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Avalanches com data marcada

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A dupla australiana Avalanches finalmente marca o lançamento e apresenta o título de seu terceiro disco, We Will Always Love You, que deverá sair em dezembro, depois de quase um ano dando dicas de que viria aí. E depois de mostrar as faixas “Wherever You Go“, “Running Red Lights” e a faixa que agora sabemos que é a faixa-título, o grupo lança mais duas, “Take Care In Your Dreaming”, que conta com as participações de Tricky, Denzel Curry e Sampa The Great, e “Music Makes Me High”, além de mostrar a capa do disco – aí em cima (que já está em pré-venda):

Tá fino, hein.

O disco de versões do Lambchop

Lambchop2020

O grupo norte-americano Lambchop, mestres do country moderno, acaba de anunciar o lançamento de seu décimo quarto álbum, um disco inteiro dedicado a versões de músicas alheias, uma escolhida por cada integrante do grupo. Trip começou a partir de uma ideia do líder e principal compositor do grupo, Kurt Wagner, que queria “ver o que aconteceria se eu me retirasse do processo o máximo que pudesse” e assim seus companheiros de banda escolheram músicas do Stevie Wonder, das Supremes, de George Jones, dos Mirrors e de James McNew, do Yo La Tengo. Para abrir o disco e os trabalhos do álbum que será lançado em novembro, o grupo foi com a música escolhida pelo baterista do grupo, Matthew McCaughan, que pinçou “Reservations” do Wilco. Ele comentou sobre sua escolha:

“Gosto de dizer que ‘Reservations’ do Wilco é uma música que sempre quis fazer uma versão, mas, honestamente, depois que um amigo mencionou isso em uma história, tive que voltar e ouvi-la novamente. Escolher uma versão é estressante para mim. É uma coisa meio idiota para se estressar, mas tantas músicas têm memórias ligadas a elas, e eu não quero obscurecer essas memórias. Geralmente escolho uma daquelas músicas que eu sinto que se encaixaria na banda, mas então vou e volto, pensando na melhor maneira de abordar o arranjo. Devemos honrar o original e tentar recriar fielmente todos os sons e feitos que tornam a música especial para mim ou devemos desmontá-la e começar de novo? Em seguida, acrescente o fato de que a versão será gravada e preservada para sempre. Eu não conseguia pensar em uma música que não pudesse servir de argumento para ambas as abordagens, então sempre terminava em um impasse para uma só pessoa. Então decidi que escolheria uma música que, embora eu a ame e saiba disso, não fosse uma que tivesse sido repetida por meses em algum momento da minha vida, nem que estivesse permanentemente ligada a alguma lembrança minha própria. Em vez disso, usei as memórias e lembranças de minha família e amigos com ou sem a permissão deles. Assim eu estragaria tudo para eles. Mas é o pensamento que conta.”

E a versão ficou linda, mesmo esticando-se por treze minutos:

Trip já está em pré-venda e abaixo segue sua capa e a ordem das músicas.

TRIP-lambchop

“Reservations” (do Wilco)
“Where the Grass Won’t Grow” (de George Jones)
“Shirley” (dos Mirrors)
“Golden Lady” (de Stevie Wonder)
“Love Is Here and Now You’re Gone” (das Supremes)
“Weather Blues” (do James McNew do Yo La Tengo)

Esquece os shows

Fui entrevistado pela Camila, do site Brasil Econômico, sobre a possibilidade de volta de apresentações musicais ao vivo seis meses depois de declarada a pandemia e não acho nada legal a ideia de ter shows com público antes de termos domado o coronavírus – confere a íntegra da matéria aqui.

Cine Ensaio: A Adolescência nas Telas

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A adolescência transformou-se à medida que começou a ser representada no cinema e a partir de filmes de diferentes épocas – e tantas outras séries de TV -, eu e André Graciotti entramos de cabeça num cânone que inclui Rebelde Sem Causa, os filmes dos Beatles, Nos Tempos da Brilhantina, Picardias Estudantis, Skins, Porky’s, os filmes de John Hughes, a Revolta dos Nerds, A Culpa é das Estrelas, Freaks & Geeks, Vidas Sem Rumo, Mean Girls, Malhação, 13 Reasons Why, Barrados no Baile, Superbad, Confissões de Adolescente, That 70s Show, Juno, Sex Education… Cada uma destas obras retratando um momento diferente da sociedade e como a adolescência retrata essas transformações.

Vida Fodona #674: Festa-Solo (7.9.2020)

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Mais uma segunda, mais um Festa-Solo ao vivo na twitch.tv/trabalhosujo a partir das 21h – este foi o da semana passada. Quem vem hoje?

Haim – “Summer Girl (Amber Mark Remix)”
Dua Lipa – “Pretty Please”
Jessie Ware – “Spotlight”
Pet Shop Boys – “West End Girls”
Letrux – “Coisa Banho de Mar (Tin God Remix)”
Waterboys – “The Whole of the Moon”
Joe Goddard + Betsy – “Endless Love”
LA Priest – “What Moves (Soulwax Remix)”
New Order – “Bizarre Love Triangle”
Lizzo – “Juice”
Cut Copy – “Hearts on Fire (Holy Ghost Remix)”
Chaka Khan – “I Feel For You”
Curtis Mayfield – “Superfly”
Bixiga 70 – “100% 13”
Karina Buhr – “Conta-Gotas”
Rita Lee – “Ovelha Negra”
Ritchie – “Vôo de Coração”
Orange Juice – “Falling and Laughing”
Whitest Boy Alive – “1517”
Beta Band – “Dry the Rain”
Pink Floyd – “Free Four”
Cat Power – “The Greatest”
Van Morrison – “Astral Weeks”
Lana Del Rey – “Venice Bitch”
Weyes Blood – “Wild Time”
Angel Olsen – “(We Are All Mirrors)”
Stephen Malkmus – “Shadowbanned”
Ariel Pink’s Haunted Graffiti – “Round and Round”
Bárbara Eugênia – “Coração”
Amy Winehouse – “You Know I’m No Good”
Arctic Monkeys – “You Know I’m No Good”
Al Kooper + Shuggie Otis – “Lookin’ for a Home”
Beatles – “Happiness Is A Warm Gun”

Yumi Zouma reinventado

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O grupo neozelandês Yumi Zouma lançou seu disco mais recente, Truth or Consequences, no dia seguinte em que a Organização Mundial da Saúde declarou que o coronavírus era efetivamente uma pandemia, no meio de março, e, assim, ficou sem poder fazer shows, como todos os artistas do mundo. A alternativa que eles inventaram foi começar a recriar aquele mesmo disco a partir das condições de isolamento social a que todos fomos submetidos, mantendo o vínculo com as músicas que estavam prontas para encontrar o público ao vivo, num outro tipo de show. Eles estão aos poucos mostrando as novas versões deste Truth or Consequences – Alternate Versions (já em pré-venda), que deve ser lançado em

E pra quem não ouviu a versão original do disco, olha ela aí:

Sempre bom, né?

Mais uma do Matt Berninger

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Prestes a lançar seu primeiro disco solo no mês que vem, produzido pelo mestre da soul music Booker T. Jones, o vocalista do The National, Matt Berninger, mostra mais uma nova canção de seu Serpentine Prison, depois de mostrar a faixa-título e “Distant Axis” – e “One More Second” segue o nível das faixas anteriores – e dá pra ouvir o maravilhoso teclado do distinto produtor.

In-Edit totalmente digital

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“O festival online veio pra ficar mesmo e mesmo depois da pandemia a gente cogita continuar com ele também assim”, explica Marcelo Aliche, diretor da edição brasileira do In-Edit, o já tradicional festival de documentários sobre música que acontece em São Paulo há doze anos. Ele é enfático ao dizer que nunca cogitou não fazer o festival e que viu o momento crítico que vivemos como a oportunidade perfeita para transformar-se em um evento digital, inclusive antes das outras versões do festival ao redor do mundo, inclusive a matriz, em Barcelona. “A gente conseguiu realocar recursos que pagariam passagens, hotéis, tráfego de cópias, monitores na sala, festa e tudo isso para a plataforma digital”, conclui.

A partir deste novo formato, o festival segue para além do evento. “Depois do dia 20 a plataforma continua online, os filmes do festivais saem e entra um catálogo próprio, com filmes que estiveram em outros In-Edit e outros mais antigos”, continua Aliche, “o que a gente quer é que seja o maior portal de documentários do Brasil e que seja um lugar de pesquisa, mais do que de entretenimento”.

Entre os destaque, da edição Aliche listou o noruruguês The Men’s Room, Welcome to the Dark Ages, sobre a dupla de provocadores KLF, The Quiet One, sobre o baixista original dos Rolling Stones Bill Wyman, e White Riot, que abriu a edição do festival na última quarta, sobre o movimento antifascista que culminou em festivais de rock na Inglaterra no início dos anos 80 – ele deu mais detalhes sobre cada um dos filmes no CliMatias da quinta passada. E também descolou códigos promocionais para os leitores do Trabalho Sujo assistirem a dez filmes de graça. Quem quiser saber como ganhar, manda um alô lá no trabalhosujoporemail@gmail.com. A programação completa e mais detalhes sobre o festival podem ser encontrados no site do evento, onde estão sendo exibidos os filmes também.

Um ano sem Daniel Johnston

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No dia 11 de setembro do ano passado perdemos o doce e alucinado Daniel Johnston, ícone do rock independente norte-americano e um dos compositores que, de uma forma improvável, bissexta e errática, fez a conexão entre o rock clássico dos anos 60 e o indie rock a partir dos anos 80. Sua família juntou fãs célebres para fazer uma homenagem ao seu legado no aniversário de um ano de morte no espetáculo online (claro) Honey I Sure Miss You – A Tribute To The Life, Art, And Music Of Daniel Johnston, que aconteceu nesta sexta. E entre popstars como Jeff Tweedy, Beck, Devendra Banhart, Phoebe Bridgers e Kevin Morby, quem brilhou mesmo foi o próprio Jonston, que roubou a festa póstuma quando, ao final da apresentação, foi revelado um vídeo do primeiro dia do ano de 1991, em que ele compõe “When I Met You”, que iria gravar três anos depois numa versão sem instrumentos, ao piano, fazendo anotações nos intervalos da composição, num momento único de criação de um gênio ímpar.

É de chorar, diz aí.