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Juliano Gauche: Tenho Acordado Dentro dos Sonhos

Quem sobe no palco do Centro da Terra nesta quarta-feira – e não na terça, porque foi feriado – é o grande Juliano Gauche, que apresenta pela primeira vez ao vivo as canções que estarão em seu próximo disco, que também batiza o espetáculo desta noite. Acompanhando-o neste Tenho Acordado Dentro dos Sonhos, que o reaproxima das guitarras elétricas, estão o tecladista Klaus Sena e o baterista Victor Bluhm. O espetáculo começa pontualmente às 20h e ainda tem ingressos disponíveis neste link.

Leonard Cohen: Dito e Lido – mais uma vez

O Trabalho Sujo completa 27 no próximo domingo, mas já antecipo aqui algumas atividades que estou fazendo para comemorar mais um aniversário. A primeira delas é a realização de mais uma edição do espetáculo Leonard Cohen: Dito e Lido que concebi e dirigi com a querida amiga Juliana Vettore e que desta vez acontece no Sesc Pinheiros. Mais uma vez reunimos Bárbara Eugênia, Jeanne Callegari, Jose Bárrickelo, Juliana R. e Michaela Schmaedel para celebrar a obra do mestre canadense, entre canções e poemas que passam por diferentes fases de sua carreira. O espetáculo acontece no dia 18 de novembro, na próxima sexta-feira, às 21h, e os ingressos já estão à venda no site do Sesc.

E essa história sobre a volta dos Titãs?

Pode não ser nada, mas é muito suspeito: sete dos oito Titãs originais trocaram suas fotos no Instagram ao mesmo tempo nesta quinta-feira – fotos em preto e branco cuja linguagem visual as faz conversar entre si. O grupo foi reduzido a um trio nestes últimos anos, com Branco Mello, Sergio Britto e Toni Belotto respondendo em nome da banda que já foi um dos maiores fenômenos populares e artísticos do país. Mas no início dos anos 90 Arnaldo Antunes deixou a banda e foi seguido por Nando Reis, que deixou a banda dez anos depois, após a morte de Marcelo Frommer, em 2001. Em 2010 foi a vez do baterista Charles Gavin sair da banda e seis anos depois foi o vocalista Paulo Miklos que largou o grupo. Mas essa movimentação online acentua uma especulação que o grupo estaria armando uma grande turnê de volta no ano que vem. Eu iria nesse show amarradão – e você?

De volta a Curitiba nos anos 80

Curitiba pode não ter uma tradição de bandas de rock, embora alguns exemplos esporádicos mantenham essa chama acesa na capital paranaense. Um destes é o grupo Blindagem, que na virada dos anos 70 para os anos 80, conseguiu sair das fronteiras do estado especialmente por sua conexão com o poeta Paulo Leminski, que era parceiro do vocalista original da banda, Ivo Rodrigues, que faleceu há doze anos. Mas o grupo seguiu em atividade e agora preparam-se para o relançamento de seu disco de estreia, batizado apenas com o nome da banda, que foi lançado em 1981. Para voltar no tempo com novidades, os remanescentes Alberto Rodriguez (guitarra e vocal), Paulo Teixeira (guitarra e vocal), Paulo Juk (baixo) e Marinho Jr (bateria), resgataram a música inédita “Saca Marmanja”, que foi gravada para o primeiro disco mas ficou de fora e é a única colaboração de Leminski com todos os integrantes da banda. Além da versão arqueológica, que será lançada nessa sexta-feira mas pode ser ouvida em primeira mão aqui no Trabalho Sujo, o grupo também preparou um clipe com imagens da banda ao vivo na época, ainda com seu vocalista original. “Nossos últimos meses tem sido de muita expectativa, uma mais positiva que a outra”, explica o baixista Juk. “Encontrar ‘Saca Marmanja’, que pode-se dizer que foi a única obra que a banda compôs coletivamente com nosso amigo Paulo Leminski, foi um achado muito valioso. Ela ficou perdida por quase 40 anos. Chegamos a gravá-la para o primeiro LP, mas por fugir muito ao estilo do álbum, acabou ficando de fora. Nunca mais tocamos a música ao vivo, nem gravamos em nenhum álbum seguinte. E, de repente, encontrar essa gravação foi fantástico! Depois, poder ouvi-la remasterizada, mesmo se tratando de um ensaio, foi muito emocionante!”.

Ouça aqui.  

Gal Costa (1945-2022)

Que notícia pesada. Fuçando aqui nos meus arquivos, encontrei o vídeo de um show que Gal fez quando cobri a Flip pela primeira vez, em 2014. Já tinha visto outros shows dela e não tinha gostado do Recanto, seu disco mais recente à época, mas não tinha como não ir lá conferi-la tocando de graça na Praça da Matriz no centro de Parati. Acompanhada por um trio de meninos – Pedro Baby na guitarra, Domenico Lancelotti na bateria e Bruno Di Lullo no baixo -, ela não levou muito tempo para mostrar porque era uma das maiores cantoras do Brasil. Rever essa apresentação de “Vapor Barato” me trouxe a mesma sensação que tive ao vê-la ao vivo: a de estar minúsculo frente a uma gigante. Não consigo nem pensar em quais palavras usar para definir sua falta, por isso reforço sua presença eterna. É como ela diz na música de Jards que tornou sua: “Sim, eu estou tão cansado, mas não pra dizer que eu não acredito mais em você…”

Assista aqui.  

Helô Ribeiro: Nuvens, Peixes e Aspirinas

E na primeira terça-feira de novembro, temos o prazer de receber no Centro da Terra o espetáculo Nuvens, Peixes e Aspirinas, idealizado pela cantora e compositora paulistana Helô Ribeiro, a partir de seu segundo disco solo, A Paisagem Zero, inspirado nos primeiros livros do poeta João Cabral de Melo Neto, Pedra do Sono e O Engenheiro. Ao lado dos músicos Allen Alencar, Marcelo Dworecki, Nandinho Thomaz e Cuca Ferreira, ela recebe suas companheiras de Barbatuques Mairah Rocha e Luciana Cestari, além das atrizes Fernanda Dumbra e Marina Wisnik e da bailarina Deise Alves, numa apresentação multidisciplinar que conversa com a fase onírica – e considerada surrealista – do poeta pernambucano. A apresentação começa pontualmente às 20h e os ingressos para o espetáculo podem ser comprados neste link.

Uma expedição à criatividade de Ava

Femme Frame, temporada de um mês que Ava Rocha deu início nesta primeira segunda-feira de novembro no Centro da Terra, foi uma expedição rumo ao processo criativo da cantora e compositora carioca. Ela começou acompanhada apenas por Victoria dos Santos na percussão, seguida logo depois pela guitarra dissonante de Gabriel “Bubu” Mayall, até que recebe a aparição mágica dos irmãos Gustavo e Tulipa Ruiz . As duas cantoras se encontraram na bela “Lilith”, composta por ambas para o disco mais recente de Ava, Trança, e se engalfinharam num dueto que culminou essa peregrinação ao cérebro de Ava. As próximas noites terão novas surpresas, não dê mole!

Assista aqui.  

Ava Rocha: Femme Frame

Que satisfação receber a maga Ava Rocha na temporada de novembro no Centro da Terra, quando ela apresenta a obra em construção Femme Frame. Inspirada em poemas que estão sendo escritos durante este mês, ela enfileira três segundas-feiras e uma quarta-feira mostrando seu repertório e deixando que o improviso tome conta de apresentações que contam com formações inéditas e minimalistas e aparições surpresa a cada nova noite. São instantes poéticos, pontos e cantos inventados, canções e composições, projeções imagéticas, criações do instante, no campo do improviso e da construção, orgânica, cinematográfica e teatral em que o espirito da voz é o fio condutor. Os ingressos já estão à venda neste link.