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O Dia dos Beatles

O Mutli aproveitou o dia de relançamento dos Beatles para retomar mais uma lista envolvendo os quatro. Entrei na onda e fiz a minha relação em cima das categorias que ele criou – ele até falou em criar mais categorias e tal, mas deu preguiça. Sacumé, tou de (micro)férias.

1. Melhor disco: Abbey Road
2. Melhor música: “A Day in the Life”
3. Melhor música John: “Strawberry Fields Forever”
4. Melhor música Paul: “Hey Jude”
5. Melhor música George: “Something”
6. Melhor música Ringo: “Don’t Pass Me By”
7. Melhor beatle: John
8. Melhor lado: O lado A do Help!
9. Melhor capa: Abbey Road
10. Melhor cover: “Rock’n’roll Music”
11. Melhor cover da Motown: “Please Mr. Postman”
12. Melhor cover deles por outros: “Happiness is a Warm Gun”, com as Breeders
13. Melhor cover deles pela Motown: “Come Together”, com a Diana Ross
14. Melhor capa: Álbum Branco
15. Melhor bateria: “A Day in the Life”
16. Melhor baixo: “Something”
17. Melhor guitarra: “The End”
18. Melhor vocal: “Oh! Darling”
19. Melhor cítara: “Within You Without You”
20. Melhor piano: “Sexy Sadie”
21. Melhor solo ao contrário: “I’m Only Sleeping”
22. Melhor sessão de fotos: Astrid Kirchherr, novembro de 1960
23. Melhor par de óculos: Ringo na contracapa do Revolver
24. Melhor show para programar a máquina do tempo: 31 de janeiro de 1969
25. Melhor frase de impacto: “I took LSD”, Paul McCartney, 1967
26. Melhor entrevista: The John Lennon Rolling Stone Interview
27. Melhor resposta capilar: “Seu cabelo precisa de algum cuidado especial?”, John: “Descuidado é o ponto central”
28. Melhor verso: “I’d love to turn you on”
29. Melhor disco solo: All Things Must Pass, do George
30. Melhor música solo: “Maybe I’m Amazed”, do Paul
31. Melhor momento escroto de Let It Be: George brigando com Paul
32. Melhor Ringuismo: “Are you a mod or a rocker?”, “I’m a mocker”.
33. Melhor visual: 1969
34. Melhor cena de filme: “Two of Us”, no Let it Be
35. Melhor filme: A Hard Day’s Night

GB @ Floripa

Como quem não quer nada, a feshteenha foi fodaça… Tivemos uns problemas de saída, Luciano teve que improvisar com meu repertório mas não demorou muito para atiçarmos a naite da ilha. Foi BEM foda (aqui tem umas fotinhas) e deixou um gostinho de quero mais.

Radiohead 2.0

Vídeo recria íntegra do show da banda no Brasil do pondo de vista do público apenas com gravações dos fãs

A temporada de shows internacionais no Brasil sempre esquenta no segundo semestre, mas, para muita gente, o melhor show de 2009 já aconteceu quando o Radiohead fez duas apresentações, no Rio de Janeiro e em São Paulo, em março passado. Entre as milhares de pessoas que assistiram aos shows, centenas levaram câmeras e celulares que filmam, registrando, de diferentes ângulos, praticamente a íntegra das duas apresentações.

O paulistano Andrews Ferreira Guedis, no entanto, não levou câmera – mas ao chegar em casa após o show passou a procurar, no YouTube, os vídeos da apresentação. “Quis aproveitar a empolgação pós-show juntando vídeos que apareceram na internet para uma edição multicâmera da música ‘Paranoid Android’”, explica. “Depois disso fui bombardeado com perguntas sobre a edição de outras músicas. Nunca tinha pensando em fazer um projeto desses, apenas editava vídeos de shows da minha própria banda – a Refink”.

Pilotando dois programas (o Adobe Premiere e o TMPGEnc 4.0 Xpress), ele começou a organizar uma tarefa ainda mais ousada: editar todo o show de São Paulo usando apenas o conteúdo capturado pelas câmeras dos fãs. O áudio saiu da própria mesa de som do show – arquivo que foi parar na internet menos de um mês depois da apresentação. E agora Andrews disponibiliza seu árduo trabalho para download no site que abriu para o projeto, chamado Rain Down (www.raindown.com.br).

O nome do projeto veio do momento mais emocionante do show em São Paulo, após a banda ter tocado a primeira música que Andrews editou. “‘Paranoid Android’ foi o grande momento do show. Em ‘Karma Police’, o público tentou chamar a atenção de Thom Yorke cantando o trecho ‘For a minute there, I lost myself’, mas isso mesmo só se concretizou ao final de ‘Paranoid Android’, em que o próprio Thom não resistiu à cantoria e começou a acompanhar os fãs com o trecho ‘rain down, rain down, come on rain down, on me’”. Já seu vídeo favorito, depois de editado, foi o de “Idioteque” – “ela conversa com a música, tem várias câmeras e mostra a agitação de Thom Yorke no vocal e todo o público vibrando”.

O processo de edição não foi simples e Andrews ressalta que o mais complicado foi sincronizar áudio e vídeo. “É difícil fazer um projeto desses com um equipamento amador como o meu”, explica. “O meu computador levava dias para deixar todos os vídeos convertidos para o formato ideal. Já passei horas sincronizando os vídeos, principalmente aqueles que tinham muitas câmeras, tinha que lidar com o travamento do PC constantemente”.

Da mesma forma que o grupo inglês disponibilizou seu último álbum, In Rainbows, gratuitamente na internet, Andrews também não irá cobrar por seu trabalho. Até porque os direitos autorais das músicas são do grupo.

“Essa questão começou a ser discutida e causou um grande mal estar, que me fez pensar em desistir”, conta. “Não filmei nenhum trecho do show e obtive autorização da maioria dos colaboradores do projeto para utilizar os vídeos. Meu trabalho foi juntar esses vídeos. Não ganhei um centavo, nem pretendo. Foi feito de fãs para fãs, com câmeras e celulares. Acredito que essa questão deve ser repensada, principalmente porque a internet revolucionou o jeito de se comunicar e criar”.

Depois do lançamento, o próximo passo é fazer que a banda assista ao show. Andrews diz que está se mexendo para fazer que seu trabalho chegue à banda. “A banda ficou impressionada com o público e deve rever isso do ponto de vista dos fãs brasileiros. Acredito que o Radiohead apoia o meu projeto, por isso que vou até o fim”.

Link – 7 de setembro de 2009

A virtude de deletarNovos HDs externos funcionam sem o PCSaiba como estocar e recuperar seus arquivosBill Tancer: “Somos o que clicamos”Nokia vê o fim da fronteira entre PC e celularNovo netbook impressionaN900 é ‘penúltimo passo da evolução’Será que os Beatles vão virar MP3?Livros brasileiros podem ser lidos de graça no celularEleição afegã é monitorada por celular e e-mailO mundo digital cada vez mais perto da cultura popRadiohead 2.0

Um guia para a semana sem Trabalho Sujo

Como disse, vou tirar a semana que vem para pegar uma praia e curtir uma família e só volto à ativa dia 14. Mas não garanto uma desconexão completa. Deixei uns posts aí em aberto justamente para completá-los aos poucos, sem pressa, e ao mesmo tempo devo voltar segunda para atualizar a capa do Link (se eu fosse você, comprava o Estadão pelo menos segunda…). Não garanto Vida Fodona, Leitura Aleatória (esse eu garanti, tou atualizando com posts antigos, não sei se deu pra sacar), Cinco Vídeos, nada. Quem sabe eu pinte no apavoro para comentar algo de bobeira, mas só tem um jeito de saber: é esperar.

Hein? Franz? “Take Me Out”.

Caetano, Jane e Serge

E esse show da Gainsbourg Imperial, hein? Que show! A Orquestra Imperial travestiu-se de big band de jazz funk e, sob a batuta de Jean-Claude Vannier, visitaram parte da obra de Serge Gainsbourg com uma desenvoltura inacreditável. Por enquanto deixo a música (não consegui filmar o palco, ficou só o áudio mesmo) que a viúva não-oficial de Serge, Jane Birkin, dividiu o microfone com o monsieur Caetanô, “Je Suis Venu Te Dire Que Je M’en Vais” – só consegui gravar o áudio (e quando será que o Sesc irá abrir seu baú com este tipo de gravação, hein…). O delicado dueto não chegou perto da explosão de energia dos momentos mais memoráveis do show, mas foi um dos menos irônicos e mais tocantes – à exceção da interpretação final do show, quando Jane Birkin cantou “La Javannaise” a capella. Depois eu falo mais do show.

Vou emendar o feriadão

E esticar uma semaninha fora do ar, hein. Não vá faniquitar de abstinência, taí o arquivo pronto para ser fuçado. Se você estiver em Floripa no fim de semana, dê uma esticada amanhã na Livraria Saraiva do Shopping Iguatemi da ilha que eu vou participar de mais uma edição do Lero Lero Musical, organizado pelo grande Marquinhos Espíndola, que toca a coluna Contracapa no Diário Catarinense. Ele me chamou para falar sobre música e internet numa mesa que, além da minha presença, ainda conta com os ilustres Jean Mafra (do Música Pra Baixar) e Zimmer (do SC Conectada). Vamo lá, então. Porque depois do papo e pouco antes do início de uma semana de pernas pra cima tem…