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Polimatias: Especial Fernando Pessoa

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Eu e Polly Sjobon nos perdemos nos desertos da alma desta figura enigmática, misteriosa e sedutora que é o grande poeta português Fernando Pessoa. Juntamos nossas experiências pessoais com a obra do gajo para nos aprofundar em seus heterônimos, suas incertezas e suas constatações – e aproveitando para falar sobre nossas conexões lusitanas e comentar sobre a disparidade entre estes dois países em mais uma edição do Polimatias.

Enfim o terceiro volume

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Depois de lançar os dois primeiros volumes de suas Canções do Distanciamento Social nos dois primeiros meses da quarentena, o bardo indie paranaense Giancarlo Ruffato retoma sua produção depois de um semestre sem novidades – e inverte a proporção no novo capítulo: em vez de duas versões alheias e uma faixa própria, preferiu mostrar duas autorais – a desesperançosa “Vivendo dentro dos seus próprios sapatos” e a irônica “Pense Positivo” – e regravar uma canção alheia, o hino caipira “Chico Mineiro” que, como explica no texto de apresentação do novo disco, foi a primeira música que aprendeu a tocar no violão e que “era a música que meu avô pedia pra que eu tocasse quando era adolescente”. O novo volume também é o fim de uma trilogia que Giancarlo só percebeu depois de finalizar o novo disco.

Cine Ensaio: Comentando Comentários #2

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E você já sabe que a cada dez programas eu e o André Graciotti respondemos aos comentários que você faz – ou pode fazer – em cada uma das nossas edições do Cine Ensaio. E mais uma vez ampliamos o diálogo para te incluir nesta conversa, falando sobre maniqueísmo no cinema, sobre um equivalente francês a Bacurau e Parasita, sobre uma série da Netflix que está na Globoplay (wtf), o impacto de 2001, Better Call Saul e um filme sobre um pneu assassino!

Como colaborar com o Trabalho Sujo

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Depois de anos sobrevivendo como curador de shows e praticando o jornalismo que quero em meu próprio site como sacerdócio diário não-remunerado, presenteio o Trabalho Sujo em seu aniversário de 25 anos com sua primeira campanha de financiamento coletivo contínuo através do Apoia-se. Saiba como colaborar com o meu trabalho em apoia.se/trabalhosujo para que possa seguir trazendo novidades como as que vou anunciar nas próximas semanas e manter meu trabalho cada vez mais focado neste meu próprio veículo, mantendo-o como sempre foi: livre. Fortalece aí: apoia.se/trabalhosujo

Classixx x Local Natives

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Lembra quando indie rock e música eletrônica caminhavam lado a lado há cerca de dez, quinze anos? O encontro entre dois grupos californianos em ascensão volta àqueles bons tempos em que a pista de dança tinha um ar dandy e o ótimo single “Weekends” é a primeira das duas colaborações entre a dupla eletrônica Classixx e o grupo indie Local Natives – aumenta o som!

A segunda colaboração, “Francesca”, sai no começo de dezembro.

Todo o show: Letrux ao piano

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Letrux mostra sua versão ao piano em uma apresentação ao vivo que aconteceu neste fim de semana, dentro da programação da Virada Cultural de São Paulo, em uma versão sediada em Rio Grande da Serra, na região do ABC paulistano. Sozinha tocando o instrumento ou acompanhada do companheiro Thiago Vivas ou do compadre Arthur Bragante, Letícia Novaes tocou versões para Radiohead, Paralamas do Sucesso, PJ Harvey, Charlotte Gainsbourg e Caetano Veloso enquanto as entrelaça com poemas de Ana Cristina César, Hilda Hilst e Silvia Plath numa apresentação que aconteceu neste fim de semana e começa no minuto 5:54:00 do vídeo abaixo:

“Caravana” (Geraldo Azevedo)
“Puro Teatro” (La Lupe)
“Timing” (Kevin Johansen)
“Fake Plastic Trees” (Radiohead)
“Interlúdio”
“The Dancer” (PJ Harvey)
“Uns Dias” (Paralamas do Sucesso)
“Everything I Cannot See” (Charlotte Gainsbourg)
“Alguém Cantando” (Caetano Veloso)
“Take My Breath Away” (Berlin)
“Lama” (Núbia Lafayette)

Quando Gil e Iza se unem…

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Não sei o que me deixa mais maravilhado neste encontro da Iza com o Gilberto Gil tocando “Upa Neguinho” do Edu Lobo: se é a fantástica voz de Iza, que é seu principal talento, infelizmente tão pouco explorado, ou o exímio violão ancestral de Gil, talvez o maior nome do violão no país (no mundo?) atualmente – e não estou falando em virtuosismo em nenhum dos dois casos.

Uma música só é pouco: eu queria era um disco só disso.E o Dwarf descolou o link da live toda. Demais!

“Andar com Fé”
“Não Chore Mais”
“A Novidade”
“Upa, Neguinho”
“A Paz”
“Se Eu Quiser Falar com Deus”
“Drão”
“Esotérico”
“Tempo Rei”
“Esperando na Janela”
“Three Little Birds”
“Vamos Fugir”
“Aquele Abraço”
“Palco”

Tudo Tanto #073: Romulo Fróes

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O primeiro novo programa desta nova era no Trabalho Sujo é a transformação da minha velha coluna Tudo Tanto (que começou na falecida revista Caros Amigos e teve uma sobrevida no site Reverb), que agora é uma seção de entrevistas em vídeo. E como o mote da coluna é falar sobre música brasileira contemporânea, chamei o grande Romulo Frões para comentar sobre esta sua geração musical, uma vez que ele está se tornando um ótimo observador e crítico da contemporaneidade, como pode se visto no curso sobre música brasileira no século 21 que ele deu para o canal do YouTube do Instituto Moreira Salles. Por isso o papo é menos sobre sua carreira (embora ele conte algumas novidades, como cursos sobre fazer letras e um disco de funk!?) e mais sobre o contexto atual, contemplando as invenções do século 20, o mercado e a mídia e todo um cânone de nossa música.

Shameika disse que Fiona Apple tinha potencial

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“Shameika” é uma das músicas mais fortes do ótimo Fetch the Bolt Cutters que Fiona Apple lançou de surpresa no primeiro semestre deste ano – enquanto martela o piano desenfreadamente, ela relembra dos dias de escola, quando era vítima de brincadeiras pesadas de outros alunos, revidando também de forma agressiva, enquanto contava os segundos riscando-os um a um no caderno na sala de aula. Até que uma colega de classe, que nem era amiga direito de Fiona, chegou para ela e disse que ela tinha potencial. “Shameika me disse que eu tinha potencial”, repete o extático refrão que carrega o nome da música e de sua conhecida na escola. “Foi como se eu tivesse tentando mandar isso para ela de forma telepática”, Fiona contou ao site Pitchfork, “Como se eu tivesse querendo fazer que a música chegasse de alguma forma a seu cérebro, que ela tivesse um retorno… Um voto de confiança. Ou apenas um obrigada.”

Shameika Stepney, uma rapper que já se apresentou como Dollface e Chyna Doll, ficou sabendo da canção por uma professora das duas na época, Linda Kunhardt, que dizia: “Shameika, espero que esta carte lhe encontre bem durante a quarentena. Eu tive que te escrever porque eu não sei se você se lembra desta garota Fiona McAfee. Você disse para ela não dar atenção para os brigões e que ela tinha potencial. Eu só queria lhe agradecer. E queria que você soubesse que suas palavras proféticas se transformaram numa linda canção com seu nome.”

As duas se encontraram algum tempo depois e se deram bem a ponto de Fiona participar de uma nova música que a rapper lançou com seu próprio nome, “Shameika Said”.

E, por sua vez, Fiona chamou Shameika para participar de uma nova versão de “Shameika” transformada em vídeo:

Que massa.