All Saints x Red Hot Chili Peppers
A versão não é nova, mas cai bem: e como eu gosto mais dessa banda do que dessa música, digo que elas salvaram a baladinha junkie do Red Hot daquela mesmice pós-hit.
A versão não é nova, mas cai bem: e como eu gosto mais dessa banda do que dessa música, digo que elas salvaram a baladinha junkie do Red Hot daquela mesmice pós-hit.
• O que acontece quando todos blogam • É o fim dos blogs ou só da blogosfera? • A uma semana de seu lançamento, blog de Lula começa a receber críticas • Saiba como montar seu blog • O dia em que matei meu blog • Com PS3 novo, Sony volta ao combate • Lentidão põe em xeque a web móvel • Vida Digital: Mark Warshaw •
Percebendo a tendência ao efeito especial desta segunda-feira, o Cristiano, do Baile Curinga, me linkou seu Yakissoba da semana passada – pra quem não acompanha, Yakissoba é a seção de mixtapes do site da festa carioca -, um setzinho de dub classudo, assinado pelo Gianluigi Ciminelli, do coletivo GangaDub All Stars. Na mistura, clássicos da arqueologia tradicional jamaicana se encontram com novos discípulos barra pesada. Coisa fina.
Yakisoba # 10 – “Strictly Rub-A-Dub” (MP3)
Dub Specialist – “Banana Walk”
Tommy McCook and The Upsetters – “Rude Walking”
In Crowd – “Mango Walk”
The Circles – “Mammy Blue”
Bob Andy & Mad Professor – “You Know It Dub”
Rockers All-stars – “Clean Sweep”
Junior Murvin – “Police and Thieves”
Ethiopians & Gladiators – “Prepared Dub”
King Tubby – “African Roots”
Scientist – “Invaders”
King Jammy meets Dry & Heavy – “Radical Dubber”
Augustus Pablo – “Ark Dub”
Começando a semana em ritmo de dub, preguiçoso e sonolento, mas, aos poucos, pegando o ritmo. Mais um Vida Fodona Soundsystem aê!
Phil Pratt – “Star Wars”
Chalawa – “So Much Things to Say”
Céu – “Cordão da Insônia”
Primal Scream – “Higher than the Sun (Higher than The Orb Extended Mix)”
Franz Ferdinand – “The Vaguest of Feeling”
Massive Attack – “Inertia Creeps”
Public Image Ltd. – “Religion I”
Gang of Four – “To Hell with Poverty”
Cidadão Instigado – “Homem Velho”
Mundo Livre S/A – “Negócio do Brasil”
Hurtmold – “Sapers”
Yoko Ono – “Walking on Thin Ice”
La Roux – “In it for the Kill (Lifelike Remix)”
Delorean – “Deli”
Gossip – “Love Long Distance (Fake Blood Remix)”
Amanda Blank – “A Love Song”
Xx – “Crystalised”
Céu sorri. Preguiçosa, estica-se pequena num cenário de graves quentes, timbres analógicos e percussão minimalista. Efeitos sonoros (o crepitar do vinil, um lento scratch) e teclados elétricos da idade da pedra ajudam a desenhar uma paisagem descrita em câmera lenta. Envolta na névoa branca da psicodelia jamaicana, ela, no entanto, não é uma Alice recém-chegada no país das maravilhas do dub. Pelo contrário – pela cor amarela das pontas dos dedos das faixas de Vagarosa dá pra perceber que ela mesma é a patroa, a própria Lagarta fumando em seu narguilé, enquanto recosta-se sobre seu sofá-pufe em forma de cogumelo. Ela é nativa.
Embora não pareça. O sorriso estampado na capa do primeiro disco foi bookmarcado pela Apple e ajudou a vender a loja de MP3 de Steve Jobs como uma de suas artistas favoritas, quase sempre apresentada junto de seus produtos como exemplo da pluralidade da empresa. Seu sempre referido berço musical (“filha do maestro Edgar Poças, o criador da Turma do Balão Mágico, começou cedo no meio artístico”, todas as matérias irão dizer) também a coloca como refém de uma inevitável carreira musical, quando, na verdade, muitos dos méritos são seus.
Vagarosa, seu segundo álbum, começa com um pequeno prelúdio em samba (“Sobre o Amor e Seu Trabalho Silencioso”) tocado apenas ao cavaco e disfarça na largada, mas reforça seu mote logo na primeira frase: “Vai pegar como bocejo”. É a primeira de uma série de metáforas que reforçam, no decorrer do disco, seu clima lento e sossegado – e também é mesma conclusão do refrão da primeira música de fato: a irresistível “Cangote”, que instaura a vibe de sauna canabista que impregna as paredes do álbum, que esparrama-se e rola por sobre timbres cirurgicamente aquecidos pelos produtores Beto Villares e Gustavo Lenza que, ao lado da cantora, recepcionam nada menos que a fina flor da música brasileira atual.
Por Vagarosa passam luminares da primeira década do século no país: Fernando Catatau, BNegão, os Sebozos Postiços (Lucio, Pupilo e Dengue), os teclados de Bactéria (Mundo Livre S/A) e Chiquinho (Mombojó), os sussurros de Thalma de Freitas e Anelis Assumpção, Curumin e Guizado, além do veterano baterista Gigante Brazil e do highlander Luiz Melodia, único responsável por tirar o disco do clima esfumaçado do Sumaré e trazê-lo para o samba de alguma das duas Lapas – a paulista ou a carioca -, na deliciosa “Vira Lata”.
Mas entre tantos convidados ilustres, Céu ainda é a patroa. Como no primeiro disco, o novo também funciona na medida de sua voz – por vezes inflexível e hipnótica (“Papa”, “Sonâmbulo”, “Nascente”, “Ponteiro”), por outras sedutora e caliente (“Cordão da Insônia”, “Grains de Beaute”, “Bubuia”). Ela equilibra timbres e músicos com sua batuta vocal e a pós-produção só salienta ainda mais sua presença musical, tratando arranjos de cordas e de metais, convidados e instrumentos como samples vivos. Vagarosa é um disco quase gêmeo de 3 Sessions in a Greenhouse, de Lucas Santtana, mas enquanto Lucas convidava o ouvinte para entrar no universo dub em pleno estúdio, Céu deixa seu espectador do outro lado do vidro, transformando-se – e a todos em seu disco – num animal de zoológico, encarcerada como atração turística. Questão de ponto de vista: do lado de lá, ela está livre em sua nação de sons e sonhos, cantando para ouvintes encarcerados do outro lado do vidro. Ao pegar carona com o dub, Céu deixa os clichês de MPB anos-luzes no passado e livra-se de toda uma herança secular brasileira (o compromisso com o samba é assumido de forma quase didática, através da participação de Melodia e pelo cover de Jorge Ben com os Sebosos Postiços, em “Rosa Menina Rosa”) para abraçar uma sonoridade mais próxima de nossos dias do que os dos ídolos de nossos pais, que ainda teimam em dar a benção para quem quer se aventurar nesse métier. Céu nem olha pros lados, chama os amigos, mira pra frente – e vai embora. Sorte nossa.
Aproveitando o clima e a névoa, segue uma dica do Mumu: You and Me on a Jamboree, blog brasileiro dedicado à sonoridade da ilha que produz a música caribenha mais popular do planeta. Surrupiei esse Star Wars Dub só pela curiosidade mesmo – aproveitando a moda lançada pelo filme de George Lucas, Phil Pratt nem pensou duas vezes e lançou ele mesmo sua própria versão dub para a saga de Luke Skywalker. Mas o único parentesco com a história dos Jedi é o título e a capa – o que se ouve é dub cascagrossa, repetitivo e viajandão. Não que isso seja ruim, muito pelo contrário.
Phil Pratt – “Star Wars“
Começando a manhã em câmera lenta, num ritual que envolve espantar o frio e trazer o sol, pelo menos pra dentro da cabeça. Pra isso, conjurei ninguém menos que Bob Marley, que vem instrumental e espacial numa versão dub de seu maior disco, Exodus. Nas mãos de um produtor jamaicano chamado Chalawa, Exodus Dub faz com que o “movement of Jah people” caminhe anos-luzes sem necessariamente ter que mover um dedo. Cascudo.
Intro:
Em G
C Am C Bm
Em G Em G
Em G Em G
Em G Em G
If you can summon the strength, tow me
Em G Em G
I can’t hold down the urgency
Em G Em G
You’ve got to make your decent slowly
Em G Em G
And oil up those sticky keys
C F#m B
Coax me out, my love
F
And have a spin of my propeller
Em G Em G
Em G Em G
(* = just skip the G)
Em * Em G
It’s a necessary evil
Em G Em G
No cause for emergency
Em G Em G
Borrow the beak of a bald eagle
Em G Em G
Oh, momentary synergy
C F#m
Coax me out, my love
B Em
Sink into tomorrow
C F#m B
Coax me out, my love
F
And have a spin of my propeller
Em G
C Am C Bm
Em G
C Am C Bm
Em G C Am C Bm Em G C
My propeller won’t spin and I can’t get it started on my own
Am C Bm
When are you arriving?
Em G C Am C Bm Em G C
My propeller won’t spin and I can’t get it started on my own
Am C Bm
When are you arriving?
Em G C Am C Bm Em G C
My propeller won’t spin and I can’t get it started on my own
Am C Bm
When are you arriving?
Em G C Am C Bm Em
My propelleeeeeeeeer