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Gente Bonita Brasil

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Incrível a última quinta-feira no Clash, hein, hablaçério. Só bordoada fina na orelha fazendo quadris elevarem-se no puro suco do delírio animalesco e o clima de paquera instaurar-se como fórmula mágica pra abençoar a pista de dança. E é só começo do desfile de hits da coleção Outono/Inverno 2007.

O baile continua com um desafio proposto pela Brasa, festa brassileña tocada pelo Dago e pelo Gui todas as sextas-feiras ali no Berlin, na Barra Funda – só música brasileira! Então tá proposto o tema da terceira edição da nova coleção. Motivo pra ficar parado é o que não vai ter! E além da gente começando a noite, tem o show dos Telepatas e a discotecagem do próprio Dago, madruga adentro. Pra pagar 10 pilas em vez dos 15 integrais, coloca o nominho aí no www.gentebonita.org – e depois é correr pra festa.

Gente Bonita @ Brasa
DJs: Dago (residente) e Gente Bonita Clima de Paquera (Luciano Kalatalo e Alexandre Matias)
Show: Telepatas
Sexta-feira, dia 29 de junho de 2007
23h
Local: Berlin. Rua Cônego Vicente Miguel Marino, 85. Barra Funda.
Telefone: (11) 3392-4594
Preço: R$15 ou R$ 10 com nome na lista.

Uma Noite Perfeita Com Gente Bonita Vol. 06

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E vamos entrando na temporada Outono/Inverno 2007 de hits Gente Bonita Clima de Paquera. Sinta-se à vontade…

(01) “Dance(MSTRKRFT remix)” – Justice
(02) “SimianTronicDisco” – Dunproofin
(03) “Fancy Footwork” – Chromeo
(04) “Turning In” – Hadouken
(05) “Brain Leech(Bugged Mind Remix)” – Alex Gopher
(06) “The Fallen(Justice Edit)” – Franz Ferdinand
(07) “Office Boy (Shir Khan Mix)” – Bonde do Rolê
(08) “scream (primal scream)” – mantronix
(09) “Moby vs The Prodigy – Natural Bitch” – Electrosound
(10) “Tu Es A L’ouest” – Pravda
(11) “DVNO” – Justice
(12) “Body Balan ço” – Gente Bonita
(13) “Pop The Glock Your Body” – Uffie Vs Les Rythmes Digitales
(14) “Planet Maravilha” – Mechupa
(15) “The Commissioner’s Dashboard” – WFAH

Download:
Uma Noite Perfeita Com Gente Bonita – Gente Bonita Vol. 06

Vida Fodona #089: Preguiçoso por Natureza

Naquela onda: falo um naco no começo e depois é só deixar o som rolar…

– “There Was a Time” – T-Rex
– “The Professional” – Pulp
– “Coluna do Meio” – Zeca do Trombone e Roberto Sax
– “Golden Rule” – Quantum
– “Charlotte Sometimes” – Cure
– “SexyBack” – Justin Timberlake featuring Timbaland
– “Toda Colorida” – Los Sebosos Postiços
– “You Can’t Do That” – Supremes
– “Auf Asche” – Franz Ferdinand
– “Pumping in Your Stereo” – Supergrass
– “Kingdom of Doom” – The Good, the Bad and the Queen
– “Por Que Não Eu?” – Kid Abelha & os Abóboras Selvagens
– “Fireworks” – Whitest Boy Alive
– “Mother Sky” – Can
– “White Light/White Heat” – Velvet Underground
– “Steppin’ Out” – Joe Jackson
– “Thank You” – Led Zeppelin
– “Please Mrs. Henry” – Bob Dylan & the Band
– “Taxman” – Junior Parker
– “O Meu Refrigerador Não Funciona” – Mutantes
– “Só (Solidão)” – Tom Zé

Vem aqui.

Duas vezes Daft Punk

Uma é uma brincadeira de um estúdio feita, provavelmente, pra “gerar um viral”.

A outra é a música nova do Kanye West, que antecipa o próximo disco dele, Graduation…

…e o Girl Talk (que mashupou o Daft com o Kanye em suas discotecagens) comenta sobre o ocorrido.

Suspiria – Goblin

Outro texto ressuscitado.

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Dario Argento é comumente associado à grande cinematografia e à cúpula do cinema de horror, ganhando adjetivos suntuosos como “o Hitchcock gore”, “Walt Disney ao contrário” ou “o Visconti da violência”. Mas seu perfeccionismo obsessivo e insistência na originalidade artística foram muito além do cinema. E fora da sétima arte, um de seus grandes feitos foi ter transformado uma banda italiana que imitava grupos de progressivo inglês numa versão jazz-funk de um grupo formado por integrantes do Pink Floyd (Gilmour e Wright) e do Black Sabbath (Butler e Ward) instrumental e proto-eletrônico que faria as trilhas sonoras de seus principais filmes.

O Goblin era uma espécie de supergrupo do prog italiano, uma cena que, como boa parte dos progressivos europeus continentais, se limitava a copiar o que o Genesis, o Yes e o Emerson, Lake and Palmer faziam. Formado por integrantes de bandas de nomes como Rivelazione, Ritratto di Dorian Gray, Etna e Era di Acquario, o quinteto seguia a formação clássica das bandas do gênero: Tony Tartarini nos vocais, Claudio Simonetti nos teclados, Massimo Morante nas guitarras, Fabio Pignatelli no baixo e Walter Martino na batera. Se apresentavam como Cherry Five e, depois de serem contratados pela gravadora Cinevox, foram apresentados a Argento, que procurava um artista para compor a trilha de seu novo filme.

Argento começou bem no cinema, graças à influência do pai, o produtor Salvatore Argento, que colocou o filho no ramo com o cargo de roteirista. Esperto e com cinema tatuado no DNA, Dario logo conseguia destacar-se no negócio, especialmente quando colocou o ponto final no roteiro de C’era Una Volta Il West (Era uma Vez no Oeste), de Sergio Leone, em 1968. O feito lhe deu a oportunidade de crescer na carreira e no ano seguinte, lançava-se na direção, filmando os três primeiros marcos do thriller italiano: L’Uccello dalle Piume di Cristallo (O Pássaro das Penas de Cristal, de 1969), em que a testemunha acidental de um homicídio ocorrido numa galeria de arte moderninha o transforma em alvo do assassino, e Il Gatto a Nove Code (O Gato de Nove Caudas, de 1970), onde um assassino com um cronossomo a mais é procurado em um hospital, e Quattro Mosche di Velluto Grigio (Quatro Moscas de Veludo Verde, de 1971), em que um baterista de uma banda de rock é perseguido por um psicopata de terno preto. Considerada sua “trilogia animal”, estes três filmes estabelecem o nome de Dario Argento como um dos mais importantes do novo cinema italiano. Além de estabelecer um gênero novo (o suspense) e aclimatado para o público de seu país (embora suas histórias passem em outros países), Argento se mostra um diretor rebuscado, esteta, perfeccionista. Planos e cortes de cena sugerem que o diretor assistiu muito Hitchcock em seus anos de formação, e a tensão psicológica é seu principal vínculo com o espectador. A trilha sonora dos três filmes ficou a cargo do lendário Ennio Morricone, dando o ar clássico e formal que os filmes pediam.

Estabelecido, Argento queria mudar. Inspirado pelo tipo de gênero que desenvolvia no cinema, resolve ir além. Se dispõe a entrar num universo há muito infiltrado na cultura italiana, onde sexo, violência e o sobrenatural convivem naturalmente com o dia-a-dia das pessoas, mesmo que de forma velada e mascarada. Procurando o sentido da sanidade nos porões da psiquê humana, o gênero “giallo” (amarelo, em italiano) reunia elementos de horror, suspense, policial e conspiração política. Ele entra no imaginário do país graças à editora Mondadori, de Milão, inspirada pelos pulps norte-americanos, decide publicar uma série de livros baratos com histórias que misturavam acontecimentos extraordinários – quase sempre violentos e brutais – acontecidos com pessoas comuns. Não havia nome para a coleção – ela era reconhecida graças às capas amarelas dos livros.

Logo, “giallo” significava todo o gênero que prendesse a atenção popular graças a choques de possibilidades improváveis descritas com requintes de crueldade. A razão da popularidade do “giallo” era o aspecto rotineiro das histórias – não haviam monstros do horror (como vampiros ou lobisomens) nem detetives intrépidos (e sim policiais que tremiam frente ao perigo). Logo, ele se tornou uma referência popular italiana e foi tratado como um gênero em si mesmo, criando autores de renome internacional – como Leonardo Sciascia e Umberto Eco -, que partiam da rotina italiana para os extremos da imaginação.

Mas por mais que tente-se definir “giallo” como um gênero, ele não é descrito por parâmetros claros. É como “brega”, “pop” ou “world music” – adjetivos flexíveis para determinar estados de espíritos que mudam com o tempo. Ele varia de acordo com a demanda popular, com o espírito coletivo da época, com as ansiedades e expectativas da população leitora, podendo tornar-se meramente policial ou político até chegar aos limites da violência

E era lá que Argento queria ir. Enquanto foi desenvolvendo sua cinematografia, percebeu o efeito que as cores fortes provocavam nos espectadores de filmes, e queria ir lá. Para isto, deixaria de lado a sugestão e o suspense de seus primeiros filmes e se entregaria ao horror explícito. Quanto mais gráficas as mortes, mais saturadas as cores. E aproveitando-se de ter ganho a consciência do espectador através de um tratamento de choque de cromoterapia aplicada diretamente aos olhos, forçava o vínculo inicial – o terror psicológico – ao abismo da sanidade. E em 1973, fez dois filmes-laboratório antes de aplicar suas novas teorias à película: La Cinque Giornate (Cinco Dias em Milão, uma sátira sobre a agitação política em 1848) e La Bambola (A Boneca, sobre a caçada a um serial killer). Ambos filmes tiveram sua trilha escrita pelo compositor Giogio Gaslini, que emulava em termos o trabalho que Morricone havia feito nos três primeiros filmes de Argento, com um pé no jazz.

Mas quando começou a filmer Profondo Rosso (Vermelho Profundo), em 1974, a trilha de Gaslini realmente comprometia o resultado final. Tentando acompanhar o raciocínio do diretor, ele radicalizou o aspecto de sua música que mais tinha de talentoso – a referência jazzística – para a trilha do novo filme. Mas enquanto as imagens evocavam força e intensidade, a trilha de Gaslini se limitava a propor harmônicas ou tônicas descendentes. Dario não queria jazz e explicou-se a seu compositor. Usaria a trilha escrita pelo autor, mas com outro tipo de interpretação.

O filme começa como um suspense tradicional de Argento, que aos poucos vai assumindo novas cores – especialmente o vermelho, claro. Saturando o Technicolor, ele consegue um efeito surreal sobre as cenas de violência, as mais gráficas da história do cinema, até então. Disposto a fazer o espectador sentir dor através da indução visual, ele entrega suas vítimas ao sofrimento corriqueiro, sempre levado ao extremo. Por isso, nada de armas de fogo, aparelhos de tortura ou líquidos corrosivos. Argento prefere incitar a dor através de situações comuns ao público médio. Por isso, uma faca é usada mais para dilacerar do que para esfaquear; por isso cabeças batem em quinas de mesa; vidros quebrados retalham pessoas; água fervente é usada como arma. Usando o mesmo David Hemmings que Michelangelo Antonioni usou em Blow Up (1966) como protagonista, Argento espera que o espectador esteja preparado para o mesmo tipo de imersão cinematográfica do clássico filme sobre a Swinging London. Só que em vez de entrarmos na mente egoísta de um fotógrafo sórdido, estamos entrando num universo de dor e horror.

Estes dois elementos ganham pequenas óperas visuais no decorrer do filme. Sempre que o roteiro original pede um determinado fôlego, o diretor obriga o público a ser apresentado a outra forma de narrativa. Menos polida e mais agressiva, ela é filmada com muita intensidade e distorção de imagem e cores, ganhando contornos de pesadelo psicodélico, a pior bad trip da história.

É aí que entra o Goblin. Ou melhor, o Cherry Five, como ainda era conhecido na época. Trabalhando sobre as melodias compostas por Gaslini, eles repetem a troca de ambiente proposta pelas cenas de horror. Começa uma das parcerias mais sólidas da história do cinema. Disposto a aterrorizar a audiência musicalmente, o Cherry Five se entrega a jam sessions de funk psicodélico pesado, com influências como Jimi Hendrix, Black Sabbath, Blue Cheer e o Bitches’ Brew de Miles Davis escancaradas. Casando esporros elétricos com cenas cheias de sangue e sofrimento, Dario Argento e antiga banda progressiva conseguem efeitos audiovisuais que inspirariam várias gerações de cineastas e músicos.

O grupo assina a trilha de Profondo Rosso como Giorgio Gaslini & The Goblins e o disco segue o enorme sucesso de público que o filme, lançado em 1975, transformando o grupo em um nome popular no pop italiano – algo que os integrantes do Cherry Five sequer imaginavam. Aproveitando o que achavam ser seu único momento de fama, Martino e Tartarini deixam o grupo pouco antes do embarque para a primeira turnê italiana depois do disco. Os dois formariam o conjunto Libra e a banda, agora rebatizada apenas Goblin, recruta Agostino Marangolo para a bateria – que, experimentando e muito com ritmo e percussão, permite que o grupo atinja novas fronteiras musicais. É com esta formação que gravam o disco Goblin, em que estabelecem o método experimental usado nas gravações como novo som do grupo. Lançado em 1975, Goblin, o disco, não fez o mesmo sucesso de Profondo Rosso e a banda, frustrada, quase acabou. (Vale checar a atordoante viagem sci-fi funk “Snip Snap”, conduzida com dois tecladões elétricos).

Argento de novo entra na história e força a banda a trabalhar juntos novamente, desta vez compondo a trilha para seu novo filme, Suspiria, antes mesmo de qualquer tomada ser realizada. Suspira começa como uma tentativa de adaptação de um ensaio de Thomas DeQuincey sobre “As Três Mães” – bruxaria pesada. Mas logo a adaptação se transforma num conto de fadas moderno, que assiste à dançarina Suzy Banyon descer às profundezas mais assustadoras de sua existência, quando deixa os Estados Unidos para estudar numa assustadora academia de dança na Alemanha. Para encurtar a história, a academia é um covil de bruxas e sua diretora – Elaina Marcos, a própria Mater Suspirion.

O segredo do filme é que a saturação do Technicolor – amarelo, azul e vermelho – é constantemente forçada, sem a separação de “vida real” que Profondo Rosso fazia, comparando as cenas mais leves com as mais violentas. Em todo o filme, o vermelho, em especial, é vermelho demais, artificial demais, e ele está em todo o lugar: tapetes, cortinas, paredes, vinhos, tijolos, esmaltes e, claro, sangue. Aliado à atmosfera germânica caricata da academica de dança, o vermelho nos joga no meio de um conto de fadas teutônico, cheio de personagens bizarros, mulheres sombrias e até um criado corcunda.

Com a trilha de Suspiria, o Goblin faz seu melhor disco. O jazz-funk psicodélico ganha mais nuances e sai do formato rítmico tradicional para explorar novos ares. Assim, a faixa título pode remeter a “One of These Days” do Pink Floyd, mas a melodia infantil que inicia a faixa e os murmúrios e gritos abafados (“Witch!”, quase infantis), a levam para o sobrenatural. E assim segue o disco: um pé no experimentalismo assustador, outro no rock pesado e improvisado. “Witch”, a segunda faixa, remete a uma “Carmina Burana” ainda mais mundana e hostil, com gritos de pavor em vez do coral lúgubre. “Sighs” mescla ecos desencarnados, gritos inumanos e um violão repetitivo, verdadeiro mantra do inferno.

O lado B do disco pega mais leve. A base eletrônica de “Markos” permite o grupo entrar em uma espécie de bebop eletrônico sem música, com uma percussão espacial que remete à Arkestra de Sun Ra. “Black Forest” e “Blind Concert” seguem prerrogativas tradicionais do jazz funk, a primeira mais contemplativa e a segunda mais ágil, criada em torno de uma base de piano fantasma, que surge ocasionalmente pelo andar da faixa. A inocente “Death Valzer”, uma valsa tocada apenas ao piano, entre o boogie-woogie e a melancolia é o clássico banho de água fria que compositores de terror jogam no espectador ao final do filme.

A trilha, como o filme, foi outro grande sucesso e selou a carreira da banda ao lado do diretor, que ainda colocaria música em vários clássicos de Argento, como Inferno (1978), Zombi (1978), Tenebrae (1982) e Phenomena (1984). A banda acabou em 1985, e seus integrantes seguiram em erráticas carreiras solo (apenas Simonetti se estabeleceu como compositor de trilhas sonoras). Mas o status cult de Dario Argento e a febre de horror que tomou o mundo pop no final dos anos 80 e começo dos anos 90, reestabeleceram o Goblin como uma das bandas mais assustadoras a fazer música para cinema. Do lado de Suspiria, apenas os Tubular Bells de Mike Oldfield (a trilha sonora de O Exorcista), o Exorcista II (de Ennio Morricone) e os “ch-ch-ch… ah-ah-ah…” de Sexta-Feira 13, conseguem meter tanto medo.

Viviane Menezes

E essa é com a Viviane Menezes, a primeira blogueira do Brasil. Cadê ela hein?

***

Entrevista publicada em 14 de agosto de 2002

É ela!

Viviane Menezes, do White Noise, é – mesmo – a pioneira em weblog no país

“Até agora não achei um weblog brasileiro anterior a ele, mas não tenho como confirmar se foi mesmo o primeiro”, assim Renato Pedroso Jr., o Nemo Nox, explicava o título de blogueiro mais antigo do Brasil, em entrevista a este site, no começo do mês. Assim que a entrevista foi ao ar, mensagens via ICQ e alguns emails vieram perguntar sobre uma menina gaúcha. “E a Vi?”. Fui atrás dela.

E que surpresa descobrir que a Vi é Viviane Menezes, uma gaúcha de 23 anos que bloga desde fevereiro de 1998, exatamente um mês antes do Nemo Nox começar seu Diário da Megalópole. Vi, que posta diariamente em seu White Noise (versão Outono/Inverno) pode ser considerada ainda mais veterana que Renato, pois começou a escrever seus diários online em 96, mas sem o formato de blog. Em seus tenros 17 anos, ela escrevia o que, na época era conhecido por “journal” (diário, em inglês), com uma página em HTML para cada dia passado. Sem querer desmerecer o pioneirismo de Renato nem seu trabalho, é muito mais legal para o país ter uma blogueira típica – uma menina escrevendo sobre a sua própria vida – do que um jornalista sério falando dos problemas do mundo ocupando tal posto. Sabe como é: blog, acima de tudo, é comportamento…

Mas Vi (olha o cara, já tá íntimo…) está longe de ser uma blogueira típica. Ela não gosta do oba-oba que a comunidade online criou assim que o Blogger se tornou uma realidade. O formato para ela é mais terapêutico que social: “Pra maioria das pessoas, é um jeito de conhecer pessoas, fazer novas amizades. Ou um meio de falar dos assuntos que gosta e ser ouvido. Eu já passei dessa fase”.

Cursando letras na UFRGS e direito na PUC-RS, ela é apaixonada por idiomas (fala inglês, italiano e começou a fazer russo), mas o que a levou a estudar japonês foi a paixão pela cultura pop japonesa. Otaku assumida, ela tirou seu nick (LilKitsune) da personagem Kitsune, de seu mangá favorito, Love Hina. O “Lil” é uma abreviatura do “little”, em inglês, “porque sou pequena”. Além do blog, ela ajuda uma amiga a organizar a versão sulista do AnimeCon, encontro nacional de fãs de animes e mangás, que aconteceu em julho em São Paulo. Segue a entrevista, feita em duas etapas.

PLAY – Fale sobre os seus primeiros dias na internet…
Viviane Menezes –
Meus primeiros dias foram em fins de 1994, com meu primeiro computador e BBS… Mal estavam começando a surgir provedores de internet, os sites ainda engatinhavam, não havia todas essas frescuras de CSS, scripts mil, etc…:) Eu navegava via Lynx, acessava BBS, olhava meus emails, falava com alguns amigos que foram pra longe. E em 96, quando tropecei nalguns diários na internet, descobri que tinha toda uma comunidade em volta disso lá fora. Foi como achei uma boa maneira de manter os amigos de longe atualizados.

PLAY – Como funcionava? Quais eram os provedores?
Vi –
Eu usava a Renpac, da Embratel, e por ali acessava por via discada a conta de email e Telnet de um primo na UFRGS. Pagava uma fortuna por esse serviço. De provedores aqui no Sul tavam surgindo a Plugin, mas não lembro quais outros… Isso foi em 94. Em 96 já tinha o Zaz, a Mandic BBS já tava crescendo.

PLAY – Quantos anos você tinha quando começou os diários?
Vi –
17,18.

PLAY – E como eram estes primeiros diários? Haviam links?
Vi –
Eles não existem mais online. Tenho cópias de alguns em disquetes e CDs. Era diários mesmo, tudo que se fala em um diário de papel. Links apareciam de vez em quando, para outros companheiros “journallers”, como o pessoal se chamava lá fora. A diferença é que era tudo feito manualmente, geralmente um texto longo por dia, com links para o dia anterior, o seguinte, os arquivos e outros journals…

PLAY – Você escreve em diário desde pequena?
Vi –
Dá pra dizer que sim. Desde os 12, 13 anos.

PLAY – E mudou muito o teor do que você escrevia, de lá pra cá?
Vi –
É sim, bem diferente do que eu escrevia aos 13 anos porque naquela época eu não tinha grandes preocupações na vida, como a maioria das crianças normais (ri).

PLAY – Por que você escreve diário? É instintivo?
Vi –
Sempre tem um propósito, eu sei os motivos. É raro ser instintivo porque eu rumino muito as idéias antes de pôr pra fora. Eu escrevo quando não aguento mais pensar no assunto. Só escrevo por impulso quando tou com TPM, mesmo. Como ontem.

PLAY – Como você vê seus textos atuais? Qual é a função do seu blog?
Vi –
Eu não tenho um estilo, um tipo de texto definido. A função do meu site é, ainda, principalmente, falar com os amigos que estão espalhados por aê pelo mundo, e um lugar pra descarregar as coisas que incomodam, as pequenas futilidades que me alegram, que podem não valer nada pra ninguém, mas que pra mim tem muita importância na definição de que tipo de pessoa eu penso que sou.

PLAY – Blog é terapia?
Vi –
Dizer que é terapia é uma generalização que não dá pra fazer. Cada um tem um blog por uma razão diferente e acho que pra muitos não são terapia. O meu weblog é uma terapia, sim. Escrever me ajuda a pensar com mais clareza nas coisas que eu sinto. Reler os arquivos meses depois me ajuda a ver muita coisa que mudou e que eu não tinha me dado conta. Consigo ver o que mudei pra melhor, no que eu piorei com o tempo. Pra maioria das pessoas, eu acho, é um jeito de conhecer pessoas, fazer novas amizades, não exatamente terapia. Ou um meio de falar dos assuntos que gosta e ser ouvido. Eu já passei dessa fase.
Pra mim, se alguém lê ou não, não importa. Tanto que fico tempos sem escrever e não me preocupo se tou perdendo audiência. Escrevo quando preciso ou quando quero dividir algo com meus amigos que não posso ter perto.

PLAY – E como você viu a febre dos blogs crescer?
Vi –
Bom, eu comecei fazendo em inglês, como uma seção de menor importância dentro de um diário que eu tinha. Era onde eu escrevia quando queria ser breve, mas tinhas algo a dizer. De repente, no final de 1999, encontrei um, dois, três brasileiros. E resolvi fazer em português. Era início de 2000 e em poucos meses surgiram vários. No início era fácil acompanhar todos que tinha, em menos de seis meses, ficou impossível!! Virou moda, uma que todo mundo devia aderir, pra fazer amizades, expressar sua opinião, etc. Agora estamos no segundo estágio, weblogs como uma ferramenta poderosa de mídia, jornalismo, etc. Fico imaginando qual será a próxima fase de teorias… (rindo)

PLAY – Você lembra dos primeiros blogs? Vocês se conheciam (ao menos virtualmente)?
Vi –
Eu lembro que o primeiro que descobri foi o Marcus Amorim (do Zamorin), e acho que foi ele que me achou por uma reportagem da revista Webguide e outra da revista Internet.br. Através dele que encontrei outros links, do site dele. Era o Boimamu, a Cortina, a Telescópica do Jean Boechat… Eu acompanhava, mas não interagia com eles não. Só bem depois vim a conhecer alguns virtualmente… (ri) Hoje em dia não tenho muito saco pra isso, não mantenho muito contato com outros webloggers.

PLAY – Os pioneiros se sentiam parte de um clube recém-fundado?
Vi –
Eu nunca me senti parte de um clube, até porque já fazia isso há tanto tempo, escrever online, que pra mim não era novidade. Mas pra muitos acho que foi legal essa explosão, ter mais gente, mais diversidade. Pra outros não foi muito legal, pois também surgiu muita gente que só queria saber de linkar e ser linkado. Mas isso é uma sensação que eu tive, acompanhando listas de discussão. Não posso falar da reação de ninguém específico.

PLAY – Por que você não tem mais contato? Encheu o saco?
Vi –
Enchi um pouco o saco sim. Quando o pessoal do Rio Grande do Sul se reúne, o que não é freqüente, eu vou na boa, acho divertido, mas não tenho mais saco nem tempo pra ficar fazendo política de boa vizinhança pra aumentar audiência ou o número de links que eu tenho por aí (ri)… Não tenho muito tempo ultimamente, então gosto de aproveitar o pouco que tenho pra cuidar do meu weblog, que já fica bem negligenciado com freqüência.
Sei que essa minha postura é totalmente antipática, muita gente fica chateado, zangado, me acham esnobe, mas é que realmente o meu interesse com meu weblog é outro… Cada um sabe de seu propósito (ri).

PLAY – Todo mundo deve ter seu próprio blog?
Vi –
Eu acho que todo mundo tem direito de ter o seu, mas isso não significa que todos tenham a capacidade de ter. Como eu disse, cada um sabe seu propósito. Se o motivo é brincar de ser popular e fazer novas amizades, tudo bem, mas não fiquem censurando quem não tem este propósito. Tem gente que te xinga, te malha e diz “por que tu tem weblog então, se não quer fazer amizades?”. Se dêem conta que um weblog não é só isso pra outras pessoas. Não é concurso de popularidade. Se é pra ficar concorrendo com os outros, então melhor não ter.

PLAY – Mas, por outro lado, existe um oba-oba forcado entre os bloggers brasileiros… Aquela história de “fala bem do meu blog que eu falo bem do teu”…
Vi –
Não gosto desse oba-oba, desse falso “dever”. Já fui muito antipática, às vezes grossa mesmo, com gente que ficava me cobrando isso. Como eu disse, pra mim não é concurso de popularidade. Eu estou há tempos fazendo isso. Um dia a moda acaba e talvez eu ainda esteja fazendo isso, é algo necessário pra mim. Então, eu não vou estar distribuindo links pra receber um de volta. Não preciso. Adoro quem me lê e tem gente que lê há muito tempo. Nem sempre consigo responder meus emails mas cada vez que recebo email deles, já sei quem é, tenho carinho. Prefiro dar links pra pessoas assim, que eu aprendi a gostar e tenho vontade de acompanhar, seja por serem também meus leitores, por serem meus amigos ou porque o weblog me cativou.

PLAY – Seu blog sempre teve o mesmo nome?
Vi –
Meu weblog mudou muito de nome. O primeiro era Delights to Cheer, que era o nome do diário que eu tinha. Depois veio o Duhast.org, que foi um domínio que eu tive. Dele, passei pro Antropomorphica, onde tinha o Antropolog. Depois que deixei de ter estes domínios e passei a ter o Wiredkitsune, só os títulos tem mudado… Já tive o Jogo da Verdade, o Pequenas Vontades. Insanities, White Noise Verão, e agora o White Noise Outuno/Inverno. Tive mais títulos e visuais, mas nem lembro de todos. Os títulos geralmente tinham a ver com coisas q eu curtia no momento (rindo).

PLAY – Como ele mudou, com o passar do tempo?
Vi –
Já escrevi mais sobre generalidades, comentários sobre sites legais, notícias importantes, livros… Atualmente é algo bem egocêntrico. Falo de mim e era isso (ri). Foi desenvolvendo-se naturalmente.

PLAY – Compare o seu amadurecimento pessoal com o amadurecimento do seu blog…
Vi –
Eu não acho que meu weblog amadureceu. Talvez tenha regredido um pouco. Já foi mais informativo, já foi mais interessante, mais atualizado. Hoje em dia acho que o conteúdo interessa mais pra mim do que pros outros. Eu certamente amadureci bem mais que ele. Através dele dá pra notar o meu crescimento lendo os arquivos todos. Mas não dá pra olhar e dizer também que o weblog amadureceu.

PLAY – Você acha que o seu blog é uma extensao da sua personalidade?
Vi –
Ele não é extensão da minha personalidade. Ele só reflete fragmentos da minha personalidade. Mostra pedacinhos de mim, como num quebra-cabeças mesmo. Mas eu não sou só aquilo que está ali. Eu sou muito mais. Há outras tantas coisas que eu sou/faço/penso que não estão ali. Não tem como… Ele dá uma idéia de como eu sou. É um rascunho meu.

PLAY – Você já se sentiu invadida?
Vi –
Já, já me senti. Porque acontece de ler um weblog e se apegar à pessoa. Dá a falsa sensação de conhecê-la como se fosse uma velha amiga. Já teve gente com essa impressão e que falava comigo por email ou ICQ, e que se esquecia que eu, por outro lado, não tinha qualquer idéia sobre quem elas eram, do que gostavam, embora elas se sentissem minhas velhas amigas. E esperavam ser tratadas assim e isso praticamente não acontecia. Ficavam muito chateadas, algumas eram agressivas. Eu sou temperamental, respondia no mesmo tom, muitas dessas pessoas deixaram de gostar de mim.

PLAY – E como você se sente em relação a isso?
Vi –
Eu me sentia mal no início. Depois aprendi a ignorar, deixou de me afetar. Hoje em dia só fico triste que não tenho conseguido tempo pra responder às pessoas que ainda têm coragem de me escrever (pouquissímas, infelizmente), e que nunca me cobraram este tipo de resposta.. Esse tipo de tratamento de “velhos amigos” sem me dizer nada sobre elas mesmas…

PLAY – E como é a sua rotina com o blog?
Vi –
Escrevo só quando tenho vontade. ou seja, pode ser a qualquer momento desde que eu esteja no computaodr, que é quase sempre que estou em casa e não tem tempestade lá fora. Geralmente escrevo e posto só de casa, mas não tenho nenhuma rotina. Sou indisciplinada…

Ira (Growroom)

Essa foi com o Ira, que na época ainda morava na Alemanha, onde hospedava o Growroom.

***

Entrevista publicada em 8 de agosto de 2002

Doutor Maconha

Da Alemanha, o designer brasileiro Ira ensina as manhas do cultivo da planta

O designer Ira tem 26 anos e fuma maconha todos os dias desde os 16. Nestes dez anos de fumaça, ele aprendeu não só a apreciar variedades diferentes de fumo, como a plantar a erva em casa. Mudou-se para a Alemanha há dois anos (para estudar) e aproveitou o clima de liberação da planta no Velho Continente para colocar seus estudos em prática. Mais do que isso – passar os ensinamentos adiante. Assim, ele criou o Growroom, site dedicado ao cultivo da planta a domicílio, tudo para desvencilhar os prazeres da planta dos nefastos interesses do crime organizado. Troquei uma bola com o sujeito hoje à tarde, via ICQ, e segue o papo aí embaixo.

PLAY – Como começou o Growroom?
Ira –
O site surgiu em março. Tive uma idéia de desenvolver um site decente sobre cultivo de cannabis, já que na web brasileira não tinha nada que prestasse sobre o assunto. Comecei a pesquisar sobre o cultivo em inglês e acabei me deparando com o gigantesco site Overgrow que é tipo uma bíblia sobre o assunto. É um fórum em inglês sobre cultivo de cannabis, que na verdade eu somente traduzi e comecei a mandar por email para uma galera de usuários brasileiros que eu descobri por lá, além, de mandar para sites de pessoas que apreciam não só a erva, mas músicas e outras coisas de estilo de vida que se relacionem ao assunto.
O site foi criado em uma fase en que eu tava trabalhando num frila que o cliente era simplesmente um saco. Eu fazia uns layouts maneiros, levava no cliente e o cara mudava tudo, estragando todo o meu trabalho. Fiquei de saco cheio dessa situação e a fim de criar algo pra mim, um projeto pessoal que também servisse como válvula de escape. Onde eu pudesse experimentar layouts como eu quisesse, sem chefe nenhum ou cliente algum dizendo “muda isso”, “faça aquilo”.
Assim, meti a cabeça no projeto que inicialmente era só um fórum para os usuários discutirem. O fórum que eu usava na época era um board em PHP shareware/GNU em alemão! Então meu primeiro desafio foi traduzir um site todo do alemão pro português, me enbrenhando pelos códigos PHP que também não me eram nada familiares como um designer. Mas dei meu jeito, já que havia vontade, e tudo funcionou bem. Até hoje ainda aparecem algumas coisinhas no site em alemão e sempre que as descubro, vou corrigindo!

PLAY – E o site tem muitos acessos? Dá pra traçar um perfil do usuário?
Ira –
Sim. Estamos formando uma comunidade bem informada e unida! Acho que estamos com umas 300 visitas por dia. Já temos quase 650 usuários cadastrados.
Teve um thread do fórum em que fizemos uma pesquisa sobre o que cada um faz da vida e foi constatado que na comunidade growroom existem muitos profissionais de internet na faixa dos 20 aos 30 anos. Confirmando então aquela pesquisa da BBC sobre os profissionais de TI que gostam da macaca!! Afinal, aguentar esse stress do mundo pontocom, só dando um pitozinho mesmo… O site cresce a cada dia que passa! Todo dia, se cadastram umas 10 pessoas! Estamos agora fazendo umas camisas do site, já que o pessoal estava pedindo muito. A comunidade se tornou muito fiel e quem começa com o cultivo, não pára. Com o tempo, o site foi crescendo e fomos formando um time com os users mais antigos. Aí começamos a aumentar as areas do site, que inicialmente era somente o forum. Depois surgiu uma área do site que é o FAQ, com as perguntas consolidadas que já foram discutidas no fórum. Em seguida, fizemos uma área de livros sobre cultivo, uma base que já conta com informação sobre mais de 50 tipos de cannabis existentes. Em breve estamos lancando uma galeria onde os usuários poderão compartilhar as fotos de suas plantinhas com toda a comunidade Growroom.
Desde que o site começou, muitas pessoas já começaram a cultivar cannabis em sua casa, convencidas de que assim irão fumar algo melhor que um fumo prensado cheio de amônia, que os traficantes colocam no fumo. Não vão precisar mais entar em contato com crimonosos perigosos ou ir para lugares perigosos, além de não incentivar ou patrocinar o crime organizado comprando fumo na mão dos traficantes.

PLAY – Você está a quanto tempo na Alemanha?
Ira –
Há dois anos.

PLAY – As leis aí na Europa estão ficando mais brandas…
Ira –
Com certeza o fato de eu estar na Europa me ajudou na criação deste site. Aqui o assunto não é mais tabu. Em qualquer lugar, as pessoas consomem cannabis: parques, festas, na rua… Ninguém esté nem aí! Às vezes, nem mesmo a polícia! Só estão interessados em saber do que se trata se o comércio estiver envolvido. Mas o uso está totalmente tolerado!

PLAY – Você acha que isso é possível no Brasil? Afinal de contas, seguimos o padrão americano, nao o europeu…
Ira –
Há pouco tempo, na Inglaterra, que é um país conservador, um político – David Blunket – mandou uma lei em que o usuário não será mais punido com prisão ou algo do tipo. Eu vejo isso como uma tendência a ser seguida em países que estão mais avançados nesse lado da política das drogas.
No Brasil, eu realmente não sei! Vejo que toda essa nossa geração que tá vindo aí, já é muito mais esclarecida sobre o assunto. Quem tem de 20 a 30 anos sabe do que se trata quando se fala de maconha, ao contrário do meu pai e outras pessoas mais velhas que ainda acham que maconha se cheira. É muita falta de informação! E esse também é um papel do Growroom: informar realmente que maconha não é esse bicho de sete cabeças! É uma plantinha, somente. Acho que no Brasil, só vai mudar algo daqui a algumas gerações.

PLAY – Além do Growroom, existem outros sites sobre o tema na internet brasileira?
Ira –
Que aborde bem o assunto, eu não conheço mesmo! O único site que tinha era O Bolha, que também é sobre cultivo. É de um designer que também mora no exterior.

PLAY – Você acha que a internet é a melhor maneira de fazer as pessoas se conscientizarem disso?
Ira –
A melhor forma são todas as formas! Mas a Internet é um canal que possibilita isso sem necessitar de convite de rádio, jornal ou televisão. É uma mídia bem democrática, que nos possibilita isso, sem dúvida.

PLAY – Planos para o futuro?
Ira –
Melhorar o acervo do FAQ, fazer um layout melhor para o site, já que o espaço pro conteúdo nas outras áreas diferentes do fórum é muito limitado, mas não tem data. Daremos início às vendas das camisas já!

PLAY – E do alto de sua experiência, qual é o melhor jeito de se fumar?
Ira –
A melhor forma é quando se está na frente do computador, trabalhando, fazendo um layout ou falando com alguém é uma caprichada BONGADA!! Encha a cabeça do bong com um fuminho verdinho, gostosinho e dê aquele catrancão!! Faz a cabeça de uma vez por horas, sem perder muito tempo. Mas se estou com tempo, quero saborear um fumo gostoso, estou com os amigos, em casa, relax, escutando um som, nada melhor que o clássico cone. Um baseado normal. E de vez em quando, pra variar, rola um cachimbo, um balde, chillum… Tanto faz!! Não tem aquela “EU BEBO TODAS”? Então: EU FUMO TODAS!