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Sexta é dia de Battlestar Galactica

Hoje é o dia de descobrir o que há com Starbuck. E depois que o episódio “Someone to Watch Over Me” terminar, faltarão apenas três para o fim do seriado.

Filme do Battlestar Galactica?

Pois é, é o que tão falando. Mas o detalhe fortuito – ou talvez mórbido – não é a possibilidade de esticarem uma saga inicialmente fadada a encerrar em menos de um mês (fato que o criador da nova versão da série, Ronald D. Moore, e sua equipe insistem em negar categoricamente) e sim que o novo filme seja uma outra versão ainda da série original. Clone de Guerra nas Estrelas feito para a TV, o Battlestar Galactica original é uma pilha enorme de clichês de ficção científica dos anos 50 (como também eram os filmes de Lucas) que foi magistralmente reinventada para a TV do início do século 21. Às vésperas do encerramento da nova versão, não é de espantar que esse tipo de rapinagem aconteceria – resta saber o quanto o novo filme vai roubar as idéias da nova versão da série, em que os clichês são apenas pano de fundo para uma série de discussões sobre política, ética, guerra, religião e filosofia se misturam. E será que Starbuck vai ser homem ou mulher na nova versão?

As 50 melhores músicas de 2008: 23) Snoop Dogg – "Sensual Seduction"

O que acontece quando um dos gangstas da velha guarda resolve dar seu pitaco nessa conversa de revival dos anos 80? Pois Daft Punk e Chromeo bebem da mesma fonte de vocoders, sintetizadores e suíngue quadrado que o próprio gangsta reinventa há vinte anos – e que foi justamente o ponto de atrito entre aquele novo rap e a soul music dos anos 90, dando origem a esse cenário R&B de Beyoncés, John Legends e Chris Browns. Por isso quando Snoop Dogg surge no horizonte, antes de perguntar-se se aquilo tudo é fumaça branca ou gelo seco, preste atenção. Preguiçoso e cantando (rá!), o velho Snoop espreguiça-se em uma rede de cordas sintetizadas, deixando seu vocal modular-se pelo Autotune tendo como espelho mais a dupla Roger & Zapp do que Cher (chupa, Kanye West!). Fora o clipe, retrô no talo, que também é – fácil, fácil – um dos melhores do ano passado.


23) Snoop Dogg – “Sensual Seduction

E por falar no Snoop…

O sujeito sabe das coisas: uma pitada de Sly & the Family Stone aqui e o discurso de Martin Luther King acolá e eis uma base prontinha pra ele atualizar sua manha/marra pra era Obama. Gênio.


Snoop Doggy – “Remember King

Nação Zumbi 2.0

Surrupiando uma info do Pattoli: a Nação Zumbi entrou em 2009 de site novo, além de canal no YouTube, Flickr e Twitter. “Sugestã” de próximos passos: gravar o próximo disco devagar, sem a pressa do disco anterior, apresentando as músicas pro povo via MP3 (sem necessariamente ter que ouvir comentários, interação nesse caso é secundário) e ligando os projetos paralelos à nave-mãe que é a banda. E atualizem essas porras, hein – se for criar só pra dizer que tem é melhor nem criar.