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Cinco Perguntas Simples

Outra materinha que saiu na Simples, dessa vez com vários depoimentos de diferentes agentes da indústria da música aqui do Brasil. Fiz cinco perguntas pra cada um deles e, na revista (não cabe tudo né?), pincei apenas alguns pra dar uma ilustrada. Aqui, cabe todo mundo, então começo a partir do próximo post e vou alternando até a semana que vem…

O Futuro da Indústria

Livre do CD, a música destrói a indústria do disco para criar uma nova forma de se relacionar com o consumidor – cada vez menos passivo e mais exigente. A pergunta proposta: qual? A resposta coletiva: todas

Você certamente tem o disco mais vendido dos últimos dois anos em casa – se não tem, é porque acabou e daqui a pouco você vai comprá-lo de novo. Ele não é comercializado por gravadoras, não tem capa, nem artista, nem canções: o CD virgem, à espera de arquivos em áudio que podem vir de graça pela internet, de um player portátil de música digital de um amigo, de um serviço de compra de música online, de outro CD ou até de outros suportes de áudio de outras eras, como a fita cassete ou o disco de vinil.

Essa é basicamente a pequena e crucial mudança da época em que vivemos. A música já não pertence ao suporte armazenador (que conhecemos por disco) e circula por aí, de computador em computador, de iPod para iPod, de CD em CD, e aos poucos vai desmantelando boa parte daquilo que entendemos como indústria fonográfica. Termos como “disco”, “rádio” e “mais vendido” vão caindo em desuso à medida em que outros, como “MP3”, “P2P” e “podcast” vão entrando em nosso vocabulário. E como a rapidez das mudanças desafia a velocidade das formulações de previsão, melhor juntar um grupo de entusiastas das novas tecnologias para tentar responder cinco questões que dão uma pequena geral no estado das coisas. Mais do que músicos, empresários, intelectuais ou executivos, são pessoas fissuradas por música que fazem as mesmas perguntas à medida em que se maravilham com o novo cenário. Alguém tem que puxar o bonde…

Vida Fodona #040: Quarentinha

Curumin remixado, groovy polonês, Greg Dulli no R&B, big beat temporão, N Sync nos vocais, Bob Smith sem eletricidade, tempestade vindo, o lado B do Abbey Road dos Beastie Boys, Curtis vintage, velha guarda do hip hop brasileiro, Eminem com Depeche Mode, Bonde do Morrissey e Nuts instrumental, em pouco mais de uma horinha.

– “Dancing Nuts” – Novy Singers
– “Creep” – Afghan Whigs
– “Do Do Wap Is Strong in Here” – Curtis Mayfield
– “Ambros Seelos” – Mabusso
– “BeatNuts 02” – DJ Nuts
– “Mas Que Linda Estás” – Xis & Kamau + Instituto
– “Guerreiro (Remix)” – Curumin
– “A Forest (Acoustic)” – Cure
– “Storm Coming” – Gnarls Barkley
– “Plug It In (featuring JC Chasez)” – Basement Jaxx
– “We Don’t Care” – Audio Bullys
– “Can’t Get Enough Pills” – Freelance Hellraiser
– “Montagem Dermite” – MC Saquinho
– “B-Boy Bouillabaisse” – Beastie Boys

Pegaqui.

Uma centena

Um ótimo exemplo da arte quase perdida da edição: pegar algo que está aí e transformar em algo novo. A Stylus rankeou os cem melhores videoclipes de todos os tempos e os procurou no YouTube. Não só os achou (lógico) como os linkou. Ou será que foi ao contrário? E como a gente quase não gosta de lista…

Germanimation


“First Flight”, da DreamWorks

Animações alemãs têm humor e leveza

Um grupo de bichos reúne-se na mesa da cozinha para decidir qual deles deve deixar o apartamento. Um senhor tem sua rotina de varrer folhas caídas quando pessoas começam a cair do céu. Um vizinho incomodado chama a polícia e engata uma série de acontecimentos em cadeia que viram o triunvirato sexo, drogas e dance music do avesso.

“Kein Platz Fur Gerold”, “Fallen” e “Mr. Schwartz. Mr. Hazen & Mr. Horlocker” são amostras diferentes da nova animação alemã, uma mais cética do que a outra, outra mais lírica e a terceira mais escrachada, mas todas as três – além de outras em exibição na 14ª edição do Anima Mundi, que abre hoje suas portas para o público paulistano – mostram que o humor voltou ao país.

“É uma espécie de luz no fim do túnel”, explica uma das organizadoras do evento, Aída Queiroz, “antes a animação deles era mais existencialista, niilista. Os temas continuam densos, eles não perderam essa característica alemã, mas a forma de contar ficou mais leve”.

Tanto que dois destes curtas, “Mr. Schwartz…” e “Bow Tie Duty for Squareheads”, receberam respectivamente, os prêmios de Melhor Primeira Obra segundo o Juri Popular da etapa carioca, ficando em primeiro e terceiro lugar na categoria, respectivamente.

A premiação, que foi revelada ontem, ainda valeu o título de Melhor Curta Metragem para “First Flight” da DreamWorks (que passa na sessão Curtas 12 nesta quinta e sábado), e o de Melhor Animação Brasileira para “Pax” de Paulo Munhoz (que passa na sessão Curtas 4 hoje, às 18h, e sexta, às 15h)

Bow Tie Duty for Squareheads, de Stephan-Flint Müller
Curtas 1: Quinta às 17h (Sala II) e sábado às 12h (Sala I)

My Date from Hell, de Tim Weimann e Tom Bracht
Curtas 2: Hoje às 14h (Sala I) e quinta às 19h (Sala II)

Apple on a Tree, de Astrid Rieger e Zeljko Vidovic
Curtas 3: Hoje às 16h (Sala I) e quinta às 21h (Sala II)

Kein Platz Fur Gerold, de Daniel Nocke
Curtas 15: Quinta às 14h (Sala I) e sexta às 19h (Sala II)

Fallen, de Peter Kaboth
Curtas 11: Quinta às 13h (Sala II) e sábado às 18h (Sala I)

Mr. Schwartz. Mr. Hazen e Mr. Horlocker, de Stefan Mueller
Curtas 17: Quinta às 22h (Sala I) ee sexta às 21h (Sala II)

Anima Mundi 2006 – Abertura para o público hoje, a partir do meio-dia com sessões de hora em hora até as 22h, no Memorial da América Latina (Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664. (11) 3823-4600. Barra Funda). Ingressos a R$ 6,00 (Salas I e II) e R$ 3,00 (Sala III – vídeo). O festival acontece até domingo. Maiores informações no www.animamundi.com.br

Esse saiu na Folha de hoje.

YouTubeTwo

Ctrl+H pra ver o History, Search no YouTube e depois é só linkar.

Arqueologia indie-brasil;
Meia hora de Zappa;
“A social movement called the Beat Generation (deixa eu florear no piano aqui um pouco);
Jack White fazendo jingle pra Coca-Cola (coisa fina);
Don’t Stop Til You Get Hindu Enough (e legendado em português!);
Que Deus tenha pena dessa creança;
Isso é o que eu chamo de old-skool!;
PELVs tocando Radiohead;
A melhor banda nova de Brasília?;
Sílvio Santos vinha aí (imagina!);
Um clássico do Monty Python;
O pior clipe de todos os tempos?;
Chapado de Chavez;
Sai dessa…;
Videogames fazem mal à saúde mental alemã.

Valeu pelos links os suspeitos de sempre: Mateus, Tchuna, Fab, Mabuse, Dan, Rabu, Bruno… Devo ter esquecido alguém, mas enfim…

Master of Puppets

Na Ilustrada de hoje.

Anima Mundi traz mestre de marionetes a São Paulo

A calma e o bom humor de um homem simples escondem e revelam, sutilmente, a presença de um mestre. Mas o epíteto que pode ser usado de forma banal, apenas para sublinhar a grandeza de um convidado internacional, vem em sua forma original. Paciente e didático, Kihachiro Kawamoto, 85, tem a franqueza rude, o ar tranqüilo e o dom de contar histórias que caracterizam um bom professor.

Ele é um dos nomes que a edição 2006 do festival Anima Mundi traz ao Brasil. O evento, que começou no último dia 14 no Rio, chega hoje a São Paulo, em festa para convidados, e abre ao público amanhã. Nesta quarta, também serão exibidos dois longas do japonês: “The Book of the Dead”/”Shisha No Sho” (na sala 2 do Memorial da América Latina, às 15h) e “Winter Days”/”Fuyu No Hi” (na sala 1, às 22h), além do “Papo Animado” com o diretor (na sala 3, às 19h30), quando serão exibidos os curtas “Oni”, “Fusha No Sha” e “Kataku”.

Kawamoto pode ser encarado como mestre por diferentes pontos de vista. Foi um dos primeiros artistas japoneses a desenvolver um trabalho autoral em animação quadro a quadro e seu trabalho com marionetes é responsável por algumas das melhores representações da essência do ser japonês, resgatando tradições como o teatro nô, bunraku (de bonecos) e kabuki.

No filme “Winter Days”, por exemplo, Kawamoto reúne animadores do mundo inteiro para recriar, com imagens, 36 hai-cais do poeta Matsuo Bashô. “Eu comecei trabalhando com bonecos para ilustrar livros escolares e, posteriormente, fazendo animações para comerciais de TV nos anos 50”, conta o diretor, “mas, ao conhecer o trabalho do [animador tcheco Jiri] Trnka, um dos pioneiros na animação de bonecos do mundo, parti para fazer este tipo de filme. Como não tinha técnica, escrevi para ele pedindo que me desse aulas”.

A resposta do futuro professor levou seis meses, mas chegou. “Ele me escreveu uma carta amável e me convidou para ir para a então Tchecoslováquia”.

“Aproveitei que as Olimpíadas no Japão [1964] tinham tornado as viagens de japoneses para o exterior mais fáceis e passei um ano no estúdio de Trnka. Foi ele quem sugeriu que eu tratasse de temas tradicionais japoneses, já que era um grande admirador desses temas.”

Dono de um trabalho essencialmente pessoal, Kawamoto acredita firmemente nas características espirituais de seu trabalho, embora não queira pregar nem convencer os outros de sua fonte de fé, o budismo.

A rigidez espartana e o ritmo lento de sua direção contrastam com a forte expressividade de seus bonecos, fabricados por ele. Juntos, contam histórias densas e quase sempre de caráter sobrenatural, que chamam a atenção para a simplicidade do dia-a-dia.

“No Japão antigo, os bonecos eram uma forma de invocar os deuses, pois se acreditava que, como os homens tinham pecado e os bonecos não, eles não teriam tantam dificuldades para esses chamados”, explica. Partindo desse princípio, Kawamoto busca o assunto de seus filmes no momento em que esculpe e molda os bonecos. “Ao fazê-los, busco minhas angústias sem que tenha de pensar nelas. E acredito que, ao fazer isso, estou em contato com as angústias de mais pessoas, mas, a princípio, penso apenas em mim. Assim, chego aos personagens, à época, às histórias.”

Anima Mundi 2006
Quando: abertura para convidados hoje, às 20h; amanhã, a partir das 12h, para o público
Onde: Memorial da América Latina (av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, SP, tel. 0/xx/11 3823-4600)
Quanto: R$ 6 (salas 1 e 2) e R$ 3 (sala 3 – vídeo)
Site: www.animamundi.com.br

Vida Fodona #039: Se tiver aí em algum lugar onde tem praia, por favor vá à praia por mim e toma uma cerveja geladinha pensando em como a vida é boa

Pouca música brasileira (mas tem um Lupa no meio!), uma amostra dos poderes da pista de dança, hip hop à vera, Jean Michel Jarre, duetos improváveis, Motown remixada, cover de Beatles e Led pra dançar.

– “Astounded” – Bran Van 3000 com Curtis Mayfield
– “Cargo Culte” – Serge Gainsbourg
– “Sempre Eu” – Os Pingüins
– “Unhappy” – Outkast
– “Rimas” – Kamau
– “Put it in the Air” – Talib Kweli
– “How Ya Doin'” – Nightmares on Wax
– “Tilt” – Plump DJs
– “Some Velvet Morning” – Primal Scream e Kate Moss
– “Zoolookologie” – Jean Michel Jarre
– “Keep On Truckin’ (DJ Spinna Mix)” – Eddie Kendricks
– “Agora é Moda” – Rita Lee
– “Misty Mountain Hop / Let’s Go Crazy” – 2 Many DJs
– “Bounce That” – Girl Talk
– “Taxman” – Music Machine

Vem pra cá.

No Copan

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Feshteenha do PAS, vou botar som lá pela uma da manhã.