Tecladêra
Eis o fin”zinho” de “Lucid Dreams” que eu falei que, sozinho, valeu o preço do show. A Flávia que filmou.
Eis o fin”zinho” de “Lucid Dreams” que eu falei que, sozinho, valeu o preço do show. A Flávia que filmou.
E isso anos antes do MP3… Tirei daqui.
Serge Gainsbourg & Jane Birkin – “Elisa”
A inglesa Jane Birkin já era escolada no jet set quando conheceu Serge Gainsbourg. Foi o primeiro nu frontal da história do cinema (e onde melhor do que em Blow Up, de Antonioni, isso poderia acontecer…) e freqüentava a Swinging London dos Beatles (ex de John Barry, o autor do tema de James Bond, ela atuou em Wonderwall, filme cuja trilha era assinada por George Harrison – e que serviria de referência para uma certa canção dos anos 90), mas chegou crua e morrendo de medo na França, quando foi trabalhar ao lado de Serge.
Jane Birkin – “Jane B.”
(Aqui vale um parêntese para lamentar a ausência de filmes estrelados por Gainsbourg no YouTube – ele que, além de seus próprios projetos pessoais, era sempre chamado para fazer o papel de vilão – e quase sempre se afundava na poltrona quando o público comemorava as cenas em que seus personagens encontravam seu fim inevitável)
Serge Gainsbourg – “Manon”
A princípio, os dois não se bicaram, mas logo a cortesia de Gainsbourg cativou a pequena inglesa, quase vinte anos mais nova que ele e uma das model/atrizes mais bem pagas do final dos anos 60 e os dois eram vistos badalando por Paris. O caso ficou sério e Jane tornou-se a principal musa da vida de Gainsbourg, num casamento que atravessou inabalado os anos 70, além de dar a luz à Charlotte Gainsbourg.
Serge Gainsbourg – “Sous le Soleil Exactement”
Mas o principal feito do casal – e o maior da carreira de Serge – foi o single “Je T’Aime… Moi Non Plus”, que Serge havia gravado com Bardot e engavetado em seguida devido à repercussão interna causada pelo single. Vivendo com Jane, ele assumiu sua obra máxima – “a canção definitiva de amor”, ele dizia – e a pôs na rua, causando o maior furor que uma única canção pode provocar em todo o planeta – um feito que nenhum artista pop, inglês ou americano, conseguiu causar.
Jane Birkin & Serge Gainsbourg – “Je T’Aime Moi Non Plus”
Composta sobre uma base melosa e derretida, “Je T’Aime…” pode soar até ingênua em tempos pós-Madonna, mas foi ela quem abriu caminho para que o sexo pudesse ser usado como elemento pop. O que era implícito no rebolado de Elvis e nos cabelos dos Beatles era escancarado na troca de gemidos entre Serge e Jane, simulando um orgasmo ao mesmo tempo em que exaltavam o sexo casual. “Te amo…”, dizia o título, “eu também não”. A gemedeira extrapolou barreiras lingüísticas e a canção tornava-se um sucesso e um problema onde quer que era ouvida. Garantiu a excomunhão do diretor da gravadora que a lançou, foi banida pelo próprio Vaticano, além de censurada em diversos países, inclusive na Inglaterra e no Brasil.
Serge Gainsbourg & Jane Birkin – “69 Annee Erotique”
Mas o casamento de Serge e Jane não culminaria na polêmica de um single. Os dois estenderiam seu relacionamento em um disco que, sem dúvida, é a obra mais importante de Serge Gainsbourg em relação à sua personalidade pública, o disco que o consagrou como um autor sério e distinto, um dos principais nomes de sua época: Histoire de Melody Nelson. Falo dele já, já.
Serge Gainsbourg & Jane Birkin – “Slogan”
Ficou altos.
A Chris DeWolff entrevistou o Kapranos na madrugada depois do show de quarta.
Franz Ferdinand – “This Fire”
Foi bom.
Franz Ferdinand – “Tell Her Tonight”
Foi bem bom.
Franz Ferdinand – “Ulysses”
Foi bem foda.
Franz Ferdinand – “40′”
Melhor show de rock no Brasil do ano – e só não foi o melhor show porque o Radiohead (que já ultrapassou esse formato, “rock”) deu as caras por aqui. Só “Lucid Dreams” (que começou funk rock e depois descambou numa electera entre o antônimo do Justice e a resposta européia ao LCD Soundsystem – alguém viu se tem vídeo disso? Foram mais de 10 minutos, quase 20) valeu a noite, mesmo com todo aperto, sufoco e o fato de pelo menos um terço do público presente não estar ali pelo show – e sim pela social. Nesse sentido, o show dos caras no Motomix foi mais contangiante – o espaço era maior, dava pra dançar. Mas, na boa, maior privilégio ver os caras ainda no ano de lançamento de Tonight, que não saiu dos meus 10 melhores discos do ano desde que foi lançado, em janeiro. Ano que vem eles voltam.
…é boa.
…é estranhamente besta e boa de um jeito completamente diferente. Parece New Order…
E não só dele: boa parte do funk brasileiro e do groove black dos anos 70 é evocado no disco Rádio do Canibal, do DJ BK-One, que ainda tem participação de gente do Roots, do Wu-Tang, do Atmosphere, entre outros.