Trabalho Sujo - Home

House of Jealous Lovers

O Thiago reverberou na sexta passada um artigo do Guardian que atacava os blogs que disponibilizam MP3 gratuitamente como sendo responsáveis pelo mau desempenho de vendas de artistas que aconteceram graças à internet. Essa discussão é velha (a mesma Rolling Stone que levantou a bola destes blogs publicou um gráfico cujo título diz muito sobre seu posicionamento em relação a esta prática – “First Hype, Then Kill”) e é só chororô. O que está acontecendo é simples: depois que as gravadoras multinacionais sofreram na pele a ação dos downloads, é a vez das independentes sentir um pouquinho desse sabor. A transição do analógico pro digital não faz distinção de gosto musical ou de quantidade de venda de discos, muito menos nas intenções reais de cada bizness. As vendas de discos estão caindo por um simples motivo: as pessoas não compram mais disco. Achar, no entanto (como a mula do Gene Simmons), que isso quer dizer “música de graça pro resto da vida” sem que as pessoas paguem apenas pela música, e só pelo merchandinsing ou shows, é ter uma visão muito limitada sobre as perspectivas de futuro (o Cory Doctorow fala mais disso aqui). O mercado está se reinventando neste momento, por isso é natural que baixas aconteçam, como lojas de CD, empacotadores de discos, gerentes de marketing, assessores de imprensa e engenheiros de estúdio. Por isso, se você vende disco, trate-os como antiguidades, relíquias do século passado e arrume um jeito de agregar esse tipo de valor ao suporte – mesmo que seja um vinil white label de um moleque que usou o vocal do Sting em cima de um sample do Guitar Hero hoje de manhã. O Radiohead já sinalizou para o parâmetro que deve ser adotado pela indústria, se quiser sobreviver.

Binário

programador-ou-serialkiller.JPG

Criador de linguagem de programação de computador ou simplesmente psicopata? Você diz.

On the Run 7: Shir Khan – DJ Annonymous 05

djshirkhan-mixtapedesabado.jpg

Semaninha parada por aqui por conta da temporada em BH com debates (em breve, em vídeo) e a primeira intervenção Gente Bonita num festival, felizes por estarmos espremidos entre as Killers Shoes e o Miranda. Além de um dos melhores shows de 2007 (o LCD) e outro showzão do Battles (se tu curte pós-rock, não perca – eles ainda passam por Curitiba, São Paulo e Goiânia – aliás, o Goiânia Noise Festival da semana que vem promete… Além de abrigar sob um mesmo teto shows como Sepultura, Pato Fu, Jupiter Maçã, Cordel do Fogo Encantado, Móveis Coloniais de Acaju e Kassin + 2, ainda tá rolando um papo que o Adriano do Cansei de Ser Sexy vai estar no meio do público do debate em que o Dú, ex-empresário do Cansei e dono da Slag, vai participar), ainda rolou uma discotecagem bala do Shir Khan, que exibe seus dotes na mixtape deste sába(quase)do(mingo).

Aliás, a dica do set do DJ alemão (o nome ele tirou do tigre do Mogli, lembra?) também serve pra dar um toque sobre o blog de MP3 DJ Annonymous, que chama um monte de bambas (Jesus Presley, Slackers Delight, Q-Burns, Alex Moulton, The Tape) pra oferecerem sets para as massas – o site ainda tem outro set do alemão, clica aqui ó. Classe A. O set do Shir Khan tu baixa aqui (DJ Annonymous – Shir Khan) e a lista com as músicas estão neste JPG – como ele tocou em BH, tem Klaxons, Zongamin, Simian Mobile Disco, Justice e Mr. Oizo. Não custa lembrar que este é o mesmo Shir Khan que transformou uma música do Bonde do Rolê (“Offfice Boy”) em uma das melhores do ano. E como tirei a semaninha de folga do Link esta semana, este domingo não tem MúsicaLivre. Mas tem muito mais…