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Bom Saber #077: Cristal Muniz

E no primeiro Bom Saber de 2022, finalmente consegui falar com a minha querida amiga Cristal Muniz, que desde 2015 engajou em uma luta para diminuir a quantidade de lixo que ela produz e transformou isso numa causa. A partir do blog Uma Vida Sem Lixo (inspirado no trabalho da norte-americana Laura Singer, do blog Trash is for Tossers), Cristal vem mudando sua vida e aos poucos a de muitas pessoas que também se incomodam com a quantidade de resíduos produzidos diariamente. No papo, ela mostra como percorreu este caminho a partir de um desafio pessoal, o que, além de seu site, deu origem a livros, um podcast (Planeta A) e agora uma newsletter (Cuca Fresca), e também dá dicas para quem quer diminuir a quantidade de lixo que produz em casa.

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Aparelho: Nostalgia é feito transitório

Em mais um episódio da série NFT (não percebeu as iniciais?), eu, Vladimir Cunha e Emerson “Tomate” Gasperin mergulhamos no empirismo psicodélico que atrai fiéis e nutre desafetos. De Rolling Stones ao Primo Cruzado, da fase marroquina de Caetano Veloso às piadas de Robert Crumb que envelheceram mal, nosso olhar vesgo & ferino vasculha o patético e o sublime com o mesmo empenho. Com este presente bizarro e um futuro incerto, ninguém pode nos criticar por visitar o passado como se fôssemos o Silk Sonic da subversão-moleque.

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Obrigado, Elza

Nesta quinta-feira, o país perdeu uma de suas maiores artistas – e Elza Soares cantou até o fim. Conversei com seus compadres Romulo Fróes, Guilherme Kastrup e Kiko Dinucci, que ajudaram a erguer seu nome no último e feliz capítulo de sua vida, sobre a importância desta deusa para nossa cultura em mais uma colaboração para o site da CNN Brasil.  

Como Elis Regina e Nara Leão inventaram a MPB

O dia 19 de janeiro une duas das maiores sumidades da música brasileira e o deste ano marca os 80 anos de Nara Leão e os 40 anos da morte de Elis Regina. Duas das personalidades mais fortes da história do Brasil, elas mexeram com nossa cultura para além da música, mas também forjaram o que chamamos hoje em dia de MPB, seja misturando gêneros musicais distintos ou descobrindo autores considerados hoje clássicos. Falei sobre o documentário sobre a Nara Leão de Renato Terra e os projetos relacionados à efeméride de Elis (incluindo o tão aguardado filme sobre a gravação do Elis & Tom, o nosso Get Back) em mais uma colaboração para o site da CNN Brasil – e também conversei com o próprio Renato, com os biógrafos das duas (Tom Cardoso e Júlio Maria), com Patrícia Palumbo e com João Marcello Bôscoli sobre a importância das duas, que chegaram a ser rivais (ah quando a polarização que tínhamos era essa…), para nosso país.  

Videogame como se fosse sonho

Finalmente saiu mais uma tradução minha: no livro Política, desejos e videogame: The Playstation Dreamworld, que está sendo lançado pela Edições Sesc SP, o pesquisador inglês Alfie Bown desenvolve uma leitura psicoanalítica dos videogames partindo do pressuposto que os jogos eletrônicos se assemelham mais a sonhos do que a livros e filmes – e como isso mexe em nosso subconsciente. Mais informações sobre o livro no site da editora.

DM: Expresso 2022

No primeiro DM de 2022, eu e Dodô Azevedo repassamos os dois primeiros anos da pandemia do ponto de vista da cultura, analisando tudo que foi represado nesse período, dos filmes da Chloé Zhao aos Barões da Pisadinha, passando pela transformação do filme dos Beatles num seriado, da volta dos vídeos curtos através do TikTok, da ascensão das lives do Casemiro, da quarta continuação do Matrix à luz de um ano que promete esquentar mais do que imaginamos – levando em conta eleições, copa do mundo e aquecimento global.

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O futuro de Fernando Catatau


Foto: Isadora Stefani

“Nenhum lugar é mais incerto do que o que está aqui dentro”, divaga Fernando Catatau ao final do single que materializa seu primeiro álbum solo, prometido desde antes da pandemia e que finalmente vê a luz do dia no início do mês que vem. “Nada Acontece” dá o primeiro gostinho desse disco, meio retrofuturista, mas sem deixar de lado sua paixão pela canção popular. “Acho que ela sintetiza o lugar em que quero apontar com o meu trabalho”, me explicou depois que perguntei porque ter escolhido esta canção para apresentar o álbum. “Fiz ela em parceria com a Juliana R e com o Giovani Cidreira e cada um deu sua visão sobre o que é estar vivendo nesse Brasil futurista cheio de caos e busca por uma identidade.” Ouça abaixo a música que conta com a participação dos dois coautores também nos vocais: