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Twitter em debate

Eu sei que o título lembra o clássico quadro da TV Pirata “Piada em Debate“, mas é isso mesmo: daqui a pouco eu tou no MIS durante a terceira edição do YouPix, que tem a ferramenta de microblogging como principal atração. Divido uma mesa de debates com bambas como o psicólogo André Camargo, Mr. Manson, a miss Twittess) e o Maurício Stycer, com mediação do papo feita pelo Michel Lent (tem também um tal dum prêmio, que eu tou concorrendo em duas categorias, mas esse papo de prêmio é secundário, vai…) A lotação do lugar é de 300 e tantas pessoas e não precisa de convite: quem chegar primeiro, entra na buena. Alguém se dispõe? Começa às 19h30. Glue there…

Yeah Yeah Yeahs x A-Trak

É a vez do canadense A-Trak meter a mão do segundo single do disco novo do Yeah Yeah Yeahs. “Heads Will Roll” já foi remixada por gente tão diferente quanto Passion Pit e James Iha, mas aqui ganha um tratamento quase minimalista graças a uma repetitiva e marcial martelada sintética. Em cima dela, Karen O desliza seu vocal de diva indie como se fosse uma crooner disco, coisa fina.


Yeah Yeah Yeahs – “Heads Will Roll (A-Trak Remix)

Cinco vídeos para o meio da semana – 101


VV Brown – “Day ’N’ Nite”


Duck Sauce – “aNYway”


Midnight Juggernauts – “This New Technology”


Superguidis – “Fã Clube Adolescente”


Calvin Harris – “Flashback”

Beatles como você nunca viu

Essas imagens do grupo em 1963 fazem parte do DVD que vem com o livro The Beatles, On Camera, Off Guard 1963-1969, que está sendo lançado pelo fotógrafo Mark Hayward na Inglaterra.

Ninho de cobras

Atravessei a maratona de programação do Yahoo Open Hack que aconteceu em Nova York, no sábado retrasado – e a materinha saiu no Link de hoje.

Foto: Yodel Anecdotal

Os MCs da premiação, Eric Wu e Neal Sample

Hackers reúnem-se em NY para criar à vontade

Yahoo Open Hack reúne mais de duas centenas de programadores para desenvolver aplicativos a partir das ferramentas e bancos de dados disponíveis

Chris Yeh, responsável pela plataforma de desenvolvimento em rede do Yahoo, está a postos para apresentar os vencedores a nona edição do Yahoo Open Hack, que ocorreu em Nova York, no penúltimo sábado (10). Em frente a uma plateia formada pelos programadores que participaram do evento, ele explica sua falta de intimidade ao falar em público e comenta que, sob a imponência do local da apresentação (o centenário Hudson Theatre, do hotel Millennium Broadway, quase vizinho ao Times Square) e devido ao caráter técnico de seu cargo, se limitará a ler os termos de uso da plataforma de desenvolvimento do site.

Mero jogo de cena. À medida em que começa a ler as letrinhas miúdas do termo, Yeh é interrompido por outros dois executivos do site, Neal Sample, vice-presidente para plataformas sociais, e Eric Wu, gerente-sênior para integrações e aquisições. “Estamos hackeando sua apresentação”, explicam os dois, que sobem ao palco em trajes nada executivos – ambos vieram paramentados de acordo com a estética do evento, o tema “steampunk”, característico da revolução tecnológica da Inglaterra vitoriana. E antes de dar início à apresentação, exibem um vídeo que fizeram há pouco, na Times Square, em que pediam para os transeuntes explicarem o que eles entendiam por “hacker”.

O resultado, claro, foi um festival de variações de “alguém que invade seu computador com más intenções”. As gargalhadas do público – programadores e desenvolvedores, mas também hackers, todos eles – vinham de duas constatações: a de que a maioria das pessoas ainda associa o termo à má-fé e a de que, aos poucos, essa definição está sendo revista.

Vide o próprio Yahoo Open Hack, maratona de 24 horas de programação, em que desenvolvedores de Nova York foram convidados a hackear os códigos do Yahoo para criar aplicativos que possam melhorar o desempenho do site e até bolar soluções que os programadores originais sequer cogitaram originalmente. Diferentes palestras e apresentações ocorriam ao mesmo tempo em que um andar inteiro do Millenium Broadway foi tomado por programadores que, espalhando-se entre pufes, poltronas e mesas, transformaram o ambiente numa pequena zona autônoma temporária, com regras e éticas próprias.

Terminado o prazo, os hackers tiveram dois minutos cada para apresentar seus feitos, que variavam de coisas completamente inúteis até invenções realmente inovadoras. Na primeira turma, ninguém foi mais infame do que o New York Toast, criado pelo grupo MarketBot. Modificando uma impressora 3D, eles fizeram que o aparelho pudesse “imprimir” notícias e fotos em torradas, usando pasta de amendoim.

Mas estes eram minoria. Entre outros apresentados estava o Power Trends, do grupo Power Trio, que permitia, através de redes sociais, fazer que prefeituras pudessem acompanhar e, assim, economizar o consumo de energia des seus cidadãos. O AudioTexter, do grupo HellaCool, transforma mensagens de SMS em áudio e vice-versa. O programador Tom Pinckney criou o Community Bulletin Boards, que permite acrescentar fóruns de discussão em pontos de mapas online, e o grupo Yinzoo criou o TVitter, que permite que telespectadores usem o Twitter para comentar programas de TV em grupo. O campeão, apresentado por Addy Cameron-Huff, foi o InsiderTrades.org, que usa aplicativos de finanças para passar informações em tempo real para os investidores, sem a interferência humana – tudo é gerado por bancos de dados.

O evento faz parte de mais uma reinvenção do Yahoo, que sai de um ano marcado pela longa possibilidade de fusão com a Microsoft. Os dias de hacker do Yahoo já aconteceram em nove cidades do mundo – inclusive em São Paulo, no final do ano passado – e são cruciais para este novo Yahoo, que abre APIs e bancos de dados para aproximar-se destes personagens que ainda são vistos como vilões digitais. “Apostamos nisso, além do marketing tradicional”, diz Cody Simms, da plataforma YOS, ao referir-se ao enorme outdoor que o grupo acaba de inaugurar em plena Times Square.