E o Toque Musical desenterrou (e o Ali Fanfarrão ressuscitou) esse show do Gil na Poli em 73. Eis a apresentação que o site faz do registro:
Em 1973, o estudante de geologia da USP, Alexandre Vanucci Leme, foi torturado e morto pela repressão política do regime militar. Gilberto Gil, que estava em São Paulo, então recém chegado do exílio, foi procurado pelos universitários que o convidaram para fazer um show de protesto, improvisado no campus. Por volta de umas duas mil pessoas assistiram a esta apresentação nas dependências da Escola Politécnica da USP. Gil tocou e conversou com o público durante três horas de show. Esta apresentação foi registrada pelos estudantes em um gravador de rolo (benditos gravadores de rolo!). A fita ficou guardada e esquecida por um longo tempo. Apenas algumas poucas pessoas tiveram acesso a este material. As cópias em fita K7 eram fragmentadas e com um som de má qualidade. Vinte anos depois a fita master foi encontrada e restaurada, inicialmente pelo músico do Grupo Rumo, Paulo Tatit, para um projeto de lançamento da gravação comercial em CD.
Aí temos o repertório daquela noite:
“Oriente”
“Chicletes com Banana”
“Minha Nêga na Janela”
“Senhor Delegado”
“Eu Quero um Samba”
“Meio de Campo”
“Cálice”
“O Sonho Acabouv
“Ladeira da Preguiça”
“Expresso 2222”
“Procissão”
“Domingo no Parque”
“Umeboshi”
“Objeto Sim Objeto Não”
“Ele e Eu”
“Noite Morena”
“Cidade de Salvador”
“Iansã”
“Eu Só Quero um Xodó”
“Edith Cooper”
“Back in Bahia”
“Filhos de Gandhi”
“Eu Preciso Aprender a Só Ser”
“Cálice (final)”
Coisa fina, Gil nem sequer tinha começado sua fase “Re” e já tinha um repertório de fazer inveja a todos os grandes nomes do pop nacional atual juntos. Além das músicas, o disco traz várias faixas chamadas “Gil fala” em que o cantor conversa longamente com o público, moldando seu carisma manhoso que lhe deu ares de guru preto velho em seus tempos de ministro. O caminho das pedras tá no site, vai lá.
Rapaz, e esse mashup que o Party Ben fez do hit do Kid Cudi com essa pepita chamada “Shame“? Coisa fina…
Kid Cudi – “Day’N’Night (Party Ben Remix)“
Não vi o Vicky Cristina Barcelona (é, eu sei, vou ver), mas há muito tempo não me divertia tanto com um Woody Allen quanto em Whatever Works. A história em si, embora louquíssima, não é o ponto central do filme: este é Larry David, encarnando um Woody Allen grosso e pouco se fodendo para o que acham dele. A química entre autor e personagem é perfeita e Woody aproveita que não está se representando para jogar um monte de merda no ventilador, com aquele mau humor característico do sujeito que nos deu George Costanza, só que elevado a uma potência crítica, que inclui uma autocrítica pesada que passa longe da autopiedade característica da atuação do diretor. Só o monólogo de abertura já é o suficiente para colocar este Whatever Works (como será que vão traduzir no Brasil? “O Que Rolar, Rolou”? A minha sugestão batiza o post) entre os melhores filmes de Woody Allen. E a frase que encerra tudo então? Gênio.
Que tal duas horas de Simian Mobile Disco pra esquentar ainda mais janeiro? É o primeiro Essential Mix da BBC de 2010 – coisa fina.
Simian Mobile Disco – Essential Mix 8/1-2010 (MP3)
Kraftwerk — “Franz Schubert”
Subway — “Xam”
Kikumoto Allstars — “Dco”
Levon Vincent — “Late Night Jam”
Simian Mobile Disco — “Cruel Intentions (feat. Beth Ditto) (Space Cave Mix)”
Unknown Artist — “Get The Curse”
Oliver Huntemann — “Shanghai Spinner (Joey Beltram Remix)”
Armando — “Don’t Take It (feat. Sharvette)”
Slam — “Room 2”
Denis Naidanow — “Wonderland (feat. Tyree)”
Oliver Huntemann — “Trummerfeld”
Simian Mobile Disco — “Are You In The Picture?”
On/Off — “Cirez D”
Dusty Kid — “Train # 1”
Raymond Scott — “Cindy Electronium Pt. 1”
Rogue Cat — “Magic Journey (Todd Terje Remix)”
Cassius — “Youth Speed Trouble Cigarettes (Radio Slave Mix)”
Dustin Zahn — “Stranger To Stability (Len Faki Mix)”
Blake Baxter & Abe Duque — “Let’s Take It Back (Joey Beltram Remix)”
SMD Delicatessen — “Aspic”
Raymond Scott — “Cindy Electronium Pt. 2”
Ramadanman — “Revenue (Untold Remix)”
Paul Woolford — “Pandemonium”
Psycatron — “Deeper Shades Of Black”
Alex Costa — “Evergreen”
Skream — “2 D”
Dexter — “Unknown Title”
Zomby — “Strange Fruit”
Deepgroove — “Spike”
Adam Beyer — “Something Good To Die For”
Caramel — “Cluster”
L-Vis 1990 — “The Bird”
MJ Cole — “Sincere (Mumdance Mix)”
Crookers Feat Miike Snow — “Remedy”
Me dê meus parabéns que hoje é meu aniversário. Meu e do Didi – que, ora vejam, faz 75 hoje. Eu ainda tou nos 35.
Fala JJ:
Is the end of the series what you thought it would be, from the beginning?
JJ: Oh, no way! No. There are little threads and elements, here and there, but truthfully, when we started it, we didn’t know exactly what was in the hatch. We had ideas, but we didn’t know to what extent it would be. The notion of The Others was there, but we didn’t know exactly what that would mean. Damon hadn’t come up with the idea of flash forwards yet. To see where we are and what they’ve created is insanely gratifying and it’s something that no one could have predicted, at the beginning of it. The evolution of it is really part of their glorious experiment of taking a show that we were all, at the beginning, saying, “How do you make this a series?,” and to see what Damon and Carlton have done is amazing to me.You had the idea for the basis of it though, right?
JJ: There were a lot of ideas, but the specificity with which the thing played out was part of that leap of faith that it was going to work. That doesn’t mean that you plan everything out. You have big ideas, but when the better bigger ideas show up, you go with them.