Trabalho Sujo - Home

YouTuBarrett

Olha como eu sou gente bowa: dei uma peneirada e inda botei na ordem cronológica.

A primeira viagem de Syd, 1965
Vai saber se é a primeira, mas ele ainda tá de cabelo curtinho, parece mais nerd de disco do que rei da psicodelia e não pára de correr, além de botar uns cogus nos olhos e na boca. É inacreditável que esse tipo de registro exista.

Tonite Let’s All Make Love in London
O clássico filme de Peter Whitehead, lançado em 67 com cenas gravadas durante a megabalada 14-Hour Technicolor Dream, no ano anterior. Além do Floyd tocando “Interstellar Overdrive” no estúdio, o filme ainda conta com um espetáculo dirigido por Yoko Ono, cenas de nudez hippie (body-painting geral), chapaceira generalizada na pista e John Lennon de bicão na platéia.

“Arnold Layne”
Clipe do primeiro single da banda.

“See Emily Play”
Clipe do segundo single da banda

Die Jungen Nachtwandler
Programa de TV alemão sobre a cena londrina, com cenas inacreditáveis do Who, de Jimi Hendrix e do Pink Floyd.

“Por que tem que ser tão alto?”
Pergunta o entrevistador nesse vídeo curto. Só Waters responde.

“Astronomy Domine”
Ao vivo, fodaço.

Na frente do estúdio
O Pink Floyd em Abbey Road, dia 19 de abril de 1967.

“Apples and Oranges”
Prum programa de TV.

“Jugband Blues”
Clipe da minha música favorita do cara.

– VH1 Legends Syd Barrett
Aqueles especiais que o Multishow tem traduzido como “Por Trás da Fama”. Mas o sujeito só colocou as duas partes que compõem o terço final do programa, ficando só com a parte da loucura e a saída de Syd do Floyd.
Parte 3a
Fala da conturbada turnê americana, tem clipe de “Vegetable Man” e fala de quando Gilmour foi chamado pra entrar na banda.
Parte 3b
Syd sai de vez e a banda começa a se reinventar (tem um clipe de “Set the Controls for the Heart of the Sun”). O Floyd fica pra trás e o documentário segue Syd Barrett em sua carreira solo.

“Scarecrow”
Clipe da música do disco de estréia do Floyd, lançado apenas em 1968, com David Gilmour, já no lugar de Syd, e Roger Waters dublando a voz de Barrett.

Outtakes do clipe de “Scarecrow”
Sem áudio, trechos que não entraram no clipe – (mega)coloridos!

Home Video 1969
Super 8 caseiro, de 69, desfocadaço e com problemas de pitch, vale mais pelo registro.

Wouldn’t You Miss Me?
A famosa cena de Barrett, nos anos 90, dando uma saída pra ir na padaria.

“Love Me”
Graham Coxon, do Blur, tocando uma das músicas da carreira solo de Syd. Normal e legal.

Syd Barrett no Jornal da Globo
O cara filmou, com uma câmera, a matéria póstuma que passou na segunda-feira. Como ele mesmo gesticula no final, “jóia”.

Cena psicodélica perde Syd Barrett

Meu obituário pro cara, saiu hoje na Ilustrada.

Tá certo que o luto à psicodélica estava mais para o escuro da sombra do que para o arco-íris technicolor há quase quarenta anos, mas a morte de Syd Barrett, líder fundador do grupo Pink Floyd e uma das principais personalidades dos anos 60 e da história da música pop, que aconteceu em Cambridgeshire na última sexta-feira, não deixa de ser um choque. Principal protagonista do mito do freak – o porra-louca que, quase sempre, via ácido, viaja e não consegue voltar –, Barrett mantinha-se vivo como a principal testemunha e prova viva do que pode acontecer a um gênio quando ele se entrega às drogas.

Não foi por menos que o baixista e vocalista Roger Waters, um dos líderes da banda após sua saída no fatídico 1968, saudou a volta da formação original do Pink Floyd, que aconteceu em julho do ano passado, no festival londrino Live 8. “É mesmo muito intenso estar aqui com esses três caras depois destes anos todos”, comemorou incrédulo no intervalo entre duas músicas, “mas, na verdade, estamos fazendo isso para todos que não podem estar aqui, e, particularmente, para Syd”. E a banda começou a tocar “Wish You Were Here” (“Gostaria que você estivesse aqui”), de 1975, composta em sua homenagem.

O anúncio de sua morte, provavelmente em decorrência de diabetes, que sofria há anos, aconteceu nesta terça-feira e o grupo logo publicou uma declaração a respeito do ocorrido: “A banda está naturalmente triste ao saber da morte de Syd Barrett. Syd era o farol na formação inicial da banda e deixa um legado que continua a inspirar”. Não deixa de ser irônico o fato de esta ser a primeira vez em que Roger Waters, David Gilmour, Rick Wright e Nick Manson se refererirem como “a banda”, pela primeira em 24 anos.

Capricorniano do dia 6 de janeiro de 1946, Barrett nasceu em Cambridge, onde formou o Pink Floyd, inspirado pela onda de rock de garagem dos anos 60 (resposta à Invasão Britânica dos Beatles e Stones) e pelo rhythm’n’blues original – de onde sacou o nome do grupo que, apesar de inicialmente dizer que viera de um sonho, logo revelou ter saído dos músicos americanos Pink Anderson e Floyd Council. Mas à medida em que começou a se envolver com drogas, ainda na adolescência, começou a derreter aquele rhythm’n’blues em algo mais… lisérgico.

Acompanhado de três estudantes de arquitetura (o tecladista Rick, o baixista Roger e o baterista Nick), começou a interferir radicalmente na estrutura das canções, adicionando elementos orientais, jazzísticos, caóticos – tudo tocado de forma simplista, com técnica limitada e ímpeto juvenil, mas que criava uma atmosfera única, multicolorida e excitante, que melhor traduziu as mudanças comportamentais na capital inglesa que a fez renascer das cicatrizes do pós-guerra. Não é exagero dizer que o Pink Floyd de Syd Barrett foi a força-motriz e o catalisador da Swinging London.

Gravaram seu disco de estréia – o maiúsculo “The Piper at the Gates of Dawn”, de 1967 –ao lado do estúdio em que os Beatles gravavam “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” e condensaram a psicodelia londrina melhor que os quatro de Liverpool. Mas a lisergia que inspirava aos poucos passou a corroer, mais do que a criatividade, a sociabilidade de Syd Barrett. E, aos poucos, Syd começou a dar pala em público: não tocava no palco, ficava mudo em apresentações para a TV, tocava músicas diferentes das da banda. Chamaram o colega de faculdade David Gilmour para segurar a onda de Barrett por uns tempos, mas no início de 68, o fundador do grupo foi afastado e substituído oficialmente por Gilmour. Dali, começaria uma nova jornada, a transformação do Pink Floyd de culto underground a um dos maiores nomes da história do rock.

E a consolidação de Syd Barrett como a primeira e emblemática vítima do excesso. Outros – fatais – vieram logo depois (Jim, Jimi, Janis, Jones), mas Syd, vivo, lançando discos de psicodelia dark (“Madcap Laughs” e “Barrett”, do início dos anos 70, e a coletânea “Opel”, de 88) ao mesmo tempo em que a banda renovada cultuava sua loucura rumo ao megaestrelato, em discos como “Dark Side of the Moon” e “Wish You Were Here”, só aumentava a luz de uma carreira rápida, mas brilhante.

A morte de Syd Barrett vem num momento crucial para o Pink Floyd, que acaba de lançar o DVD do disco “P.U.L.S.E.” e, pouco depois do show de retorno da banda no Live 8, relançou seu último disco, “The Final Cut”, em edição de aniversário. Embora não fale oficialmente numa inevitável turnê de retorno, David Gilmour vem excursionando seu novo disco, “On an Island”, com Rick Wright nos teclados, e Roger Waters vem fazendo a sua turnê do disco “Dark Side…”, com a presença ocasional de Manson na bateria. Para o final do ano, eles prometem o lançamento da edição comemorativa de “Wish You Were Here”, que agora deverá incluir tributos póstumos a Barrett.

E o culto a Syd Barrett segue inabalado e talvez cresça, apenas pelo simples fato de hoje ser possível para qualquer mortal assistir – e não apenas ler sobre –as incríveis apresentações ao vivo da primeira encarnação do grupo, além de ver Barrett em diferentes momentos de sua existência – da primeira viagem de cogumelo em 1965 aos programas de TV frustrados pela loucura de Barrett até um mórbido vídeo de Syd passeando na rua nos anos 90. Tá tudo no YouTube (www.youtube.com), é só digitar o nome dele. E viajar.

Vida Fodona #036: Syd Barrett (1946-2006)

…I’ll see you on the dark side of the moon.

– “Scream Thy Last Scream” – Pink Floyd
– “Lucy Leave” – The Pink Floyd Sound
– “King Bee” – The Pink Floyd Sound
– “Arnold Layne” – Pink Floyd
– “Reaction in G (Live in Copenhagen)” – Pink Floyd
– “Apples and Oranges” – Pink Floyd
– “Interstellar Overdrive (Live at the UFO)” – Pink Floyd
– “Astronome Domine” – Pink Floyd
– “It’s No Good Trying (Take 5)” – Syd Barrett
– “Candy and a Current Bun” – Pink Floyd
– “Baby Lemonade” – Syd Barrett
– “Corporal Clegg” – Pink Floyd
– “Love You” – Syd Barrett
– “See Emily Play” – Pink Floyd
– “Matilda Mother” – Pink Floyd
– “Flaming (Live at the BBC)” – Pink Floyd
– “Here I Go” – Syd Barrett
– “Gigolo Aunt” – Syd Barrett
– “One in a Million (Live in Copenhagen)” – Pink Floyd
– “Bike” – Pink Floyd
– “Octopus” – Syd Barrett
– “Pow R Toc H (Live at the BBC)” – Pink Floyd
– “Interstellar Overdrive (demo)” – The Pink Floyd
– “The Gnome (Live at the BBC)” – Pink Floyd
– “Chapter 24” – Pink Floyd
– “Vegetable Man” – Pink Floyd
– “Jugband Blues” – Pink Floyd

Take the trip.

Instigated Citizen

Seçãozinha nova, tipo agenda, mas só com itens relacionados ao dia em questão. Funciona assim: não sabe o que fazer hoje de noite, entra aqui e vê se eu postei alguma bowa. Mas não vai me cobrar periodicidade, é só o que me faltava…

Hoje tem o início da temporada do Cidadão Instigado no Grazie a Dio (que fica o mês inteiro), com a presença do hermano Rodrigo Amarante. Seguem as coordenadas:

Cidadão Instigado
R$ 13,00
Rua Girassol, 67 – Vila Madalena
(11) 3031.6568/ 3032.5515
22h30

Vida Fodona #035: “Chupam tudo da Globo e eu acho que, assim, vale”

Angélica colou aqui e, entre um cover de Radiohead, uma jovem guarda em latino, um Stones na BBC, um Tim Maia menos cotado e um Strokes tocando Marvin Gaye, ficamos conversando – ou melhor, “refletindo”, haha – sobre o formato novela no Brasil.

– “Just” – Mark Ronson apresentando Alex Greenwald
– “By All Means” – Alfonse Mouzon
– “Barra Limpa” – Oscar Brown Jr.
– “Sinto Te Falar” – Bonsucesso Samba Clube
– “Feel Free” – Rod Oliver
– “Every Time She Turns Around It’s Her Birthday” – Manitoba
– “Slow Fast Hazel” – Stereolab
– “Pyar Zindaghi Hai” – Bollywood Funk
– “Sacrifice” – Break 3000
– “Disko Kings” – Ural 13 Diktators
– “God Only Knows/Billie Jean/Shake Your Booty Down” – 2 Many DJs
– “Lose My Breath (Nina Sky AV8 Remix)” – Destiny’s Child
– “In da Club” – 50 Cent
– “Mercy, Mercy” – Strokes com Eddie Vedder e Josh Homme
– “Me Enganei” – Tim Maia
– “Vida Normal” – Los Impalas
– “You Better Move On” – Rolling Stones

Aqui, ó.