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As 50 melhores músicas de 2007: 38) “Surtei” – Autoramas

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38) “Surtei” – Autoramas

No momento central de seu melhor disco, o Autoramas deixa uma balada bailinho de potencial radiofônico (“Identificação”) para entrar com os dois pés na jaca. Ao arranhar a crosta surf/new wave do power trio mais importante do Brasil (o Ira! sem Nasi ainda não começou, né?), eles fazem o instrumental namorar com Pixies e psicodelia country para descambar num refrão único: “Surtei/ E daí?/ Foda-se!”.

As 50 melhores músicas de 2007: 39) “Pogo” – Digitalism

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39) “Pogo” – Digitalism

Um dos cavalos-de-tróia do ano: a dupla eletrônica Digitalism já vinha chamando atenção mas resolveu entrar em 2007 com dois pés no rock – e pogando. O primeiro single de seu ótimo disco de estréia não antecipava em nada o que vinha a seguir, mas cativou ouvintes entre fãs de Bloc Party e Modest Mouse.

As 50 melhores músicas de 2007: 40) “Moscow 1980” – Javelin vs. Kompleksi vs. Polytron

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40) “Moscow 1980” – Javelin vs. Kompleksi vs. Polytron

Mais uma dessas fábulas desses nossos tempos de criação coletiva. O finlandês Kompleksi compôs uma música saudosista sobre as Olimpíadas de 1980 em Moscou (dá pra ouvir um trecho do original – quadrado e oitentista demais – aqui) que foi levemente alterada pelo compatriota Polytron e depois submetido a um remix pelo americano Javelin, que juntou duas amigas para refazer o vocal. Assim, uma música fria e distante ganhou dinamismo, calor humano e graça. Bom demais.

As 50 melhores músicas de 2007: 41) “The Salmon Dance (feat. Fatlip)” – Chemical Brothers

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41) “The Salmon Dance (feat. Fatlip)” – Chemical Brothers

Os Chemical Brothers sempre usaram o truque de chamar um vocalista convidado para trabalhar em um universo musical alheio. Lidando com um rapper pela segunda vez em um single (a primeira foi com Q-Tip, “Galvanize”, agora é com Fatlip, do Pharcyde), a dupla brinca de Gorillaz e não deixa barato – mesmo que parta de um princípio idiota: conversar com peixes.

Rainydayz – In Rainbows Remixed

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O produtor californiano Amplive aproveitou a generosidade do Radiohead em disponibilizar seu disco mais recente e ele resolveu dar o seu pitaco na história. Juntou uns rappers de respeito (Charlie 2na do Jurassic 5, Too $hort, Del the Funkee Homosapien, entre outros) e estava com tudo pronto para lançar o disco digitalmente – e de graça – em seu MySpace quando recebeu a carta de “cease & desist” (uma advertência jurídica padrão antes de se entrar com o processo em si) da editora das músicas do grupo, a Warner/Chappell. A banda já se agilizou pra dizer que não está envolvida nem com o disco nem com o processo e está tomando as tais providências cabíveis pra tornar o disco viável. Enquanto isso, o próprio produtor apela (no estilo confessionário webcam) para uma reunião com o grupo, para que ele ouça o disco. Tem cheiro de Grey Album no ar…

Esse é a seqüência de faixas do disco. Dá pra baixar duas, se liga. Se alguém descobrir mais, avisaê.

“Rainydayz”
“Video Tapez (ft. Del the Funkee Homosapien)”
Nudez (ft. MC Zumbi of Zion I and Too Short)
Weird Fishez
“All I Need”
“15 Stepz (ft. Codany Holiday)”
“Reckonerz (ft. Chali2na)”
“Faustz”

As 50 melhores músicas de 2007: 42) “A Cause des Garçons” – Yelle

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42) “A Cause des Garçons” – Yelle

Whoa, Yelle! A francesinha mignon chega como não quer nada, regrava um hit farofa dos anos 80 sobre girl talk (“por causa dos garotos”, canta o refrão, “nós usamos meias de nylon e brigamos com outras garotas”) e transforma-se não apenas num ícone new rave e embaixadora e postergirl da cena dance técktonik no exterior como a primeira voz feminina de peso da cena francesa (Uffie, além de ser americana de nascença, não conta com um certo je-ne-sais-quois).

DRM: Já vai tarde…

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Olha que boa notícia: a SonyBMG confirmou que está abandonando o DRM de vez. Demorou – é a última das quatro majors que ainda tentava tapar o sol com a peneira. Pra quem não sabe, DRM (Digital Rights Management) é uma iniciativa criada para (tentar) controlar o fluxo da música digital na internet, usando a desculpa de defender os direitos autorais das canções. Sabe aquele papo furado que tu escuta de vez em quando sobre MP3 que você compra em loja online e depois de “x” audições se apaga sozinho ou não dá pra passar do computador pro MP3-player ou aquele caô de “disco com proteção de cópia”? Poizé, esse é o DRM – em vez facilitar, complica. Mas aos poucos as grandes gravadoras estavam deixando-o de lado (ao perceber o quanto atrapalhava qualquer tipo de negociação) e 2008 começa com a notícia que a última major que defendia o DRM como última tábua de salvação deixou isso pra lá – restando à RIAA (a ABPD dos EUA) como principal defensora da sigla. Enquanto isso, no Brasil, o IG entra na briga com a UOL Megastore e o Sonora do Terra justamente com faixas sem DRM como ás na manga.