Muá?
Via Letty.
Via Letty.
Dani enfileira mais MP3s em sua nova mixtape, que ela mesmo recomenda: “escutem de madrugada, de preferência =)”
Don’t Touch My Mixtape #2: Songs to Warm Up your Heart (MP3)
Eli ‘Paperboy’ Reed – “I’ll Roll with You”
Martina Topley-Bird – “Baby Blue”
Andrew Bird – “The Idiot’s Genius”
Guillaume Cantillon – “Des Ballons Rouges”
Dr. Dog – “From”
Ben Kweller – “Things I Like To Do”
Silver Jews – “There Is A Place”
Tindersticks – “Buried Bones”
Hope Sandoval – “Suzanne”
Stela Campos – “Worried Shoes (Daniel Johnston)”
The Walkmen – “Canadian Girl”
The Microphones – “I Lost My Wind”
Dorival Caymmi – “O Bem Do Mar”
Você não conhece “Check My Machine” do Paul?! Então corrija essa falha de caráter – e baixe todo o McCartney II (a senha é: www.flaming-phoenix.com) e conheça um dos melhores discos solo de um beatle.
Como não postei On the Run finde passado, compenso com outra mixtape do Nuts, lançada em 2005, em que ele faz mais ou menos o que fez nessa Embalo Jovem só que com o foco na geração Black Brasil – aquela que une Tim Maia, Jorge Ben, a Banda Black Rio, Gerson King Combo, Tony Tornado e Sandra Sá (depois o Danilo me arrumou a ordem das músicas, vê lá). E o resultado é de chorar de bom.
Sônia Santos – “Intro (0:15)”
Orquestra Som Livre – “Tema De Tucão (2:02)”
Weather Report Feat. Dom Um Romão – “Non Stop Home (0:59)”
Airto – “Peasant Dance (1:22)”
Raulzinho – “Tesouro De São Miquel (1:15)”
O Incrivel Manito – “Tucks Theme (1:51)”
Ed Maciel – “Não Há Dinheiro Que Pague (2:26)”
Hot Stuff Band – “Ju Ju Man (1:27)”
Paulo Moura – “Bicho Papao (0:37)”
Marlos Noble E Orquestra – “Ritual (0:28)”
Azymuth – “Melô Da Cuica (0:47)”
Tim Maia – “Imunizacao Racional Que Beleza (1:12)”
Bertrami E Conjunto Azimute – “Pela Cidade (1:55)”
Osmar Milito – “Morre O Burro, Fica O Homem (1:19)”
Trio Esperança – “Não Aguento Voce (0:54)”
Ronie E Central Do Brasil – “Remelexo (1:41)”
Quarteto Em Cy – “Salve O Verde (1:27)”
Ivan Lins – “Hei, Voce (2:05)”
Wilson Das Neves – “Na Na Hey Hey Kiss Him Goodbye (1:20)”
Jair Rodrigues – “Deixa Isso Pra Lá (0:29)”
Tom E Dilo – “Amanhangá (0:49)”
Miguel De Deus – “Black Soul Brothers (1:15)”
Abolicao 1860-1980 (0:58)”
Tony & Frankye – “Vou Procurar O Meu Lugar (1:08)”
Tony Bizarro – “Não Vai Mudar (1:08)”
Azymuth – “Esperando Minha Vez (0:56)”
Eumir Deodato – “Also Sprach Zarathustra”
Flora Purim – “Open Your Eyes You Can Fly”
César Mariano & Cia – “Metrópole”
Carlos Dafé – “O Metrô”
Banda Black Rio – “Na Baixa Do Sapateiro”
União Black – “A Familia Black”
Som Nosso De Cada Dia – “Black Rio”
Gerson King Combo – “Mandamentos Black”
Sos Band It – “Big Splash”
Gerson King Combo – “Mandamentos Black”
Boogaloo Combo – “Hot Pants Road”
Toni Tornado – “Podes Crê, Amizade”
Antonio Carlos & Jocafi – “Kabaluerê”
Sonia Santos – “Marraio”
Ed Maciel – “Kool & The Gang”
The Fevers – “Batman”
MPB-4 – “Faca Cega, Faca Amolada”
Hermeto Pascoal – “Coalhada”
Jorge Ben – “África Brasil Zumbi”
Mão Branca – “Melô Do Mão Branca”
Miéle – “Melô Do Tagarela”
Marcos Valle – “Estrelar”
Banda Black Rio – “Subindo O Morro”
Osmar Milito E Quarteto Forma – “O Bofe”
Assim Assado – “Sol Amarelocinza”
Kris E Cristina – “Uma Rosa Com Amor”
Trio Mocotó – “Swinga Sambaby”
Wilson Das Neves – “Pick Up The Pieces”
“O Samba Rock manjado e mixado” – assim DJ Nuts nos recepciona em sua mixtape Embalo Jovem, que enfileira uma séire de hits óbvios de qualquer discotecagem que tenha algum gostinho de brasilidade (“Zamba Ben” do Marku Ribas, “Mas Que Nada” do Jorge Ben, várias versões de “Garota de Ipanema”, “Carolina Carol Bela” de Toquinho e Ben, “Falador Passa Mal” dos Originais do Samba, “16 Toneladas” do Noriel Vilela, “Soul Bossa Nova” do Quincy Jones, “Eu Bebo Sim” com Elizeth Cardoso, “Vou Batê” com Baiano & Novos Caetanos, “Mano Caetano” com Maria Bethânia, “Maracatu Atômico” com Gilberto Gil, “Gafieira de Mané João” com Wanderléia) com músicas que eu nem me atrevo a dizer quem é porque eu sei que vou errar. O cara teve a manha de mandar até “Check My Machine” do McCartney II, na mistura. Se alguém tiver o setlist da mixtape, dá um toque aê, que eu publico.
Para comemorar o centésimo episódio da série, seus produtores encomendaram um bolo temático – e o Jorge “Hurley” Garcia, bom blogueiro, postou as fotos.
Isso só pra lembrar que em algum momento entre essa noite e a manhã de amanhã surge aqui meu comentário sobre This Place is Death.
A equipe de Matt Groening recriou a abertura dos Simpsons para a estréia do desenho em alta definição nos EUA. Mas você não achou esse texto que o Bart escreve no quadro negro um tanto… anti-Bart?
É isso aí: os dois Beatles remanescentes vão subir no mesmo palco em abril, em Nova York. O Terron dá mais detalhes, mas adianto: é tanta coincidência (até o Lynch tá metido na história…) que eu até tou cogitando. Tem outros convidados, mas, perto dos dois, são todos zeros à esquerda.
Zé Gonzalez já vive a ponte aérea entre a América do Sul e a América do Norte há mais de dez anos, mas só agora efetiva seu primeiro lançamento intercontinental, chamando o produtor Sam Spiegel, irmão de Spike Jonze, que também assina como Squeak E. Clean, para lançar o projeto N.A.S.A. Mas o primeiro disco da dupla, The Spirit of Apollo, sofre da síndrome da festa V.I.P., em que o número de celebridades parece exceder o próprio conhecimento dos convivas. Pra que tanto convidado assim? Contando apenas os facilmente reconhecíveis, temos uma lista que inclui Seu Jorge, quase todo Wu-Tang Clan, Santogold, Lovefoxxx, George Clinton, Del Tha Funkee Homosapien, Tom Waits, John Frusciante, David Byrne, Chuck D, Spank Rock, M.I.A., Kanye West, Sizzla, KRS-One e a Karen O do Yeah Yeah Yeahs, fora outra lista com nomes que inclui boa parte do escalão do hip hop americano atual. E o que esse povo todo acrescenta ao disco? Ou são samples humanos? Sendo assim, esse monte de artista acaba travando as possibilidades em vez de amplia-las, comprometendo o fluxo do disco com obviedades e pura encheção de lingüiça.
Mesmo com suíngue calibrado, o refrão de “Money” (“money is the root of all evil”) não consegue ser mais clichê, enquanto “Way Down”, com John Frusciante, soa como genérico de trip hop. A dobradinha Tom Waits/Kool Keith em “Spacious Thoughts” é totalmente dispensável e até a participação de George Clinton é trivial. Ainda mais quando se compara esse lado de The Spirit of Apollo com o em que ele acerta. São poucos hits, mas que, quando batem, pegam muito bem. A primeira faixa a ser revelada, “Gifted” (que reúne Santogold, Lykke Li e Kanye West) continua sendo a faixa mais bem resolvida do disco, que ainda tem outros bons momentos. “Watchadoin?”, que junta M.I.A., Santogold e Spank Rock (este último põe quase tudo a perder, soando tão vazio quanto a Fergie), cogita a possibilidade do Clash ter descoberto o funk carioca na época de Sandinista!, “Strange Enough” transforma Karen O num Mick Jagger (mas precisava do Ol’ Dirty Bastard e do Fatlip? Não precisava) e “A Volta” mostra que Lovefoxxx funciona até no ragga.
E quando sai do mundo de celebridades pop, a música do N.A.S.A. torna-se verdadeiramente inspirada, talvez por serem justamente quando Zé se sente mais em casa – seja ao lado do Babão dos Inumanos, quando deixam o samba comer bonito na vitrola em “O Pato”, que no caso, não é o de João Gilberto, mas o Donald, e em alguns momentos isolados (“N.A.S.A. Music” seria tão melhor se fosse instrumental ou a aparição de Miguel de Deus e da metaleira de Lincoln Olivetti no meio de “The Mayor”). Talvez a solução fosse deixar Zé Gonzalez ter mais peso no disco e na dupla – boa parte dos convidados apareceram graças aos contatos de Sam no meio publicitário, onde também bate cartão. Mas só o fato do fato da dupla chamar-se N.A.S.A. (que, apesar de vir da junção de North America com South America, ainda é a agência espacial estadunidense) diz muito sobre o resultado. Quem sabe, Zé está só esperando o momento certo para seu próprio disco.