Eu e Piky trabalhamos com música há décadas e resolvemos oficializar algo que já fazíamos informalmente para artistas iniciantes ou em dúvida sobre os rumos que deveriam tomar em suas carreiras. Nossa consultoria de música existe desde o ano passado, mas estamos oficializando-a apenas este ano, uma vez que já conseguimos entender como este trabalho funciona – e estendendo esse serviço também para quem quer trabalhar com música, não apenas para os artistas. Quem quiser saber mais é só entrar no nosso www.consultoriademusica.com.br que lá nós explicamos como é nosso método de trabalho.
Depois do documentário dos Beastie Boys e de garantir o especial de natal de Mariah Carey, o Letter to You de Bruce Springsteen e o documentário sobre Billy Eilish que vai ser exibido no ano que vem, o canal de streaming da Apple segue investindo bem em música – e, como anunciou a revista Variety, vai lançar o tão aguardado filme que o diretor Todd Haynes, autor de Carol, I’m Not There e Velvet Goldmine, entre outros, está fazendo sobre o Velvet Underground. É o primeiro documentário feito pelo diretor, que conseguiu reunir cenas inéditas da banda ao vivo, além de contextualizá-la com o universo criativo de Andy Warhol, que descobriu o grupo. Em uma entrevista com o curador de cinema do MoMA, o museu de arte moderna de Nova York, Haynes falou sobre como seu filme aborda o aspecto queer daquela cena e como ela desafiava mais pela forma do que pelo conteúdo, além de citar uma passagem incrível da primeira abordagem de Jonathan Richman, mascote do Velvet na adolescência, que assistiu a mais de 80 shows da banda (imagina isso!), com o artista que apadrinhou o grupo. Compleamente sem graça, Richman, que mais tarde fundaria os Modern Lovers e seguiria o legado do Velvet Underground, apresentou-se para Andy Warhol e disse que não entendia a arte dele. Andy sorriu e respondeu: “Entende sim”. O filme ainda não tem data de exibição.
É oficial: Festa-Solo agora acontece sempre às sextas. Esta foi a edição surpresa que marcou a mudança.
Arctic Monkeys – “Do I Wanna Know?”
Radiohead – “Daydreaming”
Sonic Youth – “Incinerate”
Postal Service – “Such Great Heights”
Grandaddy – “The Crystal Lake”
Girls – “Honey Bunny”
!!! – “Heart of Hearts”
LCD Soundsystem – “One Touch”
Cut Copy – “Hearts on Fire (Holy Ghost Remix)”
Daft Punk – “Get Lucky (Drop Out Orchestra Edit)”
Miami Horror – “Love Like Mine”
Modjo – “Lady (Kaytranada Remix)”
Music Go Music – “Warm in the Shadows”
Lana Del Rey – “Blue Jeans (Penguin Prison Remix)”
Funkadelic – “One Nation Under a Groove”
Pink Floyd – “Money”
Temptations – “Papa was a Rolling Stone”
Bob Dylan – “The Man In Me”
Big Star – “The Ballad of El Goodo”
David Bowie – “Young Americans”
Queen – “Don’t Stop Me Now”
Portishead – “All Mine”
Massive Attack – “Unfinished Sympathy”
Stevie Wonder – “I Wish”
Scissor Sisters – “Laura”
Rádio Taxi – “Garota Dourada”
Tulipa Ruiz – “Prumo”
Pepeu Gomes – “Sexy Yemanja”
Rita Lee – “Mamãe Natureza”
Sandra de Sá – “Olhos Coloridos”
Daft Punk – “Lose Yourself to Dance”
Haim – “The Steps”
Fleetwood Mac – “Dreams”
Fiona Apple – “Shameika”
Alanis Morrissette – “Ironic”
Smashing Pumpkins – “1979”
Cure – “One Hundred Years”
Joy Division – “Transmission”
Fellini – “A Melhor Coisa Que Eu Fiz”
Pedro Pastoriz – “Janela”
O quinteto inglês Hot Chip lança “Straight To The Morning”, single gravado poucos dias antes do mundo entrar em quarentena, quando recebeu o vocalista do Pulp Jarvis Cocker para gravar um hino disco music inspirado em Dua Lipa. E a música é tão divertida quanto seu conceito – e o delicioso clipe que acabaram de lançar:
No mês passado, o grupo lançou a coletânea Late Night Tales que trazia uma versão para “Candy Says”, do Velvet Underground.
Eis o trailer de Mank, primeiro filme de David Fincher desde 2014, que, a partir de um roteiro deixado por seu pai, Jack, conta a história do roteirista de Cidadão Kane, Herman J. Mankiewicz. O filme estreia em alguns cinemas do planeta em que irresponsáveis acham que é tranquilo abrir salas de projeção no mês de novembro e chega aos streamings de todo o mundo no dia 4 de dezembro.
E pela estrutura do trailer, o filme parece recriar a estrutura do filme original de Orson Welles que é o assunto central de Mank. E além de vermos o fantástico Gary Oldman como o personagem-título, ainda temos cenas de Charles Dance como William Randolph Hearst e de Amanda Seyfried como sua amante Marion Davies. Mas nada ainda do Orson Welles vivido por Tom Burke…
Sigo reconstituindo a história do jornalismo que cobre música no Brasil chamando uma das desbravadoras da música eletrônica no país, que, com seu trabalho, ressignificou o papel do DJ na cultura brasileira e ultimamente vem discutindo a participação da mulher no mercado da música. Claudia Assef começou no jornalismo diário e aos poucos foi se especializando em determinadas áreas, bem como flertando com diferentes formatos de jornalismo, indo da curadoria ao livro (e ela já escreveu três!), passando por revistas, blogs, festas e conferências. Nesta terceira edição do Jornalismo-Arte, ela também se lembra de sua entrada no mundo da música e especificamente da música eletrônica, sua estada em Paris, sobre a falta de mulheres neste meio e como ela descobriu o primeiro DJ da história do país.
💔 I hope you feel nothing but peace now my brother. I love you, and thank you for believing in me, and for what you brought to the table. Always and Forever, and I’ll always be proud of you… I’ll always remember you protecting Liza, Patrick, myself and Beta from the jerks
“Tenho desenvolvido um novo olhar sobre o mundo, entendendo que criamos ciclos e expectativas às vezes maléficas para saúde mental e física”, filosofa Rodrigo Campos, quando o pergunto sobre como anda sua quarentena. “Percebi também que nunca havia tirado férias nos 20 anos em que vivo exclusivamente de música. Essa parada tem despertado sensações que, acredito, influenciem meu trabalho de agora em diante.” O primeiro estágio desta nova fase vem na forma de canções, às duplas, que ele começa a lançar a partir dessa sexta nas plataformas digitais – mas que dá pra ouvir em primeira mão no Trabalho Sujo.
“A pandemia que me instigou a começar gravar em casa”, prossegue o sambista paulistano. “À princípio não determinei que seriam compactos, mas como só tinha duas músicas – tinha acabado de fazer oito para o novo Sambas do Absurdo – e as achava boas. Comecei a considerar lançá-las nesse formato, me libertando um pouco do formato álbum. Foi quando passei a enxergar as canções de modo diferente, me abriu um novo olhar; ver as canções sempre dentro de um conjunto maior faz você se ater mais ao todo, e dessa maneira tinha que considera só canção, que tinha que se manter de pé por força própria, sem apoio de outras ou de um conceito muito fechado. Aí me convenci a aprofundar essa sensação de que cada canção devia se bastar, e lançá-las em compactos.”
Os dois primeiros, os sambas “Meu Samba Quer Se Dissolver” e “Corpo Azul”, conversam diretamente com essa experiência, principalmente a partir da familiaridade cada vez mais íntima de Rodrigo com a guitarra e a microfonia, que funcionam como paisagens sonoras que ajudam seus sambas a ganhar corpo e densidade musicalmente. “Acho que essa coisa de gravar em casa que abriu possibilidades bem maiores de experimentação timbrística, então penso continuar nessa direção”, explica quando pergunto se essa fase ele trabalha sozinho ou se vão ter parcerias ou colaborações. Ele não definiu nada nesse sentido. Só sabe que lançará cinco “compactos”. “Imagino soltar a cada dois meses. Já tenho outro pronto”, antecipa.
Por essa ninguém esperava: Paul McCartney anuncia o terceiro disco que leva apenas só seu sobrenome, em referência ao seu primeiro disco solo após o fim dos Beatles e ao disco que lançou dez anos depois, quando desfez sua banda posterior, os Wings. McCartney III foi composto, gravado, tocado e produzido sozinho por ele, como os McCarntey e McCarntey II foram anteriormente, durante sua quarentena.
O disco será lançado no dia 11 de dezembro e sua capa é essa abaixo: