Qual sua análise da cena Indie que está aumentando bastante em todo o mundo? Indie é o melhor. Danem-se as grandes gravadoras. Elas acabam com as bandas e nos dão música de péssima qualidade em 95% das vezes.
Como o próprio Fred admite: “Sim, eu era muito indie. E jovem.”.
E já que falei de dubstep, se liga nesse minidocumentário que fala sobre como o gênero criado por Lee Perry evoluiu rumo ao dubstep e como o clássico álbum Blackboard Jungle foi recriado pelos produtores austríacos Dubblestandart, pelos nova-iorquinos Subatomic Sound System e pelo MC Jahdan Blakkamoore, com a presença do próprio Lee. Pesquei no Dubstepped.
Se você não lembra desse filme, deve ter nascido nos anos 80 (e olha que tem muita gente que nasceu e lembra). Passava direto na Sessão da Tarde, e como eu disse no post anterior, era uma tentativa de tornar histórias da mitologia grega com o clima de fantasia e aventura que a dupla Spielberg e George Lucas tinham resgatado para o cinema. E mesmo com um elenco contando com Laurence Olivier no papel de Zeus e Ursula Andress como Aphrodite, a grande atração do filme eram os efeitos especiais de Ray Harryhausen, a Industrial Light & Magic dos tempos analógicos, responsáveis por cenas como essa deste exército de esqueletos em Jasão e os Argonautas, de 1963:
Ou o Ciclope do filme do Simbá, de 1958:
E em Fúria de Titãs, filme que funcionou também como uma homenagem à sua obra, ele criou outras cenas clássicas, como a da luta entre Perseu e a Medusa:
Se você não viu o filme ainda, não dá mole: ele tá inteirinho no YouTube. Não é um filmaço – meu apego com ele é obviamente nostálgico – mas diverte.
Outra boa dica do Camilo (que é um cara que sempre tem boas dicas, você devia saber) é o guia para entender o dubstep feito pelo Bruno Belluomini, que toca a noite dedicada ao gênero no Vegas, a Baixaria. Eu sou meio alheio ao assunto e acho que o dubstep é meio tipo o tecnobrega – o estilo musical mal começou a existir e desde o berço já tem gente soltando fogos por sua existência antes mesmo de algo florescer de verdade (tudo bem, o Burial e os remixes do Skream são bem bons, mas eu acho que o dubstep – enquanto gênero – ainda pode melhorar). Mas isso é questão de gosto, não ache que eu estou recriminando os caras, não…