Já mencionei o Glass duas vezes por aqui (num Vida Fodona e num Cinco Vídeos), agora pinço esse DJ Set que a dupla formada pelo nova-iorquino Dominique Keegan e pelo berlinense Glen Brady (que moram em suas respectivas cidades e fazem música à distância) fizeram para a Sirius Radio. Como no hit “Wanna Be Dancin'” a pegada fica entre o electro e o techno, mas começa a ficar um pouquinho mais pesada à medida que o set vai avançando. Na mistura, só finesse: Orbital, Martin Solveig, Ursula 1000, Knightlife e faixas produzidas ou remixadas pelo próprio Glass. Vai na fé.
The Glass DJ Mix Sirius Radio (MP3)
Eli Escobar – “Glass House”
Orbital – “Halcyon (Tom Middleton Re-Model)”
The Glass – “Wanna Be Dancin (Nadastrom Dub)”
Martin Solveig – “One 23 Four’ (NoToMash Remix/Glass Dub edit)”
Harvard Bass – “81”
Izza Kizza – “Hello (DJ Wool Remix)”
The Glass – “Superhero (Ursula 1000 Remix)”
The Glass – “Wanna Be Dancin (Fantastadon Remix)”
Knightlife – “Crusader (Radio Edit)”
Ursula 1000 – “Do It Right (The Glass Remix)”
Alex Gopher – “Handguns (Dada Life Remix)”
Martin Solveig “One 23 Four (Deepside Deejays Remix)”
The Glass – “Come Alive (Michel Class Dub)”
Harvard Bass – “81 Outro”
Xx – “Crystalized”
Miike Snow – “Black and Blue”
Vitalic – Poison Lips
Roots – “How I Got Over”
Fool’s Gold – “Surprise Hotel”
Ouviram a nova da Britney? “3” abole a sutileza e ela convida toda uma geração para encarar o sexo a três como uma coisa normal. “Are you in?”, ela pergunta em tom sedutor e desafiador, lembrando que “what we do is innocent”, que “livin’ in sin is the new thing” e que “everybody loves ***”. A música em si não tem nada de memorável, é mais um single para bater cartão nas paradas de sucesso. Mas a letra pode cutucar ainda mais uma revolução sexual que está em vias de explodir (para dentro ou para fora) na próxima década.
Britney Spears – “3“
“Comecei a simplificar na Odeon, uma das principais capas dessa época é a do Noel Rosa –com uma rosa no lugar do “o”. Eu via as vitrines confusas, todos fazíamos capas muito confusas. E não havia TV para fazer propaganda -as capas tinham de vender o disco! Aí lembrei que o Marshall McLuhan chamava isso de ruído visual e comecei a simplificar ao máximo. Os discos da Elenco brigavam nas lojas com os discos das multinacionais, eles tinham de sobressair. A simplificação das capas foi uma maneira de chamar a atenção para eles.”
O Ronaldo recuperou uma entrevista que ele fez com o César Vilela, designer autor das hoje clássicas capas do selo Elenco, de quem ele também foi curador de uma exposição em 2004, relação que começou com o modesto site de fã que ele fez sobre o cara quando ainda vendia discos na Bizarre.
Enquanto Fred Zero Quatro lamenta a queda das gravadoras, o Mombojó faz aquilo que o Los Hermanos devia ter feito em Ventura – só que na marra. Sem gravadora, a banda preferiu se embrenhar no mato sem cachorro por conta própria e lançar o terceiro disco na unha. O vídeo acima mostra trechos das gravações do novo álbum, Amigo do Tempo (com cenas impagáveis, como o baterista Vicente, naturalmente chapado, falando que “o sistema independente é muito difícil” enquanto Chiquinho encarna o “Robot Rock” no teclado), e China, praticamente um dos integrantes da banda, embora não-oficialmente, acompanhou todo o processo e escreveu sobre ele no blog da dos caras:
“Quando as sessões de ensaio terminaram, eles tinham dezessete músicas e estavam prontos para registrá-las. Mas gravar onde? Com que dinheiro? Estar numa gravadora não valeria muito à pena, pois nem elas saberiam que caminho percorrer nesse confuso momento em que se encontra a indústria fonográfica.
Daí veio a grande sacada: “Porque não seguir o lema do movimento punk e fazer o disco nós mesmos?”. A idéia ganhou força rapidamente dentro da banda e logo estávamos todos (o Mombojó, eu, Homero Basílio e Jr.Black) na fazenda Rodízio, a 40 km de distância do Recife para dar início aos trabalhos. Levamos microfones, pré-amplificadores, compressores, guitarras e tudo o que tínhamos a mão para tentar registrar o som dos caras da melhor forma possível, mas percebemos que não seria uma tarefa fácil. A fazenda não tinha estrutura de estúdio, era apenas uma tranqüila e silenciosa casa de campo, e acredito que naquele lugar nem um violão tinha passado antes, que dirá uma bateria. Deu muito trabalho ambientar a sala onde seriam gravados os instrumentos. Forramos as paredes com lonas, para evitar que o som rebatesse demais, e colchões foram colocados estrategicamente nos cantos da sala, pois, dizem os especialistas, que numa sala de gravação não podem existir quinas. Foi uma montagem totalmente autodidata.
Muitos cabos depois e alguns choques elétricos, estava tudo pronto para começar a melhor parte. Foram duas semanas de intenso trabalho e muita diversão. Os takes eram gravados entre uma partida de futebol e um banho de piscina. Tudo caminhava em perfeita harmonia. O Mombojó sabia exatamente o que queria passar em cada canção, e para que isso acontecesse, aquele estado de espírito era fundamental. Depois que o grosso do material foi captado na fazenda Rodízio, os caras se trancaram na casa dos irmãos Marcelo e Vicente para editar o que fosse necessário e incluir os teclados de Chiquinho nas músicas. Hoje em dia não é preciso estar num grande estúdio para fazer esse tipo de coisa, e nada melhor do que o conforto do lar para realizar o trabalho”
E vamos à segunda parte do especial do mês. Desta vez, observamos Serge Gainsbourg deixar a sofisticação e a polidez em segundo plano para atacar um universo de lolitas e cantoras adolescentes que inclui ninguém menos que Brigitte Bardot.
France Gall – “Poupee De Cire, Poupee De Son”
France Gall – “Teenie Weenie Boppie”
France Gall – “Baby Pop”
France Gall – “N’ecoute Pas Les Idoles”
France Gall – “Les Sucettes”
Serge Gainsbourg – “Docteur Jekyll et monsieur Hyde”
Serge Gainsbourg – “Qui est ‘in’ qui est ‘out'”
Serge Gainsbourg – “Shu ba du ba loo ba”
Serge Gainsbourg – “Torrey Canyon”
Serge Gainsbourg – “Chanson du forçat”
Françoise Hardy – “L’Amour en Privé”
Françoise Hardy – “Comment Te Dire Adieu”
Serge Gainsbourg & Brigitte Bardot – “Initials B.B.”
Serge Gainsbourg – “Bloody Jack”
Brigitte Bardot – “Contact”
Serge Gainsbourg & Brigitte Bardot – “Bonnie & Clyde”
Serge Gainsbourg & Brigitte Bardot – “Comic Strip”
Serge Gainsbourg – “Hold Up”
Serge Gainsbourg & Brigitte Bardot – “Ford Mustang”
Serge Gainsbourg & Brigitte Bardot – “Comic Strip (Version Anglaise)”
Serge Gainsbourg & Brigitte Bardot – “Je T’Aime… Moi Mon Plus”
Serge Gainsbourg – “Marilu”
Serge Gainsbourg – “Cannabis”
Serge Gainsbourg – “Théme 504”
Serge Gainsbourg & Jane Birkin- “La Chanson de Slogan”
Serge Gainsbourg – “Manon”
Serge Gainsbourg – “Requiem pour un Con”
“I have come here to chew bubblegum and kick ass…”
They Live, John Carpenter, filmaço!