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Primeira parada – Rio de Janeiro

De novo, sigo fazendo aquele tour que fiz com a Red Bull ano passado, as InfoSessions. da Red Bull Music Academy. Em vez de fazer música, a intenção agora é conversar sobre aspectos extra-música do music business. O papo começa hoje no Rio, e na mesa estão Bruno Natal, Nehemias Gueiros, Lobato do Rappa e o MC Marechal.

Onde: Rio Scenarium
Endereço: Rua do Lavradio, 20 – Centro
Horário: 20h00

Cola lá, é de graça. E amanhã tou em Belém.

Uma Noite Perfeita Com Gente Bonita Vol. 01

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A primeira Noite Perfeita é uma homenagem aos seis primeiros meses de atividade da festa mais quente de São Paulo, em que nossos anfitriões passeiam pelo melhor da coleção Primavera/Verão 2006/2007, que emocionou tantos quadris e agitou tantos corações. Aumente o volume e deixe-se levar…

(01) “Fa-Fa Fa” – Datarock
(02) “Sexy Results (MSTRKRFT Remix)” – Death From Above
(03) “Get Myself Into It (Serge Santiago UK Edit)” – The Rapture
(04) “Toop Toop Groove” – Loo & Placido
(05) “Lets Make Love and Listen to Death From Above (Spank Rock Remix)” – CSS
(06) “Time To Get Away” – LCD Soundsystem
(07) “Dead Disco” – Metric
(08) “Atoladinha (Gorky Remix)” – MC Bola de Fogo
(09) “Young Folks” – Peter Bjorn & John
(10) “O-hot Brain (Original Mix)” – One-Two
(11) “Over and Over” – Hot Chip
(12) “Sexyjack” – DJ Sizzahands
(13) “Hung Up on Soul” – Party Ben
(14) “Close to my Roots” – DJ Moule
(15) “Wave of Mutilation” – Pixies
(16) “Back in the USSR” – Beatles
(17) “Paranoid Funk” – McSleazy
(18) “Standing in the Way of Control (Soulwax Nite Versions Remix)” – The Gossip
(19) “Bounce That” – Girl Talk

Download: Uma Noite Perfeita Com Gente Bonita Vol. 01


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Time to Get Away

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Com o fim do verão, terminamos nossa temporada de festas entre o último equinócio do ano passado e o primeiro deste – e pausamos para repensar nossa coleção (de hits) para o outono/inverno. A pausa também diz respeito ao fôlego – afinal, não somos mais crianças e é preciso ser cada vez mais seletivo inclusive no quesito festas, ou melhor dizendo, principalmente neste. Então Gente Bonita Clima de Paquera fica um tempinho fora do ar, recarregando as baterias enquanto Seu Lobo não vem. Como o calorão sai de cena e em breve o frio de gelar os ossos começa a dar o ar de sua graça, a melhor festa de São Paulo vai dar um tapa na pantera para voltar com os já conhecidos charme, bom gosto e molejo característicos – em ponto de bala para aquecer as frias noites do meio do ano. Devemos fazer algumas prévias antes da estréia oficial da nova temporada e se você quiser, a gente te avisa. E não precisa chorar – as novidades virão em breve e para deleite de todos. Seu e nosso. Basta incluir seu nome no nosso mailing.

Gente Bonita @ MySpace: www.myspace.com/gentebonita
Gente Bonita @ Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=23636637
Gente Bonita @ Last FM: http://www.last.fm/music/Gente+Bonita
Contato: gentebonita@gentebonita.org

When in Rio

Entrevista que o Bruno do SobreMusica fez comigo sobre o tema do debate de hoje no Música Chappa Quente – YouTube, MySpace, Napster, iTunes: As Novas Plataformas Online:

Há doze anos, Alexandre Matias começou a atuar no jornalismo cultural. 2007-12=1995. (1995-2007). Impossível não associar esse período ao crescimento da imprensa online. Matias é um dos principais nomes do jornalismo musical brasileiro e, além de colaborar com grandes órgãos da imprensa do país, põe no ar o blog/zine Trabalho Sujo. Ele é um dos jornalistas que acompanha mais de perto as inovações comportamentais e tecnológicas trazidas pelas novas plataformas on-line de suporte à música. Antes de participar do Música Chappa Quente, na mesa sobre este tema (21/03, às 14hs. UFRJ), ele deu alguma de suas respostas para o Chappa. (por Bruno Maia)

Que negócio é esse que está por trás de Napster, iTunes, YouTube, MySpace?
Responder “Long Tail” ou “Web 2.0” é resumir demais, tanto em uma teoria só, como em uma atividade do mercado. Acho que o que tá rolando diz mais respeito ao fato de que as pessoas finalmente aprenderam a usar a internet e aos poucos estamos derretendo o muro entre o real e o virtual. Nao havia este muro quando foi inventado o telefone, a televisão ou outra forma de mídia – mas o aspecto da internet ser uma via de duas mãos criou essa realidade paralela, em que se parecia ser habitável longe da vida real, mas que era uma ilusão. O ser humano sempre criou “second lives” em sua cabeça (quer mundo virtual maior do que a escrita?), mas agora estamos começando a ter consciência sobre isso. Quanto à pergunta, eu trocaria o iTunes (uma loja virtual ligada a um software proprietário) pela Amazon, devido ao sistema de recomendações da loja do Bezos, e incluiria o movimento software livre, o verdadeiro pai da matéria. Foram eles quem lançaram o conceito de colaboração na prática, aplicado comercialmente pela primeira vez pela Amazon, no seu sistema de dicas de compras.

O Drew Shuttle, da Wired, disse que a tecnologia é o rock’n roll dos nossos tempos. Se for por aí, já apareceram os Beatles ou ainda estamos no Chuck Berry?
Tecnologia é ferramenta, é o que nos difere dos animais. É a habilidade do ser humano de criar ferramentas: garfo, cadeira, estilingue, nave espacial. O termo tecnologia é usado para vender equipamentos, mas o grande barato é o termo eletrônica, a linguagem pós-industrial, em que tudo acontece ao mesmo tempo. Esse talvez seja não o novo, mas o próprio rock’n’roll – tem que lembrar que o rock é uma atividade colaborativa (bandas em vez de artistas solo) e total 2.0 (no sentido “eu também posso” do termo). O aspecto participativo e a possibilidade de ser ouvido num monólogo disfarçado de diálogo (a mídia pré-internet) – isso é o verdadeiro rock’n’roll. E, sim, já temos os nossos Beatles, nossos Sex Pistols, nossos Kraftwerk e nosso gangsta rap. Todo ano teremos novos nomes, prontos para se encaixarem nos parâmetros pré-concebidos. Mas a história aqui (mesmo parecendo começar na mesma proverbial garagem das bandas de rock) tem outros padrões e patrões – é a primeira vez que o underground milita no mainstream como causa. Jobs e Gates saqueando a Xerox para vender para a IBM é algo parecido como os Sex Pistols, o gangsta rap, o Kraftwerk e os Beatles ao mesmo tempo.

Se você fosse um executivo da Google com a palavra final sobre investir ou não US$ 1,7 bilhão num modelo de negócio como o do YouTube, o que você faria?
Se eu soubesse o que fazer com a pirataria no YouTube, sim, porque a mídia espontânea dessa negociação consolidou a importância do Google no imaginário coletivo. E é como se eles dissessem: o que tiver de bom e novo por aí, a gente compra. Acredito que eles tenham uma resposta pra isso, mas não deve ser posta em prática rapidamente e envolverá inúmeros acordos com diferentes grupos de mídia – e aí acho que o próprio Google deverá comprar alguns veículos tradicionais para garantir seu próprio conteúdo. Além de seguir a mesma lógica do “pode vir que a gente compra” que eu disse antes.

Cada vez mais a vida on-line a off-line das pessoas se mistura. Os olhares de um jornalista diante dessas duas realidades devem ser diferentes ou o princípio que os rege é o mesmo?
Cada vez mais, essa separação torna-se uma ruína. É uma separação próxima de um outro tipo de vida virtual, quando o sujeito leva uma vida dupla – o bancário que é gótico, a executiva que pratica S&M, o advogado que curte rock e moto no fim de semana. Isso sempre existiu, sempre vai existir. Mas a internet aumentou essa ilusão e agora está ruindo. Você ganha muito mais se todo mundo souber de todas suas facetas – a não ser que você esteja fora-da-lei ou mal intencionado, que é outra história (e também, outra “second life”).

A obra musical sempre sofre mudanças estéticas derivadas das inovações tecnológicas e comportamentais que surgem em volta dela. Você acha que isso já acontece nesse momento, sob influência dos myspaces, youtubes e napsters?
Com certeza. Bandas lançam singles mais do que nunca, vídeos promocionais são pensados por diferentes setores do mercado da música, ações de empresas já são usadas pelas plataformas citadas no título do debate no MCQ.

Para a mesa YouTube, MySpace, Napster, iTunes: As Novas Plataformas Online, do Música Chappa Quente, quais você acha que são as principais questões que precisam ser levantadas?
Acho que o principal ponto é discutir a natureza social da internet – esta separação entre “real” e “virtual”. As pessoas aos poucos estão se associando a marcas e personalidades como uma forma de afirmar seu estilo de vida ou caráter – e isso é cada vez mais consciente a partir da lógica do link. Quer dizer, você não precisa mais endossar, basta linkar. Em paralelo a isso, vem a cultura mashup, fundir justamente estes links e criar universos novos que não são tão novos assim.

Alguma outra questão para alguma outra mesa?
Sempre tem, mas já digitei demais por hoje.

Algo mais a acrescentar?
Sim. Desliga o computador e vai dar uma volta.

Essas são as coordenadas:

21 de março
14h – YOUTUBE, MYSPACE, NAPSTER, ITUNES: AS NOVAS PLATAFORMAS ON-LINE
Convidados já confirmados: Alexandre Matias, Gisela Castro (ESPM), André do Valle (FGV), Marcelo Ferla e Jarbas Jácome (C.E.S.A.R)

Local: Salão Dourado do FCC (UFRJ)
Av. Pasteur, 250 – 2º andar – Urca
Rio de Janeiro

Vida Fodona #076: Não tem muito papo

De volta pro presente com nova do LCD, cover de Britney Spears, remixes a granel, “aquela” do Justice, outra do Wilco novo, a faixa-título do projeto recente do Damon Albarn, Air que vazou, projetos paralelos da Nação Zumbi, neo-roque, China reaparece e Cansei toca L7.

– “Jardim de Inverno” – China
– “All My Friends” – LCD Soundsystem
– “Ice Cream” – New York Pony Club
– “Napalm Love” – Air
– “Objeto” – 3 Na Massa
– “Toxic” – Mark Ronson
– “Ghost Musick” (Baltimoroder Remix)” – Alter Ego & Ghost Writers Feat. Lil Keke
– “White Lies (The Knife Machine White Knives Remix)” – The Dirty Secrets
– “Pretend We’re Dead” – Cansei de Ser Sexy
– “Chelsea Dagger” – Fratellis
– “D.A.N.C.E. (Original)” – Justice
– “Coco Message Mix” – Maquinado
– “The Good, The Bad & The Queen” – The Good, The Bad & The Queen
– “Sky Blue Sky” – Wilco

Por aqui…

Não digam que eu não avisei…

Kassin + 2
Lançamento do CD “Futurismo”. É o terceiro álbum do grupo que já atendeu pelo nome de Moreno + 2 e de Domenico + 2. Kassin agora assume a liderança e amplia ainda mais o universo sonoro de “Máquina de Escrever Música” e “Sincerely Hot”. Em “Futurismo”, Kassin segue a linha traçada por Moreno Veloso e Domenico Lancellotti, apresentando canções nas quais as experimentações aparecem de maneira mais sutil e econômica, para valorizar a música. A canção-título, cuja letra de Domenico resume o espírito do disco, é a única em que Kassin toca baixo, seu instrumento original e conta com o ensinamento fundamental de Jorge Mautner sobre os neurônios saltitantes. Os arranjos e a execução das músicas mostram que um grande cuidado foi dedicado para que o melhor de cada composição fosse ressaltado. O disco merece ser ouvido com atenção, concentrando-se nos detalhes do trabalho de estúdio. Choperia. Proibida a entrada de menores de 18 anos. 1 R$ 15,00; R$ 11,00 (usuário matriculado). R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes). R$ 7,50 (acima de 60 anos e estudantes com carteirinha)
Dia(s) 23/03 Sexta, 21h.
SESC Pompéia

Vida Fodona #075: 1975

Edição especial: em homenagem ao número do programa, vamos para 1975, o ano em que eu nasci e em que localizo a troca de marcha entre duas histórias que chamamos com o mesmo nome, “Rock” (tenho um livro na manga sobre esse assunto). Começo com/sem ironia com “Dinosaur Song” do Cash (tirado de seu disco pra crianças), mas daí assistimos à galvanização dos Beatles como topo do pop, à ascensão do reggae e à consolidação do funk – mas o momento que eu mais gosto é quando “Bohemian Rhapsody” se desfaz sobre “Radioactivity”, uma era de ouro claramente chegando ao fim e outra começando mansa e tensa. Freddie Mercury finaliza colocando-se à disposiçãõ do vento e pulverisa-se aos cliques e beats dos contadores gêigeres do quarteto alemão. A partir dali, tudo mudaria.

– “Dinosaur Song” – Johnny Cash
– “Have a Cigar” – Pink Floyd
– “Kashmir” – Led Zeppelin
– “Love is the Drug” – Roxy Music
– “Lucy in the Sky with Diamonds” – Elton John
– “50 Ways to Leave Your Lover” – Paul Simon
– “Knockin’ On Heaven’s Door” – Eric Clapton
– “Them Belly Full (But We Hungry)” – Bob Marley & the Wailers
– “Redondo Beach” – Patti Smith
– “Jorge da Capadócia” – Jorge Ben
– “Mothership Connection” – Parliament
– “Love to Love You Baby” – Donna Summer
– “Low Rider” – War
– “Rock and Roll All Nite” – Kiss
– “Squeeze Box” – Who
– “Rock Show” – Wings
– “Toc” – Tom Zé
– “Cortez the Killer” – Neil Young
– “Across the Universe” – David Bowie
– “Tangled Up in Blue” – Bob Dylan
– “Tente Outra Vez” – Raul Seixas
– “Wish You Were Here” – Pink Floyd
– “Sarro” – Gilberto Gil & Jorge Ben
– “Bohemian Rhapsody” – Queen
– “Radioactivity” – Kraftwerk

Para o fundo do baú.