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Simeon Coxe (1938-2020)

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Morre um dos alicerces da música eletrônica, o norte-americano Simeon Coxe, fundador do grupo Silver Apples. Foi um dos primeiros nomes a fazer música usando apenas sintetizadores, ao criar um instrumento que empilhava nove osciladores de áudio com noventa e seis botões para regular o som, que era tocado ao vivo, sem nada pré-gravado. O grupo, formado por Simeon e pelo baterista Danny Taylor, foi uma sensação rápida no final dos anos 60, embora tenha vendido poucos discos e tenha sido forçado a se aposentar mais cedo após ter sido processado por uma companhia aérea, ao copiar seu logo na capa de seu segundo disco. A dupla foi redescoberta nos anos 90 e, mesmo após Simeon sofrer um acidente que quase o tornou inválido, conseguiu retomar as atividades e gravar mais discos. Ele morreu em casa, vítima de uma condição pulmonar que já o acompanhava há tempos.

Bom Saber #019: Matias Maxx

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Um dos principais repórteres do Brasil atualmente, Matias Maxx é também um dínamo de produção contracultural e um ímã de malucos e histórias hilárias. Encerrando um ciclo com a quarentena, quando fechou as portas da lendária La Cucaracha, a primeira head shop do Rio de Janeiro, ele refaz sua trajetória desde os primórdios da web no século passado, passando pelo seu apreço pela América Latina, suas conexões com o submundo do quadrinho brasileiro e suas coberturas de guerrilha dos protestos da década passada – entre várias reflexões sobre jornalismo, cultura e seus próximos projetos.

O Bom Saber é meu programa semanal de entrevistas que chega primeiro para quem colabora com meu trabalho, como uma das recompensas do Clube Trabalho Sujo. Além do Matias, já conversei com Bruno Torturra, Dani Arrais, Negro Leo, Janara Lopes, Tatá Aeroplano, Ana Frango Elétrico, João Paulo Cuenca, Eduf, Pena Schidmt, Roberta Martinelli, Dodô Azevedo, Larissa Conforto, Ian Black, Fernando Catatau, Pablo Miyazawa, Mancha, André Czarnobai e Alessandra Leão – todas as entrevistas podem ser assistidas aqui no Trabalho Sujo – ou no meu canal no YouTube, assina lá.

E essa “Fake Plastic Trees”?

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“Fake Plastic Trees”, clássica balada do segundo disco do Radiohead, já havia sido revisitada há pouco tempo pela vocalista do Paramore, Hayley Williams, e agora é a cantora folk norte-americana Phoebe Bridgers quem traz uma versão de chorar da música gravada para o programa Piano Session, da rádio inglesa BBC. Ela já tinha revisitado “Everything is Free”, da Gillian Welch, em parceria com a nossa querida Courtney Barnett nesta quarentena e agora ela divide o palco com a novata inglesa Arlo Parks, que acompanha a balada ao piano.

Lindaço hein.

New Order 2020: “Be A Rebel”

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Gravado para o início de uma turnê que não aconteceu, o single “Be a Rebel” é a primeira gravação do grupo New Order em cinco anos – e não é propriamente empolgante, embora mostre que, às vésperas de completar quarenta anos, o grupo inglês segue bem em seu rumo.

Mais um hitzinho da Beabadoobee

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Mais um single da inglesa-filipino Bea Kristi, que assina como Beabadoobee, “Worth It” mostra que seu Fake It Flowers, seu primeiro disco que será lançado no mês que vem pode surpreender…

Altos Massa: O fim da cultura pop

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O papo com o Pablo na semana passada inspirou um novo programa, em que discutimos o conceito de cultura para além dos produtos que consumimos analógica ou digitalmente, numa longa reflexão que passa por Guerra nas Estrelas, Matrix, Sopranos, Dom Quixote, redes sociais, Batman, o espectador cínico, a onipresença da cultura, Marvel, cabines de cinema, Sherlock Holmes, o fim da passividade consumista, quando concluímos que a cultura pop está chegando ao fim.

O Terno pra dançar

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O produtor português Xinobi dá um trato em “Bielzinho, Bielzinho” e a ode de Tim Bernardes ao baterista d’O Terno ganha um groove perfeito pra pista.

Cine Ensaio: Comentando Comentários #1

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O décimo Cine Ensaio inaugura uma nova tradição e também é um metaprograma. Mas não vamos falar do Cine Ensaio em si e sim comentar o que vocês escreveram nos comentários dos nove primeiros episódios – e vamos fazer isso a cada dez programas. Por isso falamos sobre o Paul Schrader, o New French Extreme, Divino Amor, Fellini, Spielberg, videogame x cinema, trilogia Antes, além de dois compromissos públicos que eu e André Graciotti assumimos com vocês em relação a programas próximos.

Vida Fodona #672: Festa-Solo (31.8.2020)

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O último Festa-Solo de agosto está aqui  – e nesta segunda rola o primeiro de setembro lá no twitch.tv/trabalhosujo, a partir das às 21h.

Stranglers – “Golden Brown”
Washed Out – “Too Late”
Boogarins – “Água”
Cut Copy – “Like Breaking Glass”
Ladyhawke – “Paris is Burning”
Kaytranada + Kali Uchis – “10%”
Prince – “1999”
LCD Soundsystem – “One Touch”
Knife – “We Share Our Mother’s Health”
Tame Impala – “Nothing That Has Happened So Far Has Been Anything We Could Control”
Doors – “Horse Latitudes” / “Moonlight Drive”
Mutantes – “Caminhante Noturno”
Sérgio Sampaio – “Não Tenha Medo Não (Rua Moreira 64)”
Ana Frango Elétrico – “Promessas e Previsões”
Negro Leo – “Eu Lacrei”
Billie Eilish – “My Future”
Daft Punk – “Giorgio by Moroder”
Evinha – “Esperar pra Ver (Poolside & Fatnotronic Edit)”
Can – “Vitamin C”
Stereolab – “Metronomic Underground”
Kavinsky + Lovefoxxx – “Nightcall”
Mahmundi – “Nova TV”
Pelados – “O Fim”
Pedro Pastoriz – “Janela”
Tatá Aeroplano – “Deusa de 67”
Tika + Kika + João Leão + Igor Caracas – “Astronauta”
Bob Dylan – “Black Rider”
Jenny Lee – “I’m So Tired”
Michael Stipe + Big Red Machine – “No Time For Love Like Now”
Whitest Boy Alive – “Serious”
Michael Jackson – “Rock With You”
Madonna – “Lucky Star”
Marcos Valle – “Estelar”
Marina Lima – “Fullgás”
Lana Del Rey – “Blues Jeans (Penguin Prison Remix)”
Lipps Inc. – “Funkytown”
Lincoln Olivetti & Robson Jorge – “Eva”
Autoramas – “Garotos II”
Sharon Van Etten + Josh Homme – “(Whats So Funny Bout) Peace, Love and Understanding”

DM: Freestyle

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No nosso décimo programa, eu e Dodô finalmente começamos a conversar sobre o Juntatribo, embora sugerimos apenas o início de algo maior, e contamos com a participação do grande Fabio Bianchini numa edição do DM que retoma as raízes dos primeiros episódios: longos papos sem rumo que vão da eleição deste ano ao drama da passagem de som, passando por Ernesto Lecuona, 1984, a volta da inflação, mulheres negras, o palco que caiu, a demo do Astromato, o pato da Fiesp na testa, o gorro dos Beastie Boys, a árvore do Fabio Leopoldino, o prenúncio da geração digital e até Engenheiros do Hawaii.