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Mais uma edição do Festival Fico em Casa BR

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O Festival Fico em Casa BR repete mais uma edição depois de uma bem sucedida jornada que reuniu artistas de todo o Brasil em dez horas de programação ao vivo em quatro dias. A segunda edição do festival online começa nesta terça-feira e vai até a próxima sexta, reunindo nomes como Otto, Tiê, Ava Rocha, Mombojó, Mariana Aydar, Glue Trip, MC Carol, Rashid, Margareth Menezes, Dingo Bells, Selvagens a Procura da Lei, Jair Oliveira, Papisa, Digital Dubs, Brisa Flow, Filipe Catto, Odair José, Cashu, Yma, Paula Lima, Wry, Omulu, entre outros. Volto a participar como apresentador durante a edição, que, como na primeira, conta com um time de apresentadores de peso. A transmissão vai ser feita na página do Facebook e no canal do YouTube do site. Confira a programação abaixo:

Terça-feira (31)
13h30 Anielle Franco – @aniellefranco
14h00 Tiê (SP) – @tiemusica
14h30 Bruno Rejan (GO) – @brunorejan
15h00 Bemti (MG) – @bemtii
15h30 Dingo Bells (RS) – @dingobells
16h00 Otto (PE) – @ottomatopeia
16h30 Rashid (SP) – @mcrashid
17h00 Marcio Marinho (DF) – @marciomarinhooficial
17h30 Brisa Flow (SP) – @brisaflow
18h00 Thaíde e Ana Preta (SP) – @thaideoficial @euanapreta
18h30 Mayra Itaborahy (MG) – @mayraitaborahymusic
19h00 Ava Rocha (RJ) – @avarocha
19h30 Mari Martinez (RS) – @marifmartinez
20h00 Thiago Delegado (MG) – @thiagodelegado
20h30 Roots Rock Revolution (México) – @mexicano
21h00 Juli (BA) – @oficialjulli
21h30 MC Carol (RJ) – @mccaroldeniteroioficial
22h00 Nath Rodrigues (MG) – @a_nathrodrigues
22h30 Filipe Catto (RS) – @filipecatto
2300 Ubunto (BA) – @ubunto3mundo

Quarta-feira (1)
13h30 Thiago e Sulivã (Rédia Curta)
14h00 Maikão (SP) – @maikaosoueu
14h30 Jonathan Ferr (RJ) – jonathanferr_oficial
15h00 Odair José (GO) – @odairjoseoficial
15h30 Orquestra Manouche (RJ) – @aorquestramanouche
16h00 Glue Trip (PB) – @gluetrip
16h30 Guitarrada das Manas (PA) – @guitarradadasmanas
17h00 Niela (GO) – @nielamoura
17h30 Mulamba (PR) – @mulambaoficial
18h00 Toca de Tatu (MG) – @tocadetatu
18h30 Mocambo Banda (PR) – @mocambobanda
19h00 Mombojó (PE) – @mombojo
19h30 Alice Krenen (RS) – @alicekranenoficial
20h00 Mariana Aydar (SP) – @marianaaydar
20h30 Cynthia Luz (MG) – @cyssluz
21h00 Casa Pronta (BA) – @casaprontafolk
21h30 Rieg (PB) – @riegband
22h00 Flávio Renegado (MG) – @flaviorenegado
22h30 Raíssa Fayet (PR) – @raissafayet
23h00 Cashu (SP) – @cashuuuu_

Quinta-feira (2)
13h30 Rodrigo França – @rodrigofranca
14h00 Mazuli (PE) – @mazuli.mazuli
14h30 YMA (SP) – @ymamusic
15h00 Chama o Sindico (MG) – @blocochamaosindico
15h30 Fuga Operária (SP) – @fugaoperariaoficia
16h00 Paula Lima (SP) – @paulalima
16h30 Dora Toiá (RJ) – @doratoiaoficial
17h00 Joe Silhueta (DF) – @joesilhueta
17h30 Arthur Xará (MG) – @arthurxara
18h00 São Yantó (SP) – @saoyanto
18h30 Di Ferrero (MS) – @diferrero
19h00 Aimuray (Bolivia) –
19h30 Aíla (SP) – @ailamusic
20h00 Bruna Mendez (GO) – @brunamendez
20h30 Rosa Neon (MG) – @neonrosaneon
21h00 Wry (SP) – @wrymusic
21h30 Trio Frito (RJ) – @trio.frito
22h00 Victor Angeleas (DF) – @victorangeleas
23h00 Omulu (RJ) – @omulu

Sexta-feira (3)
13h30 Biella
14h00 Jair Oliveira (SP) – @jairoliveira
14h30 Papisa (SP) – @papisabrisa
15h00 Nãnan (DF) – @nanan_br
15h30 s Caras e Carol (RJ) – @oscarasecarol
16h00 Não Divulgado
16h30 Larissa Umayta (DF) – @umayta
17h00 Margareth Menezes (BA) – @margarethmenezes
17h30 Manaié (GO) – @_manaie
18h00 Selvagens a Procura da Lei (CE) – @selvagensaprocuradelei
18h30 Carolina Serdeira (MG) – @carolinaserdeira
19h00 Drenna (RJ) – @bandadrenna
19h30 Edh Lorran (SP) – @edhlorran
20h00 Jota.pê (SP) – @jota.peoficial
20h30 Não divulgado
21h00 Celeste (RS) – @celestepoa
21h30 Bel Martine (AM) – @belmartinee
22h00 Phil Machado (Detonautas) (RJ) – @phildetonautas
22h30 Não Divulgado
23h00 Digital Dubs (RJ) – @digitaldubs

Um diálogo fundamental

klebermendoncafilho

Em mais uma iniciativa para manter as pessoas em casa, o diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho, de Aquarius e Bacurau, disponibilizou online seu primeiro filme, que realizou quando ainda era crítico de cinema. Crítico – Um Filme Sobre Ver e Fazer Filmes, de 2008, fala sobre a dinâmica entre a realização e a crítica cinematográfica, principal atividade de Kleber até então. Ele explica como o filme aconteceu na descrição do vídeo:

“Durante 9 anos, eu gravei entrevistas com cineastas e críticos em festivais e salas de cinema. Usei uma pequena câmera Mini-DV de 1 CCD. Na época, eu era crítico e vi a oportunidade de registrar pessoas que admirava dos dois lados. Emilie Lesclaux foi quem me mostrou que esse material acumulado em caixas era de interesse, foi a própria cinefilia de Emilie que me levou finalmente a esse filme. Acho que com o passar dos anos, Crítico poderá agregar um valor maior, sempre. Me agrada bastante que, bom ou ruim, esse filme é um documento em mutação. Revi a sequência de abertura e já é perfeitamente antiga em apenas 12 anos!”

critico

Bob Dylan encerra o século 20

dylan

“Saudações a meus fãs e seguidores, agradeço a todo o apoio e lealdade em todos estes anos. Esta é uma canção que gravamos há algum tempo e não foi lançada, acho que devem achá-la interessante.
Mantenham-se seguros, mantenham-se alertas e que Deus esteja com vocês.”

Sem poder fazer o que mais gosta – shows – devido à epidemia do coronavírus e pressentindo a nuvem pesada que a praga vem formando no horizonte, Bob Dylan lançou sua canção mais extensa (dezesseis minutos e cinquenta e seis segundos) neste fim de semana, canção que imediatamente coloca-se no panteão de suas músicas mais importantes. Aos 78 anos, ele apresenta “Murder Most Foul”, um épico em que narra o assassinato do presidente norte-americano John Kennedy como epicentro do século passado, quando o país em que nasceu começou a ruir. Citando inúmeras canções e artistas pelo nome, ele recria o assassinato de JFK e suas consequências imediatas ao mesmo tempo em que enumera referências e citações, indo de Woodstock ao free jazz, dos Beatles a Robert Johnson, de Nat King Cole aos Beach Boys, costurando títulos de canções e sobrenomes numa rapsódia tensa e apocalíptica, mas ao mesmo tempo reverente e respeitosa, como uma missa de sétimo dia para o século passado.

Sorte nossa de viver no mesmo tempo que um autor deste porte.

Sonic Youth pra ouvir em casa

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Engrossando o coro para manter todo mundo em casa, o grupo nova-iorquino Sonic Youth começou a abrir seu baú de shows ao vivo e vem desovando discos piratas de apresentações de toda a história da banda em seu Bandcamp, em todos os lugares do mundo: do CBGB’s em Nova York a Moscou, passando por Paris, Berlim, Glasgow e Moscou. O grupo já liberou 15 shows de todas as fases da banda – o mais antigo até agora é de 1983 e o mais novo de 2009. Clássico!

A segunda vida da Nação Zumbi

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O disco Rádio S.Amb.A., que a Nação Zumbi lançou há vinte anos, foi um marco na história da banda ao mostrar que ela funcionava sem seu líder original, o malungo Chico Science, que morreu num acidente de trânsito em 1997. Entre o susto da morte do jovem mestre, o luto que quase calou a cena do Recife e a mudança definitiva para São Paulo, o grupo pernambucano se reergueu em grande estilo lançando um disco que mantinha as qualidades originais da banda ao mesmo tempo em que buscava novos rumos. O documentário Rádio S.Amb.A.Doc — Uma Viagem ao Centro do Mangue, do qual eu já falei aqui em outra ocasião, foi produzido pela Marafo Records de Eduardo Medina e dirigido por Andre Almeida no ano passado e vai ser disponibilizado online neste sábado, a partir das 19h, por tempo indefinido, como parte de uma das ações para manter as pessoas em casa, por conta da pandemia que assola o país.

Depois da pandemia

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O Bruno Natal, meu ex-sócio nOEsquema que agora tá um podcast chamado Resumido, me chamou pra participar de uma live sobre o impacto do coronavírus na cultura – e o papo é esse aí abaixo.

Daniel Azulay (1947-2020)

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Que merda de notícia: Daniel Azulay foi um dos principais nomes da cultura infantil pré-Xuxa no Brasil – e ensinou uma geração inteira (a minha) a desenhar na TV, apresentando seus personagens inesquecíveis no programa A Turma do Lambe-Lambe. Morreu vítima do Coronavírus

Nicolas Jaar olha para dentro

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Depois de lançar 2017-2019, um abalo sísmico em forma de disco, no início deste ano com o pseudônimo Against All Logic no início do ano, o produtor americano-chileno Nicolas Jaar lança mais um disco em 2020 – o primeiro disco com seu nome de batismo desde Sirens, um dos melhores discos da década, lançado em 2016. Mas Cenizas – “cinzas”, em espanhol – é um mergulho para dentro em que o produtor deixa toda a expansão rítmica de lado e nos convida para uma viagem erma e distópica, como se antevesse os dramas da atual quarentena ao nos confinar solitários em nossas casas – e nossos corpos. O próprio confinamento foi ponto de partida do disco, este voluntário, quando Jaar se isolou sem álcool, cigarros e café para parir o disco sem outros estímulos a não ser os seus próprios. O resultado é um disco denso e delicado, uma esfinge sem olhos que nos persegue pelo tato, empilhando ralas camadas de um jazz alienígena, estranhamente familiar, compostos por temas ocos e secos, mas fortes e intensos e que conversa com seu primeiro disco desde o título daquele álbum, Space Is Only Noise. Impaciente e incrédulo, é o segundo grande disco que Jaar produz no mesmo ano, exibindo sua maestria em ambos extremos de uma pista de dança futurista e sem esperanças.

Um pouco de Rihanna

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Rihanna está a tanto tempo sem dar notícias (seu último disco, o ótimo Anti, é de 2016!), que basta mencionar algumas palavras num single de um amigo para causar alvoroço – foi o que aconteceu quando apareceu no novo single do rapper PartyNextDoor, coautor de “Work”, que a cantora lançou com Drake há quatro anos. Ela é quase discreta ao cantarolar o refrão de uma “Believe It” que não faz a menor diferença, mas mostra que ela já está pensando em voltar aos holofotes.

Tomara.