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E eis os horários para o Primavera Sound São Paulo 2023

O Primavera Sound São Paulo também divulgou os horários de suas apresentações, além de ter mexido no elenco por conta de problemas pessoais ou de saúde envolvendo algumas atrações confirmadas. saem Grimes, Puerto Candelaria e Twilight Sad para a entrada de Kelela, os queridos Filipe Catto e Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo. Juntando isso aos escalados da tenda eletrônica (DJ Gabriel do Borel e Rebecca, Toccororo, Etcetera, DJ Playero, Vhoor, Carola, Hudson Mohawke, MC Carol, Mu540 e Urias, L_cio, Cherolainne, Hi Tech e DJ Mau Mau), a edição deste ano do Primavera a edição deste ano do Primavera subiu um degrauzinho…

Os horários seguem abaixo:  

Os horários do Balaclava Fest 2023

E neste fim de semana teremos mais uma edição do festival indie promovido pela Balaclava Records. O selo paulistano reuniu mais artistas gringos que brasileiros desta vez, com elenco que conta com Whitney, American Football e Unknown Mortal Orchestra, entre outros. O evento acontece neste domingo a partir das 15h, no Tokio Marine Hall (ainda há ingressos à venda), e esses são os horários de suas apresentações. abaixo:  

Abrindo a Boca

Um imprevisto me fez perder o primeiro show do Inferninho Trabalho Sujo desta quinta-feira (désolé Laure), mas cheguei a tempo de ver a forte presença da novíssima banda Boca de Leoa, que conheci no meio do ano. O entrosamento entre as três instrumentistas – Nina na guitarra, Duda no baixo e Bee na bateria – faz a base perfeita para que a outra Duda, a vocalista, dominass o público com seu carisma , que lotou o Picles, para cantar juntos músicas que ainda nem foram gravadas. Uma apresentação forte de uma banda promissora, que deixa de engatinhar para dar seus primeiros passos – e já avisaram que o primeiro disco está vindo. Depois, eu e a Fran seguramos a pista até o final da noite, quente como nunca!

Assista aqui:  

Inferninho Trabalho Sujo apresenta Laure Briard e Boca de Leoa

Tá achando que tá quente? Nesta quinta-feira as coisas ficam ainda mais calorosas com a segunda edição do Inferninho Trabalho Sujo no mês de aniversário do Trabalho Sujo, quando recebemos duas atrações de peso no Picles: a noite começa com a francesa Laure Briard, que está em turnê pelo Brasil e desembarca nesta quinta em São Paulo, e segue com a banda de MPB-indie (ou seria indie-MPB) das minas do Boca de Leoa. A noite começa ás oito e até às nove ninguém paga pra entrar – e depois dos shows, eu e a Fran atiçamos o público enfileirando hits de diferentes épocas e gêneros com a única premissa: botar todo mundo pra dançar. O Picles fica no coração daquele canteiro de obras chamado Pinheiros, no número 1838 da Rua Cardeal Arcoverde. Vamos?

Dinosaur Jr. e Kevin Shields do My Bloody Valentine tocando “Just Like Heaven” do Cure

Não é a primeira vez que o Kevin Shields encontra-se com J Mascis no palco – suas respectivas bandas excursionaram juntas no auge de suas carreiras e o Shields já apresentou-se algumas vezes com a banda de Mascis –, mas a aparição do líder do My Bloody Valentine no terceiro dia da residência que o Dinosaur Jr. está fazendo na casa noturna Garage em Londres tem um quê de histórico. Mesmo porque ao subir no palco com seus velhos amigos, Shields não apenas tocou uma música de sua banda (“Thorn”) e outra da banda norte-americana (“Tarpit”), como se uniram para tocar uma versão de uma banda que talvez seja o vórtice original que enviesou as duas bandas do barulho rumo à doçura, o Cure. E escolheram justo aquela “Just Like Heaven” imortalizada pelo Dino Jr. nos anos 80, uma canção tão barulhenta quanto pop, marcando a primeira vez que os dois guitar heroes tocam juntos essa música, sente só aí embaixo:  

Abstrato e industrial

Transcendental o Anganga que Cadu Tenório e Juçara Marçal fizeram nesta terça-feira no Centro da Terra. Trazendo cânticos de trabalhadores escravizados que foram recuperados no início do século passado, os dois atualizaram melodias e versos seculares para a cacofonia do século 21, com Cadu disparando bases industriais para Juçara soltar sua voz de forma lírica e abstrata, conversando com a luz detalhista, por vezes quase impressionista e outras quase na penumbra, desenhada por Cristina Souto. Fisgando o público na veia, era possível ouvir um silêncio quase milenar, que parecia pairar sobre aquele ritual.

Assista aqui:  

Juçara Marçal + Cadu Tenório: Anganga

Enorme satisfação de receber pela primeira vez a dupla formada por Juçara Marçal e Cadu Tenório, que apresentam sua obra Anganga nesta terça-feira no Centro da Terra. O espetáculo foi inspirado nos vissungos (cantos de trabalho) resgatados pelo linguista Aires da Mata Machado Filho nos anos 1920 em São João da Chapada, município de Diamantina em Minas Gerais, em 65 partituras publicadas no livro O Negro e o Garimpo em Minas Gerais. Essas partituras transformaram-se num disco chamado O Canto dos Escravos, gravado em 1982 por Clementina de Jesus, Geraldo Filme e tia Doca da Portela. São esses cantos que Juçara e Cadu revisitam desconstruindo-os eletronicamente em uma versão ainda mais pesada do que suas versões originais. O espetáculo começa pontualmente às 20h e ainda há ingressos disponíveis neste link.

E esse disco da Cat Power tocando Bob Dylan?

Chan Marshall começou a colocar seu tributo a Bob Dylan em movimento. Depois de alguns teasers e muita expectativa, ela finalmente lançou o disco ao vivo Cat Power Sings Dylan. The 1966 Royal Albert Hall Concert na sexta passada, repassando o repertório que o mestre tocou num clássico show que tornou-se um de seus discos piratas mais famosos (mesmo não tendo sido gravado no Royal Albert Hall londrino que o batizava e sim no Free Trade Hall de Manchester). E agora começa a apresentar-se ao vivo, primeiro em programas de TV (com nessa participação que fez no programa de Jimmy Fallon tocando nada mais nada menos que “Like A Rolling Stone”) para depois, em fevereiro do ano que vem começar a rodar com o show nos palcos do mundo. Vou fazer duas apostas: ela vem com esse show para o Brasil e em algum momento de 2024 ela dividirá o palco com o próprio Dylan.

Assista abaixo:  

O disco novo do André 3000 do Outkast sai nessa sexta-feira!

Há quase duas décadas sem lançar nada de novo, o rapper André 3000, metade da histórica dupla Outkast, abriu essa terça-feira anunciando que seu primeiro disco solo, New Blue Sun, estará entre nós na próxima sexta-feira, dia 17. Mas antes de mais nada, ele já abre uma série de considerações na extensa entrevista que deu ao site da NPR em que quebrou o silêncio e finalmente falou sobre sua produção musical: “Eu não quero zoar as pessoas, não quero que as pessoas pensem que ‘o disco novo do André 3000 está vindo!’ e quando você o toca, oh cara, não tem versos. Está escrito no disco: ‘atenção: sem compassos’.” O nome da primeira faixa resume suas intenções: “I Really Wanted To Make A Rap Album, But This Is Literally The Way The Wind Blew Me This Time” (“Eu realmente queria fazer um disco de rap, mas isso é literalmente a forma como o vento soprou dessa vez”). E a analogia ao vento não é só poética: New Blue Sun é um disco em que André toca… flautas! Na mesma entrevista ele contou que tem entre 30 e 40 flautas de todos os lugares do mundo e o disco são sessões de improviso com novos compadres como o tecladista Surya Botofasina, o guitarrista Nate Mercereau e o percussionista Carlos Niño. A capa do disco é essa aí em cima, ele não soltou sequer um trecho de uma das músicas e só anunciou, até agora, o nome das nove faixas que compõem o disco e os títulos são tão inacreditáveis e gigantescos quanto o citado acima. Veja abaixo: