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Racionalizando Tá na Chuva


Banda Black Rio (com Mano Brown) – “Mente do Vilão”

O privilégio de ter leitores bem informados é ouro. O Peu escreveu pra dar nome aos bois sobre o tal Tá na Chuva, CD de inéditas dos Racionais que está circulando online:

“Cara, não dá pra cair nessa compilação sem vergonha q nego lançou na net, a começar pela capa tosca… Vamo lá:

“Mãos” é uma gravação que tem uns 5 anos e já saiu no disco do Almir Guineto

“Quem procura acha” é um rap super antigo, dum tal grupo Sabedoria de Vida, apadrinhado na época pelo Mano Brown que só aparece na introdução. Já foi lançada faz uma era, chegou a tocar na rádio 105 fm e nem a música nem o grupo vingaram… ouvindo o som se entende por que…

“O jogo é hoje” é uma música feita para uma coletânea produzida pelo Mano Brown pra Nike, cd promocional sobre futebol, batalha das quadras, alguma campanha dessas

“Inimigo é de Graça” – Musica do Utime, grupo produzido e lançado pelos Racionais mas já lançada no cd deles


Possemente Zulu (com Mano Brown) – “Nova Função”

Faltou ainda “Mente do Vilão” (lançada pela ‘nova’ Banda Black Rio, que constrange semanalmente pelos bares e casas noturnas de são paulo os geniais criadores da ‘original’ BBR) e “Nova Função” do PosseMenteZulu que às vezes são divulgadas na net como sendo músicas novas dos Racionais…


Racionais MCs – “Canto de Oração & Oya”

De tudo, as únicas que são novas mesmo, e que acredito que podem sair num possível cd deles (tenho grande dúvidas se eles ainda têm pique para lançar um cd no formato tradicional) são “Oya”, “Tá na chuva” e “Mulher Elétrica”, que eles já estão inclusive tocando em shows. De resto, essa nova versão pra “Artigo 157″ ficou animal. Mas na boa, se eles lançarem um disco novo recheado de gravações para outros projetos e Remixes, é sinal de que deviam ter parado de vez… ou apelam logo para um Acústico fim de carreira, com direito a Fim de Semana no Parque, Voz Ativa e Um Homem na Estrada…”

Valeu, Peu, pente fino bonito que certamente será copiado em algumas matérias que começarão a aparecer sobre o grupo (você sabe que um dos meus passatempos favoritos é dar idéias de pauta, via Trabalho Sujo, pra editores de cultura preguiçosos espalhados pelo Brasil). Mas é quase certo, portanto, que esse disco não é oficial – se for, concordo contigo que é vacilo master dos caras de reaparecer com uma compilação mezza boca dessas (salpiquei esse post com as faixas que o Peu cita e que eu não havia linkado no post oriiginal).

Mas é um alívio, afinal, isso quer dizer que o grupo realmente pode retomar seu papel de liderança (quase política) e voltar o foco para a música. Descaradas, no entanto, ficam as intenções de Brown, Blue, Edy e Kléber. O zunzum que que apelida informalmente a nova fase do grupo de “Racionais Paz & Amor” (numa clara referência ao “Lulinha Paz e Amor” do presidente da República) não veio do nada…

Beatles x Muppets


Muppets – “Octopus’s Garden”

O blog Saturday Morning Central fez uma compilação das cenas em que a trupe de bonecos de Jim Henson visita os Beatles. Pra começar, temos o Caco revivendo a recepção de Ed Sullivan para um grupo novo com um nome engraçado:


Muppets – “She Loves You”

“Ob-La-Di Ob-La-Da” parece que foi feita para o programa:


Muppets – “Ob-La-Di Ob-La-Da”

“I’m Looking Through You” vira um jazzinho fantasmagórico:


Muppets – “I’m Looking Through You”

Aqui, o Gonzo assume o papel de Ringo (na verdade, de Buck Owens), no espelho:


Muppets – “Act Naturally”

E tem essa versão tikidélica de “With a Little Help from my Friends” tem o saxofonista e tocador de bongô mais improvável da história,

O post original ainda linka outros vídeos (“Blackbird“, “While My Guitar Gently Weeps“, “Good Day Sunshine“), além da infame “Letter B”, da Vila Sésamo:

Link – 31 de agosto de 2009

Cadê o DVD que estava aqui?Locadoras mudam para não morrerPequenas brigam por espaço no mercado norte-americanoBlogs podem ser fonte de inspiração para as lojasBlu-ray começa a baratear, mas será que sobrevive?Streaming pode extinguir todo e qualquer discoHollywood foi contra o cinema em casaSaiba como sobreviver ao fim das locadorasQual última notícia lhe chamou atenção?Internet pela tomada: tudo prontoVida Digital: Chad Hurley, do YouTube

“Só na balinha…”

Parece ser só mais uma matéria de telejornalismo policial sobre o uso de drogas em “festas rave”, só que… Vai vendo…

Falta pouco mais de uma semana para o Beatles Rock Band

Recomendo ler a matéria do New York Times sobre o making of do jogo que a gente publicou no Link há duas semanas, hein. Olha um trecho:

“Estamos no precipício de uma mudança cultural que diz respeito à forma como o mercado de massas consome música”, diz Alexis Rigopulos. Aos 39 anos, ele é cofundador e o principal executivo da Harmonix Music Systems, que desenvolveu o Rock Band dos Beatles e criou o Rock Band e o Guitar Hero originais, jogos que hoje são suas fundações.

Apesar de videogames serem mais associados a armas do que a guitarras, os jogos de música já são a segunda categoria de games mais populares do mercado, tendo ultrapassado os jogos de esportes e sem estar muito distante da tradicional categoria de games de ação. O primeiro Guitar Hero é de 2005. Dois anos depois, a Harmonix, que foi comprada pela MTV, apresentou o Rock Band.

Juntos, Guitar Hero e Rock Band (que hoje são franquias compradas por empresas concorrentes) mudaram a forma como os fãs se relacionam com a música – e já faturaram mais de US$ 3 bilhões. O dinheiro não vem apenas das vendas iniciais mas também de um fluxo contínuo de novas faixas que podem ser baixadas ao preço de US$ 2 por música.

O catálogo do Rock Band tem mais de 800 músicas de bandas tão diferentes quanto Grateful Dead e Megadeth. Desde o início, os artistas perceberam que as pessoas estavam descobrindo músicas nos games para depois comprá-las em outro lugar. No iTunes, os downloads de uma música de 1978 do Cheap Trick – Surrender – triplicaram depois que a faixa apareceu no Guitar Hero 2, e as vendas de uma canção de 1994 do Weezer foram multiplicadas por dez. E cada vez mais os games tornam-se uma plataforma para vender música.

Hoje são as empresas de jogos que definem que música será vendida e há um gargalo de gravadoras querendo empurrar seus artistas para esses games. Mas no final do mês passado, a Harmonix anunciou que vai licenciar ferramentas de software e disponibilizar treinamento para quem quiser criar e distribuir versões jogáveis de músicas na rede social do Rock Band, o que irá aumentar drasticamente a quantidade e a variedade de canções disponíveis. A gravadora Sub Pop, que lançou o primeiro disco do Nirvana, já anunciou que tem planos de tornar todo seu catálogo – atual e futuro – disponível.

A Rock Band Network tem um potencial tão grande que a Harmonix manteve por muito tempo seu desenvolvimento em absoluto segredo, incluindo batizá-lo com o nome de trabalho Rock Band Nickelback, na esperança de que o nome de uma banda de rock essencialmente genérica dispersasse eventuais curiosidades.

Depois de um aceno educado rumo à modéstia, Rigopulos prevê: “Nós iremos explodir isso a ponto de nos tornarmos a nova indústria fonográfica”. Ele afirma que gente que nunca jogou videogame irá comprar Beatles Rock Band e que quando fizer isso passará a querer canções interativas de outros artistas. “Por mais que Guitar Hero e Rock Band tenham sido enormes nos últimos anos, eu acho que estamos vendo a pequena rachadura que vai se tornar uma falha geológica”, ele confirma, “porque os Beatles têm um alcance e um poder que nenhuma outra banda tem”.

A reportagem ainda fala com Dhani Harrison, Giles Martin, Yoko Ono, Ringo Starr e Paul McCartney, acompanhando-os no dia do anúncio do jogo na E3 deste ano, durante a masterização em Abbey Road (os originais dos Beatles não tinham backup!) e no escritório da Harmonix.