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Noites Trabalho Sujo @ Tokyo 東 京 | 11.3.2020

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A regra é dançar até não aguentar mais – e mais uma vez invadimos o Tokyo, no centro de São Paulo, para uma edição das Noites Trabalho Sujo no meio da semana. Junto aos meus irmãos Danilo Cabral e Luiz Pattoli adentramos na madrugada da quarta dia 11 pra quinta dia 12, para destilar as melhores músicas para todo mundo dançar e cantar junto. A nova da Dua Lipa? O hit do Gnarls Barkley? Aquela da Amy Winehouse? Ace of Base com Madonna? David Bowie com Cansei de Ser Sexy? Arctic Monkeys com Britney Spears? Human League antes do MC Kevinho? Chega mais que se for hit e faz mexer os quadris passeia pela nossa pista!

Noites Trabalho Sujo @ Tokyo 東 京
Quarta, 11 de março de 2020, às 23h
No som: Alexandre Matias, Luiz Pattoli e Danilo Cabral
Tokyo 東 京
Rua Major Sertório, 110 – Centro (República)
Nomes na lista através deste link: http://bit.ly/NoitesTrabalhoSujo1103

Damien Rice e um “Chandelier” deslumbrante

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Em mais uma versão para o projeto Songs for Australia, que está arrecadando fundos para ajudar às vítimas das queimadas que incendiaram o país no começo do ano, o cantor e compositor irlandês Damien Rice relê ao piano o hit “Chandelier”, da australiana Sia – e conseguiu extrair a essência da canção em uma versão deslumbrante.

A coletânea será lançada na próxima sexta e sua organizadora, a cantora e compositora local Julia Stone, já mostrou sua versão para “Beds are Burning” do Midnight Oil bem como a versão que o National fez para “Never Tear Us Apart”, do INXS,.Julia Stone já mostrou sua versão para “Beds are Burning” do Midnight Oil bem como a versão que o National fez para “Never Tear Us Apart”, do INXS

Juçara Marçal: Encarnado Acústico

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Que honra poder receber durante quatro terças-feiras uma versão nova para um clássico moderno da música brasileira vinda de sua própria autora. A querida e implacável Juçara Marçal volta ao palco do Centro da Terra para mais uma temporada, quando relê seu Encarnado com os mesmos músicos com quem o gravou mas de uma forma completamente nova: sem eletricidade. Encarnado Acústico ocupa as terças de março no Centro da Terra a partir deste dia 10 (mais informações aqui).

“Foi ideia do Thomas (Rohrer). que estava programando um festival na Leviatã, um espaço cultural no centro da cidade, focado nos sons mais experimentais, improvisos livres, performances, e sugeriu de a gente fazer essa versão sem amplificação, até porque o espaço não comportaria o show de outra forma”, a própria Juçara me explica, lembrando desta única apresentação no fim do ano passado. Além de Thomas, tocando viola, Kiko Dinucci e Rodrigo Campos também participam dos shows.

“Fizemos apenas algumas músicas e o resultado foi surpreendente”, lembra a cantora. “Os arranjos mudam sensivelmente porque o Kiko está usando uma viola dinâmica e ele acaba tendo que pensar nas frases que faz de um jeito diferente. No todo, o som acaba mudando também. O fato do Rodrigo usar violão de aço e não guitarra também muda bastante o som.” O formato obviamente também impacta em seu canto: “Não ter que me preocupar com dois microfones e pedais dá uma bela diferença, fico mais livre e a voz também, inevitavelmente.”

Serão quatro shows idênticos, ao contrário das temporadas de segundas-feira, que cogitam diferentes possibilidades a cada apresentação. “Em princípio, sim”, ela continua. “Vamos vendo o que funciona, tanto do ponto de vista do repertório, como nossa posição no palco”. Quando pergunto se há músicas de outros trabalhos que podem surgir no repertório, Ju é categórica: “Em princípio, não.”

Ela reforça a importância do teatro neste novo show. “A conexão palco-plateia é diferente, a atenção é outra, a dispersão diminui”, enumera. “As pessoas têm uma possibilidade maior de embarcar na história que de certa forma contamos num show.”

Nada de disco novo? “O próximo disco não tem muito a ver com o Encarnado não. #aguardeeconfie”, ela ri fazendo a hashtag.

Desenhos fossilizados

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O artista digital tcheco Filip Hodas é tão fissurado em fazer crânios no computador que resolveu deixar sua imaginação fluir ao cogitar versões esqueléticas de nossos desenhos animados favoritos. Originalmente, como ele conta em seu portfólio online, onde exibe a exposição Cartoon Fossils, ele queria expor personagens como Popeye, Tio Patinhas, Pateta e Bob Esponja como se fossem esqueletos de dinossauros, mas alguns não eram tão reconhecíeis, então ele resolver acrescentar acessórios dos personagens para facilitar o reconhecimento dos mesmos.

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Tem mais lá na página do Behance dele, onde ele também comenta sobre o processo de criação desas figuras.

Vida Fodona #626: Hábito que as pessoas perderam

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E as novidades deste mês.

Jenny Lee – “I’m So Tired”
Tom Zé – “Fliperama”
Bruno Schiavo – “Amores Incríveis”
Gal Costa + Caetano Veloso – “Sorte”
Rupa Biswas – “Aaj Shanibar”
Classixx – “Whats Wrong With That?”
Gilberto Gil + Jeru Banto – “Refavela (Digitaldubs Remix)”
Brockhampton + Dua Lipa + Ryan Beatty + Jon B – “Sugar (Remix)”
Dur-Dur Band – “Dooyo”
Whitest Boy Alive – “Serious”
Mahmundi – “Sem Medo”
Junior Mendes – “Toque Tropical”
Rolling Stones – “Jigsaw Puzzle”
Quartabê – “Maré Alta”
Matt Berninger – “Holes”

Warpaint ♥ Fugazi

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Jenny Lee, baixista do grupo californiano Warpaint, grava uma deliciosa versão para “I’m So Tired” da clássica banda de hardcore de Washington Fugazi. Derreta comigo…

A versão é parte de um vinil de edição limitada que ela lança no Record Store Day deste ano, no mês que vem – e o lado B do single é uma versão para “Some Things Last a Long Time”, do Daniel Johnston, que ainda não apareceu online… Mas imagina…

Kastrup: Feminino Fatorial

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Imensa satisfação receber na sessão Segundamente de março o percussionista e produtor carioca Guilherme Kastrup, que apresenta a temporada Feminino Fatorial, nestas segundas de março a partir do dia 9, no Centro da Terra, às 20h (mais informações aqui). Durante sua estada, ele compõe uma obra contínua e progressiva ao lado das artistas Edith Derdyk (artista visual), Carol Shimeji (videomapping), Beth Belli (percussão), Jackie Cunha (percussão) e Morena Nascimento (dança) no espaço de quatro segundas-feiras e eu conversei com ele sobre a expectativa destes encontros.

Mais um disco de Tom Zé em vinil

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A Polysom está fazendo um belo favor à música brasileira e tem relançado sistematicamente parte importante da discografia do mestre baiano Tom Zé em vinil. Depois da estreia A Grande Liquidação (1968), Todos os Olhos (1973), Estudando o Samba (1975), Correio da Estação do Brás (1978) e Se o Acaso é Chorar (1972), a fábrica de vinis carioca quase encerra a primeira parte da discografia do guru com este segundo álbum (lançado com encarte original, que traz um protesto contra a prefeitura de São Paulo, cobrando uma dívida pelo uso da música “São São Paulo”), deixando de fora apenas Nave Maria, de 1984, que é o disco que falta para completar a safra de Tom antes dele ser descoberto por David Byrne no início dos anos 90. O disco de 1970 traz hits do compositor como “Jimmy Renda-se” e “Qualquer Bobagem” e foi criado dentro de exercícios que ele colocava em prática em sua Escola Popular Sofisti-Balacobaco – Muito Som e Pouco Papo.

Trabalho Sujo Apresenta: Chico Bernardes

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O cantor e compositor paulistano Chico Bernardes é a primeira atração da sessão Trabalho Sujo Apresenta de 2020, retomando as atividades agora sempre num domingo por mês, às 18h. Chico apresenta-se no dia 22 de março, e mostra músicas de seu primeiro disco, lançado no início de 2019, além de receber a presença da cantora e compositora mineira Luiza Brina, que participará do show (os ingressos podem ser comprados aqui).

Trabalho Sujo Apresenta: Chico Bernardes convida Luiza Brina
Unibes Cultural
Domingo, 22 de março de 2020
Rua Oscar Freire 2500 (ao lado do metrô Sumaré)
R$ 30

Mahmundi 2020: “Tudo é pra aprender, tudo é pra evoluir”

semmedo

A cantora e compositora carioca Mahmundi volta a dar sinal de vida ao lançar “Sem Medo”, um reggaeinho bem na manha e bem alto astral, indo de encontro à maré de bad vibe que atravessa o Brasil atualmente. O single foi produzido por Davi Moraes, que também toca guitarra na faixa, e faz com que ela volte a dar notícias – felizmente, boas notícias.

Chega mais, Marcela!