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"Vivo esperando e procurando…"

Ronaldo conta mais novidades sobre a histórica gravação de João Gilberto na casa de Chico Pereira antes de lançar seu primeiro disco. Conversando com um repórter do Metrópolis que está fazendo uma matéria sobre o registro, ele conseguiu a íntegra do email que o engenheiro de som Christophe Rosseau, responsável pela remasterização das gravações, enviou à reportagem do programa. Segue um trechinho:

Imagina, eu: quando recebi de Lars essa cópia para remasterizar quase desmaiei de tanta felicidade! Por que eu?! Por que é que caiu sobre mim?! Eu tinha o livro de Ruy Castro, Chega de Saudade, onde se falou pela primeira vez sobre este assunto do som gravado em fitas magnéticas Basf, com aparelhagem bem profissional para época, no salão de Chico Pereira. Eu não pensava escutar tão cedo este documento… (Bom, há 50 anos que a gente esperava, né?)

Aí, no princípio do ano passado, eu passei uma semana trancado a escutar este som e ficar espantado o tempo todo e falando grosso: Puta que pariu! Puta que pariu! Nossa! Como é que pode! etc. Depois me coloquei a remasterizar. O resultado foi colocado na internet por nós de graça para contrar o Japonês e o lucro deles sem aviso nenhum a João Gilberto, o autor. Era a vingança única e última que podia acontecer! Assim vão as coisas e é verdade que eu estou bastante satisfeito de ter remixado este documento – que demorou 50 anos para aparecer e três dias para se tornar decente!

Leia a íntegra do email aqui.

"Laisse-le, il est en état de choc!"

4… 8…
– Robert… Regarde, le signal vient de l’ile.
– Tu peux déterminer la source?
15… 16…
– Bien sûr que oui. Regarde.
– Tu crois qu’elle est habitée?
– J’sais pas.

Daqui a pouco eu falo sobre The Little Prince.

Tava achando que ia ser fácil?


“Don’t Watch Me Dancing” em Curitiba

O show do Little Joy ontem foi praticamente idêntico ao de quinta passada, salvo alguns detalhes: o Clash estava bem mais cheio que na semana anterior, o público estava muito mais à vontade (certamente há uma grande parte que foi às três noites deles aqui em São Paulo) e a banda estava nitidamente cansada, devido à maratona de shows que estão fazendo no Brasil. Isso não chegou a comprometer musicalmente o show, mas certamente tirou parte do clima de introversão da outra apresentação – a banda quase não conversou com o público, as gracinhas – com a platéia ou entre si – foram mínimas e o apelo informal, a atmosfera de sarau na sala de estar que impregnou o Clash na outra quinta, ficou em segundo plano.

Perdido com Lost?

Começou a ver a série agora e não está entendendo picas? Fizeram esse videozinho pra você – cuidado que ele já fala dos acontecimentos do episódio de quarta passada: