Entre Floripa e Brasília, tive um tempinho pro bom & velho VF. Enjoy.
Beatles – “Flying”
Céu – “Sonâmbulo”
Emicida – “Pra Não Ter Tempo Ruim”
Franz Ferdinand – “Twilight Omens”
Arctic Monkeys – “Potion Approaching”
Lou Barlow – “The One I Call”
Stela Campos – “Se Você For, Onde Você For”
Imperial Teen – “Imperial Teen”
Hail Social – “Cherry Cola Funk”
Weezer – “(If You Are Wondering If I Want You To) I Want You To”
Shawn Lee – “Playboy Bunny (feat. Darondo)”
Otto – “6 Minutos”
Cidadão Instigado – “Como as Luzes”
Serge Gainsbourg & Brigitte Bardot – “Bonnie & Clyde”
Air – “You Make it Easy”
3 na Massa – “Tatuí (com Karine Carvalho)”
Olivia Tremor Control – “Define a Transparent Dream”
Não se contente com o link para as matérias que eu posto toda segunda-feira e dá uma conferida na edição em papel que eu – com a minha equipe, que é fodona – garanto a melhor cobertura de cultura digital do Brasil. E não foi à toa que o Lucio percebeu e mandou essa:
* LINK – Falei isso uma vez para o Matias, sobre o caderno de tecnologia do “Estadão”, que ele comanda. Agora vou escrever aqui. Se a “Wired” é a nova “Rolling Stone”, o “Link” é a nova “Ilustrada”. Deu para entender?
1. Melhor disco: Abbey Road
2. Melhor música: “A Day in the Life”
3. Melhor música John: “Strawberry Fields Forever”
4. Melhor música Paul: “Hey Jude”
5. Melhor música George: “Something”
6. Melhor música Ringo: “Don’t Pass Me By”
7. Melhor beatle: John
8. Melhor lado: O lado A do Help!
9. Melhor capa: Abbey Road
10. Melhor cover: “Rock’n’roll Music”
11. Melhor cover da Motown: “Please Mr. Postman”
12. Melhor cover deles por outros: “Happiness is a Warm Gun”, com as Breeders
13. Melhor cover deles pela Motown: “Come Together”, com a Diana Ross
14. Melhor capa: Álbum Branco
15. Melhor bateria: “A Day in the Life”
16. Melhor baixo: “Something”
17. Melhor guitarra: “The End”
18. Melhor vocal: “Oh! Darling”
19. Melhor cítara: “Within You Without You”
20. Melhor piano: “Sexy Sadie”
21. Melhor solo ao contrário: “I’m Only Sleeping”
22. Melhor sessão de fotos: Astrid Kirchherr, novembro de 1960
23. Melhor par de óculos: Ringo na contracapa do Revolver
24. Melhor show para programar a máquina do tempo: 31 de janeiro de 1969
25. Melhor frase de impacto: “I took LSD”, Paul McCartney, 1967
26. Melhor entrevista: The John Lennon Rolling Stone Interview
27. Melhor resposta capilar: “Seu cabelo precisa de algum cuidado especial?”, John: “Descuidado é o ponto central”
28. Melhor verso: “I’d love to turn you on”
29. Melhor disco solo: All Things Must Pass, do George
30. Melhor música solo: “Maybe I’m Amazed”, do Paul
31. Melhor momento escroto de Let It Be: George brigando com Paul
32. Melhor Ringuismo: “Are you a mod or a rocker?”, “I’m a mocker”.
33. Melhor visual: 1969
34. Melhor cena de filme: “Two of Us”, no Let it Be
35. Melhor filme: A Hard Day’s Night
Como quem não quer nada, a feshteenha foi fodaça… Tivemos uns problemas de saída, Luciano teve que improvisar com meu repertório mas não demorou muito para atiçarmos a naite da ilha. Foi BEM foda (aqui tem umas fotinhas) e deixou um gostinho de quero mais.
A temporada de shows internacionais no Brasil sempre esquenta no segundo semestre, mas, para muita gente, o melhor show de 2009 já aconteceu quando o Radiohead fez duas apresentações, no Rio de Janeiro e em São Paulo, em março passado. Entre as milhares de pessoas que assistiram aos shows, centenas levaram câmeras e celulares que filmam, registrando, de diferentes ângulos, praticamente a íntegra das duas apresentações.
O paulistano Andrews Ferreira Guedis, no entanto, não levou câmera – mas ao chegar em casa após o show passou a procurar, no YouTube, os vídeos da apresentação. “Quis aproveitar a empolgação pós-show juntando vídeos que apareceram na internet para uma edição multicâmera da música ‘Paranoid Android’”, explica. “Depois disso fui bombardeado com perguntas sobre a edição de outras músicas. Nunca tinha pensando em fazer um projeto desses, apenas editava vídeos de shows da minha própria banda – a Refink”.
Pilotando dois programas (o Adobe Premiere e o TMPGEnc 4.0 Xpress), ele começou a organizar uma tarefa ainda mais ousada: editar todo o show de São Paulo usando apenas o conteúdo capturado pelas câmeras dos fãs. O áudio saiu da própria mesa de som do show – arquivo que foi parar na internet menos de um mês depois da apresentação. E agora Andrews disponibiliza seu árduo trabalho para download no site que abriu para o projeto, chamado Rain Down (www.raindown.com.br).
O nome do projeto veio do momento mais emocionante do show em São Paulo, após a banda ter tocado a primeira música que Andrews editou. “‘Paranoid Android’ foi o grande momento do show. Em ‘Karma Police’, o público tentou chamar a atenção de Thom Yorke cantando o trecho ‘For a minute there, I lost myself’, mas isso mesmo só se concretizou ao final de ‘Paranoid Android’, em que o próprio Thom não resistiu à cantoria e começou a acompanhar os fãs com o trecho ‘rain down, rain down, come on rain down, on me’”. Já seu vídeo favorito, depois de editado, foi o de “Idioteque” – “ela conversa com a música, tem várias câmeras e mostra a agitação de Thom Yorke no vocal e todo o público vibrando”.
O processo de edição não foi simples e Andrews ressalta que o mais complicado foi sincronizar áudio e vídeo. “É difícil fazer um projeto desses com um equipamento amador como o meu”, explica. “O meu computador levava dias para deixar todos os vídeos convertidos para o formato ideal. Já passei horas sincronizando os vídeos, principalmente aqueles que tinham muitas câmeras, tinha que lidar com o travamento do PC constantemente”.
Da mesma forma que o grupo inglês disponibilizou seu último álbum, In Rainbows, gratuitamente na internet, Andrews também não irá cobrar por seu trabalho. Até porque os direitos autorais das músicas são do grupo.
“Essa questão começou a ser discutida e causou um grande mal estar, que me fez pensar em desistir”, conta. “Não filmei nenhum trecho do show e obtive autorização da maioria dos colaboradores do projeto para utilizar os vídeos. Meu trabalho foi juntar esses vídeos. Não ganhei um centavo, nem pretendo. Foi feito de fãs para fãs, com câmeras e celulares. Acredito que essa questão deve ser repensada, principalmente porque a internet revolucionou o jeito de se comunicar e criar”.
Depois do lançamento, o próximo passo é fazer que a banda assista ao show. Andrews diz que está se mexendo para fazer que seu trabalho chegue à banda. “A banda ficou impressionada com o público e deve rever isso do ponto de vista dos fãs brasileiros. Acredito que o Radiohead apoia o meu projeto, por isso que vou até o fim”.
Como disse, vou tirar a semana que vem para pegar uma praia e curtir uma família e só volto à ativa dia 14. Mas não garanto uma desconexão completa. Deixei uns posts aí em aberto justamente para completá-los aos poucos, sem pressa, e ao mesmo tempo devo voltar segunda para atualizar a capa do Link (se eu fosse você, comprava o Estadão pelo menos segunda…). Não garanto Vida Fodona, Leitura Aleatória (esse eu garanti, tou atualizando com posts antigos, não sei se deu pra sacar), Cinco Vídeos, nada. Quem sabe eu pinte no apavoro para comentar algo de bobeira, mas só tem um jeito de saber: é esperar.