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Courtney Barnett segue à toda

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Até a quarentena, os planos de Nossa musa indie australiana Courtney Barnett eram atravessar o primeiro semestre abrindo para a turnê pro Nick Cave, ideia que ficou para um futuro indefinido. Para compensar ela não parou de tocar neste período, mostrando versões para músicas que gosta. Há uma semana ela já tinha revisitado “Everything is Free” que Gillian Welch compôs quando as pessoas começaram a baixar música de graça na internet, há vinte anos. Ao lado de Phoebe Bridger, ela puxou a versão na edição virtual do festival folk de Newport – cada uma em seu canto, harmonizaram bonito os vocais.

Agora ela volta a um de seus ídolos conterrâneos, o herói folk australiano Kev Carmody, que está ganhando uma nova edição do disco-tributo que fizeram em sua homenagem em 2007. Cannot Buy My Soul. A bela versão de Courtney para “Just For You” foi elogiada pelo próprio autor da canção.

Que mulher.

Vida Fodona #663: Ensaio pra quando for ao vivo

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Da pista de dança para uma viagem pesada.

Franz Ferdinand – “Lucid Dreams”
Chemical Brothers – “Got To Keep On”
Avalanches – “Since I Left You”
Spoon – “Hot Thoughts”
Jamie Xx + Romy – “Loud Places”
Jay-Z – “Tom Ford”
Tove Lo – “Habits (Stay High)”
M.I.A. – “Paper Planes”
Warpaint – “Disco/Very”
Metá Metá – “Oba Koso”
E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante – “Como Aquilo Que Não Se Repete”
Rakta – “Fim do Mundo”
Atønito + Luiza Lian – “Sentido”
Kalouv + Dinho Almeida – “Talho”

Cut Copy aos poucos mostra a que veio

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Parecia que Freeze, Melt, o próximo disco do Cut Copy, seria um disco mais sossegado que os anteriores – pelo menos foi isso que seus dois primeiros singles – “Love Is All We Share” e “Cold Water” – pareciam inferir. Felizmente, o grupo australiano desfaz essa impressão, ao lançar a terceira faixa do disco que irão lançar este mês. “Breaking Glass” ainda não é aquele hit arrasa-quarteirão que esperamos, mas faz jus à sua reputação na pista de dança.

Todo o show: The Fall ao vivo no Basement

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O show do Fall no estúdio londrino Malda Vale em 2007 é o mais novo episódio da série From the Basement a aparecer na íntegra no YouTube. O programa, organizado pelo produtor Nigel Godrich, traz a lendária banda de Manchester e seu líder e vocalista Mark E. Smith impecável e intragável como sempre, mesmo que o show dure menos que 20 minutos.

Uma musa indie 90 em progresso

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Ao lançar mais um clipe de seu primeiro disco, a cantora filipino-inglesa Bea Kristi, que prefere ser conhecida como Beabadoobee, está trabalhando lentamente sua reputação musical e mais uma vez cutucar uma veia bem específica que pode transformá-la em musa indie, ao cutucar o terreno do barulho pesado com melodia doce do rock dos anos 90. “Sorry”, a nova música, é mais um tijolo na construção deste seu edifício.

E ela também mostrou a capa e o nome das músicas de seu Fake it Flowers, que será lançado em outubro e já está em pré-venda.

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“Care”
“Worth It”
“Dye It Red”
“Back To Mars”
“Charlie Brown”
“Emo Song”
“Sorry”
“Further Away”
“Horen Sarrison”
“How Was Your Day?”
“Together”
“Yoshimi, Forest, Magdalene”

Gilberto Gil em casa

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Nosso mestre Gilberto Gil está começando a gravar uns vídeos em casa, só com o violão para o seu canal no YouTube e começou pela deslumbrante “Mar de Copacabana”, lançada nesta quarta em homenagem ao Dia de Nossa Senhora de Copacabana, cinco de agosto.

Manda mais Gil!

Bom saber #014: Eduf

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Quem lembra do Eduardo Fernandes entrega a idade: um dos primeiros habitantes deste planeta online que vivemos hoje, Eduf sempre misturou contracultura, tecnologia e cultura pop para questionar os passos que damos neste novo ambiente eletrônico, seja reunindo cabeças no saudoso Fraude.org ou dando dicas nerd em seu blog Macgiver. Mas há mais de dez anos, ele saiu de São Paulo e se embrenhou num templo budista no interior do Rio Grande do Sul e o papo oscila entre as transformações comportamentais deste novo século, desbravar o mundo interior e a nova rotina mundial durante a pandemia.

O Bom Saber é meu programa semanal de entrevistas que chega primeiro para quem colabora com meu trabalho, como uma das recompensas do Clube Trabalho Sujo (quer saber como colaborar? Manda um alô no trabalhosujoporemail@gmail.com). Além do Eduf, já conversei com Bruno Torturra, Negro Leo, Janara Lopes, João Paulo Cuenca, Pena Schidmt, Roberta Martinelli, Dodô Azevedo, Larissa Conforto, Ian Black, Fernando Catatau, Mancha, André Czarnobai e Alessandra Leão – todas as entrevistas podem ser assistidas aqui ou no meu canal no YouTube, assina lá.

O primeiro livro de Ana Frango Elétrico

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“E eu pintava um belo quadro com mostarda e ketchup enquanto comia as batatinhas”: A cantora e compositora carioca acaba de anunciar seu primeiro livro Escoliose: Paralelismo Miúdo, que reúne seus poemas, gravuras e ilustrações feitos entre 2015 e 2019, que será lançado pela editora Garupa em setembro e já está em pré-venda. O livro já estava previsto desde o início do ano e materializou-se agora por conta da quarentena, que obrigou Ana a adiar planos sobre shows (ela que iria passear pela Europa no primeiro semestre, colhendo os frutos de seu ótimo Little Electric Chicken Heart, um dos melhores discos do ano passado). Heloísa Buarque de Hollanda escreve no posfácio que “Trata-se de uma poesia com outro DNA geracional, um DNA quase insolente, que, partindo radicalmente para o testemunho pessoal e localizado, desmistifica toda e qualquer aura da poesia (pelo menos aquela dos nobres tempos dos cânones masculinos) em prol da liberação de uma fala corporal, libertária”. A Ana é foda, sabemos.

Eis as Go-Go’s!

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Promessa é dívida e junto com o lançamento do documentário sobre a história da clássica banda norte-americana new wave, as Go-Go’s voltam aos trabalhos e lançam a divertida “Club Zero”, o primeiro single em vinte anos.

Não muda a vida de ninguém, mas não altera a reputação da banda.