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A volta dos Midnight Juggernauts

O trio australiano, dono de um dos melhores discos de 2007 (o épico retrô Dystopia), aos poucos está voltando à ativa e manda notícias com a primeira faixa de seu próximo álbum, ainda sem título. Apesar do ritmo central martelado pelo baterista Daniel Stricker de “This New Technology” ser tenso – embora mais acelerado – como o do disco de estréia do trio, o vocal do tecladista Vincent Vendetta chega ao refrão cantarolando, longe do clima de alerta e pregação que acompanhava os hits do grupo. Mas tanto na curta introdução, como no refrão (quase) ensolarado e num final bucólico e pastoril, parece que os Juggernauts estão lentamente saindo de sua paisagem sintética e apocalíptica rumo à psicodelia. Será?


Midnight Juggernauts – “This New Technology

TV Serge Gainsbourg – Parte 2

Ao contrário de toda sua geração do início dos anos 60, que teve uma reação contrária à chegada do rock inglês e americano à França, Serge Gainsbourg se interessou pela novidade. A princípio a usava quase como paródia, tocando o novo som como se fosse uma variação elétrica de um ritmo caribenho ou africano, como uma espécie de exotismo tribal. E aos poucos foi percebendo que o rock permitia o uso de ruídos, trocadilhos e aliterações que tornavam sua poesia ainda mais melódica. Nas faixas abaixo ele aos poucos vai reconhecendo a influência daquela música estrangeira e percebendo que em vez de tomar o espaço da música francesa, ela poderia ser o veículo para levar a música francesa para o resto do mundo. Mas logo viria a ruptura definitiva, que selaria o destino e a carreira de Serge Gainsbourg como uma versão irônica e autodepreciadora do que se esperaria de um playboy, uma espécie de bon vivant existencialista.


Serge Gainsbourg – “Le Poinçonneur des Lilas”


Serge Gainsbourg – “Le Claqueur de Doigts”


Serge Gainsbourg – “Le temps des yoyos”


Serge Gainsbourg – “Negative Blues”


Serge Gainsbourg – “L’Appareil a Sous”

Carregadores de piano no supermercado

Procurando pelo Gainsbourg, encontrei esse plano-seqüência do diretor Bertrand Conard, ao som do “Le Charleston des Déménageurs de Pianos”, do Serge.

On the Run 57: Twelves – The Twelfth Hour

A dupla carioca lança sua terceira mixtape (depois dos 30 Minutes of Twelves e do Episode II) e segue nos mesmos trilhos que a consagrou: o tom geral fica entre o synthpop e a nu-disco, mas com ouvidos atentos aos hits conhecidos pela maioria das pessoas. Assim, o set desce macio e suave, perfeito para esse frio súbito desse início de primavera. Vi lá no Bloody Pop.

Twelves – The Twelfth Hour (MP3)

Methusalem – “Robotism”
Groove Armada – “Drop The Tough (The Twelves Remix)”
Glass Candy – “Miss Broadway”
Daft Punk – “Da Funk”
DJ Agent 86 – “Wavestate”
Gossip – “Standing in the Way of Control”
Gaz Nevada – “I-C Love Affair”
Phoenix – “Lisztomania”
Arpadys – “Mystery Rock (Vlad Maywad edit)”
The Do – “On My Shoulders”
Zoot Woman – “Information First”
The Jacksons – “Shake your Body”
Mr Oizo – “Two Takes It”
Bushy – “Sqezy Soul”
Zeigeist – “Humanitarianism (The Twelves Remix)”
Snoop Doggy Dogg – “Sensual Seduction”
Juan Maclean – “No Time”
DJ Agent 86 – “Magic”
K.I.D. – “Hupendi Musiki”
Franz Ferdinand – “Ulysses”
Siriusmo – “Discoding”
Dan Hartman – “Vertigo” / “Relight my Fire”
Air – “Sexy Boy”
Fever Ray – “Seven (The Twelves Remix)”
Pacific – “Hot Lips (The Twelves Remix)”
Patrick Alavi – “Power”
Dynasty – “I Dont Wanna be a Freak”
Metronomy – “Radio Ladio”
Siriusmo – “Last Dear”
Empire of the Sun – “Walking on Dream”
Elitechnique – “Spectral Escape”
The Virgins – “Rich Girls”
Black Kids – “…Dance With You (The Twelves Remake)”
The Juan Maclean – “Happy House”
M.I.A. – “Boyz”
Cut Copy – “So Haunted”
Space – “Magic Fly”
PNAU – “With You Forever”
Eddie Tour – “Up The Glitter”
Mr. Oizo – “Hun”
Cerrone – “Give Me Love”
Mr. Oizo – “Steroids (ft. Uffie)”
Tiga – “Shoes”
Kano – “It’s a War”
Daft Punk – “Revolution 909”
Radiohead – “Scatterbrain (The Twelves Remix)”
Terry Poison – “Comme Ci Comme Ça (The Twelves Remix)”
Sebastien Tellier – “Sexual Sportswear”
Chemical Brothers – “It Doesn’t Matter”
Database vs. French Horn Rebellion – “Beaches and Friends (The Twelves Remix)”

Marvel vs. Disney

O site Moviefill fez o seguinte infográfico, comparando os lançamentos de filmes envolvendo as duas marcas para ver quem, no fim das contas, pesa mais que quem. Aparentemente, tá dando Marvel – mas foi a Disney quem comprou, né…

A nova volta do Little Quail


Foto: Porão do Rock

Nem tudo foi constrangimento no Porão do Rock que aconteceu no último fim de semana. Entre as trocentas bandas que o festival arrumou para ressuscitar (Escola de Escândalo, Detrito Federal, Maskavo Roots, Legião, Plebe Rude, etc.), uma delas foi o heróico trio Little Quail & the Mad Birds, que já havia voltado no início do ano para “apenas um show”. O show no Porão levou à escala de estádio o velho show da banda – além de um repertório classe A (só hit!), ainda contou com a falação interminável entre Gabriel e Zé Ovo, que dedicou várias vezes o show à profissão roadie. Rock’n’roll pra dançar, punk rock sem vergonha de ser pop, humor com guitarras – o Little Quail é o Raimundos que só Brasília (e alguns poucos felizardos fora da cidade) puderam conhecer. Pra quem não conhece, vale baixar o show, que já vazou online.


Little Quail & the Mad Birds – “Dezesseis


Little Quail & the Mad Birds – “Cigarrette


Little Quail & the Mad Birds – “Conversas