Meet Fanfarra Paradiso
Fanfarra Paradiso: banda carioca que o André me deu o toque. Sorvete de Zappa na testa, curti.
Fanfarra Paradiso: banda carioca que o André me deu o toque. Sorvete de Zappa na testa, curti.
Ensine seu amigo “micreiro” (esse adjetivo é o equivalente ao “metaleiro” que a Globo inventou no Rock in Rio) a entender a História da Arte. Tem mais aqui.





















Mallu Magalhães, 14 anos, primeiro show da vida abrindo pro Vanguart no Clash na semana passada. Promete, se liga:
“Sensual Seduction” – Snoop Doggy Dogg
“Kill the Director” – Wombats
“Both Gotta Move On” – Scenario Rock
“Technologic” – Daft Punk
“If You Fail, We All Fail” – Fields

19) “Idealistic” – Digitalism
Quem reclama de falta de novidade na música eletrônica ficou com os ouvidos presos no século passado. 2007 foi um ano ótimo para o gênero, cada vez mais onipresente na atual paisagem sonora. Um dos carro-chefes desta renovação foi a dupla alemã Digitalism e no single que quase-batiza o disco, dão uma pequena aula de como se fazer novo por esses dias.

20) “Any Way You Choose to Give It” – Black Ghosts
Outra prontinha pra pista e remixada à exaustão durante 2007. A dupla formada por um ex-Simian e pelo sujeito por trás dos Wiseguys (lembram de “Ooh La La”?) manda uma declaração de amor disfarçada de pop eletrônico pra dançar, convergindo New Order, new wave, electro e tecnopop pro mesmo ponto nevrálgico. Se os anos 80 acontecessem hoje, seriam assim.
Gente boa finalmente dando as caras online: o compadre Mutli (que já teve uns três ou quatro blogs, mas nunca perseverou) assina o Tralala com dois compadres no Diário Catarinense (eternizando, entre outras, a história do “Lemão?”); o grande Carneiro agora assina o Eu, ela, o cão e o affair redivivo e o Silvio Essinger manda o Raios Triplos com outros dois broders.
Mutli, Raios Triplos… Esse papo me lembrou de “Literatura Brasileira“.
“Got to Let Go”, do Bees. Segura…

21) “Thou Shalt Always Kill” – Dan Le Sac vs Scroobius Pip
Uma piada de internet cheia de referências internas ou um manifesto anti-hype? O single de protesto da dupla inglesa tem como principal alvo a própria indústria de intrigas que determina o que é cool essa semana e deixou de ser na semana seguinte – a faixa, não-irônica (embora possa ser entendida como justamente o oposto), é algo como se “Losing My Edge” do LCD Soundsystem fosse um longo e interminável mea culpa, uma “The Revolution Will Not Be Televised” (do Gil Scott-Heron) em forma de confessionário de big brother. A base monótona e o vocal interminável ajudam o clima limítrofe em que a paciência do inconsciente coletivo com a próxima novidade caminha nessa primeira década do milênio.

22) “Office Boy (Shir Khan Remix)” – Bonde do Rolê
Menos gringalhada, menos. O Bonde do Rolê pode parecer a última coca-cola do deserto pra muita publicação estrangeira, mas esse espírito de festa é velho conhecido brasileiro – tanto que a banda é vista como uma espécie de brincadeira de fundo de sala de aula pra maior parte do povo daqui. Isso não tira mérito do trio de Curitiba, que deu o golpe bonito na base da fuleiragem sonora e da boca suja. Mas seu melhor momento de 2007 veio graças a um remix certeiro feito pelo alemão Shir Khan, que aumentou a voltagem e a periculosidade da música original.