Trabalho Sujo - Home

Khruangbin ainda mais sussa…

khruangbin

Conhecendo a natureza da sonoridade do trio norte-americano de funk dub psicodélico Khruangbin, era claro que seu próximo disco seguiria o clima tranquilo e despreocupado dos trabalhos recentes, mas a partir dos dois singles que anunciam o lançamento de seu terceiro álbum, Mordechai, que deve chegar para os fãs dia 26 de junho (e já está em pré-venda), o grupo mostra que consegue deixar as coisas ainda mais sussa. Além dos suingue sinuoso de sua formação, o grupo ainda flerta com sonoridades de todo o mundo – do oeste africano, do oriente médio, do leste asiático, das ilhas caribenhas – a partir de um tripé bem estabelecido: a guitarra clara e deliciosa de Mark Speer, o baixo encorpado e redondo de Laura Lee Ochoa e o peso funky e preciso da bateria de Donald Ray “DJ” Johnson Jr. As duas faixas que o grupo já mostrou do próximo disco (“Time (You and I)” e “So We Won’t Forget”), flagram o trio ainda mais tranquilo, contagiando qualquer ser vivo com seu groove doce e hipnótico.

Abaixo, a capa do novo disco e o nome das músicas do álbum.

mordecai

“First Class”
“Time (You and I)”
“Connaissais de Face”
“Father Bird, Mother Bird”
“If There Is No Question”
“Pelota”
“One to Remember”
“Dearest Alfred”
“So We Won’t Forget”
“Shida”

Falando sobre os anos 80…

vfsm-091

Os meninos do podcast Vamos Falar Sobre Música – Cleber Facchi, Isadora Almeida, Nik Silva e Helô Cleaver – me chamaram para participar do programa deles da semana passada, em que eles falam sobre a influência da década de 1980 no pop atual, a partir dos discos recentes da Dua Lipa e do Weeknd. O programa ficou ótimo, saca só:

Vida Fodona #641: Um filhote do Vida Fodona

vf641

Ao vivo, com hora marcada: nesta segunda, às 21h – lá no twitch.tv/trabalhosujo.

Chromatics – “You’re No Good”
Mamhundi – “Outono”
Tulipa Ruiz – “Pedrinho”
N*E*R*D + Rihanna – “Lemon”
Childish Gambino + Ariana Grande – “Time”
Happy Mondays – “Step On”
David Bowie – “Sound and Vision”
Taylor Swift – “Out of the Woods”
Kate Bush – “Running Up the Hill”
Phoenix – “If I Ever Feel Better”
Metronomy – “I’m Aquarius”
New Young Pony Club – “Ice Cream”
Nicolas Jaar – “Mi Mujer”
Cassiano – “Onda (Poolside + Fatnotronic Remix)”
O’Jays – “Back Stabbers”
Evinha – “Esperar pra Ver”
Gal Costa – “Meu Bem Meu Mal”
Pepeu Gomes – “Sexy Iemanjá”
Rita Lee – “Jardins Da Babilônia”
Lionrock – “Rude Boy Rock”
Scientist – “African Daughter Dub”
Nação Zumbi – “Nebulosa”
Lauryn Hill – “Doo Wop (That Thing)”
Klaxons – “No Diggity”
T. Rex – “Bang A Gong (Get It On)”
Sublime – “Smoke Two Joints”
Aloe Blacc – “I Need A Dollar”

Mais uma de 1

Luke-Jenner

“‘If There is a God’ é parte desta meditação sobre vida e morte, amor e ideias, sobre quem somos como pessas e seres”, o líder do Rapture, Luke Jenner, explica na descrição do clipe da segunda faixa que mostra de seu primeiro disco solo, batizado apenas de 1. “É um pouco Beach Boys e um pouco Krautrock e um tantinho banal. Quem diabos sabe o que vai acontecer depois nessa vida?” Como o primeiro single do disco, a melancólica “You Are Not Alone“, esta nova faixa aponta para um disco mais intimista e com ares nostálgicos.

1, que já está em pré-venda, será lançado no final de julho.

Tião Macalé relembra Little Richard

tiaomacale-littlerichard

Estava conversando esses dias com o Gabriel Thomaz, dos Autoramas, sobre música e entre papos sobre o rock de Brasília, refrigerantes e Brazilian Boogie, falamos sobre a morte de Little Richard. E além de ele me dar a dica sobre o disco Wild And Frantic, de 1966, que o próprio Little Richard dizia que tinha Jimi Hendrix na guitarra, ele ainda comentou que havia postado no Facebook a homenagem que o o coadjuvante figuraça dos Trapalhões Tião Macalé fez em um dos quadros mais clássicos sobre a malandragem do Mussum, quando ele puxa “Jenny Jenny” do falecido arquiteto do rock depois do Mussa puxar “Lá No Morro”, do Fundo de Quintal.

O futuro Devo já começou!

Há quarenta anos, uma banda new wave previu que o futuro da humanidade era a “de-evolução”, uma evolução às avessas que nos tornaria cada vez mais primitivos, nos comportando como manadas de bichos. Parte crucial da indumentária desse futuro antevisto pelo grupo Devo eram os domos de energia vermelhos, capacetes de plástico que reteriam a energia do indivíduo inspirado nas pirâmides astecas e no design Bauhaus e que funcionavam como forma de padronizar o grupo dos irmãos Mothersbaughs e Casales e, de quebra, a moda da humanidade do futuro.

devo2020-

Mal sabiam que aquela peça inusitada que muitos se referem como vaso de plantas, teria uma utilidade inusitada ao funcionar como um perfeito acessório para um futuro improvável de uma pandemia global em que o contágio de uma doença poderia ser feito através da respiração. E assim o grupo lança sua versão 2020 para seus domos de energia, com uma viseira de plástico que tapa todo o rosto, fazendo vezes de óculos e máscara para enfrentar o coronavírus. Elas já podem ser encomendadas no site da banda.

Neil Young volta a 1975

Neil-Young

Neil Young começa a mostrar um disco que teria sido lançado há 45 anos não fosse o fim de um casamento. Ao terminar seu relacionamento com a atriz Carrie Snodgress, na virada de 1974 para 1975, ele resolveu engavetar Homegrown, que traz a transição entre seu clássico Harvest e o belo Comes a Time. O disco, finalizado em 1975, contava com as participações de músicos como Levon Helm e Robbie Robertson, além da participação da cantora Emmylou Harris e uma faixa falada. Algumas de suas canções, como “Love Is A Rose”, “White Line”, “Little Wing”, “Star Of Bethlehem” e a a faixa-título, apareceram em discos posteriores, mas as outras sete, com a bucólica “Try”, que ele escolheu para mostrar o disco, são inéditas.

Neil desculpou-se por ter demorado tanto tempo para lançar este álbum, no blog que mantém em seu site:

“Peço desculpas. Este álbum Homegrown deveria estar com vocês alguns anos depois de Harvest. É o lado triste de um caso de amor. O estrago causado. A dor no coração. Eu simplesmente não conseguia ouvi-lo. Queria seguir em frente. Então o guardei para mim, escondido no cofre, na prateleira, no fundo da minha mente … Mas deveria tê-lo compartilhado. É realmente bonito. Foi por isso que eu o fiz em primeiro lugar. A vida dói às vezes, você sabe o que eu quero dizer.

Gravado analogicamente em 1974 e no início de 1975, o Homegrown foi mixado na época com as fitas master analógicas estéreo originais. Essas mixagens originais foram restauradas com amor e carinho por John Hanlon e masterizadas por Chris Bellman na Bernie Grundman Mastering, tornando o Homegrown um álbum completamente original.

Levon Helm está tocando bateria em algumas faixas, Karl T. Himmel em outras, Emmylou Harris canta em uma, Robbie Robertson toca em uma. Homegrown contém uma narração, várias músicas solo acústicas que nunca foram publicadas ou ouvidas até este lançamento e algumas ótimas músicas tocadas com uma banda de meus amigos, incluindo Ben Keith – tocando violão de aço e slide – Tim Drummond – baixo – e Stan Szelest – piano. De qualquer forma, está chegando em 2020, o primeiro lançamento de nosso arquivo nesta nova década. Venha conosco em 2020, pois trazemos a você o passado.”

O disco está programado para ser lançado no dia 19 de junho e já está em pré-venda. Eis sua capa e o nome das suas músicas.

Neil-Young-Homegrown

“Separate Ways”
“Try”
“Mexico”
“Love Is A Rose”
“Homegrown”
“Florida”
“Kansas”
“We Don’t Smoke It No More”
“White Line”
“Vacancy”
“Little Wing”
“Star of Bethlehem”

On the run #167: Jamie Xx & The Avalanches (15.5.2020)

jamie-xx-avalanches

O que esperar de um encontro entre Jamie Xx e os Avalanches? Além do conhecimento enciclopédico da pista de dança, se acabar de dançar, claro. Foi o que aconteceu nessa sexta-feira, quando o produtor do grupo inglês Xx convidou a dupla australiana para seu episódio mensal na rádio NTS. Entre pérolas dos Kay-Gees, o hit disco de Carly Simon e bandas com nomes gigantescos, couberam até grooves brasileiros, como a clássica “Comanche”, de Jorge Ben, e a pérola “Lótus 72D”, de Zé Roberto. Aumenta o som!

Jeremy Cunningham – “Sleep”
Robert Ashely – “The Park”
Walter Hawkins & the Love Centre Choir – “Changed”
Moodyman – “Technologystomlemyvinyle”
Jorge Ben – “Comanche”
The Kay-gees – “Celestial Vibrations”
Hamilton Bohannon – “Me and the Gang”
Kay-gees – “Tango Hustle”
Dr. Charles Hayes & Cosmopolitan Church of Prayer Choir – “Jesus Can Work It out”
Theo Parrish – “Early Byrd (original Mix)”
Red Axes – “Arpman”
Manuel & the Music of the Mountains – “Delicado”
Unknown – “Bored to Tears (jamie’s Lockdown Edit)”
Nico Gomez and His Afro Percussion Inc – “Baila Chibiquiban”
Unknown – “White Label”
Zé Roberto – “Lotus 72 D (fast Version)”
Nomo – “Nova”
The Primitive Painter – “Levitation”
Takeo Onuki – “4am”
Tatsuro Yamashita – “Sparkle”
Carly Simon – “Tranquillo (melt My Heart)”
Klaus Wunderlich – “Let’s Do the Latin Hustle”
Betty Everett – “God Only Knows”
The Kay-gees Feat. Something Sweet – “Acknowledgement”

Astrid Kirchherr (1938-2020)

astrid-kirchherr

Mais do que a primeira pessoa a fotografar os Beatles como um grupo, Astrid Kirchherr, cuja morte, terça passada, só se tornou pública nesta sexta (com um tweet do beatlólogo Mark Lewisohn), foi a responsável por apresentar-lhes as primeiras noções práticas de estilo. Ela fazia parte do trio de amigos que foram os primeiros fãs da banda em sua temporada em Hamburgo, na Alemanha, em 1960, e que logo se tornaram os primeiros amigos alemães do grupo. John Lennon chamava Astrid, Klaus Voorman e Jürgen Vollmer de os “exis”, em referências aos existencialistas franceses, mas foi a fotógrafa e estudante de moda que mais mexeu com o senso estético e existencial do grupo – era uma mulher que morava sozinha, tinha seu próprio emprego e seu próprio carro, além de usar cabelo curtinho, algo impensável para aqueles caipiras de uma cidade portuária no norte da Inglaterra.

Beatles-Astrid-Kirchherr

Além das fotos estilosas que consagraram essa pré-história da banda, que ainda contava com o baixista Stuart Sutcliffe e o baterista Pete Best em sua formação, ela também foi responsável por inventar o penteado que anos mais tarde seria reconhecido como o corte de cabelo dos Beatles, cortando primeiro o cabelo de seu namorado na época, Stu, que ficou em Hamburgo quando a banda voltou para Liverpool, e depois o de cada um dos outros Beatles (menos de Best, que manteve o topete). Mesmo depois que o grupo voltou para a Inglaterra e fez sucesso no resto do mundo, eles continuaram o contato com ela, que nunca foi muito fã daquele tipo de fama. Descanse em paz.

Vida Fodona #640: A partir de agora vai ser assim

vf640

Outro ao vivo – tem alguma coisa vindo aí…

Tatá Aeroplano – “Alucinações”
Pink Floyd – “Remember a Day”
Rolling Stones – “Jigsaw Puzzle”
Kiko Dinucci – “Olodé”
Erasmo Carlos – “Mané João”
Suede – “Everything Will Flow”
Massive Attack – “Dissolved Girl”
Bonifrate – “Lady Remédios”
Cidadão Instigado – “Como As Luzes”
Beatles – “I’m So Tired (Esher Demo)”
Spoon – “Rhthm & Soul”
Mopho – “Não Mande Flores”
Trapalhões + Lucinha Lins – “Hollywood”
Lana Del Rey – “Venice Bitch”
Screaming Jay Hawkins – “Monkberry Moon Delight”
Little Richard – “Born on the Bayou”
Karnak – “Alma Não Tem Cor”
Anelis Assumpção – “Segunda a Sexta”
Céu – “Falta de Ar”
N*E*R*D – “Things Are Getting Better”
Mayer Hawthorne – “A Long Time”
Gorillaz – “Empire Ants (Miami Horror Remix)”
Arctic Monkeys – “On a Mission”
Radiohead – “Separator”
Sexy-Fi – “Looking Asa Sul, Feeling Asa Norte”
Goldroom + Chela – “Fifteen”
Elga Flanger – “W.T.K.U.B.L”