavam as cenas independentes fora do país exatamente no momento em que a internet tornava-se uma chave importante para quem trabalha com música por aqui. Neste sentido, os shows que o Yo La Tengo fez no Sesc Pompeia em 2001 (bem como vários outros realizados pela lendária produtora mineira Motor Music), foi um dos marcos mais importantes para quem frequentava São Paulo. O grupo estava lançando seu hoje clássico And Then Nothing Turned Itself Inside-Out e emendou versões de músicas dos Seeds, do Velvet Underground, do Jackson Browne e seu costumeiro rosário de hits. Eu estava começando a cogitar a possibilidade de me mudar para cá e este show (que o blog Pequenos Clássicos Perdidos disponibilizou na íntegra no início do ano) foi um dos momentos cruciais deste período. Que noite!

“Green Arrow”
“Everyday”
“Sugarcube”
“Drug Test”
“Tears Are in Your Eyes”
“From Black to Blue”
“Shaker”
“Cherry Chapstick”
“Saturday”
“You Can Have It All”
“Sudden Organ”
“Deeper Into Movies”
“Tom Courtenay”
“Back in Context”
“Can’t Seem to Make You Mine”
“I Found a Reason”
“Double Dare”
“Somebody’s Baby”
“The Summer”
“Our Way to Fall”